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Os Lusíadas - CANTO VI

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by

Soraia Cruz

on 26 February 2014

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Transcript of Os Lusíadas - CANTO VI

Os Lusíadas - CANTO VI
Antecendentes da reflexão do poeta
Acabada a narrativa de Vasco da Gama sobre a história de portugal e a armada portuguesa deixa Melinde.
Os navegantes são guiados por um piloto a quem cabia a função de indicar o caminho até Calecut.

Baco apercebe-se que os portugueses estão prestes a chegar a Índia, e, com a ajuda de Neptuno convoca o Consílio dos Deuses Marinhos, onde fica decidido apoiarem-no e é dada a ordem para que Éolo solte os ventos e faça afundar a armada.
É então que surge uma tempestade, que leva Vasco da Gama a realizar uma prece a Deus e, mais uma vez, é Vénus que ajuda os portugueses, mandando as ninfas seduzirem os ventos para estes se alcamarem.

Após o episódio da tempestade , a armada avista Calecut e chega a Índia.
95
Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores:
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Não nos leitos dourados, entre os finos
Animais de Moscóvia zebelinos;
96
Não cos manjares novos e esquesitos,
Não cos passeios moles e ociosos,
Não cos vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos;
Não cos nunca vencidos apetitos,
Que a fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pêra algua obra heroica de virtude:
Conclusão
Nesta reflexão, o poeta continua a exercer a função pedagógica, mostrando que a honra, o prestigio, a imortalidade e a fama se adquirem pelo esforço e sofrimento no campo de batalha, sacrificando o próprio ou perdendo os companheiros. Luís de Camões refere ainda que tais virtudes não se obtêm por herança (dos antigos), nem vivendo nos “leitos dourados, entre os finos animais de Moscóvia zebelinos”, ou seja, vivendo no luxo e na ociosidade.
CANTO VI - Reflexão do poeta
Neste canto encontra-se uma reflexão sobre o verdadeiro e árduo caminho da fama e da glória.

O poeta defende um novo conceito de nobreza e, segundo este conceito a fama, o prestigio e o poder adquirem-se através do esforço humano (batalhas, sacrificios, perda de companheiros, etc), ou seja, não só se é nobre por viver luxuosamente e deter riquesas mas também por se realizar grandiosos feitos.

Viagem a Melinde
- CANTO VI
Esta reflexão situa-se na página 62 do manual entre as estrofes 95 e 99 após a chegada dos marinheiros ao seu destino - a Índia.
Nota:
terríveis
pele dos zebelinos da Rússia, raras, muito apreciadas
~
manjares - alimentos; petiscos
ociosos - desnecessários
deleites - gostos; prazeres
97
Mas com buscar co seu forçoso braço
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas;
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas;
Engolindo o corrupto mantimento,
Temperado com hum árduo sofrimento.
armaduras
desonestas; obscenas
aço
torpes
98
E com forçar o rosto, que se enfia,
A parecer seguro, ledo, inteiro,
Pêra o pelouro ardente que assovia
E leva a perna ou braço ao companheiro.
Destarte o peito um calo honroso cria,
Desprezador das honras e dinheiro,
Das honras e dinheiro que a ventura
Forjou, e não virtude justa e dura.
ledo- agradável; alegre
pelouro - bala
destarte - assim; consequentemente
99
Destarte se esclarece o entendimento,
Que experiências fazem repousado,
E fica vendo, como de alto assento,
O baxo trato humano embaraçado.
Este, onde tiver força o regimento
Direito, e não de afeitos ocupado,
Subirá, como deve, a ilustre mando,
Contra vontade sua, e não rogando.
(deste modo)
-
Luís de Camões, pintura de José Malhoa
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