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4 - Enfermagem em Terapia Intensiva

Trata-se de uma aula sobre as bases do atendimento de enfermagem em terapia intensiva.
by

Glauco Cardoso

on 20 October 2018

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Transcript of 4 - Enfermagem em Terapia Intensiva

Nível 2
Nível 3
Nível 5
Nível 1
Nível 4
Enfermagem em Terapia Intensiva
O que é uma UTI?
A unidade de terapia intensiva (UTI) é dotada de complexo sistema de monitorização contínua e admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar".
História da UTI
A UTI tem suas origens nas salas de recuperação pós-anestésica (RPA), onde os pacientes submetidos à procedimentos anestésico-cirúrgicos tem monitorizadas suas funções vitais (respiratória, circulatória e neurológica) sendo instituídas medidas de suporte quando necessário até o término dos efeitos residuais dos agentes anestésicos.
Equipamentos em uma UTI
Termômetro
Técnicas usadas em UTI
Coma induzido
Terapia Intravenosa
Conceito
: Refere-se à administração de soluções contendo eletrólitos e nutrientes, hemoderivados e medicamentos diretamente na veia
Alimentação Enteral
A dieta enteral ou parenteral são indicadas para atender as necessidades nutricionais, quando a ingesta oral é inadequada ou impossível, desde que o trato GI funcione normalmente.
É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas.
As doenças são inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são poucos e comuns a todas as doenças.
É atuando diretamente nos
mecanismos de morte
que o intensivista tira o paciente de um estado crítico com perigo iminente de morte, pondo o mesmo em uma condição de continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença de base).
Doenças mais comuns que levam à UTI
:
IAM - Infarto Agudo do Miocardio;
Desconforto respiratório;
AVE - Acidente Vascular Encefálico;
Hipotensão arterial refratária.
Ainda é funçao da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar,
independente do prognóstico
.
Os profissionais que atuam são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões:
médicos,
enfermeiros,
fisioterapeutas,
nutricionistas e nutrólogos,
psicólogos e
assistentes sociais.
As UTI a partir da década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%.
Hoje todas especialidades utilizam-se das UTI´s, principalmente para controle de pós-operatório de risco.
É importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para superação da doença,
A UTI é importante para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias.
A equipe está orientada no respeito a dignidade de cada pessoa internada, estabelecendo e a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados do paciente e família.
Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a equipe, apoiando e participando das decisões médicas.
A Unidade de Terapia Intensiva é idealizada como unidade de monitoração de paciente grave através da enfermeira Florence Nightingale.
Em 1854 inicia-se a Guerra da Crimeia na qual Reino Unido, França e Turquia declaram guerra à Rússia. Em condições precárias a taxa de mortalidade atinge 40% entre os soldados hospitalizados.
Florence e mais 38 voluntárias por ela treinadas partem para os Campos de Scutari. Incorporando-se ao atendimento a mortalidade cai para 2%. Respeitada e adorada, torna-se referência entre os combatentes e importante figura de decisão. Estabelece as diretrizes e caminho para enfermagem moderna.
Era Florence
Era Dandy
Walter Edward Dandy nasceu em em 1907 no Missouri formado na Escola de Medicina Johns Hopkins. Dandy trabalhou na Faculdade de Johns Hopkins em 1914 e permaneceu até sua morte em 1946. Uma das mais importantes contribuições para neurocirurgia foi o método de ar na ventriculografia, no qual o fluido cerebroespinal é substituído por ar para dar forma a imagem ao raio X do espaço ventricular no cérebro.
Era Peter Safar
Peter Safar, foi o primeiro médico intensivista, nasceu na Áustria e migrou para os Estados Unidos após permanecer no campo de concentração nazista. Formou-se médico anestesista e na década de 1950 estimulou e preconizou o atendimento de urgência-emergência. Ainda nesta época formulou o ABC primário em que criou a técnica de ventilação artificial boca a boca e massagem cardíaca externa. Para estes experimentos contava com voluntários da sua equipe o qual eram submetidos a sedação mínima. Ainda, através de experimentos, concretizou para o paciente crítico as técnicas de manutenção de métodos extraordinários de vida. Na cidade de Baltimore estabeleceu a primeira UTI cirúrgica e em 1962.
Oxímetro de pulso
Monitor cardíaco
Capnógrafo
Eletrocardiógrafo
Equipamento que possui sensor óptico luminoso o qual é colocado no dedo. Através da determinação da coloração sanguínea capilar, verifica a taxa de saturação do oxigênio designada Saturação de O2, ou seja, mede indiretamente a oxigenação dos tecidos de maneira contínua.
com frequência cardíaca e medida intermitente de pressão arterial. Situa-se na cabeceira do leito e é conectado ao paciente através de eletrodos descartáveis no tórax.
Infecções
Traqueostomia
Drenagem de tórax
Catéter de PIC
Cateter de Diálise
Não há dor
Não há frio
Percepção interrompida
Metabolismo menor
São as causas mais importantes de internações em UTI. Em geral respiratórias ou urinárias.
Os riscos ocorrem quando há disseminação hematológica (sepse).
Risco aumentado em pacientes no respirador.
Não é recomendada a manutenção por longos períodos do Tubo Orotraqueal (TOT) em virtude de lesões que podem ocorrer na traquéia e laringe - traqueomalácia.
Não há tempo específico, para a traqueostomia, cabendo ao intensivista a indicação e recomendação da traqueostomia.
Procedimento relativamente simples, consiste na abertura da traquéia na região inferior frontal do pescoço e introdução de cânula plástica em substituição ao TOT.
Pode ou não ser procedimento permanente, podendo ser retirada quando do desmame efetivo do ventilador mecânico.
Como funciona a Hemodiálise?
Quando dois líquidos com concentrações diferentes são separados por uma membrana permeável (contenha poros), a tendência é que elas se equilibrem.
Após algum tempo, a concentração da substância fica igual dos dois lados.
as moléculas da suposta substância devem ser menores que os poros da membrana.
A molécula azul passa facilmente entre os poros e rapidamente entra em equilíbrio. A amarela por ser apenas pouco menor que o poro, demora um pouco mais, mas acaba por equilibrar-se. Já a vermelha é maior que o poro, e não importa quanto tempo demore, ela nunca irá se equilibrar.
O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina que puxa seu sangue através de uma bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar que o sangue coagule dentro do sistema.
Reparem no filtro ao lado. No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma.
Médico
: Cabe a este profissional evoluir e medicar diariamente os pacientes internados nos aspectos nutricionais, cardiológicos, pulmonares, neurológicos entre outros.
Enfermeiro
: Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de enfermagem, como a higienização, controle das medicações e prescrições, tendo papel assistencial fundamental.
Fisioterapeuta
: a fisioterapia no paciente crítico é fundamental para manutenção e prevenção de vários aspectos da fisiologia em virtude da dependência total ou parcial
Nutrólogo:
é médico especializado no diagnóstico e prescrição nutricional. Efetua avaliações e mantém o aporte calórico, protéico, glicêmico e vitamínico equilibrado para manutenção do funcionamento e atividades vitais do organismo.
Nutricionista
, incorporado na equipe multiprofissional, efetua diagnósticos e evoluções dietéticas específicas, coordenando, organizando e acompanhando as prescrições nutricionais
Psicólogo
: Aspectos emocionais, do paciente, da família ou da equipe, são avaliados e observados. Com presença fundamental nos períodos das visitas familiares, objetiva estabelecer além da humanização a aproximação e apoio terapêutico necessário.
Assistente Social
: atua no apoio a família e paciente em situações externas vou internas que possam impor dificuldades não relacionadas ao andamento terapêutico direto, seja no âmbito familiar , do trabalho ou pessoais.
Projetado em 1927 por Philip Drinker em Harvard
Trabalhava com pressão negativa para forçar o ar a entrar nos pulmões.
Indicações para Terapia Intravenosa
Necessidade de infusão de grandes quantidades de líquidos.
Infusão de medicamentos compostos por substâncias irritantes.
Quando se pretende uma ação imediata do medicamento.
Restaurar ou manter o equilíbrio hidroeletrolítico.
Em casos em que o paciente não pode se alimentar por via oral ou por via digestiva.
Em coleções líquidas importantes no pulmão ou no pneumotórax (colabamento do pulmão), pode ocorrer necessidade da colocação de dreno torácico com sistema coletor. Trata-se de procedimento provisório.
Catéter em geral provisório introduzido na porção superior da cabeça para drenagem liquórica de alívio e/ou medição da PIC.
Soluções hipotônicas- concentração menor que a do líquido intracelular (IC). Quando infundidas a água difunde-se para o meio IC provocando o inchamento das células. Exemplo: soro fisiológico 0,45%.
Soluções isotônicas- tonicidade igual ao líquido IC. Mesma pressão osmótica, mantendo equilíbrio de água entre o meio EC e o meio IC. Exemplo: Soro glicosado 5%, soro fisiológico 0,9%.
Soluções hipertônicas - concentração maior que a do meio IC. Quando infundidos rapidamente podem fazer com que a água saia do interior da célula para o meio extracelular (EC). Exemplos: soro glicosado 10%.
Definição do Grau do Cuidado de enfermagem
na terapia intravenosa.
Grau 0
- Cuidado de enfermagem satisfatório: dispositivo com boa fixação e limpeza; e o paciente não referiu dor;
Grau 1
- Cuidado de enfermagem insatisfatório: dispositivo fixado com perda de asas ou linha intravascular, curativo incompleto; o cateter deslocava-se na veia ao movimentar o braço; paciente referiu que o dispositivo estava perfurando a veia; presença de sangue na parte externa do dispositivo ou no curativo.
Grau 2
- Cuidado de enfermagem muito insatisfatório: quando o dispositivo era mantido pelo curativo e deslocava-se na veia, paciente referiu que o dispositivo estava perfurando a veia e dispositivo in situ há mais de cinco dias.
Protocolos para técnicas de terapia intravenosa
Avaliação do paciente
Os parâmetros a serem observados são:
Complicações da Terapia Intravenosa
As complicações podem ser locais ou sistêmicas
Recomendações após a retirada do cateter
Tipos de Terapia Infusional
Protocolo para início da infusão Venosa
É importante observarmos os diversos detalhes para que a terapia intravenosa tenha sucesso e garanta a segurança do paciente.
Capnógrafo é um aparelho que monitora o dióxido de carbono exalado pelo paciente.
Registra variações na atividade elétrica do coração, através de uma série de eletrodos fixados em pontos específicos da pele do paciente.
SNE
CVD
Máscara
facial
Cateter duplo lúmen
TOT
Máscara
Laríngea
Ventilador
volumétrico
Pulso
Veias das mãos, veias do pescoço;
Peso, sede, balanço hídrico;
Turgor cutâneo;
Edema;
Valores de exames laboratoriais.
Fatores importantes...
Uma avaliação criteriosa do paciente é necessária para assegurar uma TIV segura e bem sucedida.
O profissional enfermeiro deve ter habilidades técnicas, mas também capacidade para um bom julgamento clínico.
Mudanças no estado do paciente sob TIV podem ocorrer rapidamente e é responsabilidade do enfermeiro monitorar estas mudanças, intervindo com rapidez e eficiência.
As complicações locais são mais frequentes, mas menos graves.
Complicações sistêmicas, apesar de mais raras, são graves e requerem intervenção imediata.
Flebite
: É a inflamação de uma veia, na qual as células
endoteliais da parede venosa ficam bem irritadas.
Isso permite que as plaquetas adiram, predispondo à
inflamação da veia e induzindo à flebite.
Flebite Mecânica
Irritação mecânica que pode ser atribuída:
Flebite Química
A flebite química pode ser causada por:
Flebite Infecciosa
Fatores que contribuem para a contaminação:
Complicações
ao uso de um cateter grande em uma veia pequena;
Fixações inadequadas que possibilitem mobilização do cateter dentro da veia;
Manipulação do cateter durante a infusão;
Acesso venoso em áreas de articulação.
Medicações ou soluções irritantes;
Medicações diluídas de maneira incorreta;
Infusão muito rápida do medicamento;
Presença de partículas na solução.
Falha na técnica asséptica de punção;
Falha na detecção de quebras na integridade dos dispositivos IV;
Falha na manipulação dos dispositivos;
Manipulação dos dispositivos IV.
Recomendações pré-evento
Antes e após a punção e manuseio do cateter:
Realizar higiente das mãos com água e clorexidina degermante 2% ou com preparação alcoólica.
Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, viscosidade do fluído, nos componentes do fluído e nas condições do acesso venoso;
No cliente adulto, inserir o cater na extremidade superior;
Em clientes pediátricos, podem ser utilizados ainda como local de inserção os membros inferiores e a regção da cabeça.
Recomendações pré-evento - continuação...
Antes e após a punção e manuseio do cateter:
Evitar puncionar áreas de articulações;
Remover os dispositivos intravasculares assim que seu uso não for necessário;
Realizar antissepsia da pele com álcool 70% na inserção dos cateteres periféricos e não palpar o local da inserção após a aplicação do antisséptico;
Optar pelo curativo de filme transparente e trocá-los:
A cada nova punção ou
A cada 7 dias ou
Antes da data estipulada se o curativo estiver sujo ou soltando.
é predominantemente em razão de problemas no cateter, o qual causa trauma no interior da veia.
Geralmente está associada à administração de medicamentos
é a inflamação da veia que está associada à contaminação bacteriana.
Recomendações pré-evento - continuação...
Se for necessário utilizar esparadrapo para realizar o curativo, trocá-lo diariamente após o banho
Se atentar às trocas dos equipos e conexões conforme orientação da CCIH (as cânulas e torneirinhas devem ser trocadas juntamente com o sistema de infusão).
Realizar desinfecção das conexões com álcool 70% por meio de fricção vigorosa com, no mínimo, três movimentos rotatórios, utilizando gaze limpa.
Recomendações pré-evento - continuação...
A limpeza e desinfecção da superfície e do painel das bombas de infusão deve ser realizada a cada 24 horas e na troca de paciente, utilizando produto conforme recomendação do fabricante
Os cateteres periféricos deverão ser trocados a cada 72 horas se confeccionados de teflon e 96 horas se confeccionados de poliuretano (obs: sem rotina de troca em pacientes com acesso venoso difícil, neonatos e crianças)
Recomendações pré-evento - continuação...
Ficar atento à prescrição médica em relação à:
Osmolaridade
pH
Incompatibilidade entre drogas.
Aplicar a escala de flebite a cada 6 horas e realizar anotações no prontuário.
Reconhecer sua própria limitação ao realizar o procedimento e solicitar auxílio, quando necessário.
Retirar o cateter imediatamente após o término da terapia venosa.
Aplicar compressas frias no local afetado na fase inicial para diminuição da dor e a seguir compressas mornas para promover a dilatação e reduzir o edema.
Elevar o membro.
Administrar analgésicos, antiinflematórios e antibióticos, quando prescritos.
Bolus: é a administração intravenosa realizada em tempo menor ou igual a 1 minuto. Geralmente através de seringa.
Infusão rápida: é a administração intravenosa realizada entre 1 e 30 minutos
Infusão lenta: é a administração IV realizada entre 30 e 60 minutos.
Infusão contínua: é a administração realizada em tempo superior a 60minutos, ininterruptamente.
Administração Intermitente: não contínua, por exemplo de 6 em 6 horas. Para este tipo de terapia é importante a preocupação com a manutenção da permeabilidade do cateter que permanecerá com dispositivo tipo tampinha nos intervalos da medicação
Doenças do aparelho digestivo
Quimioterapia
O estado nutricional é um determinante crítico do sucesso do tratamento e qualidade de vida dos pacientes com câncer. As terapias contra o câncer, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia estão associadas à desnutrição, além do que, as drogas utilizadas no tratamento para combater o câncer muitas vezes resultam em vômitos, mucosite, diarréia e disfagia.
Cirurgias, traumatismo, doença grave
Pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos frequentemente desenvolvem desnutrição.
Indicações para uso da Dieta Enteral
A dieta enteral deve ser utilizada em pacientes que não consigam ingerir a quantidade suficiente de alimentos para suprir suas necessidades dietéticas.
Fístulas
SIC - Síndrome do Intestino Curto
Doença de Crohn
Colite ulcerativa
Síndrome de má absorção
Distúrbios Neurológicos
O paciente em coma, com nível de consciência diminuído tem risco de aspiração dos alimentos, com sérias complicações para a saúde.
Queimaduras
Em pacientes queimados, o hipermetabolismo estimula o aumento das necessidades protéico-calóricas, influencia no início da nutrição precoce, assim que estabilizados hemodinamicamente. O suporte nutricional e metabólico atenua a sepse, diminui o risco de complicações em pacientes graves, minimiza a resposta metabólica ao trauma e suas consequências, como a perda de peso, a redução dos mecanismos de defesa e a diminuição do processo cicatricial.
Distúrbios Psiquiátricos
É fundamental um acompanhamento multiprofissional, onde a Nutrição é importante para garantir a qualidade de vida deste paciente, e os demais acompanhamentos auxiliam a minimizar os sintomas e a progressão da doença.
Métodos e vias de administração da dieta Enteral
Sondagem nasogástrica
A Sonda Nasogástrica é um tubo de cloreto de polivinila que, quando prescrito pelo médico para drenagem ou alimentação por sonda, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago
Sondagem nasoenteral
A sonda nasoenteral é passada da narina até o intestino. Tem o calibre mais fino, causando assim, menos trauma ao esôfago, e por alojar-se diretamente no intestino.
Gastrostomia
A gastrostomia é um procedimento no qual coloca-se uma sonda através da parede abdominal para chegar até o estômago
Jejunostomia
É o procedimento cirúrgico que cria uma abertura (estoma) entre a pele e o jejuno (parte do intestino delgado). Pode ser realizada por via endoscópica ou com cirurgia geral.
Tem como função apenas a alimentação do paciente.
Complicações da Terapia por SNG e SNE
Diarréia, vômitos, náuseas e constipação
Podem estar relacionadas ao excesso de gordura na dieta, infusão rápida ou intolerância a componentes da fórmula.

Devemos evitar que a velocidade de infusão da dieta ultrapasse 140 gotas por minuto, pois velocidades superiores podem alterar o ritmo intestinal do paciente e produzir diarreia.
Complicações metabólicas
estão relacionadas à desidratação e hiperidratação, quando há oferta inadequada de água, sendo a mais frequente durante o uso da NE.
Junto a ela, também aparecem a hiper e a hipoglicemia, associadas à oferta inadequada de calorias, a interrupções não programadas da TNE e à própria condição clínica do paciente.
Síndrome da Realimentação
Ocorre quando pacientes desnutridos ou em jejum prolongado passam a ser alimentados novamente de forma rápida e em grandes volumes.
Quando isso acontece, os micronutrientes que estavam deficientes no organismo são desviados, ocorrendo queda rápida e importante de suas concentrações plasmáticas. Esse desvio ocasiona alterações no sistema cardiovascular, hepático, gastrointestinal, pulmonar, renal e hematológico
Contaminação microbiana
Durante o preparo da dieta enteral pode trazer como consequência uma intoxicação alimentar, considerada uma complicação infecciosa.
Pneumonia por aspiração
uma pneumonia aspirativa também pode ocorrer quando a sonda não estiver alocada adequadamente, pelo mau posicionamento do paciente ou na presença de alterações gastrointestinais.
Pode ser utilizada tanto como terapia exclusiva quanto como de apoio.
Definisse pela administração endovenosa de macro e micronutrientes, por meio da via periférica ou central.
Portaria Nº 272, de 8 de abril de 1998
''Exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional para garantia da sua eficácia e segurança para os paciente''
São composta por quatro componentes importantes:
Fluidos, Eletrólitos, Macronutrientes e Micronutriente


A água é quantitativamente o componente mais importante do corpo humano, tornando a substituição de fluido o principal objetivo da terapia NP. A água corporal total é dividida em dois compartimentos, o espaço extracelular (EC) e intracelular (IC). Eles contêm uma série de eletrólitos, por exemplo, sódio, potássio, magnésio, fosfato e cálcio, em diferentes concentrações.

Nutrição parenteral
É a alimentação administrada por via endovenosa.
Equipe de terapia nutricional
Médico
: Preescrever e acompanhar o paciente.
Enfermeiro
: Administras observando as recomendações da BPANP.
Nutricionista
: Avaliar o estado nutricional, as necessidades e requerimentos.
Farmacêutico
: Realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento, preparação (avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade ,conservação e transporte) da NP.
Fluidos e Eletrólitos:
Macronutrientes
São necessários para o crescimento, metabolismo e outras funções normais do corpo. A NP total implica que todos os nutrientes são administrados por via intravenosa ao paciente e nenhuma nutrição significativa é obtida por outras vias. A terapia NP adequada consiste em um balanço preciso de:
Aminoácidos
Fornecidos por NP por aminoácidos livres e/ou dipeptídeos, que são essenciais para manter a integridade e a função celular, agindo como moléculas estruturais, transportadoras e sinalizadoras. Os aminoácidos sempre devem ser coadministrados com glicose para evitar desperdício de aminoácidos por produção endógena de glicose.
Fornecidos com NP por óleo de soja, azeite de oliva, triglicerídeos de cadeia média (TCM), óleo de peixe. Os lipídios são o principal substrato de energia e a principal armazenamento de energia no corpo humano.
Lipídios
Fornecidos com NP por glicose, que serve como a principal fonte de energia. Além disso, o fornecimento de glicose evita o desperdício de aminoácidos que seriam usados para produção de energia em vez de carboidratos
Carboidratos
Micronutrientes
Na nutrição clínica, os micronutrientes são necessários para evitar ou corrigir estados de deficiência e para ajudar a manter o metabolismo normal e os estados dos antioxidantes. No total, devem ser fornecidas por NP 13 vitaminas e 9 oligoelementos essenciais.
As vitaminas:
B1 (Tiamina)
B2 (Riboflavina)
B3 (Niacina)
B5 (Pantotenato)
B6 (Piridoxina)
B12 (Cianocobalamina)
B7 (Biotina)
B9 (Ácido fólico)
C (Ascorbato)
A (Retinol)
D (Cholecalciferol)
E (Tocoferol)
K (Filoquinona)
Crômio
Cobre
Flúor
Ferro
Iodo
Manganês
Molibdênio
Selênio
Zinc
Os oligoelementos:
As crianças diferem dos adultos pelo fato de que a alimentação deve fornecer nutrientes não apenas para a manutenção das funções orgânicas, mas também para o crescimento.
A nutrição parenteral deve ser utilizada no paciente desnutrido ou em risco de desnutrição, quando o trato gastrointestinal estiver comprometido por doença ou tratamento, ou a via enteral for insuficiente para suprir as necessidades nutricionais.
Quando o paciente nao pode comer.
Estado de coma
Lesões do sistema nervoso central
Debilidade acentuada
Traumatismo bucomaxilofacial
Interverções cirúrgicas da boca, faringe, esôfago e do estomago
Obstruçoes mecânicas e fisiologicas do tubo digestivo.
Anorexia
Câncer
Pós-operatorio
Queimaduras.
Indicações
Vias de administração:
Pode ser administrada por via central e periférica.
Cuidados de enfermagem:
Devem-se evitar alterações de velucidade durante a infusão.
O volume infundido deve ser rigorosamente rigorosamente controlado. Evitando assim oscilações do gotejamento e alterações nas concentrações séricas da glicose;
Não é recomendável ultrapassar 24hs de infusão da NP. O risco de crescimento bacteriano ou fúngico, aumenta consideravelmente após 24h.
Vitaminas: Profilaxia deficiências clínicas. Essencial ao crescimento normal, manutenção do estado físico e reprodução, Co-fatores de enzimas
Metais inorgânicos que se forem insuficientes na dieta,ocasiona estado de deficiencia clinica
Eletrólitos:
Manutenção do balanço hídrico do organismo, funçao cardíaca, sistema nervoso, muscular e enzimático.
Sódio
Potássio
Cloro
Fosfato
Magnésio.
Complicações:
O doente que recebe a nutrição parenteral deve merecer rigorosos cuidados higiênicos, incluindo higiene corporal, pronta remoção da sondas e curativos contaminados, manutenção de vestimentas limpas e adequadas para o exame médico periódico.
O maxímo rigor deve ser observado para com as técnicas de assepsia e antissepsia, no manuseio do instrumental e frascaria quando do preparo das soluções nutritivas finais. A pessoa responsável por essa tarefa deve estar inteiramente conscientizada quanto à gravidade dos riscos de contaminação desssas soluções. As soluções nutritivas usadas no aporte nutricional podem constituir um excelente meio de cultura de bactérias e fungos.
A nutrição parental (NPT) é
uma solução ou emulsão, destinado à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos órgãos ou sistemas.
Como todo metodo terapêutico, a nutrição parenteral não é isenta de riscos e complicações. Na verdade, algumas complicações podem assumir proporções desastrosas, e até mesmo fatais, sobretudo se o método for aplicado de maneira inescrupulosa.
Nutrição Parenteral
Prof. Glauco Cardoso
www.glaucocardoso.pro.br
Pode fornecer parte ou a totalidade das necesidades nutricionais de uma pessoa.
Possibilita a manutenção da homeostase, pelo suprimento de aminoácidos e calorias.
Tem a finalidade de complementar ou, ainda, de substituir o fornecimento via oral ou enteral de nutrientes como: glicose, proteínas, sais minerais, eletrólitos, água e vitaminas
Nutriçao Parenteral (NP) central
Administrada por meio de uma veia de grande diâmetro (veia cava superior ou inferior, subclavia, jugalar interna) ou cria-se uma fístula arteriovenosa que chega diretamente no coração.
Nutrição Parental periférica.
Administrada através de uma veia menor, geralmente na mão ou antebraço. Só podem ser administradas soluções hipotônicas e hiposmolares (inferior a 600 mOsm/l). Afim de evitar o aparecimento de flebite e outras complicações mecânicas e matabólicas.
As necessidades nutricionais para o crescimento, bem como para as limitações relativas à imaturidade ou à doença tornam mais complexa a tarefa de prover um suporte nutricional adequado à faixa etária pediátrica.
As crianças têm reservas limitadas de energia e são particularmente sensíveis aos efeitos da subalimentação.
Na criança, o maior impacto da desnutrição ocorre nas fases de crescimento rápido, estando principalmente associado aos estados hipercatabólicos, às infecções de repetição e às doenças crônicas.
São indicações: doença aguda, levando a situação de estresse metabólico, doença crônica com estado nutricional deficiente e suporte nutricional perioperatório
O efeito rebote na glicemina, conhecido como hipoglicemia de rebote, acontece quando é ingerida uma grande quantidade de açúcar antes ou mesmo durante uma atividade física intensa. O sangue fica carregado de glicose e o corpo passa a liberar muita insulina para metabolizar esse açúcar, mandando-o para dentro das células. Isso diminui muito o açúcar disponível no sangue, causando uma hipoglicemia.
Efeito rebote na glicemia
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