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4 - Enfermagem em Terapia Intensiva

Trata-se de uma aula sobre as bases do atendimento de enfermagem em terapia intensiva.
by

Glauco Cardoso

on 15 April 2018

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Transcript of 4 - Enfermagem em Terapia Intensiva

Nível 2
Nível 3
Nível 5
Nível 1
Nível 4
Enfermagem em Terapia Intensiva
O que é uma UTI?
A unidade de terapia intensiva (UTI) é dotada de complexo sistema de monitorização contínua e admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar".
História da UTI
A UTI tem suas origens nas salas de recuperação pós-anestésica (RPA), onde os pacientes submetidos à procedimentos anestésico-cirúrgicos tem monitorizadas suas funções vitais (respiratória, circulatória e neurológica) sendo instituídas medidas de suporte quando necessário até o término dos efeitos residuais dos agentes anestésicos.
Equipamentos em uma UTI
Termômetro
Técnicas usadas em UTI
Coma induzido
Terapia Intravenosa
Conceito
: Refere-se à administração de soluções contendo eletrólitos e nutrientes, hemoderivados e medicamentos diretamente na veia
É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas.
As doenças são inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são poucos e comuns a todas as doenças.
É atuando diretamente nos
mecanismos de morte
que o intensivista tira o paciente de um estado crítico com perigo iminente de morte, pondo o mesmo em uma condição de continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença de base).
Doenças mais comuns que levam à UTI
:
IAM - Infarto Agudo do Miocardio;
Desconforto respiratório;
AVE - Acidente Vascular Encefálico;
Hipotensão arterial refratária.
Ainda é funçao da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar,
independente do prognóstico
.
Os profissionais que atuam são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões:
médicos,
enfermeiros,
fisioterapeutas,
nutricionistas e nutrólogos,
psicólogos e
assistentes sociais.
As UTI a partir da década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%.
Hoje todas especialidades utilizam-se das UTI´s, principalmente para controle de pós-operatório de risco.
É importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para superação da doença,
A UTI é importante para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias.
A equipe está orientada no respeito a dignidade de cada pessoa internada, estabelecendo e a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados do paciente e família.
Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a equipe, apoiando e participando das decisões médicas.
A Unidade de Terapia Intensiva é idealizada como unidade de monitoração de paciente grave através da enfermeira Florence Nightingale.
Em 1854 inicia-se a Guerra da Crimeia na qual Reino Unido, França e Turquia declaram guerra à Rússia. Em condições precárias a taxa de mortalidade atinge 40% entre os soldados hospitalizados.
Florence e mais 38 voluntárias por ela treinadas partem para os Campos de Scutari. Incorporando-se ao atendimento a mortalidade cai para 2%. Respeitada e adorada, torna-se referência entre os combatentes e importante figura de decisão. Estabelece as diretrizes e caminho para enfermagem moderna.
Era Florence
Era Dandy
Walter Edward Dandy nasceu em em 1907 no Missouri formado na Escola de Medicina Johns Hopkins. Dandy trabalhou na Faculdade de Johns Hopkins em 1914 e permaneceu até sua morte em 1946. Uma das mais importantes contribuições para neurocirurgia foi o método de ar na ventriculografia, no qual o fluido cerebroespinal é substituído por ar para dar forma a imagem ao raio X do espaço ventricular no cérebro.
Era Peter Safar
Peter Safar, foi o primeiro médico intensivista, nasceu na Áustria e migrou para os Estados Unidos após permanecer no campo de concentração nazista. Formou-se médico anestesista e na década de 1950 estimulou e preconizou o atendimento de urgência-emergência. Ainda nesta época formulou o ABC primário em que criou a técnica de ventilação artificial boca a boca e massagem cardíaca externa. Para estes experimentos contava com voluntários da sua equipe o qual eram submetidos a sedação mínima. Ainda, através de experimentos, concretizou para o paciente crítico as técnicas de manutenção de métodos extraordinários de vida. Na cidade de Baltimore estabeleceu a primeira UTI cirúrgica e em 1962.
Oxímetro de pulso
Monitor cardíaco
Capnógrafo
Eletrocardiógrafo
Equipamento que possui sensor óptico luminoso o qual é colocado no dedo. Através da determinação da coloração sanguínea capilar, verifica a taxa de saturação do oxigênio designada Saturação de O2, ou seja, mede indiretamente a oxigenação dos tecidos de maneira contínua.
com frequência cardíaca e medida intermitente de pressão arterial. Situa-se na cabeceira do leito e é conectado ao paciente através de eletrodos descartáveis no tórax.
Infecções
Traqueostomia
Drenagem de tórax
Catéter de PIC
Cateter de Diálise
Não há dor
Não há frio
Percepção interrompida
Metabolismo menor
São as causas mais importantes de internações em UTI. Em geral respiratórias ou urinárias.
Os riscos ocorrem quando há disseminação hematológica (sepse).
Risco aumentado em pacientes no respirador.
Não é recomendada a manutenção por longos períodos do Tubo Orotraqueal (TOT) em virtude de lesões que podem ocorrer na traquéia e laringe - traqueomalácia.
Não há tempo específico, para a traqueostomia, cabendo ao intensivista a indicação e recomendação da traqueostomia.
Procedimento relativamente simples, consiste na abertura da traquéia na região inferior frontal do pescoço e introdução de cânula plástica em substituição ao TOT.
Pode ou não ser procedimento permanente, podendo ser retirada quando do desmame efetivo do ventilador mecânico.
Como funciona a Hemodiálise?
Quando dois líquidos com concentrações diferentes são separados por uma membrana permeável (contenha poros), a tendência é que elas se equilibrem.
Após algum tempo, a concentração da substância fica igual dos dois lados.
as moléculas da suposta substância devem ser menores que os poros da membrana.
A molécula azul passa facilmente entre os poros e rapidamente entra em equilíbrio. A amarela por ser apenas pouco menor que o poro, demora um pouco mais, mas acaba por equilibrar-se. Já a vermelha é maior que o poro, e não importa quanto tempo demore, ela nunca irá se equilibrar.
O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina que puxa seu sangue através de uma bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar que o sangue coagule dentro do sistema.
Reparem no filtro ao lado. No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma.
Médico
: Cabe a este profissional evoluir e medicar diariamente os pacientes internados nos aspectos nutricionais, cardiológicos, pulmonares, neurológicos entre outros.
Enfermeiro
: Supervisiona a ação do grupo de técnicos e auxiliares de enfermagem, como a higienização, controle das medicações e prescrições, tendo papel assistencial fundamental.
Fisioterapeuta
: a fisioterapia no paciente crítico é fundamental para manutenção e prevenção de vários aspectos da fisiologia em virtude da dependência total ou parcial
Nutrólogo:
é médico especializado no diagnóstico e prescrição nutricional. Efetua avaliações e mantém o aporte calórico, protéico, glicêmico e vitamínico equilibrado para manutenção do funcionamento e atividades vitais do organismo.
Nutricionista
, incorporado na equipe multiprofissional, efetua diagnósticos e evoluções dietéticas específicas, coordenando, organizando e acompanhando as prescrições nutricionais
Psicólogo
: Aspectos emocionais, do paciente, da família ou da equipe, são avaliados e observados. Com presença fundamental nos períodos das visitas familiares, objetiva estabelecer além da humanização a aproximação e apoio terapêutico necessário.
Assistente Social
: atua no apoio a família e paciente em situações externas vou internas que possam impor dificuldades não relacionadas ao andamento terapêutico direto, seja no âmbito familiar , do trabalho ou pessoais.
Projetado em 1927 por Philip Drinker em Harvard
Trabalhava com pressão negativa para forçar o ar a entrar nos pulmões.
Indicações para Terapia Intravenosa
Necessidade de infusão de grandes quantidades de líquidos.
Infusão de medicamentos compostos por substâncias irritantes.
Quando se pretende uma ação imediata do medicamento.
Restaurar ou manter o equilíbrio hidroeletrolítico.
Em casos em que o paciente não pode se alimentar por via oral ou por via digestiva.
Em coleções líquidas importantes no pulmão ou no pneumotórax (colabamento do pulmão), pode ocorrer necessidade da colocação de dreno torácico com sistema coletor. Trata-se de procedimento provisório.
Catéter em geral provisório introduzido na porção superior da cabeça para drenagem liquórica de alívio e/ou medição da PIC.
Soluções hipotônicas- concentração menor que a do líquido intracelular (IC). Quando infundidas a água difunde-se para o meio IC provocando o inchamento das células. Exemplo: soro fisiológico 0,45%.
Soluções isotônicas- tonicidade igual ao líquido IC. Mesma pressão osmótica, mantendo equilíbrio de água entre o meio EC e o meio IC. Exemplo: Soro glicosado 5%, soro fisiológico 0,9%.
Soluções hipertônicas - concentração maior que a do meio IC. Quando infundidos rapidamente podem fazer com que a água saia do interior da célula para o meio extracelular (EC). Exemplos: soro glicosado 10%.
Definição do Grau do Cuidado de enfermagem
na terapia intravenosa.
Grau 0
- Cuidado de enfermagem satisfatório: dispositivo com boa fixação e limpeza; e o paciente não referiu dor;
Grau 1
- Cuidado de enfermagem insatisfatório: dispositivo fixado com perda de asas ou linha intravascular, curativo incompleto; o cateter deslocava-se na veia ao movimentar o braço; paciente referiu que o dispositivo estava perfurando a veia; presença de sangue na parte externa do dispositivo ou no curativo.
Grau 2
- Cuidado de enfermagem muito insatisfatório: quando o dispositivo era mantido pelo curativo e deslocava-se na veia, paciente referiu que o dispositivo estava perfurando a veia e dispositivo in situ há mais de cinco dias.
Protocolos para técnicas de terapia intravenosa
Avaliação do paciente
Os parâmetros a serem observados são:
Complicações da Terapia Intravenosa
As complicações podem ser locais ou sistêmicas
Recomendações após a retirada do cateter
Tipos de Terapia Infusional
Protocolo para início da infusão Venosa
É importante observarmos os diversos detalhes para que a terapia intravenosa tenha sucesso e garanta a segurança do paciente.
Capnógrafo é um aparelho que monitora o dióxido de carbono exalado pelo paciente.
Registra variações na atividade elétrica do coração, através de uma série de eletrodos fixados em pontos específicos da pele do paciente.
SNE
CVD
Máscara
facial
Cateter duplo lúmen
TOT
Máscara
Laríngea
Ventilador
volumétrico
Pulso
Veias das mãos, veias do pescoço;
Peso, sede, balanço hídrico;
Turgor cutâneo;
Edema;
Valores de exames laboratoriais.
Fatores importantes...
Uma avaliação criteriosa do paciente é necessária para assegurar uma TIV segura e bem sucedida.
O profissional enfermeiro deve ter habilidades técnicas, mas também capacidade para um bom julgamento clínico.
Mudanças no estado do paciente sob TIV podem ocorrer rapidamente e é responsabilidade do enfermeiro monitorar estas mudanças, intervindo com rapidez e eficiência.
As complicações locais são mais frequentes, mas menos graves.
Complicações sistêmicas, apesar de mais raras, são graves e requerem intervenção imediata.
Flebite
: É a inflamação de uma veia, na qual as células
endoteliais da parede venosa ficam bem irritadas.
Isso permite que as plaquetas adiram, predispondo à
inflamação da veia e induzindo à flebite.
Flebite Mecânica
Irritação mecânica que pode ser atribuída:
Flebite Química
A flebite química pode ser causada por:
Flebite Infecciosa
Fatores que contribuem para a contaminação:
Complicações
ao uso de um cateter grande em uma veia pequena;
Fixações inadequadas que possibilitem mobilização do cateter dentro da veia;
Manipulação do cateter durante a infusão;
Acesso venoso em áreas de articulação.
Medicações ou soluções irritantes;
Medicações diluídas de maneira incorreta;
Infusão muito rápida do medicamento;
Presença de partículas na solução.
Falha na técnica asséptica de punção;
Falha na detecção de quebras na integridade dos dispositivos IV;
Falha na manipulação dos dispositivos;
Manipulação dos dispositivos IV.
Recomendações pré-evento
Antes e após a punção e manuseio do cateter:
Realizar higiente das mãos com água e clorexidina degermante 2% ou com preparação alcoólica.
Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, viscosidade do fluído, nos componentes do fluído e nas condições do acesso venoso;
No cliente adulto, inserir o cater na extremidade superior;
Em clientes pediátricos, podem ser utilizados ainda como local de inserção os membros inferiores e a regção da cabeça.
Recomendações pré-evento - continuação...
Antes e após a punção e manuseio do cateter:
Evitar puncionar áreas de articulações;
Remover os dispositivos intravasculares assim que seu uso não for necessário;
Realizar antissepsia da pele com álcool 70% na inserção dos cateteres periféricos e não palpar o local da inserção após a aplicação do antisséptico;
Optar pelo curativo de filme transparente e trocá-los:
A cada nova punção ou
A cada 7 dias ou
Antes da data estipulada se o curativo estiver sujo ou soltando.
é predominantemente em razão de problemas no cateter, o qual causa trauma no interior da veia.
Geralmente está associada à administração de medicamentos
é a inflamação da veia que está associada à contaminação bacteriana.
Recomendações pré-evento - continuação...
Se for necessário utilizar esparadrapo para realizar o curativo, trocá-lo diariamente após o banho
Se atentar às trocas dos equipos e conexões conforme orientação da CCIH (as cânulas e torneirinhas devem ser trocadas juntamente com o sistema de infusão).
Realizar desinfecção das conexões com álcool 70% por meio de fricção vigorosa com, no mínimo, três movimentos rotatórios, utilizando gaze limpa.
Recomendações pré-evento - continuação...
A limpeza e desinfecção da superfície e do painel das bombas de infusão deve ser realizada a cada 24 horas e na troca de paciente, utilizando produto conforme recomendação do fabricante
Os cateteres periféricos deverão ser trocados a cada 72 horas se confeccionados de teflon e 96 horas se confeccionados de poliuretano (obs: sem rotina de troca em pacientes com acesso venoso difícil, neonatos e crianças)
Recomendações pré-evento - continuação...
Ficar atento à prescrição médica em relação à:
Osmolaridade
pH
Incompatibilidade entre drogas.
Aplicar a escala de flebite a cada 6 horas e realizar anotações no prontuário.
Reconhecer sua própria limitação ao realizar o procedimento e solicitar auxílio, quando necessário.
Retirar o cateter imediatamente após o término da terapia venosa.
Aplicar compressas frias no local afetado na fase inicial para diminuição da dor e a seguir compressas mornas para promover a dilatação e reduzir o edema.
Elevar o membro.
Administrar analgésicos, antiinflematórios e antibióticos, quando prescritos.
Bolus: é a administração intravenosa realizada em tempo menor ou igual a 1 minuto. Geralmente através de seringa.
Infusão rápida: é a administração intravenosa realizada entre 1 e 30 minutos
Infusão lenta: é a administração IV realizada entre 30 e 60 minutos.
Infusão contínua: é a administração realizada em tempo superior a 60minutos, ininterruptamente.
Administração Intermitente: não contínua, por exemplo de 6 em 6 horas. Para este tipo de terapia é importante a preocupação com a manutenção da permeabilidade do cateter que permanecerá com dispositivo tipo tampinha nos intervalos da medicação
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