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A relação da Guerra do Iraque com o realismo

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William Regonat

on 3 February 2014

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Transcript of A relação da Guerra do Iraque com o realismo

A relação da Guerra do Iraque com o Realismo
- Discurso dos EUA para legitimar uma invasão, tais como: segurança humana e oponente com armas de destruição em massa (ogivas nucleares).
- Política mundial é uma política de poder e a última forma de poder neste domínio é o poder militar.
- Natureza humana em dominar os outros e a tendência é que cada um dos Estados passe a tentar acumular a maior parte de poder possível, por forma a precaverem-se perante um eventual ataque.
- Elevada participação de PSC (private security companies)
Consequências para o Iraque:
- 2,3 milhões de desabrigados e 3,9 milhões de refugiados;
- Pobreza extrema;
- Violência sectária de grande escala (além do aumento do número de criminosos).
Realismo e a Guerra no Iraque
Bruno Lopes Ferreira - RA: 21027411
Rodrigo Ferreira Gomes - RA: 21044113
William Regonat - RA: 11137409

- A segurança do Estado é colocada em questão e um ataque ofensivo é necessário para exterminar o inimigo e assim maximixar o seu poder além de coagir outros adversários.

- Combater pela “paz” foi um lema do governo Bush e ao assumir a ausência de um regulador externo e um papel efetivo da ONU.

- Interesses econômicos: Iraque tem uma maiores reservas de petróleo.
-EUA promovem “guerra contra o terror” após os atentados de 11 de setembro;

-Um dos principais alvos: Iraque;

-Os EUA, com o apoio do governo britânico, invadem o Iraque com o principal motivo de destruir o arsenal de armas químicas que eles “teriam” (o que ameaçava a paz mundial) e derrubar o governo autoritário de Saddam Hussein;

-Uma decisão que foi contra as ordens da ONU, que inspecionou o país e não encontrou nenhum indício da existência de armas químicas.
-Os ataques iniciaram em 2003 e em alguns dias, a capital Bagdá foi totalmente tomada pelas forças anglo-americanas;

-No final de 2003, Saddam Hussein (que estava foragido desde pouco antes do início da guerra) foi capturado e condenado à pena de morte;

-Insurgência iraquina dá início a combates mais violentos contra as forças anglo-americanas, além de conflitos sectários entre milícias rivais;

-Conflitos civis entre lideranças religiosas xiitas e sunitas e ataques terroristas também fizeram parte deste cenário;
-A violência só aumentava (até 2008 foram contabilizadas mais de 100 mil mortes de civis) e os EUA não conseguiam comprovar que o Iraque possuía um poderoso arsenal bélico;

A partir daí ficava cada vez mais claro os reais motivos da invasão:
- No campo político: o ataque serviria para reconstruir a hegemonia político-militar dos EUA após os atentados de 11 de setembro;
- No campo econômico: a guerra levaria vantagens econômicas para as nações com o controle sob as reservas de petróleo no Iraque;

-Guerra do Iraque: “acusações infundadas e interesses econômicos por de trás de um penoso conflito” - Rainer Souza
-Em 2011, Barack Obama anuncia o fim da intervenção americana no Iraque. O exército dos EUA realiza uma cerimônia que marca a retirada final das tropas em 15 de dezembro, em Bagdá.
Teorias Contemporâneas de Relações Internacionais
PROF.ª DR.ª JÚLIA BERTINO MOREIRA

Guerra no Iraque
A Guerra do Iraque é um exemplo do poder da hegemonia militar dos Estados Unidos e tem uma relação direta com a corrente teórica realista. Neste trabalho, portanto, será analisada principalmente esta relação entre o Realismo e a Guerra do Iraque. Para facilitar o desenvolvimento do trabalho, primeiro serão apresentados separadamente a corrente realista e a Guerra do Iraque. Posteriormente, a relação entre os dois será analisada mais profundamente.
Realismo
Pensamento Político Moderno
Desenvolve-se baseado em duas escolas de pensamento antigas
Realismo
considera o mundo imperfeito do ponto de vista racional, resultado do encontro de forças inerentes à natureza humana e sua sede de poder, sendo necessário o entendimento destas forças para que assim possa-se trabalhar com elas a fim de melhorar o mundo
Idealismo
ordem política pode ser alcançada tomando por base princípios abstratos válidos universalmente (muitas vezes princípios morais)
Seis princípios
1- Política governada por leis objetivas com raízes na natureza humana
Para entender política portanto, deve-se entender primeiro as leis que organizam a sociedade, entendendo essas leis, tenta-se desenvolver uma teoria racional que reflitam-as mesmo que ela não se ajustem perfeitamente às leis.
2- O conceito de interesse definido em termos de poder é a principal sinalização que faz com que o realismo político situe-se a política internacional
Aqui a política é uma esfera autônoma de ação, separada de outras esferas
A mente humana mantém uma biblioteca de padrões de procedimentos para diferentes situações, uma vez conhecida esses padrões de procedimentos e a situação que “dispara este gatilho”, fica fácil prever qual será a ação racional a ser tomada naquela situação singular.
3- O realismo tem como conceito-chave o interesse definido como poder (reinterando) e o considera uma categoria objetiva que é universalmente válida
Vale lembrar que apesar do apresentado, os interesses de um determinado período histórico leva em consideração sua inserção política e cultural.
O mesmo valendo para o conceito de poder, podendo englobar tudo que estabeleça o controle de um homem sobre o outro, seja esse poder violento, legal ou psicologico
4- O realismos político é consciente da moral pautada em cada ação política, assim como a tensão inevitável do mandamento moral e das exigências de uma ação política de êxito.
Ele entende que certos princípios morais universais não podem ser aplicados a toda ação do Estado e ainda afirma que não pode haver moralidade política sem prudência
5- O realismo político recusa-se a identificar as aspirações morais de uma determinada nação com leis morais universais
Além disto, entende que todas as nações tendem a usar suas próprias aspirações e ações particulares com a roupagem dos fins morais universais. Em outras palavras, o realismo intende que as nações adaptam certas teorias como desculpa as suas ações, sejam essas desculpas a democracia, deus, religião, moral, ou qualquer outra
6- O pensamento do realismo político é singular em comparação com outras escolas de pensamento
Assim como o engenheiro separa da matemática aquilo que o aprouve ou o médico separa da biologia aquilo que é de seu uso, o realista político separa da política o interesse definido como poder.
Ele não desconsidera a existência de padrões de pensamentos ou correntes ideológicas, ele apenas afasta outras escolas para delimitar o objeto de estudo.
Realismo
Procuro fazer o melhor que posso, da melhor maneira que consigo, e pretendo continuar a proceder deste modo até o fim. Se, no final das contas, as coisas derem certo, o que ora dizem de mim pouco valerá. Se derem errado, não fará a menor diferença que dez anjos jurem que eu estava certo
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