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Objeto da Psicologia

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Nídia Castanho

on 27 May 2014

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Transcript of Objeto da Psicologia

Objeto da Psicologia
é
o estudo científico do comportamento e dos estados mentais
Comportamento, são todos os atos e reações observáveis, como: correr, dormir, falar...
Estados mentais, são os sentimentos, atitudes, emoções, pensamentos...
as diferentes conceções dos seres humanos dão origem a diferentes orientações, a distintas perspectivas, que, muitas vezes, se organizam em formas Dicotomias
Dicotomias, são ideias com duas posições diferentes
O Polo Inato, esta ligado a formas de ver o ser humano e o seu comportamento como determinado pelas suas características biológicas e corporais
Estes defendem que há uma natureza em nós, no nosso corpo, nos nossos genes, que é responsável pelo que somos e pela forma como nos comportamos
Assim, o comportamento humano, seria fundamentalmente, determinado pela hereditariedade, seria o património genético
Seriam, portanto, cracterísticas inatas, nasciam connosco
O Polo Adquirido, defende que são as nossas experiências sociais e culturais que determinam a nossa forma de ser e de nos comportarmos
Somos produto do que aprendemos e dos ambientes em que vivemos
A dicotomia continuidade/descontinuidade, explica as transformações que as pessoas vão experimentando e os modos como vão determinando as suas maneiras de ser, pensar e comportar
A noção de continuidade diz respeito áquilo que continua a existir de modo semelhante ao que existia antes
A noção de descontinuidade aponta para o que não se mantém o mesmo, que não continua o mesmo.
Watson, vê o desenvolvimento humano centrado na continuidade, defendendo que os comportamentos que estudam mudam gradualmente, defendem portanto, que as trasnformações dos comportamentos partem da continuidade, da integração nas novas aprendizagens, das aprendizgens anteriores
Feud e Piaget, encaram o desenvolvimento humano como ocorrendo uma sucessão de estádios, defendendo assim a descontinuidade
Um estádio é uma forma de organizar um todo com uma lógica própria, comportamentos, modos de pensar e de sentir. Cada estádio tem, uma lógica organizadora diferente, desta forma, o surgimento de um novo estádio torna a mudança não gradual e cumulativa mas descontínua
Assim, a transformação e a mudança serão feitas por ações e relações que conduzirão ao surgimento de possibilidades de agir, sentir e pensar de modos novos e diferentes, isto, levará á necessidade de reoganização que ocorre com a transição para o estádio seguinte
A dicotomia estabilidade/mudança diz respeito ao modo como diferentes correntes foram vendo a explicação do comportamento, como tendo origem em elementos de estabilidade ou elementos de mudança
A principal característica dos seres humanos é a plasticidade, que os acompanha ao longo da vida e que de modo algum termina com o fim da adolescência, isto não deixa dúvidas que a mudança nos acompanha ao longo da vida
A personalidade representa uma continuidade, uma fidelidade, uma consistência e coerência no modo de ser e estar mas esta tambem se constói ao longo da vida é um processo que envolve necessariamente mudança
Justificamos assim, a compatibilidade da dicotomia estabilidade/mudança
Na dicotomia interno/externo, o polo interno tem aparecido ligado ao corpo e á sua biologia, ao que se passa dentro de nós, enquanto, o polo externo esta associado ao contexto e á situação, esta relacionado com o que nos afeta no nosso exterior
Mas na verdade o interior e o exterior existem num permanente diálogo
A dicotomia individual/social tambem não faz sentido quando tomadas isoladamente, visto que, o ser humano só adquire o seu estatuto de humanidade no contexto das interações sociais mas se se reduzir o indivíduo á componente social é esquecer a capacidade de o ser humano se auto-organizar
Ser Humano
Wundt e Freud, defendem que o determinante no ser humano são os processos mentais, estes estão na base dos comportamentos e atitudes
Watson, defende que o ser humano se caracteriza antes de mais pelo seu comportamento, pela reação a estímulos externos, somos produtos do meio e das aprendizagens
Wundt, tinha como objeto de estudo a consciência, os processos mentais, defendia que a consciência era constituída por várias partes distintas e que se deveria recorrer à análise dos elementos mais simples
Para Wundt, os elementos da consciência não eram estáticos, a consciência tinha um papel ativo na organização do seu próprio conteúdo
Este considerava que era compatível o reconhecimento dos elementos simples da conciência e a afirmação de que a mente consciente tem capacidade para proceder a uma síntese desses elementos em processos cognitivos de nível mais elevado
Os elementos simples da consciêcia são as sensações e os sentimentos.
As sensações, ocorrem sempre que um orgão dos sentidos é estimulado e esta informação é enviada ao cérebro.
O sentimento, é a componente subjetiva da sensação, são as qualidades que acompanham as sensações e que não fazem parte do estímulo
Para conhecer os elementos constitutivos da consciência, Wundt utiliza como método a introspeção controlada: só o sujeito que vive a experiência pode descrevê la, fazendo a autoanálise dos seus estados psicológicos em condições experimentais
Freud, defende que não é possível compreender muitos aspetos do comportamento humano, se só se admitisse a existência do consciente
Para se compreender o ser humano, tem de se admitir a existência do iconsciente, que define uma zona do psiquismo constituída por desejos, pulsões, tendências e recordações recaladas, fundamentalmente de caráter sexual
Freud, considera a necessidade de constituir um método próprio, aplica o método clínico adaptando um conjunto de técnicas que permitiriam trazer ao consciente as causas não conhecidas, inconscientes, dos problemas e conflitos dos pacientes
Associações livres - o psicanalista pede ao analisado que diga tudo o que sente e pensa, sem qualquer omissão, mesmo que lhe pareça absurdo ou sem importância, é no decorrer deste procedimento que se manisfestam resistências, desejos, recordações inconscientes que o analista procurará identificar e interpretar
Interpretação dos sonhos - o psicanalista pede ao analisado que lhe relate os sonhos e cabe ao analista dar lhe um sentido, interpretando os sonhos narrados
Análise da transferência - o psicanalista analisa e interpreta os dados do processo de transferência. A tranferência é um processo em que o analisado transfere para o psicanalista os sentimentos de amor/ódio vividos na infância
Análise dos atos falhados - o psicanalista procura interpretar os esquecimentos, lapsos e erros de liguagem, leitura ou audição do analisado
Watason declara a necessidade de a psicologia se costituir como ciêcia autónoma e objetiva. E afirma : "Creio ser possível criar uma psicologia (...) jamais usando os termos consciência, estados mentais, mente, conteúdo, verificável por introspeção, imagem e outros afins. (...) A definição pode ser feita em termos de estímulo e resposta, formação de hábitos, integração de hábitos e outros"
Para ter o estatuto de ciência rigorosa e objetiva, a psicologia terá de definir como objeto de estudo o comportamento. Ora, o comportamento é o conjunto de respostas (R) de um indivíduo a um estímulo (E) ou a um conjunto de estímulos (situação).
R = f(S)
O objetivo desta corrente é estabelecer as relações entre os estímulos e as respostas, entre causas e efeitos. O comportamento é o conjunto de respostas objetivamente observáveis determinadas pela situação do meio físico ou social
Para Watson, os fatores do meio tem uma importância decisiva no desenvolvimento da criança.

Os comportamentos são aprendizagens condicionadas pelo meio onde nos encontramos inseridos
Rejeita qualquer ideia de transmissão hereditária de uma aptidão ou qualidade de caráter, o meio constrói o ser humano
Para Watson, só o método experimental asseguraria o caráter científico á psicologia liberta de métodos qualitativos e subjetivos
Piaget vai afastar se do gestaltismo e do behaviorismo, propondo um novo modelo explicativo: o sujeito constrói os seus conhecimentos pelas suas próprias ações
Piaget, defende uma posição interacionista: o sujeito é um elemento ativo no processo de conhecer, decisivo nas mudanças que ocorrem nas estruturas do conhecimento, da inteligência
A inteligência, segundo a sua teoria, constrói-se progressivamente ao longo do tempo, por estádios, a cada estádio correspondem estruturas mentais organizadas que envolvem diferentes mecanismos. É graças a esse conjunto de mecanismos, que constituem uma totalidade, que a inteligência se desenvolve
Existem cinco conceitos-chave da teoria piagetiana para podermos aplicar á sua conceção de desenvolvimento intelectual
Esquema: entendem se as ações fundamentais do conhecimento, que podem ser físicas como a visão ou mentais como a comparação e a classificação
Adaptação: entende se a modificação dos comportamentos que permitem o equilíbrio das relações entre o organismo e o meio. O processo de adaptação de corre da assimilação e da acomodação
A inteligência constrói se pela equilibração entre a assimilação e a acomodação, provocando uma autoestruturação do sujeito
Segundo Piaget, o desenvolvimento intelectual processa se em 4 estádios. Estes estádios correspondem a diferentes formas de ver, compreender e agir sobre o mundo, que culminam no pensamento adulto
Estádio sensório-motor - neste estádio a inteligência é fundamentalmente sensorial e motora, é uma inteligência prática, em que não há linguagem nem capacidade de respresentar mentalmente os objetos.
Aparece então a noção de permanência do objeto, a criança procura um objeto escondido porque tem noção de que este continua a existir mesmo quando não o vê
Estádio pré-operatório - é neste estádio que emerge a função simbólica, isto é, a capacidade de representar mentalmente objetos ou acontecimentos que não ocorrem no presente, através de símbolos - palavras, objetos, gestos.
A criança tem um pensamento intuitivo baseado na perceção dos dados sensoriais. Uma outra característica deste estádio é o egocentrismo, a centração impede a criança de compreender que, sobre a realidade, há outras perspetivas para além da sua
Estádio das operações concretas - o pensamento é agora lógico, desevolvendo conceitos e sendo capaz de realizar operações mentais
Estádio das operações formais - este estádio caracteriza se pelo aparecimento de um novo tipo de pensamento, o pensamento abstrato, tem agora um raciocínio hipotético-dedutivo. Surge o egocentrismo intelectual, o adolescente considera que o seu pensamento pode resolver todos os problemas e que as suas ideias e convicções são as melhores
A Mente
António Damásio rejeita o dualismo corpo-mente, afirmando que a mente é uma produção do cérebro
Assim como os nossos sentido nos dão a conhcer o mundo exterior através de processos de ativação nervosa, as emoções são padrões de ativação nervosa que correspondem a estados do nosso mundo interior
Damásio afirma que o corpo, o cérebro e a mente agem em conjunto, porque são uma realidade única
Damásio vai desenvolver o conceito de marcador somático. "Quando o marcador somático negativo é justaposto a um resultado futuro, a combinação funciona como uma campainha de alarme.Quando, ao invés, é justaposto um marcador somático positivo, o resultado é um icentivo"
A Psicologia Hoje
É a mente e os estados de consciência que vão estar no centro do esforços feitos por Wundt para constituírem a psicologia como ciência
Watson e os seus seguidores não negam a existência da mente e dos estados de consciência, consideram nos, contudo, realidades individuais, privadas, subjetivas, interessando, por isso, apenas o sujeito
O desenvolvimento da cibernética e da informática não tiveram só efeito na organização social e na vida das pessoas, afetaram o modo como a psicologia organizou as suas reflexões e investigações
A mente trataria a informação armazenada depois de recolhida no meio ambiente, o modo de recolher, processar e trasnformar a informação, é próximo do funcionamento do hardware e os processos mentais ao software
Esta comparação conduziu ao modelo de mente computacional, este marcou as investigações e estudos em várias áreas da psicologia
Jerome Bruner, considera que a psicologia deveria abandonar o comportamento como o seu objeto exclusivo de estudo e regressar ao estudo da mente
Considerou se que o modelo computacional era limitativo e redutor, não refletindo a complexidade e plasticidade da mente humana. O desenvolvimento da mente está ligado á construção de significados pelos seres humanos na sua relação com o meio
A pertença a um dado grupo social marca a forma de uma pessoa pensar e de se comportar e por isso não podemos compreender os processos cognitivos sem termos em conta o fator cultural
Os significados são construções produzidas para explicar como é que os seres humanos funcionam e como se relacionam uns com os outros, porque razão se comportam de determinada maneira, como encaram os problemas etc
A psicologia cultural é uma teoria da mente que procura conhecer o processo de produção de significados
Segundo Bruner, as culturas produzem um conjunto de narrativas que organizam as experiências, que descrevem um modo padronizado de pensar os comportamentos, as motivações, as inteções
Quando procuramos definir nos enquanto pessoas únicas, reportamo nos ao nosso património genético, á cultura onde estamos inseridos, aos diferentes contextos a que pertencemos. Esta história pessoal constitui uma narrativa na qual somos personagem principal
Nas nossas narrativas entrelaçam se significados pessoais e significados socioculturais
Optei por escolher este vídeo por mostrar um ponto importante do tema principal do meu trabalho "O objeto da psicologia". O vídeo dá nos exemplos dos vários estádios pelos quais passa mos desde o nascimento até á adolescência. Ao visionar o vídeo entendemos melhor o estudo de Piaget.
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