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"A Ordem do Discurso", de Michel Foucault

Prezi para apresentação de seminário da disciplina Ciências da Linguagem I
by

Giovanni Santa Rosa

on 16 May 2011

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Transcript of "A Ordem do Discurso", de Michel Foucault

A Ordem do Discurso de Michel Foucault Michel Foucault (1926-1984) Foi filósofo e professor do Collège de France É amplamente conhecido por sua crítica às instituições sociais, por seu trabalho sobre história da sexualidade e por seus escritos sobre poder, conhecimento e discurso Transcrição da aula inaugural do curso de “História dos sistemas de pensamento” no Collège de France, pronunciada em 2 de Dezembro de 1970. O texto expõe os assuntos que viriam a ser abordados durante o curso, além de ser uma área de intersecção entre as obras de Foucault como “História da Sexualidade”,
“As palavras e as coisas” e “A arqueologia do saber”. “Qualquer conjunto de formas que comunica um conteúdo específico, portanto, ocorrência para além da fala, implicando uma dimensão em que até os objetos falam” “Um jogo entre poder e saber que produz os saberes de um tempo e lugar, assim como o mecanismo para fixa-los, sendo os discursos, eles que delineiam esses saberes, os primeiros a serem submetidos a controle.” Definição de Discurso Análise dos Discursos Perspectiva Genealógica Analisa como foi a formação das séries de discurso
(se por intermédio, apoio ou apesar dos sistemas de exclusão), qual foi a norma específica que as nortearam e quais foram
as suas condições de aparecimento, crescimento e variação. Descontinuidade Exterioridade Especificidade Não existe um grande discurso ilimitado que está escondido pelos procedimentos de controle. Os discursos são praticas descontínuas que podem se ignorar ou se excluir. Não se deve ir do discurso ao seu núcleo interior, mas sim partir do próprio discurso para as condições externas de possibilidade. O discurso não é um jogo de significações prévias nem cúmplice do nosso conhecimento, mas sim uma violência imposta às coisas e uma prática a elas imposta. Perspectiva Crítica Procura distinguir os meios de exclusão, limitação e apropriação do discurso. Também investiga como esses meios se formaram,
a que necessidades vieram responder, como se modificaram durante o tempo, qual a limitação que realmente exerceram
e em que medidas foram modificadas. Inversão Consiste em reconhecer nas fontes tradicionais de discursos - como o autor, a disciplina e a vontade de verdade - o papel de limitar e recortar o discurso. É essa a perspectiva que utilizaremos para analisar
os discursos de Foucault, deste seminário e de nossa classe. Processos externos Processos internos Procedimentos de Controle e Exclusão do Discurso Interdição Definição do que pode ser dito em cada circunstância. Segregação da loucura O discurso do louco, segundo Foucault, "não pode transmitir-se como
o dos outros": ou ele é tido como nulo, ou é dotado de poderes especiais, como de prever o futuro. Vontade de Verdade A vontade de verdade e as instituições que a cercam exercem pressão sobre a produção discursiva. Autor É pela função do autor que o indivíduo irá distinguir o que escrever
ou não, o que entrará para sua obra dentro de tudo aquilo que ele diz todos os dias. Disciplinas Princípio que se dá pela delimitação de um "campo de verdade" onde o discurso deve inserir-se .
"Um domínio de objetos, um conjunto de métodos, um corpo de proposições consideradas verdadeiras,
um jogo de regras e de definições, de técnicas e de instrumentos" necessários para sua aceitação
dentro do "verdadeiro" de determinada disciplina. Comentário Há um desnível entre os discursos recorrentes ("são ditos"), constantemente revisitados, e os corriqueiros ("se dizem").
Aos que recorrem a outros maiores, dá-se o nome de comentário. Através desse desnível há a possibilidade da criação de diversos discursos, onde os comentários, independentemente de sua aparente novidade, hão sempre de ser uma repetição do texto primeiro. Procedimentos de imposição de regras aos sujeitos do discurso Ritual Define a qualificação dos que pronunciam o discurso, além dos gestos, comportamentos, circunstâncias
e o conjunto de sinais que devem acompanhá-lo. Sociedade de discurso As sociedades de discurso produzem e conservam discursos, porém o número de indivíduos que
os falam tende a ser limitado e a distribuição
de seus conteúdos é sujeita a regras estritas. Doutrina A doutrina, ao contrário, tende a difundir-se.
A única condição necessária para pertencer a esse tipo de discurso é aceitar uma certa regra de conformidade com seu conteúdo. Porém, da mesma maneira que ela liga indivíduos a uma mesma enunciação, ela lhes afasta de todos os outros. Apropriação social dos discursos É como Foucault classifica o sistema educacional.
Atualmente, todos os indivíduos tem acesso aos mais diversos tipos de discurso, porém a distribuição deles ainda segue as linhas marcadas politicamente pelas distâncias, oposições e lutas sociais.
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