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SINAIS VITAIS

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by

Amanda Araújo

on 22 October 2015

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Transcript of SINAIS VITAIS

SINAIS VITAIS
FREQUÊNCIA CARDÍACA
PRESSÃO ARTERIAL

Pressão arterial é a força exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos.
Sofre variações contínuas, na dependência da posição do indivíduo, das atividades e das situações em que ele se encontra.
Tem por finalidade promover uma boa perfusão dos tecidos e assim possibilitar as trocas metabólicas, indispensável na investigação diagnóstica, e o registro dos níveis pressóricos é parte obrigatória do exame clínico.
Deve ser medida em todas as idades. Apesar das dificuldades técnicas, deve ser realizada mesmo nos recém-nascidos e nas crianças menores.
Se forem mal usados, podem causar danos e malefícios em vez de contribuírem para o bom atendimento dos pacientes.

PRESSÃO ARTERIAL
FATORES DETERMINANTES DA PRESSÃO ARTERIAL


• Pressão arterial sistólica - aparecimento
do primeiro ruído (Fase I)


• Pressão arterial diastólica -
desaparecimento dos sons (Fase V).




Nos casos em que os ruídos persistirem até o total esvaziamento da câmara, devemos considerar a pressão diastólica na Fase IV de Korotkoff-
abafamento dos sons.


DETERMINAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
VERIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL EM CRIANÇAS
Os seguintes cuidados são necessários:
• manguito adequado ao comprimento e à largura do braço

• a técnica é a mesma para adulto, tendo-se o cuidado de procurar diminuir os movimentos da criança durante a medida da pressão, chamando sua atenção para outras coisas

• evite medir a pressão com a criança chorando, pois isso pode elevar sua pressão em até 50 mmHg em crianças muito pequenas, o método palpatório é frequentemente utilizado para determinação da pressão sistólica, mesmo sabendo que pode representar um valor 5 a 10 mmHg abaixo do nível obtido pelo método auscultatório

• devido à dificuldade de ouvir os ruídos em
crianças, muitas vezes, a pressão diastólica
é determinada pela Fase IV de Korotkoff.

VERIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL EM IDOSOS
É necessário levar em conta as seguintes
particularidades:

• devido à frequência de hipotensão postural
nessa faixa etária, é recomendado sempre
fazer a medida em 2 posições diferentes
(sentada ou deitada e de pé)

• apalpação da artéria radial, mesmo com o
manguito insuflado a ponto de ocluir a artéria braquial, indica endurecimento arterial e sugere a possibilidade de "pseudo-hipertensão
arterial" (sinal de Osler)

• esclerose, calcificação e endurecimento da artéria braquial podem levar ao aparecimento de "pseudo-hipertensão': condição em que os valores reais da pressão arterial são
menores que o obtido pelo esfigmomanômetro.



VERIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL EM GESTANTES
Cumpre observar que:

• a partir do 3Q trimestre, a posição da
mulher pode afetar a pressão arterial.
As medidas devem ser feitas com a
mulher em decúbito lateral esquerdo,
com o braço no nível do coração.

• frequentemente, é possível ouvir os sons até o nível zero; nesses casos, registra-se os valores obtidos nas Fases IV e V.

FATORES DE VARIAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
• A pressão arterial medida pelo médico é frequentemente mais elevada do que quando aferida por outro profissional de saúde.

• índices pressóricos aferidos no final de uma consulta costumam ser inferiores aos do início da mesma consulta; por isso, devemos repetir a medida em vários momentos durante a consulta (começo, meio e fim).

• Elevação transitória da pressão após as refeições em decorrência da elevação do débito cardíaco e da vasodilatação esplâncnica

• Queda fisiológica da pressão arterial durante o período de sono (20 a 40 mmHg na sistólica e 10 a 15 mmHg na diastólica)

• Elevação da pressão arterial nas primeiras horas da manhã (ao acordar)

• Na posição deitada, os níveis pressóricos são sempre mais elevados, pois não há estímulo para os barorreceptores

• Na posição em pé, há uma discreta redução da pressão sistólica, devido ao estímulo dos pressorreceptores carotídeos e uma ligeira elevação na pressão diastólica, em razão do aumento da resistência periférica.

HISTÓRICO
A medida da pressão arterial só foi conseguida no
ano de 1733 em Middlessex, na Inglaterra, pelo
reverendo inglês Stephen Hales (1677-1761).

Hales realizou a medida da pressão em uma égua,
inserindo uma cânula conecta da a um tubo de
vidro na artéria crural, observando que o sangue
elevou-se a 2,5 m no tubo.

O método utilizado foi a medida direta, intra-arterial
da pressão, que é até hoje o padrão-ouro neste procedimento, apesar dos inconvenientes e das dificuldades
para executá-lo.

Em 1828, Jean Léonard Marie Poiseuille desenvolveu o primeiro esfigmomanômetro de mercúrio utilizando um tubo em "U'. Em 1896, Riva-Rocci apresentou seu modelo de esfigmomanômetro, que se assemelha ao equipamento que usamos atualmente.

Já em 1904, o cirurgião russo Nicolai S. Korotkoff introduziu o
método auscultatório para a medida da pressão arterial.

REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
Os mecanismos reguladores, capazes de integrar e
harmonizar a atuação dos elementos que agem via
neurogênica ou humoral, são:

O córtex cerebral
O hipotálamo
Os centros vasomotores
O sistema nervoso autônomo - por meio de seus
componentes simpático e parassimpático -
as suprarrenais, os rins, os barorreceptores e
algumas vias nervosas especiais, como o nervo de
Cyon e o de Hering.

Os fatores determinantes e os mecanismos reguladores da pressão arterial influenciam-se reciprocamente, interagindo uns sobre os outros, todos atuando com o objetivo de oferecer aos tecidos uma adequada perfusão de sangue.

RECOMENDAÇÕES PARA MEDIR A PRESSÃO ARTERIAL
O registro direto das pressões por meio de manômetros
intra-arteriais mostra que, mesmo durante a respiração
normal ou ligeira arritmia sinusal, as pressões sistólica
e diastólica sofrem oscilação de vários mmHg, e que
essas diferenças são grandemente intensificadas
quando se respira profundamente ou durante a
ocorrência de arritmias.


O nível da pressão sistólica por ausculta da artéria braquial é, em média, 3 a 4 mmHg
mais baixo que o da obtida por medida intra-arterial.


O método indireto, apesar de falho, é o de mais fácil execução.


Esfigmomanômetro: é formado por um manguito, constituído de uma tira de tecido com
mecanismo capaz de fixá-lo no braço ou na coxa e que contém uma câmara de borracha,
a qual se comunica com uma pera ligada a um dispositivo valvular e ao manômetro.


MÉTODOS PARA MEDIR PRESSÃO ARTERIAL

Método direto: Fornece a pressão direta ou intra-arterial. Por ser um procedimento invasivo e exigir equipamento mais sofisticado, é reservado para pesquisa.

Método indireto: Rotineiramente, utiliza-se a técnica auscultatória com estetoscópio, que é a palpatória, e registra-se apenas a pressão sistólica.


TÉCNICA
A técnica para medir a pressão arterial deve seguir alguns procedimentos, mostrados na sequência.

Paciente:
• Repouso mínimo de 3 min
• Local tranquilo e, preferencialmente, sem ruídos que possam interferir com a ausculta
• Posição do paciente: podem ser utilizadas as posições sentada,deitada ou em pé.

Deixar o paciente em posição confortável, com o braço ligeiramente flexionado,apoiado sobre uma superfície firme, com a palma da mão voltada para cima.

Aparelho:
• Calibrado
• Manômetro em plano perpendicular ao plano visual.

Observador:
• Pessoa com treinamento
• Posição confortável, evitando-se baixar a cabeça (a congestão dos vasos do ouvido pode prejudicar
a ausculta)
• Coloque o diafragma do estetoscópio exatamente sobre a artéria braquial.

Procedimento
:
• Localize as pulsações da artéria braquial

• Coloque o manguito 2 em acima da fossa cubital

• Palpe o pulso radial (pode também ser feito na
artéria braquial)

• Infle o manguito até o desaparecimento do pulso
radial. A seguir, desinsufle o manguito lentamente; quando reaparece o pulso, tem-se o valor da pressão sistólica

• Coloque o estetoscópio sobre a artéria braquial e insufle o manguito cerca de 30 mmHg acima do valor encontrado para a pressão sistólica pelo método palpatório

• Solte o ar, de maneira contínua, à razão de 2 a 3 mmHg/segundo, até o completo esvaziamento da câmara

• Caso os ruídos estejam sendo percebidos com dificuldade, aumente o ângulo entre o braço e o tórax, retificando a artéria, pois isso pode facilitar a ausculta dos sons.

FASES DE KOROTKOFF
À medida que se desinsufla o manguito, volta a ocorrer a passagem do sangue pela artéria antes colabada, surgindo os ruídos chamados sons de Korotkoff, classificados em 5 fases:

• Fase I (aparecimento de sons): o primeiro som é claro como uma pancada. O peso da onda sistólica é maior que a pressão do manguito e o sangue na artéria. A clareza do batimento depende de força, velocidade e quantidade de sangue.O pulso arterial não se manifesta inicialmente, pois a quantidade de sangue na porção distai do manguito ainda é insuficiente.
• Fase II (batimentos com murmúrio): com a dilatação da artéria pressionada, a contracorrente reverbera e cria murmúrios na parede dos vasos sanguíneos.
• Fase III (murmúrio desaparece): os batimentos passam a ser mais audíveis e mais acentuados. A artéria que sofreu constrição continua a se dilatar com a redução da pressão do manguito.
• Fase IV (abafamento dos sons): os batimentos repentinamente tomam-se menos acentuados. Há, portanto, um abafamento dos sons.
• Fase V (desaparecimento de sons): restabelece-se o calibre normal da artéria e o sangue não mais provoca ruídos perceptíveis à ausculta da artéria radial.



PULSO
Devem ser analisados: o pulso radial, o pulso capilar ,as pulsações das artérias carótidas e das veias jugulares ( pulso venoso ).

- Habitualmente, a artéria radial situa-se entre a
apófise estiloide do rádio e o tendão dos flexores.
- Para palpá-la, empregam-se as polpas dos dedos indicador e médio,variando a força de compressão até que seja obtido impulso máximo.O polegar se fixa delicadamente no dorso do punho do paciente. O examinador usa a mão direita para examinar o pulso esquerdo do paciente,e vice-versa.Ademais, a mão do paciente deve repousar no leito ou na mesa de exame em completa supinação.
- Para melhor percepção do chamado pulso célere ou
pulso em martelo d’ água, adota-se outra técnica: o braço do paciente é levantado acima de sua cabeça, e sua mão é segurada pela mão esquerda do examinador,enquanto a face anterior do punho do paciente é envolvida pela mão direita do médico. O polegar fecha a pinça, apoiando-se no dorso do punho. Nesta técnica, a percepção do pulso não é feita com as polpas digitais, mas com toda a face ventral dos dedos
e a parte palmar da mão.

ESTADO DA PAREDE ARTERIAL
Em condições normais, a parede do vaso não apresenta tortuosidades e é facilmente depressível.

Quando se nota uma parede endurecida, irregular e tortuosa, é sinal de uma vasculopatia que se chama genericamente de arteriosclerose
FREQUÊNCIA
É necessário contar sempre o número de pulsações durante um minuto inteiro, comparando-se este valor com o número de batimentos cardíacos.

A frequência do pulso varia com a idade e em diversas condições fisiológicas.
Em pessoas adultas considera-se normal a frequência de 60 a 100 bpm.
Acima de 100 pulsações,designa-se taquisfigmia ou “taquicardia"e menos de 60 pulsações por minuto significa bradisfigmia ou “bradicardia”.

RITMO
É dado pela sequência das pulsações. Se elas ocorrem em intervalos iguais, diz-se que o ritmo é regular. Se os intervalos são variáveis- ora mais longos, ora mais curtos- , trata-se de ritmo irregular.


A irregularidade do pulso indica alteração do ritmo cardíaco -arritmia- ,
que pode ser fisiólogica ou patológica.
As arritmias reconhecíveis no exame de pulso são a arritmia sinusal, as extrassístoles , a fibrilação atrial e o bloqueio atrioventricular.

AMPLITUDE E MAGNITUDE
Essa característica é avaliada pela sensação captada em cada
pulsação e está diretamente relacionada com o grau de enchimento
da artéria durante a sístole e seu esvaziamento durante a diástole.

Quanto à amplitude, classifica-se o pulso em amplo ou magnus, mediano e pequeno ou parvus.

TENSÃO OU DUREZA
É avaliada pela compressão progressiva da artéria,sendo que se for pequena a pressão necessária para interromper as pulsações, caracteriza-se um pulso mole. No pulso duro a pressão exercida para desaparecimento do pulso é grande e pode indicar hipertensão arterial.

TIPOS DE ONDAS
Os principais:

Ondas de pulso normal- cujas características serão aprendidas pelo exame de pacientes normais.

Pulso célere ou martelo d’água- a principal característica é aparecer e
sumir com rapidez. Decorre do aumento da pressão diferencial e,
por isso, é observado na insuficiência aórtica, nas fístulas
arteriovenosas, no hipertireoidismo e nas anemias graves.

Pulso anacrótico- constituído de uma pequena onda inscrita no ramo
ascendente da onda pulsátil. Ex: estenose aórtica.

Pulso dicrótico- se percebe uma dupla onda em cada pulsação, a primeira mais intensa e mais nítida, é seguida de outra de menor intensidade e que ocorre imediatamente depois. Ex: febre tifóide e outras doenças com febre




Pulso bisferiens- se percebe também uma dupla sensação,mas neste caso as duas ondulações aparecem no ápice da onda de pulso. Ex: estenose e insuficiência aórtico associada.

OBS: Para diferenciar o pulso dicrótico do pulso bisferiens, basta aumentar a compressão da artéria: O pulso bisferiens torna-se mais nítido enquanto o dicrótico perde sua característica de pulsação dupla.

Pulso alternante- se percebe de modo sucessivo uma onda ampla
seguida de uma onda mais fraca. Constitui um sinal de insuficiência
ventricular esquerda.



Pulso filiforme- tipo de pulso ao mesmo tempo de pequena amplitude
e mole. Indica quase sempre colapso circulatório periférico.



Pulso paradoxial - caracterizado pela diminuição da amplitude das
ondas durante a inspiração forçada. Ex: pericardite constritiva,
derrame pericárdio volumoso e enfisema pulmonar.
COMPARAÇÃO COM A ARTÉRIA HOMÓLOGA
Averigua-se a igualdade ou a desigualdade dos pulsos, palpando simultaneamente as artérias periféricas homólogas.

Pode ocorrer desigualdade em casos como:afecções da crossa aórtica ou dos vasos que dela emergem.
PULSAÇÕES DAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS
Podem ser visíveis, principalmente após exercício, emoções e na hipertensão
arterial.


Nos pacientes que apresentam aumento da pressão arterial diferencial - como
acontece na insuficiência aórtica e no hipertireoidismo -,as pulsações carotídeas
tornam-se mais evidentes, a ponto de receberem a denominação de "dança
arterial".


As artérias carótidas são palpadas no ângulo da mandíbula, de cada lado da
traqueia, comparando-se entre si.

VERIFICA-SE:
O estado da parede arterial (endurecimento, dilatação, tortuosidade)


A amplitude do pulso: a diferença entre uma carótida e outra pode indicar
estenose.


A ocorrência de frêmito, que pode ter origem na própria carótida (estenose ou oclusão) ou ser irradiado de uma lesão estenótica da valva aórtica.

INGURGITAMENTO E PULSAÇÕES DAS VEIAS JUGULARES
O pulso venoso reflete a dinâmica do coração direito, e as várias ondas que o constituem expressam as modificações pressóricas nas cavidades direitas do coração.

Em condições normais, as veias jugulares tornam-se túrgidas apenas quando o paciente se acha em decúbito; na posição semissentada e, mais ainda, quando se põe de pé ou sentado, as veias jugulares colabam, ficando visível apenas o pulso venoso na raiz do pescoço.

O EXAME DO PULSO VENOSO
O paciente deve permanecer deitado em uma posição que propicie máximas pulsações venosas. Quando a pressão venosa for normal, o
paciente deve ficar em posição quase horizontal com relação
à cama; entretanto, se houver hipertensão venosa, ele deve estar
recostado no leito, em um ângulo mais ou menos de 45°.

Cada lado do pescoço é inspecionado com a cabeça ligeiramente
voltada para o lado oposto.

As pulsações são procuradas na parte mais inferior do pescoço; às vezes, são mais notadas entre as 2 inserções do esternocleidomastóideo.

O pulso venoso do pescoço se distingue do pulso arterial pelas seguintes características:
O movimento é suave, difuso e oscilante

Como é onda de volume, é melhor visível que palpável.

O nível de pulsação varia com a respiração, seguindo passivamente as mudanças da pressão intratorácica. Desce na inspiração e se eleva na expiração

O pulso venoso torna-se mais evidente na posição horizontal
O pulso venoso é formado por 3 ondas e 2 deflexões que, quando registradas, constituem o flebograma.

A onda A resulta da contração atrial direita. Coincide, portanto,com o momento em que a pressão sobe dentro desta cavidade, fenômeno que dificulta o escoamento do sangue drenado pela jugular. Por essa razão, a veia jugular se distende, formando a onda A.

A onda C traduziria o transitório aumento da pressão dentro do átrio direito que ocorre ao aumentar a pressão ventricular durante a fase de contração isovolumétrica. Outros autores, entretanto, acreditam que a onda C do flebograma seja, simplesmente, a transmissão do pulso carotídeo até a veia jugular que lhe é contígua.

A onda V resulta do aumento da pressão sanguínea no átrio direito que se transmite à jugular durante o enchimento atrial.

A deflexão X, chamada também de colapso sistólico, traduz o relaxamento atrial.

A deflexão Y ou colapso diastólico deve-se à abertura da valva tricúspide e corresponde à fase de enchimento ventricular.

ALTERAÇÕES DO PULSO VENOSO
Onda A gigante. A onda A pode aumentar de amplitude e tornar-se até palpável.
É encontrada na estenose tricúspide, na atresia tricúspide, no bloqueio atrioventricular total, na estenose pulmonar e na hipertensão pulmonar grave, traduzindo uma vigorosa contração do átrio direito.


Ausência da deflexão X. O pulso venoso passa a ter uma única deflexão, como acontece na fibrilação atrial.


Onda V gigante ou proeminente. Uma onda V aumentada de amplitude precedida de uma pequena onda C é sinal indicativo de insuficiência tricúspide com fibrilação atrial.

Deflexão Y profunda. Caracteriza-se pela ocorrência de um súbito colapso diastólico do pulso venoso, como se a corrente sanguínea fosse aspirada de modo violento para o tórax.

PROBLEMAS MAIS COMUNS NA MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
Os problemas podem ser relacionados com o observador, o equipamento, o paciente e com alguns fatores que podem provocar variações da pressão arterial.

Observador:
• Falta de acuidade visual e auditiva
• Repita as medidas sem intervalo entre elas; é necessário desinsuflar o manguito completamente, aguardar 1 a 3 min e só então repetir a medida, mesmo em caso de dúvida quanto aos valores.
• Verifique a pressão arterial por cima da roupa do paciente, condição que "produz uma dupla câmara pneumática". Não se deve apenas arregaçar a manga do vestido ou camisa, pois isso pode produzir pressão adicional sobre o braço.
• Não determinar a pressão sistólica pelo método palpatório e não reconhecer a Fase I
• Preconceitos do observador: subestimar ou superestimar os valores da pressão.
• Colocação inadequada do manguito (frouxo, dobras no tecido).

Equipamento:
• Não calibrado
• Deficiência no sistema de circulação de ar (válvulas defeituosas ou
vazamentos)
• Colocação inadequada do estetoscópio (sob o manguito)
• Inadequação do manguito à circunferência do braço



Paciente:
• Posição desconfortável do paciente
• Obesidade
• Dor de qualquer tipo
• Atividade física
• Estresse
• Cigarro, café ou bebida alcoólica na última hora antes da medida da pressão arterial.

RESPIRATÓRIA
FREQUÊNCIA
• Inspeção: Constitui o primeiro elemento de estudo do tórax, visto que é através da inspeção que observa-se os movimentos respiratórios - sua frequência, regularidade e profundidade bem como os esforços inspiratórios e expiratórios. A avaliação do estado de consciência do paciente é importante.

O tórax é observado tanto com o paciente sentado como deitado.
- Na inspeção estática examinam-se a forma do tórax e suas anomalias congênitas ou adquiridas, localizadas ou difusas, simétricas ou não.
- Na inspeção dinâmica observam-se os movimentos respiratórios, suas características e alterações.


A morfologia torácica varia conforme o biotipo do paciente (normolíneo, longilíneo e brevilíneo), cuja caracterização leva em conta a abertura do ângulo formado pelas últimas costelas (ângulo de Charpy). No normolíneo, o ângulo de Charpy é igual a 90°; no longilíneo, menor que 90°; e no brevilíneo, maior que 90°.
O que devliar no paciente:

- O estado de consciência do paciente, lembrando a frequência com que um grande
número de enfisematosos, principalmente aqueles em que predomina a bronquite (tipo BB), apresentam-se em um estado torporoso devido à narcose pelo C02.

-Na pele observam-se a coloração e o grau de hidratação, bem como se há lesões elementares sólidas, correlacionando-as com as doenças pulmonares. Assim, as pápulas e ulcerações com a paracoccidioidose; os tubérculos com a tuberculose e a sarcoidose;

-Quanto às lesões de conteúdo líquido, isto é, as vesículas, as bolhas, as pústulas e os abscessos, estabelecer suas correlações: impetigo com pneumonia estafilocócica (principalmente na criança); abscesso frio com tuberculose;

-Nas partes ósseas, deve-se procurar Nas partes ósseas, deve-se procurar retrações e abaulamen- tos difusos ou localizados. difusos ou localizados. Os abaulamentos localizados traduzem a presença de alguma alteração subjacente: neoplasia, aneurisma e hipertrofia do ventrículo direito nas crianças. Fraturas de costelas são causas frequentes de abaulamentos ou retrações localizadas.

Dependendo das alterações ósseas da coluna vertebral, costelas e esterno, teremos os vários tipos de tórax :

1-O tórax chato ou plano é aquele em que a parede anterior perde sua convexidade normal, havendo por isso redução do diâmetro anteroposterior.

2-O tórax em tonel ou globoso caracteriza-se pelo aumento exagerado do diâmetro anteroposterior, maior horizontalização dos arcos costais e abaulamento da coluna dorsal, o que torna o tórax mais curto.

3-O tórax infundibuliforme caracteriza-se por uma depressão na parte inferior do esterno e região epigástrica. Em geral essa deformidade é de natureza congênita.

4-No tórax cariniforme (pectus carinatum), o esterno é proeminente e as costelas horizontalizadas, resultando em um tórax que se assemelha ao das aves (tórax de pombo).

5-Tórax cônico ou em sino é aquele que tem sua parte inferior exageradamente alargada, lembrando um tronco de cone ou de sino.

6-O tórax cifótico tem como característica principal a curvatura da coluna dorsal, formando uma gibosidade.

7-O tórax cifoescoliótico apresenta, além da cifose, um desvio da coluna para o lado (escoliose).

Após a inspeção estática do tórax, passaremos a observar sua dinâmica. Como se apresenta o paciente? Está em ortopneia, preferindo, portanto, ser examinado na posição sentada? Sua recusa em deitar-se é um dado que sugere insuficiência cardíaca. Existe taquipneia, bradipneia ou trepopneia? Batimentos das asas do nariz sugerem pneumonia grave, e não processo pulmonar obstrutivo. Quando não houver sincronismo entre os movimentos respiratórios abdominais e toráci- cos, suspeitar de fadiga muscular.

Nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, cujas pequenas vias estão muito comprometidas, a expiração, além de prolongada, é difícil, o que os obriga a manter os lábios semicerrados durante a expiração.Movimentos respiratórios paradoxais (retração do gradil costal), durante a inspiração, são observados nos casos de traumatismo torácico.
- Tipo respiratório: Para o reconhecimento do tipo respiratório, observar a movimentação
do tórax e do abdome, com o objetivo de reconhecer em que regiões os movimentos são mais amplos. Em pessoas sadias, na posição de pé ou na sentada, quer no sexo masculino quer no feminino, predomina a respiração torácica ou costal, caracterizada pela movimentação predominantemente da caixa torácica.

-A observação do tipo respiratório tem importância no diagnóstico da fadiga e da paralisia diafragmática, condições em que a parede abdominal tende a se retrair na inspiração, ao contrário do que ocorre na respiração diafragmática normal.

- Rítmo respiratório: Normalmente a inspiração dura quase o mesmo tempo que a expiração, sucedendo-se os dois movimentos com a mesma amplitude, intercalados por leve pausa. Quando uma dessas características se modifica, surgem os ritmos respiratórios anormais como:

* Respiração de Cheyne-Stokes: As causas mais frequentes deste tipo de respiração são a insuficiência cardíaca, a hipertensão intracraniana, os acidentes vasculares cerebrais e os traumatismos cranioencefálicos. Tal ritmo caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez mais pro- fundas até atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa. Isto ocorre devido a variações da tensão de 02 e C02 no sangue.

* Respiração de Biot: As causas desse ritmo são as mesmas da res- piração de Cheyne-Stokes. No ritmo de Biot, a respiração apresenta-se com duas fases. A primeira, de apneia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e à amplitude.
* Respiração de Cheyne-Stokes: As causas mais frequentes deste tipo de respiração são a insuficiência cardíaca, a hipertensão intracraniana, os acidentes vasculares cerebrais e os traumatismos cranioencefálicos. Tal ritmo caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez mais pro- fundas até atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa. Isto ocorre devido a variações da tensão de 02 e C02 no sangue.

* Respiração de Biot: As causas desse ritmo são as mesmas da res- piração de Cheyne-Stokes. No ritmo de Biot, a respiração apresenta-se com duas fases. A primeira, de apneia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e à amplitude.

* Respiração de Kussmaul: A acidose, principalmente a diabética, é a sua causa principal. A respiração de Kussmaul compõe-se de quatro fases:
(1)inspirações ruidosas;
(2)apneia em inspiração;
(3)expirações ruidosas;
(4)apneia em expiração.

* Respiração suspirosa: Na respiração suspirosa, o paciente executa uma série de movimentos inspiratórios de amplitude crescente seguidos de expiração breve e rápida. Outras vezes, os movimentos respiratórios normais são interrompidos por "suspiros" isolados ou agrupados. Traduz tensão emocional e ansiedade.
​A frequência cardíaca é a quantidade de vezes que o coração bate por minuto e o seu valor normal varia entre 60 e 100 batimentos por minuto. Porém, ela pode variar de oscilar com a idade, atividade física ou a presença de doenças cardíacas.
FREQUÊNCIA CARDÍACA
A frequência cardíaca normal de um recém-nascido até aos 2 anos é de cerca de 120 a 140 batimentos por minutos, dos 8 anos até à adolescência é de 80 a 100 batimentos cardíacos, em um adulto sedentário geralmente é entre 70 a 80 batimentos por minuto e em atletas ou idosos é de 50 a 60 batimentos por minuto.
Causas da frequência cardíaca baixa

A frequência cardíaca baixa, inferior a 60 batimentos por minuto, pode ocorrer devido ao envelhecimento ou ser apenas um efeito colateral de certos medicamentos para o coração, por exemplo. Porém, a FC baixa também pode indicar problemas cardíacos como bloqueio cardíaco ou disfunção do nódulo sinusal, principalmente se for acompanhada de tonturas, cansaço ou falta de ar.
Causas da frequência cardíaca alta

A frequência cardíaca alta, superior a 100 batimentos por minuto, pode ser consequência da ingestão de grandes quantidades de álcool ou cafeína, no entanto, também pode ser indicativa de problemas do coração como insuficiência cardíaca ou doença cardíaca valvar, assim como de outras doenças como aterosclerose ou hipertensão.
ELETROCARDIOGRAMA
O método mais preciso de mensuração da frequência cardíaca é o eletrocardiograma, também chamado de ECG. É um teste clínico, não invasivo, e consiste da fixação de elétrodos que captam a atividade elétrica do coração. Esta informação é impressa em papel milimetrado onde podem ser observados os padrões de contração do músculo cardíaco. Este exame pode detectar muitas disfunções cardíacas. Funciona através da detecção de pequenas variações de energia elétrica na pele da pessoa, as quais correspondem as batidas do coração.
RITMO
Havendo apenas 2 bulhas , trata-se de ritmo de 2 tempos ou binário; quando se torna audível um 3° ruído , passa a ser um ritmo de 3 tempos ou um rítmo tríplice.
ARRITMIA
São alterações no rítmo cardíaco normal.
Taquicardia:
É quando o coração de um adulto bate mais de 100 vezes por minuto. Quando isso acontece ao fazer esforços é normal e, decorridos alguns minutos, esse número deve voltar a uma freqüência normal. Quando a taquicardia persiste ou está presente em repouso, pode significar alguma alteração patológica.
Bradicardia:
É quando o coração bate menos de 60 vezes por minuto. Isso em pessoas em boa forma física até pode ser normal. Com freqüências cardíacas abaixo de 60 por minuto, mesmo que seja uma manifestação transitória, é conveniente que um cardiologista seja consultado.

ARRITMIAS
Podem ser classificadas por:

Perturbação na formação do estímulo; ex: Arritmias sinusais e arritmias extrassinusais.

Perturbação na condução do estímulo; ex: Bloqueio atrioventricular.

Perturbação na formação e na condução do estímulo; ex: Fibrilação atrial e fibrilação ventricular.
Alunas: Amanda Araújo , Amanda Silveira , Ana Luiza Aguiar, Carolina Teixeira , Mariele Lamar.
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