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Efeitos da Música no Corpo

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by

Daniel Silveira

on 21 February 2015

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Transcript of Efeitos da Música no Corpo

Efeitos da Música no Corpo
Prof. Dr. Hélio dos Santos Pothin

Fisiologia Humana

Ondas Sonoras
Determinação do tom na cóclea
Ondas sonoras
na cóclea

Intensidade do Som

A intensidade do som depende da Amplitude da onda sonora: “
Quanto maior a amplitude da onda, mais
forte o som
.”

Os limites de intensidade audíveis para o homem é de
0 – 120dB.

Limiar de audição [10^(-12) W/m2] ........................ 0 dB
Respiração normal .................................................. 10
Murmúrio a 5 m ...................................................... 30
Conversa normal a 1 m ....................... (45-90) ..... 60
Tráfego pesado ....................................................... 70
Concerto de rock .................................................. 120 (dor)
Decolagem de jato ................................................ 150



A bateria ...................................................... .90 dB
Walkman.......................................................110 dB


O Som com intensidade a partir de 90 dB é percebido pelo organismo também como vibrações.

Acima de 80dB lesiona os cílios, acima de 100dB lesiona receptores.


Melodia
Harmonia
Ritmo
Timbre
Andamento

Elementos da Música

Instrumentos de som indeterminado (Ruído):
vários tipos de tambores (caixa, bumbo, bateria, etc), sinos comuns, castanholas, chocalhos, pandeiros, pratos, etc.




Instrumentos de som determinado (tom):
flauta, piano, trompete, violino, harpa, alaúde, saxofone, etc.



Harmonia:
Combinação de tons. Percebida pelo córtex auditivo direito. Estimula mais o córtex pré-frontal - centro do raciocínio e razão.

Melodia:
Percebida pelo córtex auditivo direito. Afeta mais o sistema límbico – Emoções.

Ritmo:
Percebido no córtex auditivo esquerdo. Organiza movimentos físicos e influencia ritmos do corpo.

Ritmos do Encéfalo
Sono-vigília: epilepsia; coma
Temperatura corporal
Respiração
Frequência cardíaca
Liberação de hormônios
Sistemas Modulatórios Difusos do Tronco Cerebral controlam os ritmos do tálamo

Adenosina


SARA
SONO TRONCO CEREBRAL TÁLAMO CÓRTEX CEREBRAL VIGÍLIA

Adenosina

Ritmos encefálicos do E.E.G
Ritmos do corpo
Andar
Falar
Dançar
Mastigar
Correr
Nadar
Marchar
Somos criaturas essencialmente rítmicas. Somos uma massa de ciclos acumulados uns sobre os outros e por isso, organizados tanto para gerar quanto para responder aos fenômenos rítmicos.


Nossos ritmos são sincronizados com outras atividades celulares e cooperam harmonicamente com todas as outras funções corporais.




Música executada com ritmo repetitivo, faz com que os músculos se contraiam e relaxem ritmicamente a fim de liberar a energia armazenada. Produz movimentos físicos úteis para dança, marcha e regular a cadência dos movimentos.


Efeitos da música no organismo
Exposição à música com ritmos harmônicos (concordantes) reforça os ciclos rítmicos do corpo humano, sincronizando mensagens nervosas, melhorando a coordenação e harmonizando humores e emoções.
Exposição à música com ritmos desarmônicos (discordante) – quer seja devido à dissonância ou barulho ou aos balanços antinaturais de acentos rítmicos deslocados, síncopes e polirritmos ou tempo impróprio – podem provocar: frequência cardíaca e pressão arterial alteradas, estimulação excessiva de hormônios, alteração no estado de consciência (desde estimulação até inconsciência) e digestão inadequada.


A música rock possui ritmo discordante, contém dissonâncias harmônicas e desarmonia melódica, enquanto o
ritmo anapéstico, formado por duas batidas breves e uma longa, seguida de uma pausa
, usado pela maior parte dos músicos de rock, é diretamente oposto ao ritmo natural cardíaco e arterial do homem (David Nobel).


BOM ORGANISMO RUIM


ritmos do corpo (concordante) ritmo discordante


TOM RUIDO


Consonante (proporcional) Dissonante (desproporcional)


AGRADÁVEL SENSAÇÃO DESAGRADÁVEL



Hormônios


CRH: Hipotálamo

ACTH: Hipófise

CORTISOL: Córtex da Glândula Supra-renal

ADRENALINA: Medula da Supra-renal
Hormônios do estresse
Estresse
Estresse é o conjunto de respostas orgânicas, psicológicas e comportamentais a um agente externo (som) ou interno (emoções) considerado agressivo.


estimula S. N. simpático adrenalina, NA
Estresse cortisol
estimula Hipotálamo CRH, ACTH
adrenalina

A maneira como lidamos com o Estresse pode aumentar ou diminuir as reações provocadas pelo CRH e Cortisol.

Imaginação pessimista da realidade aumenta os efeitos do Cortisol e CRH

Imaginação positiva da realidade diminui os efeitos desses hormônios.

O aumento crônico do CRH é imunossupressor.

O aumento agudo do CRH produz hiperatividade imunológica.

A ansiedade é um sinal de alerta sobre a necessidade de mudar e adaptar-se a uma situação nova ou sobre um perigo iminente para enfrentar.

PÂNICO:
Medo de estar morrendo ou enlouquecendo. Inicia após a adolescência e cessa antes de 50 anos.
Sintomas: palpitação, sudorese, tremor, falta de ar, dores no peito, náusea, tonturas, formigamento e calorões.

AGORAFOBIA:
Medo de locais onde escapar pode ser difícil ou impossível: multidão, carro, avião, elevador.



TRANSTORNO OBCESSIVO COMPULSIVO (TOC)

OBCESSÕES: Impulsos recorrentes que se impõem e são inapropriados. Provocam ansiedade. Exemplos: contaminação com germes ou fluídos corporais, idéias de causar mal a alguém, impulsos violentos ou sexuais.

COMPULSÕES: comportamentos repetitivos realizados para diminuir a ansiedade associada à obcessão. Exemplos: lavar várias vezes as mãos, conferir para ter certeza de que alguma coisa não está fora de lugar ou não está fechado.
Aparece no inicio da idade adulta.




Causas: Predisposição genética; eventos considerados estressantes e ocorre uma resposta inadequada ao estresse.

Tratamento: Psicoterapia e Drogas ansiolíticas inibidores da recaptação de Serotonina (Fluoxetina) ou agonistas dos receptores GABA (Diazepan e álcool etílico).


Distribuição
dos efeitos
no sistema
nervoso
central

Os investigadores concluem que se a música estimular o sistema nervoso autonômico, aumentando a freqüência cardíaca e respiratória, o indivíduo pode se autodosar com níveis elevados dos hormônios do estresse. Se isso ocorrer continuamente estes níveis ficam aumentados cronicamente.



Emoções
e
Drogas estimulantes



O Sistema Límbico coordena a experiência emocional, o comportamento sexual, motivação e memória. Tem inter-relação com o córtex pré-frontal.
Os sistemas sensoriais, através do tronco encefálico, influenciam o sistema límbico. Essa ação ocorre através do sistema Monoaminérgico Modulatório Difuso de neurotransmissores.

A expressão das emoções é coordenada pelo hipotálamo o qual influencia o sistema endócrino, o sistema nervoso autonômico e os movimentos.


As formas de comunicação das emoções humanas são: amor, alegria, raiva, ódio, amargura, êxtase, reverência, etc.

Em virtude de sua natureza cíclica elas não são intercambiáveis nem podem ser expressas simultaneamente.

Ex: Quando os padrões cíclicos chegam ao cérebro em intervalos de:

9,8 segundos provocam emoção de reverência;
8,2 s amargura;
7,4 s amor;
5,2 s alegria;
4,9 s impulso sexual;
4,2 s raiva.



Por isso, as emoções de alegria e raiva ou reverência e alegria não podem ser expressas simultaneamente pois seus ciclos não coincidem.

“Cientificamente, esta é a razão por que música de funeral é lenta e música para alegria é mais rápida.”



O sistema límbico pode inibir o córtex pré-frontal e até o tônus muscular.

Na ausência ou na inibição do córtex pré-frontal as emoções ficam fora de controle, exageradas e persistem até que se esgote a energia nervosa.

Sistemas modulatórios difusos no sistema nervoso central
Os sistemas sensoriais, através da formação reticular do tronco encefálico, influenciam o sistema límbico. Essa ação da formação reticular ocorre através do sistema monoaminérgico (Modulatório Difuso) de neurotransmissores.
Sistemas modulatórios difusos do encéfalo
Desempenham funções regulatórias sobre: a) Córtex cerebral e Tálamo, influenciando a memória, o humor, a motivação, ciclo sono-vigília e o estado metabólico cerebral; b) Medula espinhal, influenciando os movimentos do corpo.

A maior parte de seus neurônios estão no tronco cerebral.

Seus neurotransmissores são liberados no líquido extra celular e não ficam apenas na fenda sináptica, influenciando, assim, muitos neurônios encefálicos.

LOCUS CERULEOS (2) – Localizados na Ponte e secretam NORADRENALINA para todas as partes do SNC. Faz parte do S.A.R.A.

# funções: regulação da atenção, ciclo sono/vigília, aprendizado, memória, ansiedade, dor, humor, euforia, depressão e metabolismo cerebral.
É fortemente ativado por estímulos sensoriais novos e inesperados.

As anfetaminas e a cocaína têm efeito de aumentar a transmissão noradrenérgica e dopaminérgica.


SEROTONINÉRGICO: NÚCLEOS DA RAFE (9) – Vários núcleos na Ponte, no Bulbo e Mesencéfalo que secretam SEROTONINA (5-HT) no Sistema Límbico, Córtex Cerebral, Cerebelo e Medula Espinhal quando influenciados por estímulos sensoriais. Faz parte do S.A.R.A.

# Funções: Controle do ciclo sono/vigília, humor, apetite, ritmos circadianos, atividade sexual e certos tipos de comportamento emocional: depressão, bulimia, anorexia e agressividade.


Drogas como LSD e Ecstasy imitam os efeitos desse sistema nos receptores do córtex cerebral.

É o local de ação de antidepressivos como o Prozac (fluoxetina) o qual aumenta os níveis de Triptofano e consequentemente de Serotonina. Diminuem a vontade de comer doces.


DOPAMINÉRGICO – Formado pela Substância Negra e Área Tegmentar Ventral no Mesencéfalo.
Secretam DOPAMINA no núcleo accubens e área septal, córtex pré-frontal, sistema límbico e gânglios da base.

# Funções: Sistema de recompensa (núcleos septais e accubens), prazer, motivação do comportamento, amor (área tegmentar ventral).



Níveis aumentados de Dopamina é causa de Esquizofrenia. Trata com Neurolépticos.
Níveis diminuídos de Dopamina é causa de Déficit de Atenção. Trata com Ritalina.

É o local de ação da Heroína, Nicotina, Cocaína, Anfetaminas e Álcool.



COLINÉRGICO:
COMPLEXO PROSENCEFÁLICO BASAL – Formado pelos Núcleos Septais e Núcleo de Meynert que secretam ACETILCOLINA no Hipocampo e Córtex frontal, respectivamente.
# funções: Regulação do ciclo sono/vigília, aprendizado e memória.


Distúrbio desse sistema provoca a doença de Alzheimer.



COMPLEXO PONTOMESENCÉFALOTEGMENTAR – Formado por núcleos na Ponte e no Mesencéfalo que secretam ACETILCOLINA para o Tálamo e prosencéfalo.
# funções: Regula a excitabilidade dos núcleos sensoriais.



Transtornos do humor



Depressão: Sentimentos de que não se tem mais controle sobre o próprio estado emocional. Pode ocorrer de repente sem causa externa óbvia. Se não for tratada pode durar de 4 a 12 meses.




Sintomas: Humor deprimido, diminuição do prazer nas atividades, perda ou aumento do apetite, insônia ou hipersonia, fadiga, sentimentos de inutilidade e culpa, dificuldade de concentração, pensamentos recorrentes sobre morte.




Causas: Trauma precoce deixa o adulto vulnerável à depressão; hiperatividade no eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (Feed-back negativo pelo cortisol no hipocampo não funciona).



TRANSTORNO BIPOLAR: Transtorno Maníaco-Depressivo.
Consiste em episódios repetidos de mania ou em episódios mistos de mania e depressão.

Sintomas da Mania: humor anormal elevado, expansivo ou irritável; sensação de grandiosidade; diminuição da necessidade de sono; mais falante do que de costume; distração; aumento das atividades na escola, social, trabalho ou sexual.


Causas: Defeito nos sistemas modulatórios difusos NORADRENÉRGICOS E/OU SEROTONINÉRGICOS; predisposição genética; abuso ou negligência na infância (regulam a expressão gênica para cortisol); hiperatividade do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (aumenta o CRH cerebral).

Tratamento:
Eletroconvulsoterapia: descarga elétrica convulsiva no lobo temporal.
Psicoterapia: ajudar a lidar com trauma ou como enfrentar as situações diárias.
Lítio



Antidepressivos:
a) Tricíclicos (Imipramina): Bloqueia a recaptação de Noradrenalina e Serotonina.
b) Fluoxetina: Bloqueia ou inibe a recaptação de Serotonina e aumenta os receptores para Serotonina no Hipocampo.
c) Reboxetina: Inibe a recaptação de Noradrenalina.
d) Fenelzina: Inibidor da enzima MAO.




DROGAS ESTIMULANTES: induzem a liberação de catecolaminas endógenas, ou seja, produzem estimulação simpática duradoura.


ALUCINÓGENOS: são retirados de cogumelos e cactos.
- LSD: provoca estado de sonhos e percepção sensorial aumentada. Atua sobre o sistema Serotoninérgico.



ESTIMULANTES DO SNC: agem nos sistemas Dopa e Noradrenérgicos.

-
Anfetaminas:
aumenta o estado de alerta, aumenta a concentração e o aprendizado; inquietação, irritabilidade, euforia, movimentos repetitivos, estados psicóticos, tolerância e dependência. Atuam estimulando o SNS; bloqueando a recaptação das catecolaminas e estimulam a liberação de Dopamina.


- Cocaína: Atua inibindo a recaptação de Noradrenalina.

Cafeína: Está no café, chá preto, chocolate e refrigerantes de cola.
Atua facilitando a transmissão sináptica e estimulando o S. N. Simpático.



Ritmo e drogas psicoativas




Ritmos que marcam e acentuam o tempo fraco e o contratempo (sincopado) estimulam vários centros nervosos no tronco cerebral responsáveis pela liberação de vários neurotransmissores.




Seus neurotransmissores quando liberados em altos níveis ou por muito tempo, possuem ações semelhantes às das drogas psicoativas. Podem produzir euforia, convulsões, transe, hipnose, tolerância e vício.



Noradrenalina e Dopamina estimulam o centro de recompensa o que produz prazer. A necessidade do prazer gera Tolerância e Dependência (vício).

Níveis aumentados de Noradrenalina e Adrenalina inibem as funções do córtex pré-frontal (mente, razão). Adrenalina estimula o centro do comando emocional.
Isso pode levar à predominância das emoções sobre a razão (êxtase). Se isso ocorrer, a mente não consegue mais utilizar os conceitos do certo e errado.


O Psiquiatra Verle Bell relata a relação entre a batida do Rock e o vício: “Uma das mais poderosas liberações de adrenalina, na reação de fuga ou luta, acontece na música com volume forte e com ritmo e acordes discordantes. Os músicos descobriram que a música que não segue as regras matemáticas exatas da harmonia e do ritmo corporal, faz com que o ouvinte experimente um clímax viciante”.



Assim como as anfetaminas causam dependência, os músicos utilizam o ritmo discordante para causar dependência e tolerância e assim vender bem. A mesma música que no passado criava uma sensação agradável de excitação, agora não satisfaz mais. Ela precisa se tornar mais estridente, mais intensa e mais discordante.



O estresse provocado pela exposição à música intensa e monótona, como num concerto de Rock prolongado, induz a produção de quantidade excessiva de adrenalina. Como as enzimas não são capazes de metabolizar esse excesso, uma parte da adrenalina se transforma no metabólito ADRENOCROMO.


Ele é de fato uma droga psicodélica semelhante ao LSD, mescalina e psilocibina. O adrenocromo é um composto um pouco mais fraco que essas drogas, mas os testes mostraram que ele cria uma dependência semelhante às outras drogas citadas (Roger Liebi).



G. Aminev, chefe do departamento de psicologia na universidade de Bashkiria, Rússia, descobriu que “ouvintes” de
heavy metal
são afetados pelos mecanismos psico-fisiológicos da dependência. Se forem isolados de tal música por uma semana o nível geral de sua saúde declina, eles ficam irritáveis, suas mãos começam a tremer e o seu pulso fica irregular.




Alguns deles se recusam continuar com nossas experiências depois do terceiro dia. Isto significa que estamos testemunhando um tipo de doença. Parece que a música Rock tem uma influência psicológica e também bioquímica, à aparência das substâncias do tipo morfina, que induzem ao prazer (Times on Sunday, 1987).

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