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Performance art e happening

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by

Mafalda Mesquita

on 4 June 2015

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Transcript of Performance art e happening

ARTE PERFORMANCE
Com a fundação da Black Mountain College, os professores incorporavam estudos teatrais com artes visuais.
Os “beatriks” foram percursores deste movimento, eram homens fumadores de óculos escuros, boina, frequentavam cafés onde declamavam poesia entre o final da década de 50 e o início dos anos 60.
John Cage, também teve influência na Performance, com espetáculos que incluíam leitura de textos, danças e músicas.
“Não é só uma forma de arte, mas acima de tudo, uma atitude existencial.”


Apresenta o corpo, como principal meio de comunicação, sendo referida como arte corporal, em ações que se desenvolvem para uma audiência muitas vezes envolvida na própria apresentação.
O uso do corpo como principal meio de comunicação, reflete a chamada “desmaterialização do objeto de arte” e da fuga ao que é tradicional.
Década de 70
HAPPENING
Forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cénicas.

Performance Art e Happening
Neste tipo de obra, incorporam-se alguns elementos:
Espontaniedade
Improvisação
Nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.
Manifestação artística interdisciplinar;

Assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo;

Característica da segunda metade do séc. XX;

Origens: dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.
Década de 60
O termo performance já era global e a sua definição mais específica:

Era ao vivo e era arte, não teatro.
Era arte porque o artista diz que é arte.
Não podia ser comprada ou trocada, , pode no entanto vender bilhetes e direitos de filmagem.
Não necessita de galerias, de agentes, ou qualquer outro tipo de capitalismo.

Durante a década de 70, além dos artistas plásticos, dos cineastas e dos músicos a art performance abrangia também a dança, a música e as autobiografias.

O objectivo deste movimento tem sido quase sempre desafiar as tradicionais formas das artes visuais, como a pintura e a escultura e a própria definição de arte.

Muitos artistas viam o movimento como uma forma de levar a sua arte directamente ao público.

Quando se encontrava descontente, o artista procurava na performance uma forma de rejuvenescer o seu trabalho, encontrar novos públicos e testar novas ideias.
ARTISTAS
JOSEPH BEUYS
MARINA ABRAMOVIC
Marina Abramovic nasceu na Sérvia a 30 de Novembro de 1946.
Estudou pintura em Academias de Belas Artes.
Iniciou a sua carreira na performance art no início da década de 70, e hoje é considerada a “avó da arte da performance”. Quando começou criava essencialmente instalações sonoras, mas que rapidamente passou a envolver o corpo nas suas obras. Muitas vezes colocava o seu corpo em perigo, convidava o público a ameaçar o seu corpo com vários objectos, tomou medicamentos destinados a tratar a esquizofrenia, cortou o estômago com uma lâmina de barbear, chicoteava-se a si mesma…
Marina inspirara-se na sua vida sob a ditadura comunista e na relação que tinha com a mãe durante a infância e juventude. Estas primeiras performances foram realizadas num período em que a Performance art estava a emergir na Europa.

"O meu trabalho era sobretudo sobre rebeldia, não contra apenas a estrutura da minha família, mas a estrutura social e da estrutura do sistema de arte de lá... Toda a minha energia nasceu de tentar superar este tipo de limites."

Estas performances tiveram lugar em pequenos estúdios, espaços alternativos e centros estudantis, estas performances terminavam às 22 horas, horário de recolher definido pela mãe.
STRELARC
Strelarc, pseudónimo Stelios Arcadiou.

19 de Junho de 1946.

É um dos artistas mais reconhecidos na ciberarte, performance electrónica e bodyart.

Foco no futurismo e na extensão das capacidades do ser humano.

Pioneiro na utilização de novas tecnologias aplicadas ao corpo humano.
ALLAN KAPROW

Conhecido como pioneiro na exploração de happenings, como expressão artística, nasceu a 27 de Agosto de 1927 em New Jersey.
Kaprow mudou a forma de ver e a definição de arte.
A arte passou a não ser só o tradicional, um objecto de adorno, ele passara a ser qualquer coisa, incluindo o movimento, o som, o cheiro e os mais variados materiais.
YOKO ONO
YoKo Ono nasceu a 18 de Fevereiro de 1933 em Tóquio.
Durante a década de 50 e 60, Yoko explora e experimenta novas abordagens de arte, os happenings
Durante a década de 70, começa a explorar o filme como extensão da sua arte.
A body art que já tinha começado na década de 60, e atingiu o seu auge nos anos 70.

A Guerra do Vietname, durante a década de 70, também foi tema para os artistas:
Chris Burden;
Joseph Beys;
Beuys nasceu no dia 12 de Maio de 1921 na Alemanha.
Em 1940, com a IIª Guerra Mundial alistou-se na Força Aérea, como piloto. No Inverno de 1943, o seu avião despenhou-se na Ucrânia. e é salvo por uma tribo Tártara, que lhe salva a vida, cobrindo-o com feltro e gordura. Este momento foi bastante importante na sua vida, ao ponto de influenciar as suas obras. Devido ao uso frequente destas matérias, as suas obras tornaram-se bastante famosas.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, em 1947, concentra-se na Arte, e inicia o seu estudo numa Academia de Belas Artes, e concluí o curso de escultura, destinguindo-se como um dos escultores mais importantes do século XX, na Alemanha.
Assombrado pelas memórias do tempo de guerra e estando constantemente com dificuldades financeiras, dedica a maior parte do seu tempo ao desenho, produzindo vários milhares de desenhos, criando uma nova linguagem influenciada pela solidão e pela introspecção. Os seus desenhos restringiam-se a três motivos: animais, à figura feminina e à paisagem; usando apenas três materiais: lápis, tinta e pigmentos de óleo.
A obra Mulher Crânio Animal (1956-1957), é um exemplo deste tipo de trabalho, sendo uma abstracção pessoal e experimental, possivelmente mística...
A sua primeira exposição individual realizou-se em 1961. Neste mesmo ano tornou-se professor de escultura, onde leccionou até 1972, ano em que é impedido de ensinar devido aos seus métodos de ensino, pois este defendia que as suas aulas estavam abertas a todos os interessados.
Em 1962, conhece o movimento Fluxus, que unia diferentes linguagens às artes plásticas. As performances, acções individuais ou de grupo, eram compostos por cineastas, atores e músicos. Todo este ambiente foi inspiração para seguir uma nova direcção voltada para os happenings e para as performances, tornando-se mais tarde um dos participantes-chave destes movimentos.

A sua primeira performance foi em 1965. A acção chamava-se “Como explicar desenhos a uma Lebre Morta”, em que o artista entrou na galeria, carregando uma lebre morta. Lá dentro, trancado com o animal e com o seu rosto coberto de mel e pó de ouro, movimentou-se pela galeria parando diante de cada obra, sussurrando ao ouvido da lebre. Do lado de fora estava o público que não ouvia nada, apenas visualizava os movimentos do artista pela montra e janelas da galeria.

As suas performances ficaram mais desenvolvidas durante a década de 70, embora continuasse a usar os produtos padrão: Feltro, animais e materiais orgânico, juntou novos materiais, a fim de sugerir novos simbolismos. .




Após a Segunda Guerra Mundial, respondeu à necessidade de renascer das cinzas e do choque que a guerra teria trazido, as acções eram divertidas e espiritualmente desafiadoras, as obras teriam um caracter revolucionário.

“ A arte é um meio genuinamente humano para a mudança revolucionária no sentido de completar a transformação de um mundo doente para um mundo saudável”

“Eu não quero só estimular o público, quero provocá-los”

Para o artista, a arte devia responder às preocupações da socias, políticas de uma sociedade, a fim de acabar com as barreiras entre a arte e a vida quotidiana. Assim como o encontro da arte com objectos comuns, com a relação entre o artista e o público e a inclusão do público na realização da própria obra.

“Qualquer pessoa é artista”


O artista pretendia também chamar à atenção para o que é a arte e para o que é a beleza, rejeitando a arte como forma decorativa, industrial, feita a partir de moldes e modelos. Beuys cria um novo conceito de beleza, que rejeita a tradicional premissa de beleza, que satisfaz e que cria um sentimento dentro de cada pessoa, que existe como um calmante e faz afastar dos problemas e das obrigações do quotidiano. Beyus herda do Dadaísmo, em não permanecer fiel às tradições, que oprimem a expressão. Os artistas dadaístas recusam-se a aderir aos limites do esperado ou a obrigações. Estes pretendiam questionar, rejeitar e revolucionar. O trabalho de Beuys remete para a a arte e a beleza fugirem da conformidade das normas estabelecidas que só trazem estagnação, as performances do artista eram rituais que induziam novas formas de perceber e valorizar os objectos do quotidiano, usando também para demonstrar problemas da sociedade. Embora a performance art e happening não tenham sido fundadas por Beuys, o artista é considerado como um dos artistas mais importantes do movimento.
Como exemplos de performances temos a ´´Cadeira com Gordura`` (1964)
A cadeira exemplifica como o artista poderia transformar dois materiais comuns da vida quotidiana, a gordura e a madeira, para uma metáfora aberta composta pelo corpo humano e a sua condição impermanente e as tendências da vida social. Criada em 1964, colocada numa vitrine do museu, com temperatura controlada, a cadeira passou progressivamente por um processo natural de decadência até 1985, altura em que a gordura estava quase toda decomposta e tinha praticamente evaporado. O público ao visualizar esta obra, tem a percepção de que a gordura simboliza o ser humano, e a transitoriedade da vida humana (nascer, viver e morrer) e a necessidade de canalizar a energia, que infelizmente é efémera.
Começa também a fazer esculturas, objectos transitórios para humanos e não humanos, a produzir objectos que estimulam cada vez mais a empatia com o público e a performance. O vídeo é um elemento cada vez mais comum.
No início da sua carreira, a artista não capturou as suas performances em vídeo ou fotografia, posteriormente repetiu algumas performances, para que ficassem registadas.

´´A única forma real de documentar uma obra de arte de performance , é re- executar a peça em si.``

Em 2010, o Museu de Arte Moderna fez uma exposição de retrospectiva em homenagem à obra da artista. Marina fez uma performance ao vivo no museu. Durante 3 meses, durante várias horas do dia, a artista sentava-se numa cadeira mantendo-se em silêncio, em frente estava uma segunda cadeira que ficava vazia. Um a um, os visitantes sentavam-se à sua frente e olhavam para ela o máximo que conseguissem.
Marina fundou a fundação Marina Abramovic de Preservação da Arte e da Performance, num teatro em Hudson, Nova Iorque em 2012. Esta fundação sem fins lucrativos tem como objectivo, apoiar o ensino, a preservação da arte performativa, garantindo o futuro da performance art. Sobre a fundação Marina diz: "A performance é passageira. Mas isso, este lugar , este é o tempo . Isto é o que eu vou deixar para trás."

Na actualidade tem trabalhado e executado vários projectos com a artista cantora Pop Lady Gaga, Jeff Koons e Robert Wilson. Marina é das poucas artistas desta época a continuar a desenvolver art performance.
A obra de Abramovic é completamente deslocada da chamada “arte tradicional” (pintura e a escultura). A artista usa sempre o corpo nas suas performances, explorando por vezes os seus limites físicos e mentais em busca da transformação emocional e espiritual. “ O Corpo é o ponto de partida para qualquer desenvolvimento espiritual” Marina Abramovic A artista vê a sua arte como umo culto religioso e de sacrifício, realizada por si para os observadores. As provocações físicas são a base para explorar temas como :a confiança, a resistência, a limpeza, a partida e a exaustão. Durante o tempo em que colaborava com o seu ex. companheiro, as performances exploravam a divisão entre a mente e o corpo, natureza e cultura, atitudes passivas e ativas e entre masculino e feminino. As suas obras desafiam, chocam e comovem os observadores.
A ´´Imponderabilia`` (1977), é uma das suas obras, em que o casal se colocou nu na entrada da Galleria d'Arte Moderna em Bolonha, Itália, obrigando os observadores que quisessem visitar a galeria, a passar entre os dois artistas. Ao passarem pela entrada, o observador escolhia quem queria encarar , se a artista ou o artista. Esta performance pretende explorar a reacção do público à sua presença, e a todas as questões decisões a que as pessoas que se deparavam com aquela performance.
Vienesses eram Actionistas;
Pretendiam a normalidade ao país, no pós-guerra;
Protestavam contra a vigilância governamental;
As suas extremas performances levaram à sua prisão várias vezes.
Década de 60 explorou a relação entre a tecnologia e o corpo, através da interface homem-máquina.

O seu grande interesse e objectivo é potenciar alternativas e experiências que visem a melhorar a capacidade do corpo.

Década de 70, ficou famoso com as suas performances bodyartísticas baseadas na suspensão do corpo com perfurações da pele, em várias posições.
Estuda o corpo humano através de dispositivos visuais e acústicos, em que:

Já ampliou ondas cerebrais, fluxo sanguíneo e sinais musculares.

Filmou o interior de alguns dos seus órgãos, esófago, pulmões, fígado a fim de perceber o seu funcionamento.
98
cria Exoeskeleton, uma máquina pneumática de seis pernas, que lhe permitia andar com os braços.

2000
cria Movatar, um robot feito para interagir com o mundo real.

2003
apresentou The Prosthetie Head, uma cabeça interactiva que responde a quem o interroga.

2007
, implanta uma orelha no braço, The Extra Ear , a orelha foi criada através de tecidos humanos produzidos em laboratório, que foram posteriormente implantados de forma subcutânea.
1980-2002
Thirt Hand /Terceira mão
Exoskeleton- 1998
Muscle Machine- 2003
Obras
PROSTHETIC HEAD
Feita de forma mecânica com dimensões reais.

Capacidade de se estender, de beliscar, de o pulso rodar 290 graus no sentido horário e anti-horário, e um sistema de táctil.

A mão é controlada por sinais eléctricos dos músculos abdominais e dos músculos das pernas.

Apenas para uso nas performances, a mão explora a interface entre o corpo humano e a tecnologia.

Complemento ao corpo humano e não serve como substituto como as próteses.
Máquina de seis pernas para o corpo humano;

Capacidade de andar (frente, trás, lados), de se agachar, levantar e de contrair as pernas.

Posiciona-se sob uma mesa giratória, controlando as seis pernas com os braços.
Robô com seis pernas com cinco
metros de diâmetro.

Feito através de estímulos humanos, (por ex.
articulações da anca fornecem dados para dirigir a máquina assim como a sua velocidade).

O corpo humano está ligado à maquina
de forma directa, tornando os seus movimentos intuitivos.

O corpo e a máquina formam um só.
Cabeça avatar em 3D interactiva, parecida com a do artista.

Além de falar tem expressões faciais, abana, inclina-se, gira, abre e fecha os olhos.

As suas respostas podem ser por vezes poéticas e até cantadas.

Sistema de ultra-som que a alerta da presença do usuário, permitindo-lhe iniciar uma conversa.

Sistema de visão capaz de detectar a cor da roupa e o comportamento do usuário.
18 Happenings in Six Parts at the Reuben Gallery, New York
Neste happening os visitantes da galeria eram convidados a interagir com os elementos da galeria. As pessoas tocavam e pressionavam nos instrumentos dispostos pela galeria. Kaprow pretendia mostrar que os happenings desencadeavam reacções criativas aos visitantes, incentivando-os a fazer a sua própria ligação entre si e o evento.

Yard , 1961
Neste trabalho o artista recria um ferro-velho, no quintal, criando um ambiente onde o público interagiu. A peça mostra a expansão da escultura e a fronteira ténue entre a arte e vida como arte. Neste ambiente não havia distinção entre o público e a obra de arte, ambos eram a obra de arte.
Fluids 1967

Kaprow recrutou moradores para construir estruturas de gelo em vários locais de Pesadena. A ideia de uma acção colectiva que resultaria na fusão inevitável do gelo, remetendo para permanência do tradicional objecto de arte e para efemeridade da vida.
Cut Pieces , 1964
Cut pieces, foi o nome da performance que Yoko deu à performance que fez pela primeira vez em Julho de 1964 e que depois correu o mundo. Na performance, Yoko estava sentada no palco sem se mexer e convidou o público a cortar a sua roupa com tesouras. Esta performance tinha como objectivo mostrar a importância do que é realmente natural e real.
Play It By Trust, 1966
A performance consiste numa mesa de xadrez para dois jogadores, com peças e tabuleiros completamente brancos. Assim que o jogo começa, as peças misturam-se e torna-se complicado perceber de quem são as peças. Para Yoko isto levava a que os jogadores compreendessem os interesses mútuos e a relação de empatia em vez de oposição.

“ A paz é, em seguida, atingida em pequena escala” Yoko Ono
Bed in 1969
Durante a Guerra do Vietname, em 1969, Yoko Ono e John Lennon realizaram duas performances denominadas de Bed-Ins de uma semana em Amsterdão e Montreal. As duas performances tinham como objectivo promover a paz.
A performance ocorre durante a lua-de-mel do casal, como estes sabiam que o seu casamento iria tornar-se notícia na imprensa, decide usar o casamento para ajudar a paz mundial. O casal convida a imprensa para o seu quarto das 9 às 21 horas durante sete dias.
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