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Contextos e Organização do Discurso - Projeto

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Tainara Dagnese

on 17 December 2014

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Transcript of Contextos e Organização do Discurso - Projeto

Projeto trabalhando com gêneros textuais em sala de aula.
Alunas:
Letícia Kochhnann
Tainara Dagnese

Será um projeto trabalhado tanto na escrita quanto na leitura, pois se trata de tirinhas pequenas, podendo usar um tempo para atividades complementando o entendimento e pondo em prática de uma forma dinâmica e divertida.
Professora Magda Regina Lourenço Cyrre
Público-alvo: Alunos do 6º ano (antiga 5º série) do ensino fundamental com idade média entre 11 anos, em uma escola estadual com classe social B e C.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998) abordam a necessidade de exposição à diversidade de gêneros de circulação social, como um dos princípios básicos do ensino de língua materna embasado em gêneros discursivos.

O trabalho de leitura com o gênero discursivo pode render uma resposta bastante significativa no âmbito do ensino de Língua Portuguesa, pois recorre à leitura de figuras ou mesmo ilustrações (elementos não-verbais) e de textos (elementos verbais). As tirinhas, no geral, apresentam forte orientação para o humor e, às vezes para a crítica social.
Gênero textual escolhido: Tirinhas
História das Tirinhas
A utilização de desenhos, ligados ou não à linguagem verbal, para estabelecer comunicação entre os povos, é muito antiga. Segundo Eisner (1989), as HQs tiveram início nas pinturas rupestres, o que evidencia que essa arte atravessou milênios, utilizadas por muitas civilizações. Ianonne e Ianonne (apud MENDONÇA, 2003, p. 194) “admitem que, embora se possam encontrar rudimentos das HQs na arte pré-histórica, os precursores desse gênero, tal como o conhecemos hoje, surgiram apenas na Europa, em meados do século XIX, com as histórias de Busch e Topffer”.
Foi em 1964, Joaquim Salvador Lavado (Quino) publica pela primeira vez uma tira, a sua obra-prima: Mafalda. De lá para cá, esse gênero ganhou um público variadíssimo. Leem tirinhas jovens, adultos e crianças, atraídos pela forma como é apresentado o tema, e encantados pelas imagens.
Proposta
Nossa proposta para esse projeto é aplicar algumas teorias como: os diferentes formatos de balões para determinadas expressões, onde e por que o humor é percebido, a criação de uma tirinha e o entendimento delas. Será um projeto trabalhado tanto na escrita quanto na leitura, pois se trata de tirinhas pequenas, podendo usar um tempo para atividades complementando o entendimento e pondo em prática de uma forma dinâmica e divertida.
Conhecimentos mobilizados pelos estudantes
Segundo Koch e Elias (2006), na atividade de leitura e produção de sentido, utilizamos muitos conhecimentos são armazenados em nossa memória, os quais nos auxiliam na elaboração de hipóteses para que ocorra o processamento textual:
conhecimento linguístico
,
conhecimento enciclopédico
e
conhecimento interacional
.

Pode ser verificado na superfície textual e diz respeito ao conhecimento gramatical e lexical.
A tirinha do personagem Armandinho, criada pelo ilustrador catarinense Alexandre Beck, pode funcionar como material didático para uma aula de reflexão linguística sobre o uso do PORQUÊ, que tanto gera dúvidas na hora de escrever “junto? separado? com ou sem acento?!?!” A tirinha traz em cada quadro um dos contextos de uso dessa palavra tão explorada pelas crianças na sua primeira infância.
Para descrever o uso do termo de um modo bastante simples, pode-se afirmar que os contextos são: POR QUE como introdutor de pergunta, PORQUE na resposta ou explicação da pergunta, POR QUÊ em posição final de uma pergunta e PORQUÊ como substantivo antecedido de determinante ou artigo.
Segundo Koch e Elias (2006), os conhecimentos gerais sobre o mundo, vivências pessoais, eventos espácio-temporalmente situados também são estratégias que permitem a produção de sentidos. Pelo meu conhecimento de mundo, a cobra é um ser vivo irracional que possui veneno e ataca para se alimentar ou se defender – aqui, um biólogo certamente teria conhecimentos mais específicos. De modo conotativo, associamos a cobra a uma pessoa maldosa, que profere palavras sem se preocupar com o julgamento ou sentimento do outro. Na tira, ao contrário, as cobras têm características humanas, pois pensam e falam. Em pesquisa rápida, é comum em suas tiras falarem o que pensam, como na fala “Mas antes, vamos acertar o pronome”, no terceiro quadrinho. Também, tive acesso à informação de que o autor escolheu estas personagens por serem fáceis de desenhar.


É o conhecimento sobre as ações verbais, isto é, sobre as formas de interação por meio da linguagem. Por isso, saber que a tira é um gênero textual que tem por objetivo provocar o humor, já é uma forma de interação do leitor com o texto. Perceber a dinâmica que se estabelece nos três quadrinhos - convite > aceitação do convite, mas enunciado com erro gramatical > interrupção da ação verbal para correção do erro - também faz parte do nosso conhecimento sociointeracional.
As estratégias de utilização do conhecimento dependem dos conhecimentos prévios de cada um. O tema sobre os tipos de conhecimento é complexo e passível de outras interpretações possíveis.
conhecimento sociointeracional
conhecimento linguístico
Conhecimento enciclopédico ou conhecimento de mundo
Onomatopeias
É uma figura de linguagem na qual se reproduz um som com um fonema ou palavra.
Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias que em geral são de entendimento universal. Ex: Clap! Clap! (palmas), Crash! (batida), Nhec! (rangido), Splash! Tchibum! (mergulho), Zzz! (zumbido ou alguém dormindo).
Tem enorme importância nas histórias em quadrinhos, pois atinge juntamente com a imagem uma grande área de significação, criando efeitos expressivos de consumo rápido e intensa comunicação.
Fonte: Blog do Infame Lúdico - Disponível em: http://nfameludico.blogspot.com.br/2013/06/onomatopeia.html
intertextualidade
A intertextualidade também é destacada por Koch e Elias (2006) como responsável pela construção de sentido de um texto. Percebemos a intertextualidade quando na elaboração de um texto, o autor e utiliza de outros textos, com a explicitação da fonte, ou não. Quando não se tem conhecimento do discurso retomado pelo autor, ou seja, não se faz uma ligação, dificilmente, o leitor empreenderá sentido/significação ao novo texto. “A inserção de ‘velhos’ enunciados em novos textos promoverá a constituição de novos sentidos”, afirma Koch e Elias (2006).
Fonte: Alexandre Beck. Armandinho. Dísponível em: http://tirasbeck.blogspot.com.br/
VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.
VERÍSSIMO, L. F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja atingido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.
LINHAS CINÉTICAS
A linha cinética é usada em histórias em quadrinhos para dar a sensação de movimento aos personagens e objetos. São linhas que mostram a trajetória do movimento.
referÊncias
Koch, Ingedore Villaça. Ler é compreender: Os sentidos dos textos. Ingedore Villaça e Vanda Maria Elias - São Paulo: Contexto, 2006.
MENDOÇA, Márcia Rodrigues de Souza. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONÍSIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.

______. Análise linguística: refletindo sobre o que há de especial nos gêneros. In: SANTOS, Carmi Ferraz; MENDONÇA, Márcia; CAVALCANTI, Marianne C.B. (Orgs.). Diversidade textual: os gêneros na salade aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2006
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