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Melhoria da escrita

Curso
by

Jaqueline Mattos

on 8 June 2011

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Transcript of Melhoria da escrita

Dizer que viajar é um prazer triste, uma aventura penosa, parece um absurdo. Imediatamente nos ocorrem as dificuldades de transportes durante a Idade Média, quando viajar devia ser realmente uma aventura arriscada e penosa. Extraído do livro Comunicação em prosa moderna (p. 269), de Othon M. Garcia, registremos um trecho de uma redação de aluno. O trecho peca pela falta de unidade e de coerência.






Ora, se dizer que viajar é um prazer triste parece um absurdo (subentende-se: na realidade não é um absurdo, viajar não é um prazer triste), como se explica a apresentação de um exemplo (viajar na Idade Média) que prova justamente o contrário? Falta de coerência. O desenvolvimento deveria ser feito com a apresentação de outro exemplo:







As facilidades, a comodidade, a rapidez dos meios de transporte nos tempos modernos são ideias que só nos podem levar a admitir que viajar hoje em dia não é como teria sido durante a Idade Média, um “prazer triste”. Dizer que viajar é um prazer triste, uma aventura penosa, parece um absurdo, pois imediatamente nos ocorrem as inúmeras e tentadoras facilidades de transportes, o conforto das acomodações, enfim, todas as oportunidades e atrações que fazem da itinerância tudo menos um prazer triste. 2.1.1 Unidade M E L H O R I A D A E S C R I T A Quando falamos em redigir é fundamental que se tenha a capacidade de organizar ideias sobre algo. Precisamos partir de três requisitos básicos:
conhecer o assunto
ter poder crítico sobre ele
dominar a linguagem.
O ato de escrever para alguns é fácil e agradável, entretanto, para outros pode representar dificuldades e sacrifícios. 1. Algumas considerações sobre a comunicação escrita 2. Elementos estruturais do texto 3. Organização do texto: coesão entre os parágrafos 4. Aspectos da redação técnica 5. Algumas dificuldades gramaticais Quem escreve deve ter consciência de que ao escrever, combina suas impressões, pensamentos críticos e vivência pessoal e saber que por meio do aprimoramento da linguagem será possível expressar de forma plena o seu pensamento. Através da comunicação escrita, oral, visual, enfim por todos os tipos de comunicação humana é que devemos transmitir aos outros as ideias e necessidades que há em nossa mente. Acrescentando “comunicar bem ou, em nosso caso, escrever bem não é luxo, nem exibicionismo, nem ostentação esnobe de conhecimentos gramaticais. Escrever bem é uma questão de sobrevivência”. (Blikstein, 2000, p.16) Sobre os segredos da comunicação escrita Blikstein,( 2000, p. 23) afirma: Para escrever bem, temos de atender a três funções básicas: produzir uma resposta (toda comunicação escrita deve gerar uma resposta a uma determinada ideia ou necessidade que temos em mente), tornar o pensamento comum aos outros e persuadir. Se não atendermos, primordialmente, a essas três funções, pouco adiantará escrevermos bonito e “certinho”, como rezam as regras gramaticais. O conhecimento da gramática é apenas um dos meios para chegarmos a uma comunicação correta, mas não é um fim em si mesmo. Ao escrever, não devemos ficar obcecados em demonstrar erudição e cultura gramatical. Se quisermos escrever bem, isto é, de modo eficaz, devemos dirigir a nossa preocupação para as três funções básicas citadas acima. 1.1. A comunicação na empresa Há vários fatores que impedem a eficácia de uma mensagem. Da parte do emissor podem ser considerados:
Incapacidade verbal, oral ou escrita para expor o próprio pensamento.
Falta de coerência entre os diversos fragmentos de frases ou de pensamento.
Intromissão de opiniões, juízos e valores quando somente os fatos podem gerar soluções.
Uso de termos técnicos desconhecidos do receptor.
Imprecisão vocabular ou uso de frases longas para impressionar o leitor.
Acúmulo de pormenores irrelevantes.
Excesso de adjetivos e advérbios e de frases feitas, clichês. Para a comunicação ser eficaz, deve-se, analisar:
Com quem você vai comunicar-se? Quem é? Que tipo de pessoa ela é? De quanto auxílio seu essa pessoa necessita para entender e aceitar o que você vai dizer?
O que você quer dizer? A mensagem está clara em sua própria mente? Você ainda tem pormenores para verificar?
Como você está transmitindo as informações? Sua abordagem está correta? Você está usando palavras adequadas às circunstâncias?
Como você se certifica de que conseguiu convencer o receptor? Que informações você quer para a confirmação? Que perguntas você pode fazer?
Prestar atenção às palavras escritas e faladas de outras pessoas. Usar, portanto, o vocabulário das pessoas com quem você quer comunicar-se Um texto pode ser analisado a partir de três elementos fundamentais: 2.1 ESTRUTURA 2.2 CONTEÚDO 2.3 EXPRESSÃO A estrutura compreende:
UNIDADE,
ORGANICIDADE e
FORMA Consiste em dar ao conteúdo de um texto uma ideia central, à qual serão subordinadas as secundárias. Prejudica a unidade do texto o excesso de minúcias, detalhes desnecessários, desviar do assunto principal, frases muito extensas. 2.1.1.1. Como conseguir unidade em seu texto Use sempre que possível tópico frasal explícito. De acordo com Schocair (2009, p. 90) o tópico frasal – também denominado período tópico ou frase-síntese – corresponde à apresentação da argumentação central sobre a qual cada parágrafo será desenvolvido, por meio de sucessão de ideias interligadas coesa e coerentemente. Então o tópico frasal é enunciação argumentável, afirmação ou negação que leva o leitor a esperar mais do escritor (uma explicação, uma prova, detalhes, exemplos) para completar o parágrafo e apresentar um raciocínio completo. Embora o tópico frasal possa ser escrito no meio ou no fim do parágrafo argumentativo, prefira redigi-lo no início, pois isso facilita a clareza e a consequente validação de seu texto dissertativo.
Ainda conforme Schocair (2009, p. 91-93), a seguir passamos a ilustrar por meio de tema único: Tema: Como passar em um concurso público bastante concorrido? Um tópico frasal só será claro caso não permita dupla interpretação. Em outras palavras, tópico frasal obscuro é inútil, pois o leitor não conseguirá distinguir a idéia central ao intentar decodificá-lo, fazendo com que perca sua finalidade. Exemplos de obscuridade e de clareza:
Tópico frasal obscuro:
Passar em um concurso público concorrido não é fácil.
Comentário: pergunte-se: quantos argumentos podem ser usados para explicar a palavra de sentido disperso fácil? Qual é o contrário, ou melhor, como inferir o que é fácil? A única resposta plausível: o que é não fácil é difícil.
Tópico frasal claro:
Passar em qualquer concurso público requer tempo, dedicação e paciência.
Comentário: questione-se: dispor de tempo, demonstrar dedicação ou ter paciência é fácil? Agora o leitor poderá inferir o quanto é difícil passar em um concurso público.
Ainda assim, seu parágrafo não está completo. Passemos a segunda fase de sua construção.


Um tópico frasal deve ser claro, porém não pode ser amplo ou genérico, exige especificidade. Para atingir tal intento deve ser explicado, explicitado, extraído seu sumo. Exemplos de tópicos não específico e específico:
Tópico Frasal Não específico:
Para o aluno que deseja passar em um concurso público muito concorrido, a fórmula correta é o estudo.
Comentário: Perceba que o argumento é de tamanha obviedade que se perde, pois não tem aprofundamento. Quem precisa passar em certo concurso deve estudar como fórmula do sucesso.
Tópico Frasal Específico 1:
O aluno que intenta ingressar na carreira pública deve realizar o estudo sistemático dos conteúdos, seja em sala de aula, seja com apoio de obras indicadas.
Tópico Frasal Específico 2:
O candidato que deseja obter sucesso num concurso público precisa de obstinação e humildade diante de reveses, além de estudo dirigido e atualizado.
Comentário: Estes dois tópicos mostram a verdadeira fórmula para a obtenção do sucesso almejado: sistematização dos estudos, obstinação e humildade. Mesmo diante dessa perspectiva, ainda é preciso aprofundar os argumentos. Vamos à última fase de sua construção.


Depois de estabelecida a clareza e a especificidade, convêm detalhar o tópico frasal. Essa medida tem por fim traçar um bom plano de parágrafo, proporcionando ao leitor uma visão prévia de todos os aspectos da ideia-tópico que serão usados no desenvolvimento de seu texto.
Tópico Frasal Sem detalhamento:
O estudante precisa fazer tudo para não errar mais no estudo do português, disciplina determinante em um concurso público concorrido.
Comentário: o que quer dizer tudo? Ir à praia ou ao cinema, ler jornais ou revistas, visitar a avó ou a tia? Quando se estuda o português o que se descobre: que usa bigodes generosos, lápis atrás da orelha, tamancos novos e come bacalhau com muito azeite?
Tópico Frasal Com detalhamento:
O estudante precisa dedicar-se ao estudo da língua portuguesa, disciplina determinante, por meio da leitura de livros indicados, assistindo a aulas específicas e presenciais, além de constante atualização dos conteúdos e realização de novos e pertinentes exercícios.
Comentário: Agora sim! Estudar a língua, ler obras pertinentes, assistir a aulas, atualizar-se constantemente, essas são fórmulas de sucesso a quem visa a uma carreira pública. Tópicos frasais claros Tópicos frasais específicos Detalhamento do tópico frasal 2.1.2 Organicidade As partes do texto devem ser organizadas como um todo, articulado de forma coerente e lógica. Sobre a coerência e a lógica serão elucidadas nos itens seguintes. 2.1.3 Forma É a maneira de se expressar o conteúdo. De acordo com os objetivos de um texto, haverá preponderância de um tipo específico de tratamento do assunto, que pode ser a descrição, a narração ou a dissertação. Apesar dessa preponderância, no texto literário ou técnico, emprega-se, geralmente, o conjunto dessas formas de redação, mas para efeito didático aqui serão analisadas separadamente.
Sobre os tipos de texto utilizaremos o conteúdo presente no livro Língua Portuguesa: noções básicas para cursos superiores, de Maria Margarida de Andrade e Antonio Henriques. 2.1.3.1. Descrição A descrição admite as seguintes partes:
a) Apresentação
Na apresentação do objeto da descrição, que corresponde à introdução, usa-se, muitas vezes, um período típico de narração, como, por exemplo: “O curioso empurrou a porta e penetrou em uma pequena sala...”
b) Pormenorização
Considera-se pormenorização a parte central de uma descrição. É a enumeração de detalhes característicos, que deve facilitar a “visualização” do que está sendo descrito, sem a acumulação desordenada de elementos que não concorrem para este fim.
c) Dinamização
A dinamização ocorre nas descrições de cenas e caracteriza-se pela sucessão de fases ou aspectos relativos ao mesmo fato.
d) Impressão
É característica da descrição psicológica, que envolve a interpretação do autor. São sensações visuais, auditivas, táteis, gustativas, olfativas; traços emocionais ou reflexões externadas pelo escritor.
e) Características
A descrição pode ser literária ou técnica, segundo sua finalidade. De maneira geral, a descrição literária é mais subjetiva, enquanto a técnica não prescinde da objetividade. Nada impede, contudo, que uma descrição técnica apresente qualidades literárias. A descrição técnica aplica-se a objetos, aparelhos ou mecanismos. Os manuais de instruções para uso de veículos ou montagem de aparelhos são os exemplos mais comuns de descrição técnica. 2.1.3.2. Narração Narração é o relato de fatos ordenados em sequência lógica, com inclusão de personagens. São elementos fundamentais da narração: o fato, o episódio ou incidente (o quê?); a personagem ou personagens envolvidos nele (quem?).
Ocorre, contudo, a presença facultativa de outras circunstâncias, segundo o seguinte esquema:
modo como se desenvolvem os fatos
local ou locais da ocorrência
tempo, época ou momento em que se passa o fato
causa ou motivo do acontecimento
consequência ou resultado
Nem sempre é necessária a presença de todos os elementos acima para que a narração seja completa.
Exemplo:
“Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro
da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite, ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu afogado.” (Bandeira, 1974, p. 214)
João Gostoso
Uma noite
Chegou no bar
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa
Morreu afogado. Como? Onde? Quando? Por quê? Por isso Como? Quando? O quê? Por isso história do gênero humano;
biografias ou autobiografias;
contos, novelas, romances, anedotas;
entrevistas e reportagens.
A história ou histórias do gênero humano são, por excelência, modelos de narração, pois nada mais são que relatos, verídicos ou imaginários, de fatos, episódios, que nos são transmitidos através das gerações.
As biografias são relatos da vida de personagens ilustres. A autobiografia, relato da vida do próprio autor, tem o nome de memórias quando dá ênfase aos costumes e circunstâncias de determinada época; chama-se perfil quando se limita aos traços característicos da pessoa em questão, geralmente relatados de maneira irônica ou divertida.
Contos, novelas, romances são histórias que, de maneira geral, resultam da imaginação de seus autores.
As entrevistas são constituídas, basicamente, de episódios, de depoimentos da pessoa entrevistada. As reportagens, sejam policiais, de eventos culturais, de viagens ou acontecimentos inusitados, baseiam-se nos fatos, que são a matéria da narração.



Exposição: é a apresentação do assunto ou tema.
Complicação: são as peripécias ou o desenrolar dos acontecimentos; a ação das personagens ou conflito entre personagens e situações.
Clímax: é o auge do conflito, o ponto culminante da história ou o suspense da narrativa.
Desfecho: é a resolução do conflito, apreciação, comentário ou generalização.
A narração não é exclusividade dos contos, romances e outras formas de expressão em prosa. Ela aparece também em versos, nos poemas, letras da nossa música popular, como na Valsinha de Chico Buarque e Vinicius de Moraes:
“Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar...
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar...
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, para seu grande espanto, convidou-a para rodar
Então, ela se fez bonita, como há muito tempo não queria ousar...
O seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar...
Depois os dois deram-se os braços, como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar.
E aí dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos
Como não se ouvia mais...
E o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.”
É fácil identificar, neste texto, as fases da narrativa (exposição, clímax e desfecho), bem como a marcação do tempo, feita através das expressões adverbiais: um dia, então e depois.
A narração é caracterizada pelo emprego dos verbos de ação que traduzem a movimentação das personagens no espaço e no tempo, bem como a sucessão dos fatos em função do enredo. Há várias espécies de narração: Uma narração contém as seguintes partes: 2.1.3.3. Dissertação Dissertação é uma forma de redação em que se apresentam considerações a respeito de um tema para expor, explanar, explicar ou interpretar ideias. O tema dissertativo implica, mais que outro qualquer, o exercício da razão, do raciocínio – operação mental que parte do conhecido para o desconhecido – da interferência dos dados da Lógica. A dissertação – vale repetir – exige maior preparo intelectual, maior trato com a argumentação, organismo lógico formado pelo antecedente (causa) e pelo consequente (parte causada).
Embora poucos autores o façam, propõe-se distinguir a dissertação em expositiva e argumentativa.
a) Expositiva
Consiste na apresentação e discussão de uma ideia, de um assunto ou de uma doutrina, de forma ordenada. O processo é apenas demonstrativo, sem o objetivo de engajamento ou convencimento do destinatário. A linguagem é reflexiva (que reflete, pensa), predominantemente denotativa, embora não necessariamente argumentativa.
b) Argumentativa
Caracteriza-se por implicar o debate, a discussão de uma ideia, assunto ou doutrina, com o objetivo de influenciar, persuadir, conquistar a adesão do destinatário. Trata-se, pois, de uma exposição acompanhada de argumentos, provas e técnicas de convencimento. O conteúdo exige:
COERÊNCIA e
CLAREZA 2.2.1 Coerência É a articulação de idéias em torno das quais se constrói uma unidade de sentido. Para avaliar se um texto é ou não coerente, é necessário levar em conta a situação em que ele foi produzido, ou seja, observar quem o produziu, para quem, em que gênero, com que finalidade, em que momento histórico, etc.
De acordo com Blikstein (2000, p. 80) muitas mensagens escritas pecam pela mistura de assuntos, pela confusão de idéias e, pior ainda, pela diluição do objetivo.
Medeiros, (1998, p. 130) diz que:







Sem coerência é praticamente impossível obter-se ao mesmo tempo unidade e clareza. Não é suficiente dispor de excelentes ideias que não se ajustem, não se entrosem de maneira clara, harmoniosa e coerente. Torna-se necessário planejar o desenvolvimento das ideias, pondo-as numa ordem adequada ao propósito da comunicação e interligando-as por meio de conectivos e partículas de transição. Ordem e transição constituem os principais fatores de coerência.
Sobre ordem lógica e transição entre as idéias passemos a seguir o conteúdo registrado no livro Comunicação em Prosa Moderna, de Othon M. Garcia, p. 289-292.
No parágrafo que damos a seguir, a ordem lógica é evidente. Ele inicia com uma generalização (tópico frasal), seguindo-se as especificações que a fundamentam, e termina por uma conclusão claramente enunciada, em que se amplia o sentido da declaração introdutória:
‘A mocidade é essencialmente generalizadora. Os casos particulares não interessam. A análise, exigindo demora e paciência, repugna ao espírito imediatista da mocidade, que não quer apenas, mas quer já. E quer em linhas gerais que tudo abranjam. Esse espírito de fácil generalização leva os moços a concluírem com facilidade e a julgarem de tudo e de todos com precipitação e vasta dose de suficiência. Tudo isso, porém, é utilíssimo para os grandes empreendimentos que exigem certa dose de temeridade para serem levados avante. A mocidade é naturalmente totalitária e as soluções parciais não lhe interessam ou pelo menos não a satisfazem.’


Análise do parágrafo:
Todos os estágios do raciocínio do autor se encadeiam coerentemente, graças inclusive ao emprego de palavras de referência e transição (“esse espírito”, “tudo isso”, “porém”), e a insistência nas ideias centrais como a de “mocidade generalizadora”, por exemplo, que vem desenvolvida sob variantes adequadas: “os casos particulares não a interessam”, “a análise repugna ao espírito imediatista”, “quer em linhas gerais”, “que tudo abranjam”, “espírito de fácil generalização”, “concluírem com facilidade”, “julgarem com precipitação”. A de “querer”, que corre paralela à anterior, também se desdobra em variantes: “querer em linhas gerais”, “dose de temeridade”, “a mocidade é totalitária”, “as soluções parciais não lhe interessam”. Além disso, o enlace entre a introdução e a conclusão torna o parágrafo coerente.
Precisamos cuidar da transição entre as ideias, da conexão entre elas. É preciso “colá-las”, interligá-las para se obter uma unidade de comunicação eficaz.
Exemplo:
Estou muito preocupado. Há vários dias que não recebo notícias de minha filha.
A pausa e o tom da voz mostram que o segundo indica o motivo ou a explicação do primeiro. A ausência da conjunção explicativa (pois, porque) não impede que se perceba nitidamente essa relação. Mas, em situações complexas, a presença dos conectivos e locuções de transição se torna quase sempre indispensável para entrosar orações, períodos e parágrafos. Tal é a importância desses elementos, que muitas vezes todo o sentido de uma frase, parágrafo ou página inteira deles depende.
Dois enunciados soltos, isto é, duas orações independentes e desconexas como “Joaquim costuma vir ao Rio” e (ele) “Ganha muito dinheiro em São Paulo” assumem configuração muito diversa, conforme seja a conexão que entre eles se estabeleça:
Joaquim costuma vir ao Rio ganha muito dinheiro em São Paulo.
Joaquim costuma vir ao Rio ganha muito dinheiro em São Paulo.
Joaquim costuma vir ao Rio ganha muito dinheiro em São Paulo.
Joaquim costuma vir ao Rio muito dinheiro em São Paulo.
Joaquim costuma vir ao Rio ganhe muito dinheiro em São Paulo.
Omitam-se as expressões de transição de um parágrafo ou de uma série deles, e o sentido se desfigura:
.............. tivemos de ampliar as instalações do prédio.
.............. fomos obrigados a admitir novos professores.
.............. a Lei de Diretrizes e Bases tornou possível a reorganização dos currículos.
.............. o colégio passou por transformações radicais.
.............. todas as atividades prosseguiram normalmente.
Os pontilhados acima correspondem a partículas ou expressões de transição que encadeiam de maneira coerente os cinco enunciados soltos:
, tivemos de ampliar as instalações do prédio.
, fomos obrigados a admitir novos professores.
, a Lei de Diretrizes e Bases tornou possível a reorganização dos currículos.
, o colégio passou por transformações radicais.
, as atividades prosseguiram normalmente.
Através desses elementos de transição, esses cinco períodos passam a constituir realmente um parágrafo coerente. O ajuntamento de partes desconexas prejudica a compreensão de um texto. O leitor sente-se perdido no emaranhado de pormenores, sem reconhecer o objetivo do autor. O domínio das conjunções e de todos os conectivos que servem para a transição de idéias permite superar tais dificuldades, mas atente-se o redator que a transição, na maioria das vezes, se faz com idéias e não com conjunções. A pontuação também contribui para a clareza das idéias. (A. Amoroso Lima, Idade, sexo e tempo, p. 72) 2.2.2 Clareza O redator deve organizar suas idéias se quiser transmiti-las a terceiros. Se uma pessoa não pensa claramente, dificilmente consegue comunicar-se com eficácia e obter retorno positivo. Enquanto o redator negligenciar o dever de pensar, aparecerão sempre problemas de comunicação, de imprecisão, de ambigüidade. Idéias obscuras conduzem a resultado confuso.
Medeiros, (1998, p. 156) corrobora quando afirma que:








Sobre a importância da clareza, do aprimoramento linguístico, seguiremos Nelson Maia Schocair, em seu livro Manual de Redação – Teoria e Prática, p. 181-186.
O que se deve evitar no texto dissertativo convencional e oficial.


Exemplo: “A incômoda e nociva poluição ambiental pode tornar o já problemático e atrasado Brasil uma terra inabitável.“
Reescritura: A poluição ambiental pode tornar o Brasil inabitável.
Comentário: Pode-se perceber que dos cinco adjetivos relacionados, dois (ambiental e inabitável) permaneceram na reescritura do texto, por quê? A resposta está na objetividade, na argumentação que está contida nos termos que foram mantidos, enquanto os outros contêm somente manifestação de caráter opinativo, sem embasamento argumentativo. Para que isso não ocorra, divida os adjetivos em três grupos: , prerrogativa da argumentação; , típicos de textos opinativos e descrições; e , impróprio para qualquer texto que não caracteriza uma narração.
Exemplo: ”O homem, como qualquer mortal, tem grande dificuldade de discernimento quanto às misteriosas questões de vida e de morte, e só com estudo ampliado desses conceitos simples pode-se viver em paz”.
Analisemos os cinco adjetivos presentes neste parágrafo:
mortal – adjetivo redundante, óbvio, por isso, dispensável, bem como todo o conjunto onde se lhe inseriram;
grande – adjetivo subjetivo, dispensável por conter opinião, e não argumentação;
misteriosas – outro adjetivo subjetivo e generalizante, por isso, dispensável;
ampliado – adjetivo objetivo, já que se trata de um conceito físico, e não particular ou opinativo;
simples – mais um adjetivo subjetivo, portador de uma opinião, jamais de uma argumentação.
Conclusão: Dos cinco adjetivos presentes, apenas ampliado, de natureza objetiva, deve permanecer no contexto nesse parágrafo.


Exemplo: ”O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que sempre seja certo e que sempre valha a pena.”
Reescritura: “O fato de o homem ser inteligente e, por isso, entender os erros dos outros e perdoá-los não parece preciso em qualquer circunstância.”



Exemplo: “Cultura, na minha opinião, é muito importante: eu não vivo sem ela.”
Reescritura: Cultura é muito importante: não se evolui sem ela.


Exemplo: “Hoje em dia a gente não vive, a gente vegeta. Me disseram que antigamente a coisa era melhor porque a gente tinha mais tempo para as diversões, para as conversas, para a família.”
Reescritura: Não se vive, vegeta-se. Viver já foi mais simples, pois havia tempo para o lazer, para o diálogo e para a interação familiar.


Exemplo: “Por quê? Se perguntam. Se perguntam por que, é porque não sabem, se não sabem: para onde vai a humanidade?”


Exemplo: ”Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro, criando novas expectativas.”
Reescritura: Caso se entenda dessa maneira, o problema se apresentará em uma perspectiva melhor, mais clara, em função das novas expectativas criadas.
Comentário: Não se esqueça de que o gerúndio só deve ser usado em expressões de caráter temporal que revelem:

Exemplo: Caminhando pela estrada, vi seu rosto na copa de uma árvore.
Ou seja: Vi enquanto caminhava.

Exemplo: “Estou estudando há meses para o concurso do Ministério Público.”
Ou seja: Estudo há meses...


Exemplo: “A vida, única e exclusivamente, é tão complexa que, apesar de tudo, não obstante o que possam dizer, torna-se altamente problemática.”
Reescritura: A vida é tão complexa que, independente do que possam dizer em contrário, torna-se problemática.


Exemplos: Silêncio mortal; calorosos aplausos; mais alta estima; sol quente; cabelos negros como a noite; grande homem; séria conversa; notável artista; mulher fatal; lábios de mel; semblante carregado; sinceros votos de feliz natal; merecidos aplausos; calorosa polêmica; gol espetacular; amor inesquecível; alma transbordante; esmagadora maioria; grande maioria; pequena minoria.


Exemplos: Subir os degraus da fama; fazer das tripas coração; fechar com chave de ouro; a nível de; a grosso modo; solução para este problema; colocar os pingos nos is; sair com as mãos abanando; da melhor maneira possível; em todos os cantos do mundo; muita gente pensa que; isto quer dizer que; pedra sobre pedra; dos males o menor, e tantas outras expressões que dependendo do contexto são apenas clichês.


Exemplos: Todos os homens são mortais.
A criança de hoje será o adulto de amanhã.
Rio de Janeiro, o berço do samba.
A Terra gira em torno do Sol.


Exemplo: “Felizmente, o país dá mostras de estar evoluindo quanto à questão social, mas, infelizmente, ainda demorará a ser considerado de Primeiro Mundo.”
Reescritura: O país dá mostras de estar evoluindo quanto à questão social, mas ainda demorará a ser considerado de Primeiro Mundo.


Exemplo: “O meliante evadiu-se do local por apresentar flagrante desvio de conduta”.
Reescritura: “O acusado fugiu por apresentar desequilíbrio”.



Exemplo: “Tipo assim, mané, não vale pagação de sapo, meu peixe!”
Reescritura: “Preste atenção, gente tola (ou boba) não merece atenção, amigo!”



Exemplo: “Andando pela rua, encontrei um brother que não via a long long time.”
Reescritura: “Caminhando pela rua, encontrei um irmão (ou grande amigo) que não via há muito tempo.”
Atenção: Os estrangeirismos relacionados às ciências, às doutrinas, ou que não encontram correspondências em português, podem ser escritos em redações convencionais e oficiais. Não esqueça, porém, de escrevê-los em itálico, nos textos digitados ou entre aspas, em texto manuscrito.
Exemplos: darwinismo, marxismo, show ou “site”, “web”, “download”.





Exemplo: “É sabido de todos que a maioria dos candidatos a cargos públicos sempre se corrompe.”
Reescritura: “Parte dos candidatos a cargos públicos se corrompem.”



Exemplo: Há alguns anos eu declarei: “Amo ela desde que vi ela e beijei a boca dela. Lembro que ela tinha 18 anos e, por cada gesto seu eu delirava e pensava, tolo que fui, que sempre a vez passada era melhor. No final, desgostei dessa fada como fiz com outras, afinal já havia dado tudo de mim para terminar só, no fim.”



Exemplos: elo de ligação; hemorragia de sangue; encarar de frente; acabamento final; monopólio exclusivo; certeza absoluta; vereador da cidade; girar em torno; amanhecer o dia; ganhar grátis; infiltrar para dentro; criança nova; refazer de novo; expressamente proibido; superávit positivo; compartilhar conosco; em duas metades iguais; surpresa inesperada; há anos atrás; conviver junto; subir para cima e tantas outras expressões que configuram um pleonasmo.







Exemplos: A atleta não anda bem.
Comentário: Sobre o que se fala: condição atlética (não caminha com facilidade) ou estado físico ou emocional (não está bem)?
Reescrituras: A atleta caminha com dificuldade. / A atleta está com problemas físicos (ou emocionais). Um redator caprichoso relê seu texto várias vezes, modificando-o de tal forma que o retorno (feedback) seja garantido. Não basta ser compreensível, é necessário ser evidente. Muito concorre para a clareza a reflexão sobre o que se vai escrever. Por isso se afirma que aprender a escrever é antes de tudo aprender a pensar. A clareza é essencial a todo escritor, pois facilita a percepção rápida do pensamento. Sua importância vem da finalidade da linguagem: propiciar ao homem a comunicação de seus pensamentos. quando enquanto porque se ganha embora Para atender ao crescente número de pedidos de matrícula Também, pela mesma razão Por outro lado Em virtude desses fatores Mesmo assim 1. Adjetivação excessiva objetivos subjetivos redundantes 2. Queísmo 3. Intromissão – manifestações de natureza opinativa com uso da primeira pessoa. 4. Projeção da linguagem oral – uso da linguagem coloquial. 5. Abstração ou Prolixidade – revela a própria falta de clareza. 6. Predominância do gerúndio (gerundismo ou endorreia) Concomitância Ação em andamento 7. Palavras ou expressões embromatórias – outro exemplo de prolixidade. 8. Adjetivos consagrados 9. Lugar-comum ou clichê 10. Truísmo – uso desnecessário de certa verdade evidente ou científica. 11. Expressões de situação – revelam emoção. 12. Jargão – linguagem “gíria” própria de certos profissionais ou profissões. 13. Gíria – linguagem especial de grupo que acaba por se enraizar em toda a sociedade. 14. Estrangeirismo – palavras de outros idiomas que acabam incorporados, como gírias de grupo. 15. Generalizações – não se deve generalizar. Lembre-se de que a mensagem deve ser escrita do particular para o geral, e não do geral para o particular. Não é o mais adequado usar expressões como: é sabido de todos; todos sabem; geralmente; é de conhecimento geral; a maioria. 16. Cacofonia – acidente lingüístico de natureza jocosa ou inusitada que decorre da junção da última sílaba de uma palavra com a primeira de outra. 17. Pleonasmo, Tautologia ou Redundância – meras repetições de palavras e idéias. 18. Ambiguidade – Se consultarmos um dicionário para procurar o sentido da palavra ambíguo, da qual deriva ambiguidade, descobriremos que ela é usada para indicar algo que pode ter diferentes sentidos, que desperta dúvida, ou que permite duas ou mais interpretações. É o erro mais grave que se pode cometer em textos convencionais ou oficiais. Sua utilização faz-se presente em textos publicitários, charges, tiras. Refere-se ao domínio do léxico e estrutura da língua. Sobre léxico VANOYE,( 1998, p. 26) afirma:





Para Medeiros (1998) conseguir a expressividade envolve argumentação apoiada em fatos e escolha de vocábulos que manifestem coerência e precisão. Para cada idéia, é preciso dispor de um vocabulário exato; caso contrário, as impressões serão vagas e ineficazes. Sem vocábulo adequado, o pensamento fica tolhido, a criatividade limitada. Vocabulário amplo, portanto, facilita a exposição do pensamento, auxilia na argumentação, e faz com que expressões triviais sejam menos utilizadas. O léxico é o conjunto de palavras de uma língua. Emprega-se também esse termo para designar o conjunto de palavras de uma língua peculiar a um grupo social ou a um indivíduo (fala-se do léxico dos surfistas, das pessoas ligadas ao meio jurídico, etc.). O léxico da língua portuguesa constitui, então, um conjunto onde se inclui os léxicos particulares. Neste item devem-se considerar
os seguintes tópicos:
CRIATIVIDADE,
PROPRIEDADE,
CONCISÃO e
CORREÇÃO 2.3.1 Criatividade Diz respeito à originalidade. Consiste em saber apresentar uma positiva contribuição pessoal, seja variando expressões comuns, seja concorrendo para a renovação de formas antigas.
De acordo com Medeiros (1998, p. 154), a originalidade consiste na forma peculiar de um redator dizer o que tem para transmitir. Ser original é dizer apenas de modo simples, fugindo às expressões triviais, às frases feitas, aos estereótipos.
Abaixo alguns itens, com exemplos, que podemos evitar na construção do texto.
Evitar o uso de chavões (clichês), lugares-comuns.
Exemplos: Desde os tempos mais remotos...
Hoje em dia este é um assunto muito debatido.
A cada dia que passa.
Eu não tenho palavras.
Espero contar com a colaboração de todos.
Sem mais, termino esta... (carta)
Vimos através desta ou Vimos por meio desta.
Tem a presente finalidade de.
Aproveitamos o ensejo, a oportunidade.
Temos em nosso poder, ou temos em mãos sua carta.
Deve-se evitar a repetição de termos ou expressões como devido ao, devido à, que podem ser substituídas por: em virtude de, em razão de, em vista de, em face de, à vista de etc. 2.3.2 Propriedade É o uso de palavras ou expressões adequadas ao assunto. Evitem-se os casos de impropriedade vocabular.
A imprecisão das palavras é um dos erros mais comuns que se verifica nos textos. Sendo assim, para escolher as palavras adequadas na hora de construir um texto devemos considerar o seu contexto, a sua finalidade e o seu caráter.
De acordo com Medeiros (1998, p. 158), não é o vocábulo raro o que mais impressiona. Busca-se a palavra exata e apropriada no meio em que se vive; aí os vocábulos e expressões têm colorido, são autênticos, fortes e expressivos. As palavras exigem experimentação, necessitam ser testadas no laboratório do rascunho, exigem leitura em voz alta, cuidados com a sonoridade. 2.3.3 Concisão Consiste em exprimir apenas o necessário, em oposição à prolixidade (superabundante). No entanto, a preocupação exagerada com o sintético pode conduzir à obscuridade e a imprecisão. Deve-se mencionar somente o que é significativo, expressivo e o que é relevante para caracterizar um fato ou uma ação. Medeiros (1998, p. 158), acrescenta dizendo que a concisão traz clareza à frase e igualmente correção, pois quem muito escreve corre o risco de cochilar quanto à gramática e apresentar um texto pouco coeso.
Sobre a falta de concisão utilizaremos um exemplo que consta no livro Comunicação em Prosa Moderna, de Othon M. Garcia (2000, p. 297).
A frase seguinte, por exemplo, é abusivamente, ingenuamente redundante:
‘Conforme a última deliberação unânime de toda a Diretoria, a entrada, a frequência e a permanência nas dependências deste Clube, tanto quanto a participação nas suas atividades esportivas, recreativas, sociais e culturais, são exclusivamente privativas dos seus sócios, sendo terminantemente proibida, seja qual for o pretexto, a entrada de estranhos nas referidas dependências do mesmo.’
Impõe-se uma “poda em regra” nesta galhada seca de palavras supérfluas:
em primeiro lugar, a informação é obvia e desnecessária; em segundo, que é que o adjetivo “última” está fazendo aí? Nada. Omita-se. Em terceiro, se a deliberação é unânime tem de ser de toda a Diretoria. Pleonasmo. Elimine-se o “toda”, ou o “unânime”.
não haverá frequência nem permanência se não houver entrada; basta frequência ou permanência.
em privativas já subjaz a idéia de exclusividade; advérbio supérfluo, redundante.
se até a entrada já é privativa dos sócios, é óbvio que a participação nas atividades também o é. Além disso, que é que o adjetivo “suas” está fazendo aí?
que outras atividades “clubistas” poderia ainda haver para justificar a especificação? Se a “poda” preservasse esse “galho seco”, bastaria, então, dizer apenas “atividades”.

é óbvio, é lógico que, se a frequência já é privativa dos sócios, a entrada de estranhos tem de ser também proibida. Mas ainda há outros excessos: se é “terminantemente proibida” a entrada, não se há de admitir qualquer pretexto. Redundância.
em que outro lugar estaria o aviso proibindo a entrada dos estranhos? no céu? em alguma rua? E esse “do mesmo”, que é que está fazendo aí? De que outras dependências se tratariam? Só do próprio clube. Redundância.
Feita a “poda” a frase ficaria reduzida ao essencial, sem prejuízo para a eficácia do aviso:
“É proibida a entrada (ou freqüência, ou a permanência) de estranhos” OU
“Só é permitida a entrada de sócios”. a) Conforme a última deliberação unânime de toda a Diretoria: b) Entrada, frequência e permanência: c) Exclusivamente privativas: d) Participação nas suas atividades: e) Atividades esportivas, recreativas, sociais e culturais: f) Sendo terminantemente proibida, seja qual for o pretexto, a entrada de estranhos: g) Nas referidas dependências do mesmo: 2.3.2 Propriedade Importante destacar neste item o registro apontado no livro Comunicação em Prosa Moderna, de Othon M. Garcia, p. 267:













A correção consiste no uso de formas adequadas, do ponto de vista da gramática normativa. De acordo com Andrade e Henriques (2009, p. 118), cabe destacarmos alguns aconselhamentos:
Evite o uso de gíria, termos estrangeiros, chavões e outros vícios de linguagem.
Evite o emprego das abreviaturas de caráter prático, útil apenas para as anotações. Grafe os números, de preferência, por extenso.
Empregue corretamente a pontuação. A pontuação inadequada pode alterar o sentido da frase.
É preferível usar a ordem direta da frase (sujeito + predicado + complementos). A ordem inversa pode dificultar a compreensão.
Use frases curtas, expressando uma ideia de cada vez.
Evite períodos longos, com muitas orações subordinadas e intercaladas, que prejudicam a compreensão e o ritmo da frase.
A subordinação deve ser usada para evitar a repetição de idéias, ligando duas frases em um só período. A fórmula ideal é uma oração principal e suas subordinadas.
A ordem das frases deve corresponder à ordem das ideias. É desaconselhável expressar uma ideia fundamental numa oração subordinada.
Conforme Medeiros (1998, p. 151), prevalece o gosto pelas orações coordenadas, de compreensão simples e rápida.
Exemplo de frase incompleta:
Estando próximo de suas férias, por motivos óbvios e para tomar conhecimento dos fatos e viajar sossegado, pois nos anos anteriores viajara e ficara preocupado.
Exemplo de frase completa:
Estando próximo de suas férias, o Presidente recomendou que os relatórios lhe fossem enviado até o final do mês.
No primeiro exemplo, o acúmulo de orações subordinadas fez o redator esquecer-se da oração principal. No segundo, a ausência da frase explicativa, inexpressiva, possibilitou ao redator perceber a necessidade da oração principal para que o entendimento se tornasse completo. A correção gramatical é, sem dúvida, uma das mais importantes qualidades do estilo. Mas nem sempre a mais importante: uma composição pode estar absolutamente correta do ponto de vista gramatical e revelar-se absolutamente inaproveitável. É verdade que erros grosseiros podem invalidar outras qualidades do estilo. Mas a experiência nos ensina que os defeitos mais graves nos textos de alunos do curso fundamental – e até superior – decorrem menos dos deslizes gramaticais que das falhas de estruturação da frase, da incoerência das ideias, da falta de unidade, da ausência de realce. Quando quem produz o texto aprende a concatenar ideias, a estabelecer suas relações de dependência, expondo seu pensamento de modo claro coerente e objetivo, a forma gramatical vem com um mínimo de erros que não chegam a invalidar o texto produzido. E esse mínimo de erros se consegue evitar com um mínimo de “regrinhas” gramaticais. Somos usuários da Língua Portuguesa, de antemão sabemos que um texto não é uma sucessão de palavras ou frases isoladas. O que lhe confere inteligibilidade e funcionalidade é o fato de as ideias serem expostas progressivamente: palavras relacionam-se com palavras, frases com outras frases, parágrafos com outros parágrafos.
O encadeamento das idéias contidas em cada parágrafo é que vai construir a organicidade do texto, o equilíbrio entre suas partes, condições indispensáveis para que o assunto abordado se torne claro e compreensível.
Utilizaremos os registros sobre coesão textual presentes no livro Português: língua e literatura, volume único, autoras Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontara e Tatiana Fadel.
Cada elemento responsável pela coesão textual funciona, no interior do texto, como um pequeno nó, que serve para “amarrar” duas ou mais ideias. Existem, porém, diferentes tipos de “nós” textuais. As categorias gramaticais que funcionam como elementos de coesão ou mecanismos coesivos são os , os , as e as . A utilização adequada dessas categorias gramaticais é fundamental para conferir unidade e clareza ao enunciado. Quando mal empregadas, são responsáveis pela quebra de coesão, comprometendo a interpretação correta. A seguir, os mecanismos coesivos mais frequentes. pronomes advérbios preposições conjunções 3.1. COESÃO REFERENCIAL Manifesta-se através da anáfora e da catáfora. 3.1.1 Anáfora A forma mais simples de coesão é aquela em que o elemento pressuposto está verbalmente explicitado e antecede o item coesivo. Esse tipo de pressuposição, que faz referência a algum item previamente explicitado, é conhecido como anáfora.
Exemplo: gostou do filme?
disse que sim.
Dizemos, então, que refere-se anaforicamente a e que uma relação de coesão foi estabelecida entre os dois termos para garantir a compreensão do texto. Cláudia Ela ela Cláudia 3.1.2 Catáfora O termo pressuposto aparece depois do item coesivo.
Exemplo: estão chamando. atingem o Havaí e “convidam” os surfistas mais corajosos a enfrentá-las.
O termo só pode ser recuperado se identificarmos o referente , que aparece depois dele na estrutura. Elas grandes ondas elas Grandes ondas 3.1.3 Substituição Consiste na colocação de um item lexical com valor coesivo no lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.
Exemplo: Carlos trouxe dos Estados Unidos. Perguntou-me se eu queria comprar .
são irmãos. estudam inglês e francês. dois computadores um Marina e Luiz Ambos 3.1.4 Elipse Diz-se que ocorre coesão por elipse quando algum elemento do texto é substituído por Ø (zero) em algum dos contextos em que deveria ocorrer:
Exemplo: Paulo vai conosco ao cinema?
Ø (=Paulo) Vai. Ø (= conosco ao cinema) 3.2. COESÃO LEXICAL A coesão lexical é o efeito obtido pela seleção de vocabulário. Tal mecanismo é garantido por dois tipos de procedimento: 3.2.1 Reiteração Obtida pela repetição do mesmo item lexical ou pelo uso de sinônimos, hiperônimos, hipônimos, nomes genéricos.







Exemplos: A parecia nervosa. A havia sido vítima de um assalto (coesão resultante do emprego repetido do mesmo item lexical).
entrou depressa no supermercado. parecia estar fugindo de alguém (coesão resultante do uso de um sinônimo).
Gosto muito de . , então, não consigo resistir. (coesão resultante do emprego de um hiperônimo. Doces, aqui, é o hiperônimo, pois designa um gênero do qual cocada é uma espécie).
Os caçadores se assustaram com as pegadas no chão. Quando olharam na direção da entrada do bosque, viram escondida atrás dos arbustos (coesão resultante do uso de um nome genérico). atriz atriz Um menino Cocada enormes a coisa doces O garoto Hiperônimo: em uma relação entre palavras, hiperônimo é o termo cujo significado é mais genérico. (ex.: veículo é hiperônimo de carro).
Hipônimo: em uma relação entre palavras, hipônimo é o termo cujo significado é mais específico (ex.: carro é hipônimo de veículo). Ex.: Os gatinhos nasceram. Os animais serão todos doados. (gatinhos é hipônimo de animais) 3.2.2 Colocação ou contiguidade Recurso coesivo resultante do uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico.






Exemplo: Houve um grande no Banco do Brasil. Várias transportaram os que foram capturados para a mais próxima. Campo semântico: conjunto de palavras relacionadas a um mesmo significado.
Ex.: o campo semântico referente a circo abrangeria as palavras espetáculo, apresentação, domador, palhaços, picadeiro etc. roubo viaturas bandidos delegacia 3.3. A COESÃO SEQUENCIAL Um aspecto essencial da construção da coerência é a capacidade de relacionar corretamente as ideias de um texto. A relação entre as ideias precisa ser feita por meio de mecanismos de coesão sequencial que ajudem o leitor a compreender o que se pretende dizer.
Identificamos, a seguir, as principais relações de sentido que costumamos utilizar em textos escritos e orais. 3.3.1 A relação de causa e consequência Muitas vezes, quando estamos escrevendo um texto, precisamos apresentar para o leitor uma situação em que determinados fatores provocam determinadas consequências. Ao associá-los, linguisticamente, é necessário deixar clara a relação de causalidade entre eles, porque é a existência de uns que determina a dos outros. Na nossa língua, muitos conectores podem indicar esse tipo de relação:


Exemplo: Os bancários desejavam um aumento de salário. (causa)
Os bancários fizeram greve. (consequência)
Relacionando as duas ideias por meio de uma :
Os bancários fizeram greve desejavam um aumento de salário.
desejavam um aumento de salário, os bancários fizeram greve.
Repare que, dependendo da posição em que aparecem as ideias de causa e consequência, a conjunção a ser utilizada muda. porque, pois, como, por isso, já que, visto que, uma vez que, devido a, em virtude de, posto que, porquanto, etc. porque Como conjunção explicativa 3.3.2 A relação de contradição de uma expectativa criada Às vezes, uma primeira ideia que apresentamos no texto sugere uma determinada conclusão e precisamos indicar ao leitor que ela acaba não ocorrendo, por mais previsível que seja. Para designar esse tipo de relação, podemos utilizar vários conectores como:



Exemplo: Um aluno está com febre alta. (situação)
O aluno não irá à aula. (expectativa a ser quebrada)
Relacionando as duas ideias por meio de uma :
de estar com febre alta, o aluno foi à aula.
O aluno estava com febre alta, foi à aula. mas, porém, contudo, entretanto, todavia, embora, ainda que, mesmo que, apesar de, no entanto, por outro lado, em contrapartida, de outra forma, etc. conjunção adversativa porém Apesar 3.3.3 A relação de condição É frequente a necessidade de, em um texto, expressarmos a dependência entre duas ideias (ou fatos), de tal maneira que a existência ou ocorrência de uma esteja condicionada à existência ou ocorrência da outra. O raciocínio hipotético, por exemplo, constrói-se com base nesse tipo de relação. Como conectores nesse tipo de estrutura, podemos usar:


Exemplo: Os bancários receberão aumento. (fato possível)
Os bancários precisam fazer greve. (condição para realização do fato)
Relacionando as duas ideias por meio de uma conjunção condicional:
Os bancários só receberão aumento, fizerem greve.
façam greve, os bancários não receberão aumento. se, caso, contanto que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que etc. se A menos que 3.3.4 A relação de acréscimo ou conjunção Às vezes, durante a elaboração de uma análise, é preciso indicar que mais de um fato ou mais de uma ideia atuam de forma conjunta na determinação de um resultado ou de uma consequência. Há vários conectores para estabelecer esse tipo de relação:


Exemplo: O menino pegou chuva pelo caminho. (fato ao qual será acrescentado outro)
O menino ficou com a roupa molhada o dia inteiro. (fato a ser acrescentado)
O menino pegou uma pneumonia. (resultado da junção dos fatos)
Relacionando os fatos por meio de :
de pegar chuva pelo caminho, o menino ficou com a roupa molhada o dia inteiro acabou pegando uma pneumonia. e, também, além de, não só, ainda, bem como, além disso, nem, (para o caso de se fazer um acréscimo negativo) etc. conjunções aditivas e Além 3.3.5 A relação de gradação Outras vezes, em lugar de apenas acrescentar ideias a outras, desejamos fazê-lo indicando que há certa hierarquia ou gradação entre elas. O estabelecimento desse tipo de relação pode marcar tanto o argumento ou ideia mais importante (com o auxílio de conectores como
), como também informar a existência de ideias, fatos ou argumentos mais importantes que aquele que se optou por apontar (nesse caso, os conectores passariam a ser

Exemplo: No Brasil não se incentiva a prática de esportes. (primeira ideia)
Os atletas brasileiros são mal preparados. (segunda ideia)
Os atletas brasileiros podem almejar competir em uma Olimpíada. (ideia a ser hierarquizada com relação às demais)
Relacionando as ideias por meio de conectores, teremos:
No Brasil não se incentiva a prática de esportes os brasileiros são mal preparados. Podem, , almejar competir em uma Olimpíada. até, até mesmo, inclusive pelo menos, ao menos, no mínimo, quando muito, no máximo e quando muito 3.3.6 A relação de tempo É uma relação muito utilizada na elaboração de textos: o estabelecimento de uma relação de tempo entre a ocorrência de diferentes fatos. Temos vários elementos, mas precisamos estar atentos para o sentido temporal associado a cada um deles, porque se pode expressar tanto a precedência temporal entre os fatos, quanto a sua sucessão. Outra relação muito importante é a de simultaneidade. Como conectores, podemos lembrar:



Exemplo: O casal estava no cinema. (primeiro acontecimento)
Sua casa foi assaltada. (segundo acontecimento, simultâneo ao primeiro)
Relacionando as ideias por meio de conjunções temporais:
o casal estava no cinema, sua casa foi assaltada.
Essas relações estudadas são apenas algumas das que podemos estabelecer com o auxílio dos “nós” linguísticos. Para controlá-las da melhor forma possível, precisamos conhecer, primeiramente, o sentido das ideias, fatos ou argumentos que pretendemos relacionar e, em segundo lugar, escolher o elemento coesivo correto para expressar tal relação. ontem, hoje, amanhã, antes, depois, cedo, tarde, primeiramente, em seguida, a seguir, finalmente, quando, sempre, nunca, enquanto, antes que, desde que, etc Enquanto Redação é o ato de redigir, ou seja, de escrever, de exprimir pensamentos e ideias através da escrita. Técnica é o modo de executar algum trabalho, a fim de se obter um resultado.
Portanto, para que você escreva uma redação técnica é necessário que certos processos sejam seguidos, como o tipo de linguagem, a estrutura do texto, o espaçamento, a forma de iniciar e finalizar o texto, dentre outros. 4.1. ATA Conforme Medeiros (1998, p. 81-82), ata é um registro em que se relata com detalhes o que se passou em uma reunião, assembleia ou convenção. Para sua lavratura, devem ser observadas as seguintes normas:
Lavrar a ata em livro próprio ou em folhas soltas. Deve ser lavrada de tal modo que impossibilite a introdução de modificações.
Sintetizar de maneira clara e precisa as ocorrências verificadas.
O texto será digitado ou manuscrito, mas sem rasuras.
O texto será compacto, sem parágrafos ou com parágrafos numerados, mas não se fará isso de alíneas.
Na ata do dia, são consignadas as retificações feitas à anterior.
Nos casos de erros verificados no momento de redigi-la, emprega-se a partícula corretiva “digo”.
Quando o erro for notado após a redação de toda a ata, recorre-se à expressão: “em tempo”, que é colocada após todo o escrito, seguindo-se então o texto emendado: Em tempo: na linha onde se lê “dois livros”, leia-se “oito livros”.
Os números são grafados por extenso. 4.2. OFÍCIO Segundo Andrade e Henriques (2009, p. 160-161) fazem-se necessárias algumas considerações sobre o ofício.
O é tipo de correspondência muito usado para encaminhar documentos importantes, solicitar providências ou informações, propor convênios, convidar alguém com distinção para participar de eventos, enfim, tratar o destinatário com especial consideração.
Geralmente, o ofício é numerado quando o remetente é pessoa jurídica; pessoas físicas não costumam numerar correspondência.
O vocativo, seguido de vírgula, refere-se ao cargo do destinatário: Senhor Diretor, Senhor Chefe d...., dispensando-se o emprego do adjetivo: Senhor;
Quando for utilizada mais de uma página, a continuação se dará na página seguinte, com o fecho e a assinatura; o destinatário e o endereço ficam sempre na primeira página.
A IN nº 4/1992 (Manual de Redação da Presidência da República), com a finalidade de racionalizar e padronizar a redação das comunicações oficiais recomenda:
a linguagem deve ser formal, sem exageros;
os fechos, centralizados na página, foram simplificados e uniformizados: (a) , para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República; (b) , para autoridades da mesma hierarquia ou de hierarquia inferior, sendo o fecho sempre seguido de vírgula;
fica abolido o uso do tratamento , pois “a dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária a sua repetida evocação”;
fica dispensado o emprego do superlativo para as autoridades que recebem o tratamento de e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento
;
acrescente-se que doutor não é forma de tratamento e, sim, título acadêmico. Seu emprego deve restringir-se a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado.


A redação de cartas e ofícios, ou seja, de textos técnicos em geral, obriga o uso adequado dos pronomes de tratamento, que variam conforme o cargo ou a importância do destinatário. É muito importante saber invocar ou referir-se a um cidadão comum, a uma autoridade civil, militar ou eclesiástica nos termos adequados. Começando pelo cidadão comum, sem títulos nem cargos, até o Presidente da República, usualmente emprega-se:
1. você (v.) no tratamento familiar, no plural vocês (VV.);
2. Senhor (Sr.) Senhora (Sra.) no tratamento respeitoso; plural: Srs. / Sras.
3. Não se usa o pronome senhorita (srta).
4. O tratamento correspondente a Senhor é Vossa Senhoria (V.Sa.) para pessoas de relativa cerimônia; na correspondência comercial, para oficiais até o posto de coronel. No plural, V.Sas. ou V. S.as.
5. para altas autoridades: Vossa Excelência: V.Exa. / V.Exas.,no plural;
6. para sacerdotes e religiosos em geral: Vossa Reverendíssima (V. Revma.);
7. para bispos e arcebispos: Vossa Excelência Reverendíssima (V. Exa. Revma. / V. Exas. Revmas.);
8. para cardeais: Vossa Eminência (V. E. ma, plural V. E. mas). Invocação: Eminentíssimo Cardeal;
9. para o Papa: Vossa Santidade (V.S.);
10. para reis e rainhas: Vossa Majestade(V.M. / VV.MM.);
11. para príncipes, princesas e duques, Vossa Alteza (V.A. / VV.AA.);
12. para reitores: Vossa Magnificência (V. Mag.a). Invocação: Magnífico Reitor;
13. para juízes de Direito: Vossa Meritíssima (por extenso). Invocação: Meritíssimo Juiz);
14. para o Presidente da República: Vossa Excelência, sempre por extenso. ofício Prezado Respeitosamente Atenciosamente Digníssimo ilustríssimo Vossa Senhoria Senhor Pronomes de tratamento 4.3. RELATÓRIO Medeiros (1998, p.116-117) aponta para a necessidade de organizar as ideias para só então iniciar a redação do relatório:









Seguiremos com Andrade e Henriques (2009 p. 162-164) sobre relatório.
O relatório, muito frequentemente usado nas diversas áreas da vida profissional, deve levar em conta a sua finalidade (relatar o quê?, para quem?, por quê?), isto é, deve ser adequado às circunstâncias e às finalidades.
As partes essenciais de um relatório são: introdução, apresentação dos itens observados, comentários e conclusões.
Os relatórios tanto podem ser formais, informais, analíticos ou informativos, sendo mais comuns os informais. O importante é que o relato seja claro, conciso, moderado nas afirmações, imparcial, distinguindo fatos de opiniões.
De maneira geral, a elaboração do Relatório compreende as seguintes partes:
– título do Relatório, nome da entidade ou firma, data, nome do autor, nome do destinatário.
– para indicar as principais subdivisões e a paginação. Pode ser dispensado, no caso de relatórios mais breves;
– objeto do Relatório, suas circunstâncias, sua ideia central;
– consta de três partes: primeira, a descrição do contexto, do desenrolar dos fatos ou das experiências; segunda, análise crítica, baseada em argumentos precisos, objetivos; terceira, enunciação dos resultados, apresentação de propostas etc.;
– apresenta uma relato de conjunto. Na conclusão não se devem introduzir elementos novos, apenas retomar o que já foi explicado na introdução e no desenvolvimento, acrescentando-se, é claro, as conclusões logicamente decorrentes dos fatos observados;
– além da bibliografia consultada, que deve ser apresentada no final e de acordo com as normas da ABNT, é indispensável citação das fontes, no caso de informações indiretas ou transcrições de textos. Essas informações podem ser feitas em notas de rodapé ou no final do trabalho.
Esse tipo de texto tem o objetivo de exprimir a opinião do autor sobre determinado assunto; portanto, pode ser redigido na primeira pessoa (do singular ou do plural, no caso de trabalho em grupo). Alguns autores, contudo, indicam o emprego da terceira pessoa – o “se” impessoal (fez-se, acrescentou-se, chegou-se à conclusão etc) -, como o mais adequado, principalmente nos relatórios de pesquisa científica.
Desaconselha-se o uso do plural majestático, o pronome “nós” empregado para designar primeira pessoa – “eu”. Embora considerado uma forma de modéstia, sua utilização parece um pouco pomposa na linguagem moderna.
A expressão coloquial “a gente” deve ser evitada, pois faz parte da linguagem informal ou familiar, imprópria para um trabalho desta natureza.
A argumentação, baseada em fatos, deve ser lógica, coerente, levar em conta a escolha e classificação dos argumentos apresentados, valorizar opiniões emitidas.
Finalmente, observa-se que, mesmo empregando-se o pronome impessoal (se), é imperioso que a personalidade e as opiniões do autor fiquem evidentes, sob a aparente neutralidade do texto. A primeira providência é preparar um plano ou esquema, pois será útil não só quanto ao despertar de ideias, como também quanto à precisão e qualidade do relatório. Os esquemas filtram as informações, tornando-as mais claras, sucintas e precisas. Com um esquema em mão, é fácil perceber a importância do assunto a ser tratado; ele facilita a hierarquia das ideias, as inter-relações, auxilia a selecionar os fatos importantes e a descartar os irrelevantes. O redator de textos empresariais considera que as informações a serem transmitidas são aquelas que são úteis ao administrador para tomar decisões. Deve poupá-lo de informações inoportunas e desnecessárias. Exige-se do redator, além da habilidade para comunicar, capacidade para analisar as situações e inferir delas as reais necessidades dos administradores. folha de rosto ou página de informações especiais sumário introdução desenvolvimento conclusão bibliografia 4.4. E-MAIL CORPORATIVO Sobre o e-mail corporativo utilizaremos parte do texto oriundo do link:http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Dicas/6057/10-dicas-para-elaborar-um-e-mail-corporativo.html#
Quem está habituado com a utilização de e-mails sabe muito bem o valor dessa ferramenta, seja para uso pessoal ou profissional. Nas organizações, por exemplo, o uso do correio eletrônico é um grande aliado da comunicação interna, uma vez que é ágil e de baixíssimo custo. No entanto, é fundamental elaborar uma mensagem institucional adequada à realidade corporativa. Abaixo, seguem dicas, para que você utilize essa ferramenta com sucesso.

- Nunca deixe de assinar sua mensagem em um e-mail. Coloque seu nome, cargo e número de telefones.
- Muitas mensagens são deletadas porque chegam com o título em branco ou inadequado. Títulos como "Não esqueça"; "Conto com você" etc, talvez levem o usuário a pensar que pode ser algum vírus pronto para atacar a rede.
- Inicie a mensagem, cumprimentando o destinatário. "Caro João! Boa tarde!", "Prezados gestores! Bom dia a todos!". A saudação também deve ser feita no final. Você pode usar expressões como: "Atenciosamente!", "Grato pela atenção".
- Ao produzir um e-mail corporativo, você precisa pensar no público-alvo que receberá a mensagem. Se o assunto for de interesse dos gerentes, por exemplo, aborde as temáticas condizentes apenas a eles. Se for o caso, as lideranças poderão disseminar a informação em reuniões presenciais e se tornarem agentes multiplicadores.
- Não caia na tentação de utilizar palavras pouco usuais para passar uma informação. Seja objetivo, pois isso facilitará a compreensão do que você deseja transmitir.
- A estrutura da redação do e-mail facilita a leitura e a compreensão da mensagem. Não confunda objetividade com economia de linhas digitadas. Há momentos em que se torna indispensável um e-mail mais longo, para que o receptor não fique com dúvidas. Por isso, a mensagem deve ter início, meio e fim. Ou seja, uma ordenação de ideias. Deixe linhas (espaçamento) entre a saudação, os parágrafos e a assinatura.
- Não digite seu e-mail apenas em letras maiúsculas, pois a mensagem pode passar um tom agressivo. Tampouco não recorra apenas às letras minúsculas, uma vez que a mensagem transmitirá a impressão de descaso e até de preguiça. Caso exista dúvida sobre a grafia de uma palavra, o dicionário é um ótimo amigo nesses momentos.
- Para enfatizar um assunto, você pode colocar palavras-chaves em itálico, negrito ou sublinhado. Por exemplo: A partir do dia 10 de setembro, o uso do crachá será obrigatório para todos os funcionários.

Outras contribuições a respeito do e-mail corporativo, oriundas do link da Associação Brasileira de Recursos Humanos: http://abrhnacional.org/2011/03/03/dicas-para-bom-uso-do-e-mail-corporativo/
Diariamente, trabalhadores de todo o mundo lidam com uma ferramenta importantíssima no mundo do trabalho: o e-mail. Por mais simples que pareça, a troca de mensagens virtuais no ambiente corporativo ainda gera algumas dúvidas entre funcionários e superiores. Pensando nisso, o Blog da ABRH apurou algumas dicas para o bom uso do e-mail no trabalho. Confira:
- Quando você envia uma mensagem de trabalho, você se torna um porta-voz da empresa. Ou seja, a imagem que as pessoas têm da organização para a qual você trabalha é a sua imagem. Não use termos pejorativos, gírias e frases coloquiais demais. Cuidado com a informalidade. Seriedade e comprometimento têm que partir da postura de qualquer profissional.
- Erros de português são inaceitáveis na redação de e-mails corporativos. Conforme falamos acima, você é o representante da empresa e não pode se comprometer por conta de uma distração qualquer. Para evitá-la, leia e releia o que escreveu antes de enviar a mensagem. Com certeza você encontrará frases mal escritas, palavras que não se encaixam e, até mesmo, erros de digitação. Isso é normal e acontece por conta da correria do dia-a-dia. Aproveite essa revisão para corrigir tudo o que encontrar. Esse é um sinal de que, mais do que preocupado com a mensagem, o profissional respeita aquele que irá ler o conteúdo.
- Receber e-mails com piadas, fotos, vídeos, correntes… tudo isso já é muito chato quando acontece nos endereços pessoais, imagine no e-mail do trabalho? Lembre-se que o seu e-mail é mais um espaço de relacionamento profissional. Logo, o funcionário deve usar seu tempo para as tarefas diárias, sem desperdiçá-lo com assuntos desnecessários. Guarde os emoticons, desenhos e caracteres criativos para o e-mail pessoal.
- Use frases curtas, objetivas, simples e de fácil compreensão. Evite palavras e frases que possam sugerir duplo sentido. Tome cuidado especial com o tom da mensagem a ser enviada. É importante ir direto ao ponto, mas sem ser agressivo. Seja simpático e educado. Nunca é demais. 1. Origem da mensagem 2. Título do e-mail 3. Saudação 4. Público-alvo 6. Estrutura da mensagem 7. Grafia 8. Destaque do assunto 5. Linguagem Você é a imagem da empresa Erros de português Conteúdo indevido Diminua o risco de má interpretação Abaixo um texto da Revista Educativa – a revista do professor (p.28, Ano I nº2)
Na maioria das vezes, as pessoas só se dão conta do problema de não saber falar e escrever corretamente quando perdem grandes oportunidades. E aí, em alguns casos, umas buscam os livros e retomam os estudos; enquanto que, outras, nada fazem para melhorar, sem perceber que o domínio da língua é uma exigência geral que independe da área de atuação de cada um. É certo que nossa língua não é fácil e o ensino é falho, porém, por muitas vezes, nós insistimos com vícios linguísticos por puro comodismo ou até para não sermos tachados de “chatos” ou “metidos a intelectuais”. Apesar de tudo isso, quando ouvimos uma frase que fere nossos ouvidos, imediatamente corrigimos ou rotulamos a pessoa que a emitiu, sem notar que, também cometemos erros. É adjetivo, portanto concorda com o substantivo a que se relaciona em gênero e número.
Exemplos: Os documentos comprovam os fatos defendidos pelo autor.
Vão as listas dos cursos.
Obs.: A forma também é válida, mas nesse caso ela funciona como advérbio, ou seja, sem feminino, nem plural.
Exemplo: Os documentos seguem .


É adjetivo, portanto concorda com o substantivo a que se relaciona em gênero e número.
Exemplo: A relação de aprovados indica o nome daqueles que obtiveram nota máxima.


a) Como adjetivo – significa igual, idêntico, conformado e, no plural, se flexiona.
Exemplo: Estamos com a vontade de Deus.
Os relatórios estão (ou são) .
b) Equivalendo a de acordo, segundo, consoante, tem valor de preposição e permanece invariável.
Exemplo: Todos agiram a lei.


Podem ser:
a) Essas locuções permanecem invariáveis quando o sujeito não está determinado pelo artigo ou por certos pronomes.
Exemplo: Fruta é para a saúde.
Bebida alcoólica não é para o fígado.
É coragem.
Não foi muita força para erguê-lo.
É entrada de pessoas estranhas.
É cautela diante de algumas reações dos alunos.
b) Havendo determinação do sujeito, efetua-se a concordância normalmente.
Exemplo: A fruta (ou esta fruta) é muito .
É a colaboração de todos.
É a invasão nesta propriedade.
É a entrada de pessoas estranhas.
Seriam outros funcionários nesta unidade de saúde.


Sua classe gramatical é preposição, portanto, invariável.
Exemplo: Todos foram nomeados técnicos, dois.


a) Usado como advérbio, caso em que corresponde a ‘um pouco’, não varia.
Exemplos: A moça está nervosa.
Existem alunos que são barulhentos enquanto falamos.
Elas ficaram assustadas.
b) É variável quando é:
Substantivo: os de comunicação.
Adjetivo: a palavra meio modifica um substantivo e deve concordar com ele.
Exemplos: Tomamos garrafa de vinho.
Os meninos tomaram apenas dois copos de leite.
Adjetivo formador de substantivos compostos: -estação, -idade, -volta, os -fios,
-termos.
Obs.: -dia, dia: têm significados diferentes.
Exemplo: Costumo almoçar ao -dia (= às doze horas do dia).
Trabalhei só dia. (= a metade do dia).
Referente à expressão -dia e – esta é a expressão correta, e não -dia e . Subentende-se a palavra hora: -dia e (hora).


É um advérbio, em nenhum caso esta palavra pode flexionar. A forma que encontramos várias vezes não existe.
Exemplo: As crianças comeram frutas no piquenique.


a) Como adjetivo é variável. Acompanhando um substantivo ou pronome, como palavra de realce, com estes deve concordar.
Exemplos: Os meninos faziam os seus brinquedos.
As mulheres levaram os filhos consigo .
O filho conseguiu emprego por si .
b) Como advérbio é invariável. Permanece invariável quando equivale a:
Até: Eles chegaram a intimidar os convidados.
Realmente, de fato: A casa está abandonada. As pulseiras são de ouro?
c) A palavra mesmo pode ainda aparecer na frase como:
Substantivo, com sentido de “coisa igual”.
Exemplo: Para ele, oferecer ajuda é o que ignorá-lo.
Palavra expletiva, reforçativa de advérbios de tempo e de lugar.
Exemplos: Amanhã pagarei a dívida.
Fique aqui !
Parte de locução concessiva.
Exemplos: que todos o critiquem, ele não entregará o cargo.
A viagem não era apropriada, assim decidiram ir.


É forma adjetiva e, portanto, sempre variável tanto em gênero como em número.
Exemplos: , disse a moça.
pela atenção, salientou o cliente.
pela ajuda! (duas ou mais mulheres agradecendo). Sabe-se que esta forma não é usual, porém está correta.


Forma do particípio passado do verbo quitar. Quite tem singular e plural e deve concordar com o sujeito da oração.
Exemplos: Os alunos estão com a mensalidade da formatura.
Estava com meus compromissos.


a) Como adjetivo, significa sozinho, único, solitário e varia em número.
Exemplos: Aquela menina está .
As duas idosas moram .
Conseguiram vencer por si .
b) Como advérbio, corresponde a somente, unicamente, apenas e não se flexiona.
Exemplos: Aquele advogado quis ajudar seu colega de profissão.
os dois técnicos aceitaram a proposta.
Eles não se afogaram porque o bombeiro chegou rápido.
c) Ainda há a locução adverbial a sós, que significa sem mais companhia, que é invariável.
Exemplos: O sacerdote ficou a .
Os consultores ficarão a .


Numeral é a classe gramatical da palavra ambos. A ideia de dois já se acha embutida na palavra. Evitar as expressões: e , a não ser em caso de ênfase.
Exemplo: João e Paulo são irmãos; trabalham na mesma empresa. 5.1. CASOS PRÁTICOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL 5.2. LÍNGUA PORTUGUESA - DIFICULDADES E DUVIDAS FREQUENTES O “a” indica o que vai acontecer (tempo futuro)
Exemplo: Ele sairá daqui a dez minutos.
“Há” se refere ao que já aconteceu (tempo passado)
Exemplo: Ele saiu dez minutos.
Quando é forma do verbo haver.
Exemplo: Não meninos inscritos para a vaga.


“A par de” significa ciente de. Em geral se usa com o verbo estar.
Exemplo: Estava do fato.
“Ao par de” indica título ou moeda de valor idêntico.
Exemplo: Foi feito o câmbio .


“A princípio” tem conotação temporal, equivale a no começo, no início, no princípio.
Exemplo: , éramos todos estudantes, mas, depois, tornamo-nos concorrentes.
“Em princípio” implica numa tese ou num resumo, teoricamente, antes de qualquer consideração.
Exemplo: , eu não frequento lugares que impulsionem ao consumo exagerado.




Escreve-se porque quando:
a) é conjunção causal.
Exemplo: Ela conseguiu a aprovação estudou.
b) é conjunção explicativa, equivalendo a .
Exemplo: Ela devia estar com frio, tremia.
c) a pergunta propõe uma causa possível, limitando a resposta a ou :
Exemplo: O preso fugiu subornou o guarda?
Poucos foram à praia. Será ventava?

Grafa-se porquê quando é substantivo, sinônimo de causa, motivo, razão, acentuando-se por ser, nesse caso, palavra tônica.
Exemplo: Ignora-se o de muitos fenômenos.

Escreve-se por que, em duas palavras, quando:
a) significa pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, caso em que a palavra é pronome relativo.
Exemplos: Não revelou o motivo não compareceu à reunião.
Grandes são as transformações por que vêm passando as cidades.
b) equivale a por qual, por quais, sendo o pronome indefinido.
Exemplo: Quis saber motivo raspei o cabelo.
c) é possível subentender uma das palavras motivo, causa, razão, sendo então advérbio interrogativo.
Exemplos: raspou o cabelo?
abatem as árvores?
Eis aí os livros dele são bem vendidos.
d) é parte de um título, como: a cólera mata. / cobiçam a Amazônia.

Grafa-se no final da frase ou depois de pausa acentuada, devendo-se acentuar o por ser, nesses casos, palavra tônica.
Exemplos: Os dois se hostilizam ?
Interrogados, não quiseram dizer .
Estava no meio daquela multidão sem saber .
Sem saber , procurava a proteção que lhe faltara quando criança.


a) Como interjeição exclamativa (seguida de ponto de exclamação).
Exemplo: ! Você ainda está aí parado?
b) No final de frase.
Exemplo: Medo de ?
c) Quando substantivo.
Exemplo: “A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem sempre um de proibido....” (Mário Quintana)


Nos demais casos, usa-se a forma .
Exemplos: Lá de cima – exclamou. violência!
A madrinha dera-se conta de eu fora embora momentos antes.


Quando der para trocar por caso não, sem mudar o sentido.
Exemplos: comprares roupa adequada, não irás ao aniversário.
(Caso não comprares roupa adequada, não irás ao aniversário).
(Caso não compres roupa adequada, não irás ao aniversário).


Usa-se nos demais casos. Há muitas outras acepções.
a) A não ser
Exemplo: Não fale quando for preciso.
b) Mas
Exemplo: Não quero ofender, orientar.
c) Defeito, falha, imperfeição
Exemplo: Percebemos um no teste do aparelho auditivo.
d) Mais do que
Exemplo: Aquele ator não é um figurante no filme.
e) Mas também
Exemplo: Eu não realizo cursos somente para a escola, para a vida.
f) Caso contrário
Exemplo: Corra, perderás o ônibus.


Significa sobre. Exemplo: Falou-se Revolução Francesa.
(Falou-se sobre a Revolução Francesa.)


A cerca de significa perto de, aproximadamente a. Indica tempo que ainda não passou e distância.
Exemplos: Estávamos dez minutos para o início da reunião.
Santa Maria fica 300 quilômetros daqui.


Há cerca de indica tempo que já passou ou quantidade.
Exemplos: A sessão terminou quinze minutos.
400 livros nesta escola. (Existem perto de 400 livros nesta escola.)


A cerca é a cerca mesmo, ou seja, é substantivo.
Exemplo: Ele pulou a e estragou a roupa.


Não existe seje nem esteje (com no fim). O certo é usar sempre no final dessas pessoas verbais:
Que eu
Que tu
Que ele
Que eu
Que tu
Que ele



Esses pronomes podem se apresentar em:
Próclise (antes do verbo)
Quando houver :
a) negação:
Exemplo: Não falei isto.
Ninguém disse nada.
Jamais enganei.
Negação: não, ninguém e jamais.
Exceção à regra: Quando houver negação e esta estiver indicada pela vírgula.
Exemplo: Não trago-lhe logo.
b) pronome relativo, interrogativo ou exclamativo:
Exemplo: Encontrei os textos de que falei.
Que direi?
Quanto custa!
c) conjunção subordinativa:
Exemplo: Quando vir, contarei tudo.
Voltaram porque interessava.
Conjunção subordinativa: quando, porque.
d) advérbio:
Exemplo: Hoje l mando as fotos da festa.
Muito agradou a aprovação.
Advérbio: hoje, muito.
Exceção à regra: Quando houver advérbio e estiver indicado pela vírgula.
Exemplo: Aqui trabalha-se com dedicação.
Advérbio: aqui.
Em orações que indicam desejo:
Exemplo: Deus ajude!
Raios partam!
Bons ventos levem!
Com um verbo no infinitivo flexionado:
Exemplo: Insistiu para dizerem a verdade.
Deus criou as almas para salvarem.
Com um verbo no gerúndio precedido pela preposição em:
Exemplo: Em tratando de eventos, pode contar com a nossa empresa.
Verbo no gerúndio: tratando.
Preposição: em.
Mesóclise (no meio do verbo)
Usa-se com o futuro do presente ou futuro do pretérito do indicativo. É obrigatória no início da oração; facultativa quando não há palavra que obrigue a próclise:
Exemplos: Encontrar- -ei uma solução. (futuro do presente)
Uma solução encontrar-l -ei.
Uma solução l encontrarei. (caso facultativo)
Encontrá- -ia se pudesse. (futuro do pretérito)
Não direi nada. Jamais pagará. (embora os verbos estejam no futuro do presente, existem as palavras de negação – não, jamais – que exigem próclise).
Ênclise (após o verbo)
No início do período, sempre:
Exemplo: Expliquei-l todo o processo.
Com verbos:
a) no imperativo:
Exemplo: Augusta, diga- a verdade.
b) no gerúndio sem estar precedida por em:
Exemplo: Voltou trazendo- boas notícias.
Verbo gerúndio: trazendo.






a) Pronome demonstrativo refere-se:
ao que será mencionado:
Exemplo: O percentual de aprovação da turma foi : 62%.
ao momento presente:
Exemplo: A decisão passa a valer semana.
à posição espacial correspondente a aqui:
Exemplo: A briga ocorreu local.
à pessoa que fala ou ao remetente:
Exemplo: contrato é bastante confuso. (O contrato deve estar nas mãos de quem diz a frase ou próximo de quem diz a frase).
b) Pronome demonstrativo refere-se:
ao que foi mencionado.
Exemplos: A FAS divulgou o índice de satisfação dos cursos ofertados: 82%. índice vai ao encontro das expectativas dos coordenadores.
Em 2005, a empresa aprendeu a reduzir custos. A assessoria foi implantada n ano.
à noção de tempo passado ou futuro:
Exemplos: O projeto foi implantado ano. (Anteriormente, o redator deve ter mencionado uma data passada e faz referência a ela).
O projeto será implantado ano. (Anteriormente, o redator deve ter mencionado uma data futura e faz referência a ela).
c) Pronomes demonstrativos referem-se:
à terceira pessoa (ele/ela/nós);
ao passado que consideramos remoto;
ao que está lá.
Esse conceito vale para , etc.


é uma combinação de pronome relativo e preposição. admite como antecedente um fato, uma circunstância, um lugar. Pode ser usada em substituição ao pronome relativo onde.
Exemplos: Trata-se de uma reunião, todos devem falar pouco.
Rio de Janeiro é a cidade, ocorre muito carnaval!
Os pronomes não são seguidos de artigo. As formas “
” não existem.
Exemplos: Serão anulados os projetos, dados estiverem incompletos.
Serão desconsideradas as tabelas, informações estiverem alteradas. A / Há A par de / ao par de A princípio / Em princípio Sobre o uso de porque (e variações), conforme Dicionário de dificuldades da Língua Portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla (2007, p. 330 – 331) Uso de Quê Uso de Que Se não (separado) Senão (junto) Acerca de A cerca de (separado) Há cerca de A cerca Seja/esteja Colocação dos pronomes pessoais átonos: Trata-se da colocação dos pronomes me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes. Uso dos pronomes demonstrativos Uso dos pronomes relativos Anexo Incluso Conforme É bom, É preciso, É proibido, É necessário. Exceto Meio Menos Mesmo Obrigado Quite Só Ambos anexo anexas em anexo em anexo inclusa conformes conformes conforme bom bom necessário preciso proibido preciso boa necessária proibida proibida precisos exceto meio meio meio meios meia meios meia meia meia meios meios Meio meio meio meio meio meia meio meio meia meio eio menos menas mesmos mesmas mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo Mesmo mesmo mesmo Obrigada Obrigado Obrigadas quites quite só sós sós só Só só sós sós ambos os dois ambas as duas ambos a há há a par ao par A princípio Em princípio Porque Porquê Por quê (separado) Por que (separado) porque porque porque porque porquê por que por que Por que Por que por que por quê por quê por quê por quê pois sim não que que por que Por que Por que que Quê quê quê que Que que Se não senão senão senão senão senão senão acerca da a cerca de a cerca de há cerca de Há cerca de cerca cerca e a seja sejas seja esteja esteja estejas antes do verbo lhe me a , lhe lhe me a lhes lhe lhe , o o te lhe se se lhe lhe lhe lo lhe lhe lhe me nos Observações:
É livre a colocação quando não houver obrigatoriedade de próclise, ênclise ou mesóclise. Na língua culta, a preferência é pela ênclise (pronome pessoal átono após o verbo). este este nesta neste Este esse Esse nesse nesse nesse aquele(s), aquela(s), aquilo(s) naquele, daquele, naquilo, daquilo Em que Em que em que em que cujo, cuja, cujos, cujas cujo o, cuja a, cujos os, cujas as cujos cujas
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