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Amor é um fogo que arde sem se ver

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by

Marta Custódia

on 23 January 2016

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Transcript of Amor é um fogo que arde sem se ver

Tema:
"o amor" - um sentimento contraditório, que nós humanos temos tendência a procurar.
Sendo que este é retratado na busca de uma definição do mesmo, algo que se viria a revelar-se impossível
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
O soneto
1ª Quadra
Amor é um fogo que arde sem se ver;
A
É ferida que dói, e não se sente;
B
É um contentamento descontente;
B
É dor que desatina sem doer.
A

rima
interpolada
e rima
emparelhada
.

A 1º quadra explicita o amor enquanto um sentimento, através da utilização de antíteses, tais como, o fogo que arde mas por sua vez não se vê, a ferida que dói apesar de não se sentir, o contentamento que ao mesmo tempo é descontente, e a dor que não dói.
Pintura relacionada com a obra
pintura de cornelis de vos, intitulada de "Apolo e Dafne"
Análise do poema
O poema encontra-se dividido em 2 momentos, um primeiro momento onde o poeta enuncia 11 maneiras diferentes de intrepertar a definição de amor (v.1 - v.11), e um segundo momento em que o poeta apresenta uma pergunta retórica onde é introduzida a ideia de que o amor é um sentimento contraditório.

É também a partir da utilização da palavra amor no início e no fim do poema que o poeta expressa a sua vontade em falar deste tema, o que por sua vez favorece a circularidade do mesmo.
Luís Vaz de Camões
Amor é um fogo que arde sem se ver
2ª Quadra
1º Terceto
2º Terceto
É um não querer mais que bem querer;
A
É um andar solitário entre a gente;
B
É nunca contentar-se e contente;
B
É um cuidar que ganha em se perder;
A

rima
interpolada
e rima
emparelhada
.

A 2ª quadra tende a demonstrar o ponto de vista de quem ama, onde também predomina a utilização de antíteses devido ao próprio significado de amor, como podemos observar, quando o poeta enuncia que não quer mas que ao mesmo tempo também quer, quando fala de um andar solitário mas acompanhado de muita gente, de nunca se contentar mas ao mesmo tempo estar contente, e quando o mesmo compara o ganhar ao perder.
É querer estar preso por vontade;
C
É servir a quem vence, o vencedor;
D
É ter com quem nos mata, lealdade.
C

rima
interpolada
com o 2ºterceto.

No 1º terceto é existente uma relação subentendida entre duas pessoas, tal como podemos observar no decorrer do mesmo, pois no 1º verso deste, podemos entender que se está preso a alguém, no 2º que se serve um vencido, e por último no 3º que se é leal a quem nos mata.
Mas como causar pode seu favor
C
Nos corações humanos amizade,
D
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
C

rima
interpolada
com o 1ºterceto..

No 2º terceto é acentuada a ideia que já tinha sido estabelecida na 1ª quadra, essa mesma, relativa ao facto do amor ser algo contraditório e complexo, como podemos constatar no último verso do mesmo: " Se tão contrário a si é o mesmo Amor?".
Análise da pintura
Música
Trabalho realizado, por:
Joana Cachopo, nº9;
José Faria, nº10;
Lino Almeida, nº11;
Marta Custódia, nº13;
Paulo Gomes, nº14.






Disciplina: Português
Professora: Paula Martins
Escola Secundária de Alcácer do Sal
Broken Strings -
James morrinson e Nelly Furtado

A música enquadra-se no contesto do poema devido a esta também transmitir o significado de "amor", ou seja algo difícil de ser feito, tal como Camões retrata no seu poema em que afirma que o "amor" é um sentimento controverso.
A pintura retrata a história de amor vivida entre Apolo e Dafne, que teve origem na mitologia grega, sendo que Apolo era um dos deuses do Olimpo, considerado um dos mais belos.
A história começa quando Apolo mata uma serpente que aterrorizava toda aquela população. Cupido depois de tal acontecimento decidiu pregar-lhe uma partida. Foi então que este lançou uma seta de ouro a Apolo o que fez com que este se apaixona-se por Dafne, mas Cupido lançou a esta uma seta de chumbo o que fez com que esta não sentisse o mesmo por Apolo.
Foi então que Dafne desesperada pediu a seu pai para não deixar que Apolo ficasse com ela, e por esse motivo quando Apolo finalmente lhe ia tocar que esta se transformou numa árvore, mais propriamente num loureiro.
E é por isso que escolhemos esta pintura devido ao facto de aqui estar retratado a questão que é abordada por Camões no seu poema
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