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Projeto Lixo Zero e a Pedagogia Inaciana: uma parceria em favor da vida

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Louisa Schröter

on 29 May 2015

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Transcript of Projeto Lixo Zero e a Pedagogia Inaciana: uma parceria em favor da vida

Por ser a Pedagogia Inaciana profundamente ética e ambiental (SIQUEIRA, 2005, p. 91), a Companhia de Jesus buscou responder a esses desafios, através de recente documento endereçado às obras espalhadas pelo mundo, conclamando jesuítas e leigos a se unirem em prol de Curar um Mundo Ferido (SECRETARIADO, 2011). O documento enfatiza a necessidade de reconciliação com a criação através do diálogo entre fé e justiça e na manutenção do diálogo intercultural e inter-religioso.


A nova pedagogia jesuítica pretende preparar um aluno (homem) novo que, mediante a ação, exerça uma transformação na sociedade em prol dos indivíduos excluídos, injustiçados ou marginalizados pelo sistema. A postura do novo aluno vai ao encontro da nova metodologia pedagógica de uma visão dialética do mundo que busca libertá-lo de “falsos valores, pressupostos e preconceitos, levando-o à descoberta das implicações humanas do seu aprendizado, a realizar programas de serviços” (KLEIN, 1997b, ps. 50-51, apud MARTINS, 2009, p.407).

Propõe, também, que as obras se comprometam concretamente com a cura do mundo em que vivemos através de atitudes responsáveis vinculadas ao aumento da consciência dos fatores que levam à crise ambiental, aumento de nossa motivação espiritual e, aumento de nosso compromisso com programas, projetos, ações e atividades estratégicas em nível local, nacional e global.
A partir dos pressupostos da Pedagogia Inaciana busca-se explorar temáticas contundentes que subsidiem o desenho de matrizes curriculares inspiradas no carisma inaciano e no desafio de estabelecer relações mais equilibradas com o meio ambiente através do desenvolvimento de propostas concretas de intervenção ambientais.
Devemos pensar numa escola que promova o aprendizado da sustentabilidade, a fim de se ensinar a importância de atitudes de preservação, para que as gerações futuras não sofram com a destruição ambiental. Para isso é fundamental criar a responsabilidade social em nossos alunos.

Presença, através de ações significativas, nos principais eventos do calendário escolar

CONCLUSÕES FINAIS
As práticas de reciclagem estimuladas pelo Projeto Lixo Zero não são suficientes para nos avalizar e nos livrar de nossas responsabilidades. Antes de sugerir a reciclagem como solução, devemos repensar sistemicamente os processos produtivos e educativos que caracterizam nossa sociedade.


DIFERENCIAR DESEJO DE NECESSIDADE
Empreender em uma educação mais crítica e reflexiva e comprometer-nos com ações efetivas de combate à pobreza e às injustiças sociais.
Adoção de estilos de vida mais simples
Resposta ao convite para a atuação das instituições jesuítas ao redor do mundo e seu engajamento nas questões ambientais
CONCEITUAR CONSUMISMO, INCENTIVANDO O CONSUMO CONSCIENTE
Os princípios que inspiram as ações nas escolas e instituições jesuítas não podem descuidar do compromisso com a vivência de uma fé que se manifesta no dom da vida e no cuidado com a criação.
Todas essas ações espelham o modo inaciano de educar. Os processos educativos no projeto Lixo Zero são personalizados e apontam para uma formação integral da pessoa humana, buscando contribuir para impulsionar a mudança, concretizada na instituição pela espiritualidade e pedagogia inacianas. Esses processos educativos são coerentes com as orientações dos documentos da Companhia de Jesus almejam o desenvolvimento integral e a promoção de valores e conectam a instituição educativa com o contexto e a realidade concreta da comunidade social na qual está inserida.
Esse artigo faz uma reflexão a respeito da implantação do Projeto Lixo Zero no Colégio Catarinense, Florianópolis, Santa Catarina, escola vinculada à Rede Jesuíta de Educação. A gestação da proposta e sua implementação buscam corroborar com os ideais jesuítas de cuidado com o meio ambiente, ao mesmo tempo em que se vinculam às preocupações contemporâneas com a sustentabilidade ambiental e equilíbrio do planeta.
Formação permanente da Comunidade Educativa em relação aos pressupostos teórico-metodológicos envolvidos na proposta
A espiritualidade inaciana e a Ecologia conversam (CARVER, 2011)
"A espiritualidade inaciana nos pede que sejamos muito conscientes do meio ambiente em nossa vida de cada dia, passando do sentido de mera gestão da Terra a uma aliança mais profunda, para sentirmo-nos membros da criação"
(CARVER, 2011).
"Esta perspectiva reconhece que temos uma relação com o Deus encarnado e que, por conseguinte, devemos consideranos unidos com toda a criação, não só biológica, senão espiritualmente. Este ponto de vista pede uma conversão ecológica, mediante a qual abordemos a crise meio-ambiental reconhecendo novamente nossa relação com toda a criação. Esta comunhão redescoberta permite-nos superar o modo abstrato de pensar as coisas e conhecer os laços que há entre Terra e Céu, Espírito e Matéria" (CARVER, 2011)
O projeto prevê ações em três frentes de trabalho distintas
Nas metodologias de ação do Projeto Lixo Zero, incluem-se os 3 Rs da Agenda 21, documento elaborado pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Humano, conhecida como Rio 92. Dessa forma, nas iniciativas práticas inserem-se atitudes relacionadas aos conceitos de reduzir, reutilizar, reciclar. Com a atualização dos cenários contemporâneos e seus desafios, o projeto tem incorporado ainda, em suas premissas operacionais, as iniciativas relacionadas ao repensar, recusar e responsabilizar.
As ações relacionadas ao projeto estão voltadas para áreas de atuação na escola intimamente ligadas à qualificação da matriz curricular, práticas educativas concretas e gestão eficaz dos resíduos sólidos produzidos pela comunidade educativa, composta por alunos, professores, colaboradores, externos e famílias.
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E
PEDAGOGIA INACIANA:


uma parceria em favor da vida
Aluna: Louisa Carla Farina Schröter
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Carin Klein

Gestão ambiental e aparelhamento do espaço físico
O presente artigo apresenta a educação ambiental como fundamental para o exercício da cidadania democrática e focaliza a escola como espaço privilegiado para a concretização de conceitos e práticas ambientais potencialmente transformadoras.
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