Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Prática Profissional IV

No description
by

Alex Zzz

on 27 September 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Prática Profissional IV

Prática Profissional IV
História do livro e dos recursos didáticos
Como tema de pesquisa

Alguns aspectos importantes: sobre o objeto de estudo

História dos usos do didático
O livro didático como um documento histórico
Como assim? O que significa isso?

Como pensá-lo dessa maneira?
A dimensão didática do texto histórico
Prática Profissional IV: Sumário
Produção de materiais didáticos
Prática Profissional IV: Produção de Materiais e Recursos Didáticos em História

Ou seja, bem resumidadmente, o foco dessa disciplina é pensarmos o "didático", sua utilização e sua construção

E isso envolve uma série de discussões, umas mais teórico-conceituais, outras mais práticas
Aspectos preliminares do curso

Introdução à prática profissional IV

História do livro e dos recursos didáticos

O livro didático como um documento histórico

A dimensão didática do texto histórico

A função do material didático em História

O lugar e o papel do livro didático

Legislação e políticas para a educação: análise dos PCN’s e PNLD

O papel das imagens no didático

Ementa, avaliação, cronograma, atividades

EMENTA e PLANO DE TRABALHO estarão disponíveis no Eureka até a próxima semana

A avaliação contará com uma série de atividades, todas dispostas no PLANO DE TRABALHO (assim como cronograma e demais atividades)

PRIMEIRA PARTE
: discussão e fundamentação
SEGUNDA PARTE
: prática
Teremos algumas aulas teóricas, outras mais práticas (oficinas, trabalhos em grupo, visitas técnicas, observação)

Desenvolvimento conjunto de um
instrumento de observação

Na sequência teremos o
Estágio de Observação

Depois das observações, faremos os
seminários de apresentações das observações

Por fim, utilizaremos todo esse background numa última etapa que é da
oficina de elaboração
Instrumento de observação

Pesquisar e refletir sobre critérios, questões, aspectos importantes para elaboração do instrumento de observação

Claro, com o foco no didático e nos temas que desenvolveremos ainda

É um conjunto de questões, aspectos, itens, relevantes para a observação à ser desenvolvida
Estágio de observação

Consiste em
5 aulas
observadas DE HISTÓRIA

Trabalhos desenvolvidos em grupo, com relatório individual de cada experiência, mas anexadas em um mesmo relatório global do grupo

As observações e mesmo os grupos devem contemplar o maior leque de possibilidades, em termos de espaços educacionais diferentes: escola pública e particular, confecional e laica, cursinho pré-vestibular, ensino fundamental (3º e 4º ciclos), ensino médio, escola rural, escola urbana, etc.

As observações irão ocorrer em outubro, mas haverá toda uma preparação e orientação que as antedecederão. Qualquer dúvida, devemos resolver nesse período do mês de agosto e setembro
Seminários de apresentação

É o momento de trocarmos experiências

Cada grupo e cada aluno irá apresentar a sua experiência, com base também no instrumento de observação, além de aspectos que lhe chamaram a atenção ou que mereçam debate e aprofundamento

As apresentações ocorrem logo na sequência das observações, nas semanas seguintes, para não perdermos nada
Oficina de elaboração

Última das quatro etapas da segunda fase de trabalhos no curso

Buscaremos colocar em prática tudo aquilo que aprendemos e discutimos ao longo do curso, fundamentando nossas experiências em uma tentativa priliminar e protótipa de elaboração de material didático
O que é "DIDÁTICO"?


E o que é um "RECURSO DIDÁTICO"?


Livro didático?
A palavra didática vem da expressão grega
techné didaktiké
, que traduz-se como a
arte ou técnica de ensinar

É a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica

Estuda os processos de ensino e aprendizagem

Jan Amos Komensk, mais conhecido por
Comenius
, é reconhecido como o pai da didática moderna, e um dos maiores educadores do século XVII
Os elementos da ação didática são:

o professor


o aluno


a disciplina (matéria ou conteúdo)


o contexto da aprendizagem


as estratégias metodológicas
Resumindo: a didática é essa área ou faceta pedagógica (portanto, envolvida em toda licenciatura) que se destina a pensar, construir e implementar técnicas, metodologias, modos, jeitos, etc., que
se destinem a melhorar a relação ensino-aprendizagem
Século XVII - Comenius - Didática moderna

Até os anos 20, no Brasil -
Escola tradicional
(crianças são adultos em miniatura, ensino enciclopédico)

Entre os anos 20 e 50 -
Escola Nova
(humanista e focado nos interesses da criança)

Entre os anos 60 e 80 -
Ensino tecnicista
(voltado para o formação para o trabalho)

Anos 90 até os dias atuais - Educação volta-se para o foco na interrelação entre docente e discente -
Aprendizagens significativas
Outras ideias ou teorias didáticas interessantes:

Educação Expressiva

Pedagogia do teatro

A ideia de "tríptico didáctico"

Engenharia didática
PESQUISEM PARA A PRÓXIMA AULA
"O material didático pode ser definido amplamente como produtos pedagógicos utilizados na educação e, especificadamente, como o material instrucional que se elabora com finalidade didática"

>>> Denise Bandeira. Materiais Didáticos.
Os recursos podem ser classificados quanto ao suporte e ao uso das mídias:
RECURSO DIDÁTICO
IMPRESSO
Livros
Apostilas
Gibis ou HQs

???
AUDIOVISUAL
Filme
Documentário
Podcast
Áudio-aula
Vídeo-aula

???
NOVAS TECNOLOGIAS
QUAIS?
Neste caso, o LIVRO DIDÁTICO é apenas um dos possíveis recursos didáticos a serem utilizados em contextos de ensino

É o mais conhecido e possivelmente o mais utilizado ainda hoje

Mas existe uma infinidade de outras possibilidades, em se tratando de RECURSOS DIDÁTICOS
Livro didático é apenas uma das
formas
que um material/recurso didático pode assumir

Da mesma forma, temos o principal e mais utilizado
suporte
para o didático: o impresso

Certamente são os mais utilizados ao longo da história da educação, mas existem outros tipos e suportes para o didático (não apenas o livro impresso)
Como tema e objeto de pesquisa, o livro didático (ou os recursos de um modo geral) começou a despertar interesse dos pesquisadores apenas nos últimos 30 ou 40 anos - ANTES ERA NEGLIGENCIADO

Várias possibilidades de pesquisa, para quem gosta e está pensando no TCC
Alain Choppin, pesquisador francês da história do livro e das edições didáticas, pensa seu objeto de estudos da seguinte forma

Possuindo uma complexidade difícil de desdobrar
Possuindo múltiplas funções
Coexistindo com outros suportes educativos
Envolvendo uma diversidade de agentes
A
complexidade
se deve ao entrecruzamente do três gêneros que participam, cada um a seu modo, do processo educativo:

a
literatura religiosa
de onde se origina a literatura escolar, da qual são exemplos, no Ocidente cristão, os livros escolares laicos “por pergunta e resposta”, que retomam o método e a estrutura familiar aos catecismos
a
literatura didática, técnica ou profissional
que se apossou progressivamente da instituição escolar, em épocas variadas — entre os anos 1760 e 1830, na Europa —, de acordo com o lugar e o tipo de ensino

a
literatura “de lazer”
, tanto a de caráter moral quanto a de recreação ou de vulgarização, que inicialmente se manteve separada do universo escolar, mas à qual os livros didáticos mais recentes e em vários países incorporaram seu dinamismo e características essenciais
Essas categorias não se excluem, mas se interpenetram

Por isso é difícil estabelecer quando começa uma e termina a outra
O estudo histórico mostra que os livros didáticos exercem
quatro funções essenciais
, que podem variar consideravelmente segundo o ambiente sociocultural, a época, as disciplinas, os níveis de ensino, os métodos e as formas de utilização

Função referencial:
referente ao currículo, ao programa; ele constitui o suporte privilegiado dos conteúdos educativos, o depositário dos conhecimentos, técnicas ou habilidades que um grupo social acredita que seja necessário transmitir às novas gerações
Função instrumental
: o livro didático põe em prática métodos de aprendizagem, propõe exercícios ou atividades que, segundo o contexto, visam a facilitar a memorização dos conhecimentos, favorecer a aquisição de competências disciplinares ou transversais, a apropriação de habilidades, de métodos de análise ou de resolução de problemas, etc.
Função ideológica e cultural
: função mais antiga; no século XIX se aprofunda, com o desenvolvimento dos estados nacionais e dos sistemas educativos;

Se tornou um dos vetores da nacionalidade, um símbolo nacional subjacente à bandeira e ao hino

Instrumento da construção de identidades, de doutrinação e aculturação
Função documental
: presente apenas recentemente e em alguns contextos muito especiais, onde os professores possuem um nível privilegiado de formação, onde os alunos possuem um certo nível de autonomia

Nesta função, o livro, por fornecer um conjunto de documentos e imagens, é capaz de produzir e desenvolver o espírito crítico no aluno, através da confrontanção e observação das informações ali contidas
O livro didático não é o único instrumento que faz parte da educação da juventude: a
coexistência
(e utilização efetiva) no interior do universo escolar de instrumentos de ensino-aprendizagem que estabelecem com o livro relações de concorrência ou de complementaridade influi necessariamente em suas funções e usos

O livro não passa mais a ter existência independente --> faz parte de um cenário multimidia
Desde a sua concepção pelo autor até o descarte pelo professor, passando por editoras, revisores, etc. uma infinidade de agentes colabora com o livro didático (ou com o didático, de forma mais geral)
CONCEPÇÃO
ELABORAÇÃO E REALIZAÇÃO MATERIAL
COMERCIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
CONSUMO, RECEPÇÃO E DESCARTE
ETAPAS NA TRAJETÓRIA DE VIDA
Um livro didático não é exatamente uma "janela para a realidade"

Existem silêncios

Existem coisas ditas de formas diferentes

Existe hipérbole

Existem eufemismos e exageros

Em geral, apenas consenso e nada de controvérsia
Uma vez que são destinadas a espíritos jovens, ainda maleáveis e pouco críticos, e podem ser reproduzidos e distribuídos em grande número sobre todo um território,
os livros didáticos constituíram-se e continuam a se constituir como poderosos instrumentos de unificação
, até mesmo de uniformização nacional, lingüística, cultural e ideológica

A regulamentação do livro didático é diferente e mais estrita do que a de outras obras escritas

Existe um contexto legal e regulador que inside sobre as várias das etapas de constituição do livro didático
“O livro didático, como observou Chris Stray, em 1993, é um produto cultural complexo... [que] se situa no cruzamento da cultura, da pedagogia, da produção editorial e da sociedade”.

Segundo Marc Ferro, “a imagem que fazemos de outros povos, e de nós mesmos, está associada à História que nos ensinaram quando éramos crianças. Ela nos marca para o resto da vida”
Momento de elaboração de projetos, desde o "estalo" inicial, a ideia de fazer um livro didático

Passando por toda a reflexão em torno do que será o projeto, quais princípios ele respeitará, qual faixa etária, etc.
É uma fase mais independente, onde o autor ou o grupo de autores tem maior liberdade para pensar e projetar o trabalho

Independencia no sentido de ausência de interferências externas

Embora em casos de projetos incomendandos ou participando de edital pública, nem sempre sejam ausentes de interferências
Fase de realização do projeto, onde os planos e as ideias saem do papel e se tornam papel
o.O

Claro, depende do tipo planejado de publicação (pode ser ebook ou material didático em outro suporte)
Aí já começam as interferências externas mais perceptíveis

Na fase de elaboração, se não for uma publicação bancada com recursos próprios, sempre tem a mão da editora ou de quem vai bancar a publicação

Há interferência inclusive no próprio design do livro, da disposição dos boxes, conteúdos, cores, imagens, etc.
Entra a fase mais capitalista do processo

Entram discussões envolvendo o preço do livro, a ambrangência na distribuição, se ele foi aprovado para participar de políticas públicas, etc.
Essa é a fase em que o autor ou autores perdem o controle sobre a obra (o filho sai de casa :) )

Ela irá inevitavelmente ser bem recebida por uns e mal recebida por outras

Professores podem aceitá-la ou recusá-la em aula

Os alunos podem girar o livro no dedo
É o momento em que o livro é enfim utilizado em um contexto de aula, seus conteúdos são lidos, estudados, refletidos

O autor não tem mais controle nenhum sobre o que irá acontecer com a leitura

Enfim, chega o momento em que ele se torna obsoleto
PORQUE um livro didático se torna obsoleto?

EM QUE MOMENTO ele pode ser descartado?
A História dos usos de recursos didáticos se confunde com a História da Educação e da Escola

Desde o momento em que o primeiro homem ensinou a primeira criança no paleolítico, utilizou-se algum tipo de recurso didático

Na Grécia antiga, na Roma antiga, utilizaram-se e escreveram-se textos destinados à educação
No interím desses dois momentos, surge a didática moderna, como uma área ou faceta da Pedagogia, surge com Comenius

Século XVII
O processo de massificação do ensino brasileiro motivou a transformação dos antigos manuais escolares nos modernos livros didáticos

Significando a passagem do autor individual à equipe técnica responsável

E a evolução de uma produção editorial quase que artesanal para a formação de uma poderosa e moderna indústria editorial
Um momento de guinada nessa história ocorre com a invenção e difusão da imprensa e das obras impressas

Ocorre uma padronização do livro utilizado para fins educacionais

Século XV
A próxima "revolução" ocorre com a implementação da escolarização obrigatória/compulsória

Com isso surge uma demanda por livros didáticos

Século XVIII e, principalmente, no XIX
A difusão da escolarização (e sua obrigatoriedade) vem de encontro à ascenção dos estados de tipo nacional

Mas também coordena-se com o Iluminismo e sua difusão

Com a gradativa laicização das sociedades ocidentais

Surge o Estado Moderno >>> absolutismos >>> surge o Estado Nacional
No Brasil o processo não é muito diferente, apenas ocorre de maneira um pouco retardatária

A escolarização pública começa a ganhar força, embora timidamente, a partir da segunda metade do XIX

A massificação do ensino no Brasil, só ganha corpo a partir da Era Vargas
Os anos 70/80 são o período da grande virada editorial no Brasil, no quesito "livro didático"

E os anos 90 e 2000, em certa medida beneficiados pelas leis e regulamentações, planos nacionais e estaduais, as editoras responsáveis pelos livros didáticos assistem a um gigantesco boom de publicações
Enfim, para quem desejar mais especificidade nessa discussão - história do livro didático no Brasil -, sugiro:

Décio Gatti Júnior
, estuda História do livro didático

Eni Orlandi
, analisa o discurso

Ernesta Zamboni
, estuda as estratégias editoriais

Circe Bittencourt
, analisa as práticas de leitura
Para uma discussão voltada para História do livro e da leitura:

Roger Chartier
e
Robert Darnton
são os maiores pesquisadores do assunto, cada um focando em uma abordagem diferente

O primeiro quer conhecer os desdobramentos da leitura do livro, os sentidos criados pelo leitor

O segundo se interessa pelas etapas da constituição material do livro, os efeitos de sua materialidade
Anos 60:
abordagem eminentemente política e oficializada, presente na maior parte das coleções didáticas da década de 1960 (com permanência em alguns textos até a década de 1990)

Anos 70/80
: influência de uma historiografia de base econômica nas décadas de 1970 e 1980 (com maior freqüência nas coleções voltadas para o ensino médio)

Anos 90
: ingresso de temáticas ligadas a História Cultural durante a década de 1990
Anos 60/70
: houve movimentos no sentido de extrema valorização do papel das imagens e ilustrações no material instrucional, em detrimento do texto escrito, as atividades programadas, os livros consumíveis etc. (décadas de 1960 e 1970)

Anos 80/90
: revalorização do texto em equilíbrio com imagens e outros recursos didáticopedagógicos, tais como boxes, mapas etc (décadas de 1980 e 1990)
A função do material didático em História
Dentro desse quadro retratado, qual é então a função do material didático em História?
O lugar e o papel do livro didático
Qual o(s) lugar(es) que o livro didático ocupa?

Há especificidades para cada lugar?

Qual o papel do LD em cada lugar?

Papel do mercado
O papel das imagens no didático
Existem várias razões para pensarmos e tomarmos o livro didático como documento histórico (como fonte):

O currículo
O contexto
O suporte
As atividades
Os elementos que o compõe
Etc.
Na perspectiva da História da Leitura, o livro didático é tomado como um objeto cultural, um produto

Por isso mesmo, como um documento histórico passível de ser estudado da mesma forma com que nos debruçamos sobre aquilo que usualmente chamamos "fontes"
Analisar criticamente os conteúdos, pensar o seu suporte material, sua faceta de produto comercial, seus usos e desusos por professores e alunos são algumas das formas de análise resultantes dessa constatação
Nas pesquisas históricas, principalmente aquelas situadas no campo da história cultural, essa complexidade tornou-se elemento central

Nesse sentido, responder questões sobre a utilidade prescrita do livro didático, sua materialidade, sua utilização prática e até sua relação com as políticas educacionais, levam à necessidade de expandir as análises recorrendo a outros tipos de documentos
Os livros didáticos são produtos de relações que ocorreram ao longo do tempo na sociedade e não objetos surgidos ao acaso
Enfim, pensar e tomar o livro didático como documento histórico (como fonte) é um movimento exercido atualmente em duas frentes:

Nas pesquisas em História
Na própria sala de aula do ensino básico
Na primeira frente, é razoavelmente claro quais são as possibilidades e as formas de trabalho

Na segunda frente, trata-se de uma abordagem recente que visa descontruir uma ideia mais ou menos arraigada no imaginário social: o livro é um objeto dotado de autoridade

Também visa o fomento da autonomia em crianças e adolescentes, na medida em que questiona o livro como fonte da verdade e dos conhecimentos
Nesse sentido, trabalha-se o livro didático como o objeto das reflexões

Não como a fonte das reflexões
Qual sentido?
Pode-se dizer que o conhecimento histórico, fruto de pesquisa, tem basicamente dois destinos:

O primeiro é pessoal
: busca-se o conhecimento histórico por prazer, por satisfação pessoal, para responder questões pessoais

O segundo é social
: mais amplo e mais nobre, pois busca extrapolar as necessidades pessoais e responder questões mais amplas, da própria sociedade
Neste segundo destino do conhecimento histórico, há a necessidade de transportarmos ou traduzirmos a explicação que nos satisfaz pessoalmente para uma explicação que satisfassa o maior número de pessoas possível

É aí que entra o papel da didática
Evidentemente, no processo de construção da explicação para um problema pessoal, não há a necessidade da didática, pois a explicação forjada por nós já é acessível e compreensível em sí mesma

No caso de uma explicação para outrém, necessitamos de clareza, organização, coerência, consistência
E a explicação pode estar em diferentes suportes

Pode ser falada (como quando o professor explica algo)

Pode ser escrita (como em um livro didático)

Pode ser através de imagens (como em uma hq)
Óbvio! Quando falamos, escrevemos ou desenhamos, estamos buscando (ou pensando) em um interlocutor (que pode ser nós mesmos, o nosso EU do futuro)

Por isso, pensamos nessas atividades de forma que a fala, o texto ou a imagem, não fique obscura demais, de forma que impeça seu entendimento
Dúvidas sobre as
aulas de observação
?

Nas última aula pedi para vocês desenvolverem e refletirem sobre nosso
instrumento de observações
: alguma dúvida sobre isso?
Quero que vocês antecipem nos grupos a discussão sobre o instrumento de observação: que é um conjunto de aspectos, critérios, práticas, etc. que devem servir de base às observações.

Pensem quais aspectos vocês precisam observar em detalhes:

a) na utilização do livro didático pelo professor
b) na utilização de outros recursos didáticos pelo professor
c) no livro didático especificamente e recursos didáticos que o professor utiliza
d) no contexto mais amplo de ensino, na escola
O
INSTRUMENTO DE OBSERVAÇÃO
irá contemplar então:

a) um conjunto de aspectos à ser observado

b) uma entrevista para fazer ao professor
Se a História possui uma função didática, claro, o livro didático é um recurso para tornar essa função operacional, assim como para tornar esse compromisso ético realizável com maior facilidade

Livro didático, como os outros recursos didáticos:

São auxiliares
São facilitadores
Retomando: a História e a didática estão ligadas em pelo menos dois sentidos:

a) a
História É didática
porque pode nos fornecer conhecimentos que nos auxiliam em nossa vida (de várias formas, dentro daquela discussão de METODOLOGIA sobre a função e importância da História) >>>
História é didática na sua própria FUNÇÃO

b) a
História PRECISA da didática
, para fazer-se entender para além do conhecimento individual

Para o conhecimento histórico ser um conhecimento socializado precisa ser didático em certa medida (existem gradações de didática) >>>
História deve ser didática como um COMPROMISSO ÉTICO
A função da História e o compromisso ético da História estão contidos no livro didático?
Cultura e Sociedade
Estado
Interesses Econômicos
Autor
Material Didático
Suporte didático
Aprendizagem se dá em um processo interativo: transmissão e transformação do conhecimento

Livros didáticos e realidade do aprendiz: necessidade de suplementar e adaptar

Diferentes vozes e autoridade

Centralidade do livro didático e centralidade no aluno

Caráter homogeneizante apresentado no livro

Livro didático: como aparelho ideológico do Estado e seu papel disciplinador

As distancias entre o aluno e o livro didático: natureza das atividades

Transparência: explicações do porquê das atividades

Concepções de aluno presentes nos livros
Escrita/autoria de livros didáticos, paradidáticos ou outros materiais didáticos

Empresas que operam no nicho editorial mais amplo (Positivo, Aymara):

Revisor
Consultor
Expositores
etc.

Consultoria externa
O livro não é um objeto neutro: participa de um contexto mais amplo

Responde à diferentes demandas e interesses: três consumidores básicos para o livro didático:
a instituição, o professor e o aluno

Mercado editorial: possibilidades profissionais

Alguns pontos para reflexão
O livro didático é uma mercadoria, como tal, sofre interferências variadas em seu processo de fabricação e comercialização. Editor-autor-técnicos gráficos-programadores visuais-ilustradores.

O livro didático como objeto da indústria cultural impõe uma forma de leitura organizada por vários profissionais e não exatamente pelo autor.

SEGUNDA PARCIAL
:

Atividades relacionadas às observações das aulas

Participação em mesa-redonda do dia 05/11 e relatório simples individual

Oficina de construção de material didática
Atividade da próxima aula
Designa a tripla dimensão ou a multidimensionalidade da didáctica: a didáctica investigativa, a didáctica curricular e a didáctica profissional

A primeira diz respeito ao trabalho do investigador nesta disciplina

A segunda refere-se à formação curricular, inicial e/ou contínua, em didáctica dos formadores e futuros formadores

A terceira, refere-se às práticas dos professores no terreno escolar
A Educação Expressiva se define pelo estímulo de expressões não verbais em contexto educativo, socio-educativo, em sala de aula ou em educação comunitária, com a finalidade de promover a formulação do conhecimento e o desenvolvimento de competências humanas
Concebe o trabalho do pesquisador similar ao de um engenheiro subdividindo os componente sem sala de aula, com o uso das sequências didáticas

O termo pode, também, ser usado para designar a aplicação planejada de uma sequência didática em um grupo de alunos
Atividade 1
:

Texto: CHOPPIN
1. Quais as funções essenciais que um livro didático cumpre? Explique-as.
2. Descreva como se caracteriza a análise dos conteúdos presentes nos livros didáticos?

Texto: BERGMANN
3. Explique cada uma das tarefas presentes na didática da História.
4. Quais as relações entre a didática da História e a ciência histórica.
Oficina 1
:
O processo de elaboração de um projeto de material didático

Momento 1
: trabalhos em grupos

Momento 2
: discussão dos resultados

Conclusão
: discussão teórica e sistematização
TERCEIRO PASSO
Qual tema irei trabalhar?
Preciso delimitar espacial e temporalmente.
História global, do Brasil, regional, do município, história integrada.

Como irei organizar os conteúdos?
Tematicamente: trabalho, cidadania, cultura, etc.
Cronologicamente: antiga/medieval/moderna/contemporânea.
Espacialmente: por continente, por país, por região.

Quais conteúdos mínimos?
Estipular o conjunto de conteúdos mínimos que deverão estar presentes no meu recorte.

QUARTO PASSO
A produção de um material didático sempre precisa ser cuidadosa em relação à linguagem de seus textos, qualquer que seja o nível curso ou o grau de escolaridade de seu público-alvo.

Definir o público alvo
:
quais séries, ensino fundamental, ensino médio.

Pensar na maneira como se escreverá o material didático
:
Privilegiar uma linguagem clara, objetiva e coloquial, adequada às características da clientela, especialmente quanto ao nível de escolaridade, idade e interesses.

Elaborar o texto de forma a dialogar o máximo possível com o aluno.

Pensar na articulação forma-conteúdo
.
OBJETIVOS DO MATERIAL DIDÁTICO
Ao iniciarmos o processo de concepção e produção de qualquer material didático, é necessário ter em mente os objetivos que pretendemos atingir com aquele material, junto ao público-alvo.

proporcionar os conhecimentos fundamentais para a compreensão crítica dos problemas e para a intervenção no contexto social, político e cultural em que eles são produzidos;

estimular a reflexão sobre os meios, recursos e estratégias de transformação da realidade vivenciada no processo de busca de novos conhecimentos para a resolução dos problemas;
PRIMEIRO PASSO
Definir o tipo de suporte para o projeto:

Impresso
: livro didático, livro paradidático, fichas de leitura, mapas temáticos.

Áudio-visual
: vídeo-aula, documentário, animação.

Áudio
: podcast, áudio-aula.

Multimídia e hipertexto
: conteúdos na internet, material de apoio.
Construção de materiais didáticos
OBJETIVOS DO DIDÁTICO

PRIMEIRO PASSO
: pensar no suporte didático
(impresso, áudio, áudio-visual, multimídia, hipertexto)

SEGUNDO PASSO
: pensar nos princípios pedagógicos

TERCEIRO PASSO
: pensar no tema e na organização (temática, cronológica, conceitual, espacial)

QUARTO PASSO
: pensar no texto e no público alvo

QUINTO PASSO
: definir e articular outros recursos ao texto
Multimídia é a combinação, controlada por computador, de pelo menos um tipo de mídia estática (texto, fotografia, gráfico), com pelo menos um tipo de mídia dinâmica (vídeo, áudio, animação).

Hipertexto é o termo que remete a um texto em formato digital.
OBJETIVOS DO MATERIAL DIDÁTICO
OBJETIVOS DO MATERIAL DIDÁTICO
fornecer conteúdos mínimos que possibilitem a organização do conhecimento prévio trazido pelo aluno, indicar referências e, principalmente, estimular o próprio aluno a buscar novos conteúdos;

fornecer ferramentas e informações necessárias à pesquisa qualificada de novos conteúdos, a partir das necessidades reais do aluno;

facilitar a aquisição das competências técnicas específicas, como, também, estimular o desenvolvimento de competências necessárias ao trabalho em equipe, à atitude de liderança e à ética profissional;
promover a integração entre as unidades de aprendizagem, a partir de uma abordagem que considere diferentes estratégicas metodológicas, tais como: resolução de problemas, estudos de casos, reflexões sobre a experiência e/ou sobre o aporte teórico, pesquisa, planejamento de ações;

estimular a participação do aluno na comunidade de aprendizagem;

estimular a relação tutor-aluno e aluno-aluno;

promover a reflexão sobre o processo de trabalho do aluno, instrumentalizando-o para o desenvolvimento de uma nova prática profissional.
SEGUNDO PASSO
Quais sãos as bases filosóficas e pedagógicas que gerem a minha visão de mundo no que tange a educação
:

Qual a importância que eu dou para a educação? Qual sua função?
Qual a importância que eu dou para o recurso didático? Qual sua função?
Qual a importância que eu dou para o aluno? E para o professor?
Com qual concepção de aluno eu opero?
Com qual concepção de sociedade eu opero?
Com qual concepção de cultura eu opero?

Dentre muitas outras perguntas...
Como podemos desenvolver melhor este determinado conteúdo?

Que recursos podem ser utilizados? Figuras, fotografias, mapas, diagramas, gráficos, tabelas? Filmes e vídeos? Outras linguagens, como, por exemplo, poesias, músicas, pequenos contos, relatos de experiências, pinturas, quadrinhos, jornais, desenhos?
QUINTO PASSO
Definir quais outros recursos serão articulados ao texto-base
(do aluno e do professor)
:

Seleção de problemas,
Atividades e sugestões de atividades,
Textos de aprofundamento,
Referências para aprofundamento,
Glossário,
Sugestões para avaliação (para o professor)



OUTROS RECURSOS DIDÁTICOS
:

Imagens: iconografia, charges, tirinhas, mapas, fotografias, etc.

Infográficos, gráficos, mapas, etc.
Oficina 1
: o processo de elaboração de um projeto de material didático

Oficina 2
: Metodologias para a produção de textos e materiais didáticos de História

Oficina 3
: Novas mídia digitais

Oficina 2
:
Metodologias para a produção de textos e materiais didáticos de História

Momento 1
: trabalhos em grupos

Momento 2
: discussão dos resultados

Momento 3
: discussão teórica e sistematização
Oficina 3
:
Novas mídia digitais

Momento 1
: trabalhos em grupos

Momento 2
: discussão dos resultados

Momento 3
: discussão teórica e sistematização
PRIMEIRA PARTE
: 15 MINUTOS
Definir quais aspectos são pertinentes à uma discussão inicial ao projeto de material didático
:

O que deve constar no projeto?

Com o que devo me preocupar?

Quais etapas?

Qual orientação devo dar?

Quais problemas devo responder?
SEGUNDA PARTE
: 30 MINUTOS
Definir suporte/mídia do material didático, além de público alvo, princípios pedagógicos e objetivos do material
:

Qual mídia/suporte utilizarei?

Como isso reflete no público alvo cogitado?

Quais relações das questões anteriores com os objetivos que eu estipulo para o material que irei elaborar?

Quais os princípios pedagógicos que me orientam?

Como organizarei o currículo presente em meu material?
TERCEIRA PARTE
: 60 MINUTOS
Discutir os resultados obtidos nos grupos
:

Oficina: o uso didático das mídias em sala de aula
Dinâmica
Grupos de até 5 pessoas

Relatório de até duas páginas, contendo:
Como não se deve utilizar o recurso?
Como o grupo utilizaria, passo-a-passo

Apresentação e crítica
Pluralizar abordagens em sala de aula
Por que?
Como?
Sugestões de uso:
Jornais e hipermídia
: utilizar acervos...

Imagens e fotografias antigas
: antes e depois >>> pode repercutir em trabalho de campo

Audiovisual
: trabalhar com os roteiros

Internet
: desafios de pesquisa, enigmas, problemas para resolver, puzzles >>> com um roteiro e um objetivo final
Referências:
ARMSTRONG, Thomas. Inteligências Múltiplas na sala de aula. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001

HOWARD,Gardner. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995

BEIGUELMAN, Giselle. O livro depois do livro. São Paulo, editora Peirópolis, 2003. Link do livro on-line:
http://www.desvirtual.com/thebook/o_livro_depois_do_livro.pdf

NELSON, Ted. Libertando-se da prisão da internet. São Paulo, IMESP/FILE, 2005. Link para o texto:
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2674,1.shl

Teste suas Inteligências - Colégio Gardner:
http://colegiogardner.com.br/inteligencias/


Dinâmica
Pluralizar
Sugestões
Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner
pluridimensionalidade da mente
existência de vários tipos de inteligências
cada criança tem uma maneira diferente de aprender
é importante observar o aluno e entender que cada criança é única e por isso aprende de maneiras diferentes
Dificuldades de aprendizagem
São diversas e vão desde problemas individuais até contextos bem mais amplos


O professor precisa ser sensível o suficiente para perceber essas dificuldades:
a avaliação é um dos instrumentos para buscar esse feedback
O ser humano não pode ser medido apenas pela capacidade de raciocínio rápido, lógico matemático e linguístico
Inteligências múltiplas é um modelo cognitivo que tenta descrever como os indivíduos usam suas inteligências para resolver problemas e criar produtos.

Esta teoria quer mostrar como a mente humana opera sobre os conteúdos do mundo. As inteligências definidas pela teoria até o momento são:

linguística
lógico-matemática
visual-espacial
corporal-cinestésica
musical
naturalista
interpessoal
intrapessoal

existencialista
É um psicólogo cognitivo e educacional estado-unidense, ligado à Universidade de Harvard.
Espaço social e cultural
Espaço escolar
Espaço comunitário e intra-familiar
Espaço individual: relacionamentos com o ambiente
Espaço individual: da subjetivivade, da relação consigo mesmo, da própria identidade, da cognição
Problemas de atenção e cognitivos em geral

Auto-estima

Problemas psicológicos

Etc.
Questões próprias da cultura e da maneira como a sociedade se organiza e promove o relacionamento entre os indivíduos e grupos
Problemas de infraestrutura escolar

Falta de preparo dos profissionais

Etc.
Como o grupo aceita ou recebe o indivíduo

O lugar que a educação e o conhecimento ocupam no imaginário

Etc.
Como o indivíduo se relaciona com seu meio: introversão, extroversão

Como reage a contatos sociais

Etc.
Boa parte das dificuldades de aprendizagem acontecessem pela incapacidade das escolas em ajustarem-se as diferenças individuais e culturais.

Quando a criança não se ajusta ao modelo de aprendizagem da escola a gestão tende a culpar a criança pois é mais fácil do que verificar suas dificuldades e auxiliá-las.
Como proceder?
A aprendizagem da criança ocorre de várias formas, no brincar, falar, ler e em diversas outras maneiras
e
o que faz a diferença nesse caso é que seja qual for a aprendizagem deve ter sentido para a criança
>>>
aprendizagens significativas

Pluralizar os recursos e métodos didáticos, potencializando o aprendizado
Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve:

atenção
percepção
memória
raciocínio
juízo
imaginação
pensamento
linguagem
É a reunião de várias mídias num suporte computacional
Hipermídia une os conceitos de não-linearidade, hipertexto, interface e multimídia numa só linguagem.

Traduzida erroneamente como mero suporte, hipermídia não se configura só como meio de transmissão de mensagens, e sim como uma linguagem com características próprias, com sua própria gramática.

Hipermídia, diferentemente de multimídia, não é a mera reunião dos meios existentes, e sim a fusão desses meios a partir de elementos não-lineares.



Uma forma bastante comum de Hipermídia é o Hipertexto, no qual a informação é apresentada ao usuário sob a forma de texto, através de uma tela do computador. O usuário pode iniciar uma leitura de forma não linear, ou seja, escolhe entre o início, meio ou fim de um texto.

Hipermídia pode ser considerada uma extensão do Hipertexto, entretanto, inclui além de textos comuns, desde sons, animações e vídeos, e de uma forma interativa.
Sugestões de uso (cont.):
Música
: utilizar letras de música como gancho para aula --- ou sortear gêneros/ritmos músicas, construir uma música com tema histórico

Quadrinhos
: roteirizar um quadrinho

Jogos
: criar um jogo --- utilizar jogo eletrônico com temática histórica (Age of Empires, Civilization, etc.) como gancho

Atividade 2
: RELATÓRIO DA OFICINA 1 - PROJETO

Atividade 3
:

Texto: PLANO NACIONAL DE ENSINO 2014-2024

Pesquisar e explicar as 20 metas e respectivas estratégias, contidas no documento (disponibilizado no Google Drive):

BRASIL. Plano Nacional de Educação 2014-2024
Outros temas:

Cadeia produtiva do livro didático
Faturamento por subsetor editorial (CBL, SNEL, FIPE)
ABRELIVOS, ABRALE, ABRAERD
e-learning

Pesquisa: principais autores de livros didáticos de história

Trabalho: envolvendo a história das editoras (tese/livro da Célia Cassiano)

Perguntas: Texto final do primeiro cap. Bandeira rev. época

Quadros temáticas que orientam o estudo das autoras
Visão procedimental, acontecimental (LUCA & MIRANDA, p.13...)
QUARTA PARTE
: ENTREGA VIA BLACKBOARD
Produzir relatório com resultados do grupo
:

Explicando cada ponto abordado (sem limite de laudas)
TURMA DA MANHÃ - 2016
Aspectos necessários à elaboração de um projeto
Resultados das observações
O que vocês acharam da experiência?

A importância da experiência na prática docente:

Desfazer ilusões, mitos, preconceitos, estigmas...
Janela para a prática profissional

Alguns tópicos apresentados: resumo
Quadro das dificuldades que o professor/aluno/instituição enfrenta:

Infraestrutura defasada, ausência de condições decentes
Violência no espaço escolar
Pressões sobre o professor recém-chegado
Problemas na realização da inclusão
Estigmas e pré-conceitos presentes na Educação (escola pública, disciplina história, etc.)
Ciclo da aula chata/desinteresse do aluno

Avaliação de tipo punitiva




Quadro de desafios que surgem ao professor (e ao professor de história):

Capacidade de improvisar, criatividade
Pluralizar o uso de materiais didáticos
>>>>
maximizar o aprendizado
Pensar criticamente o uso de materiais didáticos (livro didático específicamente)
Domínio de turma (não é medo do professor)
>>>>
domínio de conteúdo e da sua exposição didática
Relacionamento professor/aluno
Trazer a discussão para a realidade do aluno
Mostrar que o conhecimento histórico é algo construído e que o próprio aluno pode participar do seu processo de construção

Aula chata
Professor desmotivado

Instituição que não demonstra interesse pelo professor/aluno

Viés tradicional de educação como TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS
Aluno desinteressado
Conversas, bagunça

Ambiente que não é propício ao aprendizado

Desrespeito

Perda do sentido de estudar (e especificamente, estudar história)
Definir grupos - 4 ou 5 integrantes

Sortear temas
:
Filmes, séries, animações
História em quadrinho (mangá)
Internet
Jornal, hipermídia, telejornal
Música
Jogos (de mesa, tabuleiro, eletrônicos, rpg)
Sugestões? (wiki, quiz, gincana, rede social da história, etc.)

Como não utilizar esses recursos em uma aula de história?
Preparar uma aula com o uso desses recursos:
Qual faixa etária?
Como proceder?
Importância social das imagens

Uso de iconografia: 1920...

Do decorativo a um poderoso recurso de comunicação

Funções das imagens

Assim como o próprio livro, as imagens não são objetos neutros
Qual é a sua posição em relação à construção dos livros, de como ela se vincula ao próprio design do livro...

Quem são os responsáveis pela seleção das imagens, quem as produz e qual a sua finalidade original?

Foram realizadas especificamente para o livro que as reproduz?

Quem é e qual é o papel deste ilustrador/autor?

Qual o papel de todas estas relações para o posicionamento do livro no mercado editorial?
É preciso reconhecer que as representações iconográficas são imagens construídas historicamente, e que, associadas a outros registros, informações, usos e interpretações, se transformaram, em determinado momento, em verdadeiras certidões visuais do acontecido do passado
A iconografia deve ser tratada como fonte e não como simples ilustrações, figuras, gravuras, desenhos, mapas

A iconografia deve ser tomada como registro histórico realizado por meio de ícones, de imagens pintadas, desenhadas, impressas ou imaginadas e, ainda, esculpidas, modeladas, material fotográfico e cinematográfico
Em relação aos registros históricos e geográficos como um todo é preciso fazer reflexões: Quando? Onde? Para quem? Para quê? Por quê? Como ?

Perguntar também sobre as ausências

A imagem, não é a realidade histórica em si, mas traz porções dela, traços, aspectos, símbolos, representações, dimensões ocultas, códigos, etc.
A imagem não se esgota em si mesma. É preciso ir além da dimensão mais visível ou mais explícita dela

A História e os diversos registros históricos são sempre resultados de escolhas, seleções e olhares de seus produtores e dos demais agentes que influenciaram essa produção

Isso significa que as fontes nunca são completas, nem as versões historiográficas são definitivas
A imagem, ela também, ao ser lida a posteriori pelo historiador, pelo especialista e pelo leigo é reconstruída a cada época

Por isso mesmo as imagens podem despertar maior ou menor interesse em cada momento histórico, de acordo com a apropriação que faz delas
É importante perceber que códigos empregados por um tempo podem perder-se definitivamente, podem ser recuperados integral ou parcialmente por observadores posteriores e podem receber, inclusive, novos significados a cada época.

Transformam-se assim em oportunidades para explorar as categorias históricas de permanência ou continuidade e de ruptura ou descontinuidade.
Circe Bittencourt em seu artigo “Livros didáticos entre textos e imagens”, quer apresentar considerações sobre o conjunto de imagens mais comuns no cotidiano escolar e as de mais fácil acesso por alunos e professores: as ilustrações dos livros didáticos.

Como são realizadas as leituras de imagens nos livros didáticos? As imagens complementam os textos dos livros ou servem apenas como ilustrações que visam tornar as páginas mais atrativas para os jovens leitores?
Os textos e ilustrações de obras didáticas transmitem estereótipos e valores dos grupos dominantes, generalizando temas, como família, criança, etnia.

Daí a importância da postura crítica do professor.
D. Pedro I é retratado sempre jovem (morreu com 34 anos). Seu filho, D. Pedro II, sempre velho.

A imagem de D. Pedro II velho foi construída no período pós-monárquico e demonstra intenção dos republicanos em explicar a queda de uma monarquia envelhecida.
Algumas observações sobre imagens

Outra figura de destaque é Getúlio Vargas. Em 95, uma pesquisa feita com 300 alunos de cinco escolas diferentes de São Paulo, constatou-se que 87% reconhecia e nomeava GV e desconhecia presidentes posteriores como JK.
Indígenas

No século XIX, os grupos indígenas eram retratados como “selvagens”, e as cenas escolhidas eram predominantemente de guerra e rituais antropofágicos.
Jean de Lèry - canibalismo

Jean de Lèry – banquete antropofágico

Há também o destaque dado aos religiosos no sentido de ressaltar a importância histórica da obra missionária e civilizatória do trabalho de catequese.

A partir do século XX alguns livros escolares passam a repudiar estas imagens que retratam os indígenas como selvagens
Outro estudo importante sobre o uso de imagens no livro didático de História é o de Nívia Fonseca (2001)

A autora quer refletir sobre a circulação de imagens entre a historiografia e as artes plásticas, as múltiplas apropriações de uma pela outra e as relações de ambas com a difusão do conhecimento histórico, através dos livros didáticos
Quer analisar as representações no ensino de História, da colonização portuguesa no Brasil e da construção da nação

A partir de um recorte que fez na escolha das fontes, priorizou a inserção das artes plásticas nos livros didáticos de História do Brasil e sobre o tratamento dado a elas em sua interseção com várias tendências historiográficas e propostas programáticas
Na seleção de fontes, optou por alguns livros produzidos no período republicano, do final do séc. XIX a 1930, marcados por uma visão épica da história, tendendo à depreciação da colonização portuguesa no Brasil

Os livros produzidos por uma vertente nacionalista ou dela herdeiros, de 1930 até aproximadamente 1980; e finalmente, livros concebidos no bojo de propostas marcadas pela crítica à “história oficial” elitizada, editados aproximadamente entre 1980-2000
Embora as ilustrações fossem usadas desde o século XIX, foi somente nos primeiros anos do século XX que elas se tornaram peças importantes no ensino de História do Brasil.

A preferência recaiu sobre imagens que dessem uma certa veracidade ao texto.
Os primeiros viajantes estrangeiros que estiveram por aqui foram vistos como testemunhas incontestáveis na nossa história e do nosso cotidiano.

Outro grupo assim encarado é a dos grandes pintores do século XIX, da chamada escola acadêmica
Destacam-se temas das histórias de São Paulo e de Minas Gerais, vistos pela historiografia oficial como fundamentais para a explicação dos êxitos da história da nação. A preferência recaiu, sobre a saga dos bandeirantes e sobre o drama da Inconfidência Mineira

A autora traz o livro de Rocha Pombo, que em 1922 já estava na sua 19.ª edição, e que tinha como principal objetivo a construção de uma identidade nacional por meio de estímulo de sentimentos patrióticos e exaltação da história da nação
Segundo Thaís, a obra de Rocha Pombo não se diferenciou das que se tornaram padrão para os livros didáticos brasileiros ao longo do século XX

Começa situando o mundo no século XV, a posição dos países ibéricos, especialmente Portugal, no cenário europeu, para chegar à descoberta do Brasil

Mais adiante dá destaque a expedição de Martim Afonso de Souza, trazendo três quadros de Benedito Calixto (1853-1927).
Estas obras são consideradas deturpações do gênero de pintura histórica, pois foram quadros feitos sob encomenda, mas sem respaldo de textos históricos ou uma leitura rigorosa de documentos

Suas obras foram encomendadas pelo Museu Paulista, no início do século XX para suprir a carência de iconografias relativas à história de São Paulo
Na perspectiva de exaltação da história regional, elas refletem, na verdade, a busca pela preeminência de São Paulo na história do Brasil colonial, servindo como mecanismo justificador da posição desse Estado no cenário nacional no início da República

Escolhidos para ilustrar passagens no Brasil colonial, as pranchas de Benetido Calixto, Rugendas ou Debret, ajudam a compor a idéia das bandeiras como uma saga, e dos bandeirantes como heróis desbravadores
A prancha anterior de Debret, passou a ser identificada por Rocha Pombo, como “Luta entre bandeirantes e índios”, introduzindo um bandeirante paulista que Debret de fato não retratou
Rocha Pombo tratou a presença holandesa como invasão, no sentido de instigar o espírito de união latente e despertar o seu potencial de autonomia
Em todo o século XX não há outro quadro presente nos livros didáticos, para ilustrar a expulsão dos holandeses, a não ser a Batalha dos Guararapes, de Victor Meirelles.

Esta tela procura recriar a grandiosidade pretendida pela historiografia tradicional para a primeira manifestação do espírito nacional
Na obra, brasileiros e holandeses se enfrentam nos momentos finais da guerra que selaria o destino dos invasores.

O destaque recai sobre André Vidal de Negreiros, líder da insurreição, que combate heroicamente sobre seu cavalo

Os holandeses aparecem já como derrotados.
Enfim, esse tipo de construção ocorre nos mais variados períodos da história brasileira
TURMA DA NOITE - 2016
Aspectos necessários à elaboração de um projeto
Legislação e políticas para a educação: análise dos PCN’s e PNLD
A legislação e as políticas públicas
relacionadas ao material didático

Debate sobre as metas do PNE

A escolha, a adoção e a utilização do livro didático no espaço escolar
O Estado tem políticas bem mais restritivas em relação aos materiais didáticos, do que em relação a outros tipos de publicação (literatura, por ex.)

A educação, afinal, é uma das instituições mestras de uma nação moderna
Um exemplo de análise crítica e de avaliação do PNLD está no artigo:

O livro didático de história hoje: um panorama a partir do PNLD

Sonia Regina Miranda
Tania Regina de Luca
Do site da Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares):

http://www.abrelivros.org.br/home/index.php/legislacao

Legislação relacionada ao livro no Brasil

Direitos autorais

Primeiramente temos a questão do direito autoral como aspecto regulamentar e legal relacionado com livros em geral e com livros e materiais didáticos em particular

Por direito autoral, entendende-se os direitos de autor e os que lhe são conexos
O artigo 5 da Lei 9610 é um dos mais importantes, pois traz uma série de definições sobre cada aspecto relacionado com a autoria, a publicação, a transmissão, a distribuição, a reprodução, o editor, os tipos de obra, etc.

http://www.abrelivros.org.br/home/index.php/legislacao/27-informacoes/legislacao/5459-lei-de-direitos-autorais
Sobre a Lei 9394, que institui a LDB, penso que não precisamos ficar falando muito (já deve ter sido discutida em várias disciplinas)

Define e regulariza a organização da educação brasileira com base nos princípios presentes na Constituição

Ao longo da história do país, tivemos três diferentes LDB's: uma em 1961, uma versão desta em 1971, e, por fim, a de 1996
Já o PNE, como o próprio nome diz, trata-se de um Plano Nacional de Educação

Em articulação com os Estados, o Distrito Federal, os municípios e a sociedade civil

Foi aprovado em 2001 e se dá de maneira decenal (a cada dez anos ;) )

Primeiro decênio = 2001-2010
Segundo decênio = 2014-2024
Atividade 5
:

Texto: BANDEIRA (Três primeiros capítulos)
1. Em que sentido o livro didático, nos dias atuais, extrapola suas funções originais?
2. Porque o material impresso é mais utilizado nas escolas?
3. Nesse campo, o que significa o conceito de "hibridização"?
4. Qual a importância dos recursos audiovisuais no contexto educacional?
5. O que é design instrucional?
No primeiro decênio, o PNE apresentava um quadro de 295 metas propostas, agrupadas em cinco prioridades

Meta
: Universalizar o Ensino Fundamental
Meta
: Implantar o Ensino Fundamental de 9 anos
Meta
: Assegurar a EJA para 50% da população que não cursou o ensino regular
Meta
: Reduzir em 50% a repetência e o abandono
Meta
: Erradicar o analfabetismo até 2010
Meta
: Atender 50% das crianças de até 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos
Meta
: Implantar o piso salarial e planos de carreira
Meta
: Aprimorar sistemas de informação e avaliação
Já para o decênio 2014-2024, após muito debate e polêmicas, o que acabaram atrasando o segundo PNE em vários anos, tivemos as metas reduzidas e pensadas de um modo mais operacional

São agora 20 metas
Da revista NOVA ESCOLA
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB
O programa nacional do livro didático é de 1985, mas só foi colocado de forma efetiva, universal, equânime, a partir dos anos 2000

Com livro público e gratuíto para o E.Médio em 2003
Com um plano de execução geral de 2008
Com livro para jovens e adultos - PNLA em 2009
REVOGADA PELA: RESOLUÇÃO Nº 42, DE 28 DE AGOSTO DE 2012
Consumíveis
: para 1º ao 3º ano, abrangendo os componentes curriculares de Letramento e Alfabetização e Alfabetização Matemática

para 6º ao 9º ano, de Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol)

Reutilizáveis
: para 2º ao 9º ano, abrangendo os componentes curriculares de Ciências, História e Geografia, podendo haver um volume de âmbito regional do 4º ou 5º ano para cada uma das duas últimas disciplinas

para 4º ao 9º ano, de Língua Portuguesa e Matemática
Portanto, em maior ou menor grau, nós temos leis e regulamentações que regem cada uma das etapas da trajetória de vida de um material didático
Incluindo leis e orientações específicas para o descarte de livros e materiais usados:

Informe 22/2013 – COARE/FNDE

Além de normas baixadas por cada instituição de ensino, ou pelos estados
Programa Nacional Biblioteca da Escola - PNBE



Sobre o PNLD, vale destacar:
PONTOS POSITIVOS
: "progressivamente foram sendo incluídas no programa as distintas disciplinas componentes do currículo escolar e o programa foi se delineando no sentido de incorporar os professores no processo de escolha"

PONTO NEGATIVO
: "[...] a existência de pontos de estrangulamento derivados, sobretudo, da segmentação formal entre o MEC — instância de planejamento e normatização do programa — e o FNDE — braço administrativo e executor das ações que envolvem o processo de escolha, compra e distribuição das obras" (LUCA & MIRANDA)
"Pesquisas realizadas em território nacional e patrocinadas pelo próprio MEC indicaram, em momentos distintos, que há problemas incontestáveis envolvendo
atrasos sistemáticos na edição e distribuição do guia para as escolas
,
incongruências de toda ordem no tocante à escolha feita pelos professores e envio das obras pelo FNDE
,
atrasos na recepção dos livros por parte das escolas
, bem como
fragilidades envolvendo o processo de utilização das obras enviadas, que chegam até mesmo a ser desprezadas e desconsideradas pelos professores
" (LUCA & MIRANDA)
A partir de 1996 se iniciou efetivamente a avaliação pedagógica dos livros didáticos

"Desde então, estipulou-se que a aquisição de obras didáticas com verbas públicas para distribuição em território nacional estaria sujeita à inscrição e avaliação prévias, segundo regras estipuladas em edital próprio" (LUCA & MIRANDA)
"Os critérios de avaliação, por sua vez, também foram sendo aprimorados, bem como as bases de cálculo utilizadas para a ponderação e tratamento estatístico das coleções avaliadas"

"Na área de História é patente a transformação: de um cenário marcado pelo predomínio de obras que veiculavam, de modo explícito ou implícito, todo tipo de estereótipo e/ou preconceitos, para um quadro em que predominam cuidados evidentes, por parte de autores e editores, em relação aos critérios de exclusão de uma obra didática" (LUCA & MIRANDA)
"Nos vários editais e nos Guias publicados, tais critérios têm sido exaustivamente repetidos:

existência de erros de informação, conceituais ou de desatualizações graves

veiculação de preconceitos de gênero, condição social ou etnia, bem como de quaisquer formas de proselitismo

e, por último, verificação de incoerências metodológicas graves entre a proposta explicitada e aquilo que foi efetivamente realizado ao longo da obra"

(LUCA & MIRANDA)
Atividade 6
:

Texto: Tânia de LUCA e Sônia MIRANDA
1. Qual o cenário histórico descrito pelas autoras no que tange as políticas públicas para o livro didático?
2. Sobre os critérios de avaliação do livro didático, é possível notar algum avanço ou consequência? Explique.
3. Em termos de mercado, quais mudanças são apresentadas em relação ao mercado editorial?
4. Qual a discussão apresentada sobre a relação entre Metodologia da Aprendizagem e a Metodologia da História, além da Didática da História?
5. Explique as quatro temáticas centrais utilizadas pelas autoras para mapear e refletir sobre as coleções didáticas.
O
Junto ao PNLD, temos algumas públicações, como o
Guia do PNLD

Para um histórico do programa, ver:

http://www.fnde.gov.br/programas/livro-didatico/livro-didatico-historico

Para uma explicação do funcionamento do programa, ver:

http://www.fnde.gov.br/programas/livro-didatico/livro-didatico-funcionamento
a) Qual a resenha oferecida no Guia do PNLD referente ao livro analisado?

b) Como o livro se apresenta em relação ao uso de imagens, atividades, referências de aprofundamento e demais componentes?

c) Como se dá a organização do currículo contida no livro? E acerca do currículo implícito e explícito, como você o analisa?

d) Nos termos do que Tânia de Luca e Sônia Miranda (p.13...) trabalham no artigo, como se classificam as obras?
Atividade 4
:
Para a próxima aula
:

a) Pesquisar diferentes tipos de materiais didáticos e métodos de construção de materiais didáticos

b) Preparar um quadro de dúvidas a serem resolvidas e questões a serem aprofundadas acerca das temáticas trabalhadas até então

c) Pesquisar acerca do processo de escolha, de adoção e de utilização do livro didático no espaço escolar
MANHÃ E NOITE
Full transcript