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A identidade civilizacional da Europa Ocidental

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by

Vanessa Ferreira

on 2 April 2014

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Transcript of A identidade civilizacional da Europa Ocidental

As grandes rotas do comércio externo
Flandres
Durante toda a Idade Média, a morte foi uma presença constante no dia a dia das populações, atingindo sobretudo as crianças. Chegar à idade adulta era um privilégio.

Os fatores que contribuíam para tão elevada mortalidade:

- falta de higiene.

- o atraso na medicina.

- a fome.

- a peste.

- Guerras.

Os séculos XI, XII e XIII corresponderam a um período de paz, prosperidade e boas colheitas, a população aumentou. A natalidade foi continuamente superior à mortalidade, e a população cresceu.
A fragilidade do equilibrio demográfico na Idade Média
O Quadro Económico e Demográfico Expansão e Limites do Crescimento
No decurso dos três séculos seguintes, os homens desbravaram bosques, amanharam baldios e secaram pântanos, transformando-os em terras de lavoura junto ás quais nasceram novas vilas e aldeias.

Estes grandes arroteamentos ficaram a dever-se á ação individual de muitos camponeses, mas, sobretudo, á iniciativa conjunta de reis, senhores laicos, ordens monásticas (São Bento, Cluny, Cister) e até cidades.

Entre os séculos XI a XIII, a Europa ocidental viveu um período de grande prosperidade que teve por base o desenvolvimento agrícola, devido aos seguintes fatores:

- O emprego crescente do ferro nos utensílios agrícolas, nomeadamente na charrua, auxiliou o esforço dos cultivadores, permitindo abrir mais profundamente o solo e fixar melhor as sementes;

- À expansão da área cultivada (arroteamento) pela ação conjunta de camponeses, monarcas, senhores nobres e ordens monásticas (por exemplo, os cistercienses) – a floresta, que cobria grande parte do Ocidente europeu foi reduzida a favor dos campos cultivados; amanharam-se baldios e drenaram-se pântanos;

- Aos progressos técnicos, tais como; a substituição da madeira pelo ferro nas alfaias agrícolas (revolvendo mais fundo a terra), o melhor aproveitamento a força animal (através da coelheira e a atrelagem em fila), o afolhamento trienal de culturas (apenas uma parcela de terra ficava em pousio), a fertilização dos campos, com argila calcária, cinza e estrume dos animais e o melhor aproveitamento da energia hidráulica e eólica.

A Expansão Agrária e o Crescimento Demográfico
A unidade da crença
Apesar de a Europa se encontrar dividida a nível político no século XI, a religião cristã uniu sobre a mesma fé toda a cristandade ocidental, sob o mesmo chefe máximo, o Papa.

A afirmação da Igreja cristã deveu-se ao crescente poder do bispo de Roma, o Papa Gregório VII (1075-1085). Graças á sua reforma empreendedora, este não só moralizou os costumes e a actuação dos clérigos como proclamou a supremacia absoluta do papado. O Papa considerou-se assim detentor do poder máximo sobre toda a Cristandade, o que o colocava num patamar superior a qualquer rei, até mesmo ao imperador do Sacro Império. Porém, esta concepção originou várias desavenças entre o Papa, o imperador e os monarcas pouco dispostos a sujeitarem-se à Santa Sé.

Estas divergências não corresponderam às expectativas do papado, que se viu obrigado a reconhecer as regalias dos monarcas, no seu território. Não obstante, elas contribuíram para o reforço da autoridade e prestígio da Igreja no século XIII, a autoridade mais poderosa e organizada do Ocidente:

* Tem um centro reconhecido, Roma, e um chefe supremo, o Papa;

* Exercer o seu poder sobre todo o Oriente e sobre todos os seus habitantes;

* Possui um numeroso corpo de clérigos, bem organizado que representa-a junto dos fiéis; a cobrança de variadas taxas, das quais se destaca a dízima que lhe garante riqueza, além das extensas propriedades;

* Rege-se por um código de leis próprias- o Direito Canónico-, que individualiza os seus membros face à restante população.

A unidade da crença
A multiplicidade dos poderes
Os senhorios eram terras jurídicas, fiscais e administrativas que agrupavam terras aráveis, bosques e aglomerados populacionais. Pertenciam a um senhor nobre ou eclesiástico, onde este exercia o poder banal sobre todos os habitantes. No centro do senhorio encontrava-se o castelo do senhor e todos os outros elementos.

Senhorios
A Hansa ou a Guilda era uma associação mercantil que tinha como objetivo proteger os comerciantes e uma determinada região e defender os seus interesses. A maior era a liga Hanseática que congregava mais de 90 cidades do Norte da Europa, vizinhas dos mares do Norte e Báltico: Hamburgo, Danzig, Riga, Colónia, Lubeque entre outras. O facto da maior parte das cidades se situar em território da Alemanha levou a que esta liga fosse conhecida por liga Teutónica.
Constituída no século XIII, o seu objetivo era assegurar o monopólio do comércio nos mares do Norte e Báltico.

Os produtos transacionados eram: cereais da Polónia e a Prússia; peles, madeira, gordura e peixe seco da Rússia e Noruega. Este eram o produtos comercializados pelas cidades da liga, e volta os navios, grandes e pesados, traziam sal e vinho de França, lãs da Inglaterra, azeite do mediterrâneo e tecidos da Flandres.
O comércio da Hansa
Algumas cidades medievais animavam-se em determinadas épocas do ano com a realização de grandes feiras internacionais.
Eram os pequenos mercados de dominante agricola que alimentavam a vida economica corrente, estabelecendo uma ligação continua entre a cidade e os campos mais proximos.
As necessidades de abastecimento da população urbana representavam para o campones um mercado certo, onde podia vender com proveito.
Era no mercado da cidade que o camponês comercializava os seus excedentes agrícolas. Os camponeses mais assíduos muitas vezes não chegavam para satisfazer a procura nas cidades, visto que, uma cidade com 10 000 habitantes necessitava de uma área de abastecimento com um raio de 50 km, e essa distância não era percorrida pelo camponês.
As ligações cidade – campo eram estabelecidas por profissionais – os almocreves - que tinham a função de intermediários, abastecendo as cidades de géneros alimentares e as zonas agrícolas com produtos manufaturados ( alfaias, tecidos, etc.)

Deve também ser tido em conta, o papel dos senhores, leigos e eclesiásticos, que nas cidades tinham os seus palácios senhoriais e episcopais. Proprietários de grandes domínios, e recebiam grande parte das rendas em géneros, que depois, mandavam comercializar nos mercados das cidades. O mesmo se passava com mosteiros e abadias, cujos excedentes chegavam regularmente á cidade.

A regulamentação dos mercados era uma preocupação constante das autoridades urbanas. Era necessário evitar as pilhagens, o açambarcamento e o aumento exagerado dos preços.

Eram nos mercados locais que se faziam a maior parte das trocas comerciais, entre os séculos XI a XIV, contribuindo para a afirmação da economia monetária.

A Dinamização das Trocas Locais e Regionais
O Império romano do Oriente, também designado Império Bizantino, que subsistiu até 1453, ano em que Constantinopla sucumbiu ao poder dos Turcos, sempre se assumiu como um espaço civilizado e possuidor de um nível cultural superior ao dos «bárbaros» do Ocidente.

Constantinopla, erguida pelo imperador Constantino, era o símbolo do esplendor deste império e o seu centro religioso, onde em língua grega o patriarca oficiava. Todavia, a rivalidade entre o bispo de Roma e de Constantinopla foi uma constante. Estes, discordavam em pormenores doutrinais referentes ao dogma da Santíssima Trindade e à forma de comunhão, mas o que especialmente os opunha era a recusa do patriarca bizantino em aceitar a supremacia romana. Em 1054, esta situação tornou-se o grande cisma da Cristandade: a oriente, criou-se o cristianismo ortodoxo, de língua grega que se proclama fiel aos primitivos dogmas ou que segue a «doutrina certa»; a ocidente, apoiada no Sacro Império, a Igreja Latina, sob a égide de Roma.

Esta grave dissidência agravou e reflectiu o fosso político e cultural entre as duas igrejas que a partir desta altura, se afrontam declaradamente.

A cristandado ocidental face a Bizâncio
A partir do século XI, as cidades começavam a erguerem-se, e, pela a obtenção de carta de autonomia fornecida pelo rei obtinham a capacidade de se auto-administrar. As comunas eram associações entre habitantes da cidade unidos pelo objectivo de a libertar da sujeição ao senhor.

O poder nas comunas era confiado a um conselho de burgueses, que lançavam e cobravam taxas, aplicavam a justiça e a regulamentação de todos os aspectos da vida urbana.

Comunas
A Identidade Civilizacional da Europa Ocidental
Após a queda de Roma, a Europa permaneceu num mundo instável e dividido a nível político. O poder que anteriormente se centrava no imperador, dividiu-se em múltiplas células de poder de extensão e organização variadas que, aos poucos, foi substituindo o império Romano do Ocidente.

Império
O Império era um território plurinacional, cultural e linguístico onde o poder era exercido por um chefe político (imperador). A queda do Império Romano do Ocidente não apagou o ideal de autoridade máxima comum. Tal sonho pareceu concretizar-se no ano de 800 quando em Roma, o Papa coroou como Imperador do Ocidente Carlos Magno. No entanto, a existência deste Império foi efémera, uma vez que após a morte de Carlos Magno (814), esse território acabou dividido pelos seus netos (Partilha de Verdun, 843).

O sonho imperial renasceu mais tarde na pessoa de Otão I (936-973), rei da Alemanha, o mais poderoso monarca do Ocidente. Otão aliou-se ao Papa, do qual recebeu a coroa imperial. Reunindo territórios germânicos, italianos e resultando de uma aliança entre o imperador e o papado, este império recebeu o nome de Sacro Império Romano-Germânico. Porém, o Sacro Império jamais concretizou o desejo de domínio universal. O poder imperial foi enfraquecido pelas constantes disputas entre o Papa e o imperador, bem como pela afirmação dos grandes senhores. No século XIII, o Sacro Império não era mais

do que um conjunto de territórios governados por príncipes locais que escolhiam entre si o imperador cujo cargo não conferia um poder efectivo.

Reinos
Os reinos são unidades políticas extensas, que têm por soberano um rei ou rainha que são as figuras supremas do estado. O Rei era escolhido hereditariamente, ou seja, o filho mais velho do rei seria o próximo sucessor. Os soberanos detêm uma autoridade suprema, que devem utilizar para garantir o bem comum dentro dos seus limites territoriais que eram determinados por conquistas. Na península ibérica foram criados os seguintes reinos cristãos: Reino de Castela, Reino de Aragão, Reino de Portugal e o Reino de Navarra.

Maomet, um mercador e caravaneiro do deserto da Arábia, em 610, iniciou uma intensa actividade religiosa acreditando ter sido enviado por Deus (ou Allah) para conduzir os Árabes à salvação. Desde daí, até à sua morte em 632, Maomet dedicou-se profundamente á difusão da palavra e fundou uma nova religião – o Islão -, cujos princípios fez registar num livro sagrado, o Alcorão (ou Corão). Começou por pregar em Meca e os seus seguidores são conhecidos como Muçulmanos. Unidos sob a bandeira de uma mesma fé, pregaram a Guerra Santa – Jihad – e dispuseram-se a conquistar o mundo. Após um século da morte do profeta, o Islão abarcava três continentes e uma grande multiplicidade de povos. Durante cerca de quatro séculos (do séc. VIII ao séc. XII), a cristandade tornou-se pequena face ao Islão. Esta nova religião foi muito dinamizadora e acessível a vários níveis: apropriou-se do comércio mediterrâneo, desenvolveu uma civilização próspera e requintada onde esplêndidas cidades se destacavam e onde as ciências, a poesia e a filosofia floresceram intensamente. O mundo islâmico comparativamente com o mundo cristão era rico, culto e engenhoso.

Em 1095, a Cristandade apercebendo-se do quanto poderoso o Islão se tornara, sob o apelo do Papa Urbano II, do Ocidente desencadearam-se a primeira de uma série de imensas ofensivas militares conhecidas por cruzadas. Estas tinham como objectivo a libertação dos lugares santos da Palestina que se encontravam sob o poder dos muçulmanos. No entanto, o efeito que tiveram contribuiu mais para uma ideia de uma sociedade encabeçada por um ideal religioso, apesar do êxito, a nível militar as expedições foram reduzidas.

Com as cruzadas foi possível combater o avanço que o mundo muçulmano tinha conseguido, na Península Ibérica, a Reconquista avançou rapidamente, no Sul da Europa e no Mediterrâneo as razias muçulmanas diminuíram e as embarcações cristãs fizeram valer os seus direitos.

No século XIII, a Europa Ocidental conseguiu fazer face ao avanço do Islão. Os tempos que se seguiram foram de rivalidade equilibrada, com avanços e recuos para ambas as religiões, mas fortemente delimitadas, estavam já as

áreas de influência das duas religiões: o Ocidente era cristão e o Oriente muçulmano.

A cristandade ocidental face ao Islão
O Surto Urbano
O dinamismo do setor agrícola e comercial deu origem a que, entre os séculos X e XIII, se desse o renascimento das cidades, que o fim do Império Romano tinha condenado. Assim, de origem romana ou fundação recente (junto dos castelos senhoriais, de portos ou de vias de circulação), as cidades aumentaram em número e tamanho, e depressa se tornaram pequenas para albergar tantos habitantes, que vinham dos campos à procura de melhores condições de vida e a fugir das imposições dos grandes senhores.
A principal explicação para o surto urbano reside na revitalização do comércio e do artesanato: os habitantes do Burgo – Os Burgueses - ocupados no comércio, no artesanato e nas operações financeiras reanimam as cidades.
Nem só de comerciantes e artesãos as cidades medievais se animavam. À cidade medieval também afluíam nobres à procura de divertimentos e artigos de luxo.
Também afluíam às cidades medievais peregrinos em busca de hospitalidade e de uma vida melhor.

As cidades vão assumir-se como o polo de atração para as populações. O seu crescimento vai acentuar-se até atingir o seu auge no século XIV, antes da mortífera Peste Negra, que dizimou a maior parte dos seus habitantes.

Flandres é uma região belga composta por exuberantes cidades que sempre desempenharam importante papel econômico e cultural na Europa.

Algumas características do comércio de Flandres:

Prosperidade industrial: Várias cidades manufatureiras como Gand, Ypres e Bruges.

Dinamismo comercial: Devido à sua posição geográfica.

Centro de confluência e redistribuição do comércio europeu.

Facilidades comerciais: as cidades flamengas concediam um conjunto de privilégios aos mercadores.
Localização de Flandres
As cidades italianas e o dominio do comércio mediterrâneo
A partir do século XI com o recuo muçulmano no Mediterrâneo deu origem a ressurgimento comercial das cidades italianas- Amalfi, Veneza, Génova e Pisa. Apesar e inimigas e rivais, retomam as rotas comerciais antigas em direção à Ásia, Síria e Egito, e, inclusive ao extremo Oriente.

Produtos Orientais eram as especiarias, tecidos, pérolas, pedras preciosas e vários tipos de panos ( damascos de Damasco na Síria e baldaquinos de Bagdad e gazas de Gaza).
As feiras de Champagne
Estavam situadas na zona Norte de França, na zona da Champagne. Era uma região com boas condições geográficas, onde se realizavam periodicamente feiras de caráter internacional.

As mais importantes feiras: Provins, Troyes, Bas-sur-Aube. Eixo de ligação Norte-Sul da Europa.

Estas feiras desenvolveram-se devido aos privilégios concedidos pelos reis de forma a atrair feirantes: alojamento, armazéns, isenções fiscais, salvo-condutos ( segurança na ida e na volta),proteção contra agressões e contra a instauração de processos judiciais.
As novas práticas financeiras
Na Idade Média, grandes negócios implicavam grandes investimentos, acarretavam geralmente, riscos elevados e exigiam abundantes meios de pagamento. Vão assim aparecer novas técnicas/práticas de negócio de modo a facilitar e a dar mais segurança às transações financeiras. É assim criado o dinheiro em papel, que são as letras de câmbio (título de crédito em que o credor/sacador ordena a um devedor/sacado), os cheques (Título de crédito em que o sacado é um banco), e também os cambistas e banqueiros (trocavam a moeda e estabeleciam equivalências, pesando-as, aceitavam depósitos e realizavam transferências).
As fomes, a peste e a guerra
Nos fins do século XIII, a quantidade de alimentos que era possível produzir já não era suficiente para alimentar tantos homens, com a degradação dos solos não era possível produzir alimentos, havendo assim uma enorme escassez.

Em 1348, uma terrível epidemia, a Peste Negra (PN), abateu-se sobre o Ocidente. Trazida do Oriente por Genoveses, a Peste negra foi a mais grave epidemia da História. A sua propagação foi rápida e causou grande mortandade. No total entre 1348-50, um terço da população europeia morreu.

Os efeitos mais devastadores das guerras resultaram das violências dos exércitos sobre as populações do que as próprias batalhas. A aproximação das tropas colocava os camponeses em pânico: searas destruídas, gado confiscado, pilhagens e outras maldades, deixavam atrás de si um rasto de destruição. A vida tinha um caráter sombrio e violento. Por isso, nas orações, os homens imploravam “ Da fome, da peste e a guerra, livrai-nos Senhor”.
Papa Gregório VII
Expansão da Peste Negra
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