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"Delícias do Crime"

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Maria Serejo

on 3 June 2013

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Transcript of "Delícias do Crime"

.Aumento vertiginoso da criminalidade e mendicância em Paris.
.O novo teatro e a imprensa populares dão espaço significativo aos melodramas e sensacionalismos sobre assassinatos.
.Por que a transição dos romancistas para as histórias policiais?
-Dificuldades financeiras
-Busca de uma maior plateia
-A emergência de folhetins
.Necessidade de distração, divertimento em meio à vida urbano-industral monótona.
.Fascínio despertado pela dramatização do crime.
.Estímulo à forças produtivas. CAPÍTULO 1 .As origens do moderno romance policial.
."Os bons bandidos" (revoltosos sociais) no período feudal - Robin Hood
.Apoio da burguesia revolucionária, também insatisfeita com os governos tirânicos e autoritários.
.Consolidação das histórias de bandoleiros com grandes autores da classe média e burgueses, tais como Cervantes, Fielding e Defoe. CAPÍTULO 2 DE VILÃO A HEROI .Romances policiais formalizados e distantes da realidade.
.O verdadeiro tema dos primeiros romances policiais: não é o crime ou o assassinato, mas o enigma.
."Jogo limpo": surpreender sem enganar.
.Provas cabais, fotografias e relatórios policiais.
.Os primeiros grandes escritores:Arthur Conan Doyle, Willian Wilkie Collins, Edgar Allan Poe, Emile Gaborieu. SOBRE O AUTOR Ernest Mandel .Belga, nascido em abril de 1923.
.Célebre teórico da economia marxista
.Fez parte da resistência aos nazistas na 2º Guerra Mundial e participou do da revolta de maio de 1968 em Paris.
.Defendeu intelectuais dissidentes de esquerda ao longo de sua vida. DE HEROI A VILÃO .Na primeira parte do século XIX, a grande maioria da classe média e da intelectualidade era hostil à polícia.
.Aparato estatal ainda semi-feudal.
.Burguesia liberal reticente com o Estado e confiante nas leis de mercado.
.Mudança de situação entre 1830 e 1848:Revoltas de tecelões de seda em Lyon, na Silésia e movimento cartista na Inglaterra.
.Estado mais forte e força policial mais poderosa. CAPÍTULO 3 DAS RUAS PARA A SALA DE VISITAS .A "idade de ouro" do romance policial: período entre guerras.
.Geração clássica:
-Agatha Christie: mestra na criação e manutenção do "suspense". ("O assassinato de Roger Ackroyd" -1926)
-G.K. Chesterton: introduziu a metafísica no romance policial.("The incredulity of Father Brown" - 1936)
- Anthony Berkeley: especialista na dedução lógica("The poisoned chocolate case" - 1929"). .Características comuns:
-Reduzido número de personagens.
-Presença maciça na cena do crime.
-Assassinato no princípio da trama.
-Impulso ou paixão que motiva o crime(ganância, vingança, ciúme).
-Único indivíduo como culpado.
-Heróis policiais oriundos das classes altas.
.Contexto de estabilidade da burguesia: mudança de ambiente "das ruas para as casas de campo".
.Romance policial clássico como satisfação das necessidades subjetivas e nostalgia dos dias anteriores à guerra. "DELÍCIAS DO CRIME" - ERNEST MANDEL DIEGO RAOM SANTIAGO
FERNANDO VIEIRA
MARIA BEATRIZ MACIEL
MARIA EDUARDA SEREJO
NICHOLAS CAFÉ UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO Créditos da imagem: http://www.itsgov.com/wp-content/uploads/2011/05/types-of-csi.jpg
Retirada do site: http://www.itsgov.com/crime-scene-investigator-types-forensic-analysis.html CAPÍTULO 4 DE VOLTA ÀS RUAS -A evolução do romance policial reflete a própria história do crime
-Expansão do crime na américa:
•Teve início no século XX;
•Lei seca nos EUA: o crime atingiu a maioridade, se expandiu das margens da sociedade burguesa até o âmago de todas as atividades;
•Depressão: novo impulso assustador a todo tipo de crime;
•Exemplo dos crimes: sequestro, guerras entre quadrilhas, assalto a bancos e assassinatos. -Crime organizado:
•Decorrente da expansão qualitativa do crime;
•Investimento em caminhões, armas, assassinos, capangas;
•Quanto mais alto o capital disponível mais alto era o lucro;
•“Os peixões devoram os peixinhos”, e as grandes organizações facilmente sobrepujam os empresários individuais, seja entre quadrilha criminosa seja entre fabricantes de aço;
•Importância do suborno para políticos e policiais (vistos como um mal)
•A maioridade do crime organizado colocou um ponto final no romance policial ambientado numa sala de visitas;
•Conscientização das massas sobre a natureza das atividades criminosas;
•Quebra da delicadeza do romance policial clássico;
•A corrupção social, especialmente entre os ricos, tornou-se então o tema central, junto com a brutalidade. -Detetives particulares:
•Romântica busca da verdade e da justiça pelo que elas representam em si;
•O detetive duro, cínico e sentimental perseguirá os criminosos através de obstinados interrogatórios, e não mais através da cansativa procura de pistas;
•Estes homens marcam uma etapa transicional entre a investigação como uma arte refinada e como uma profissão organizada em grande escala. CAPÍTULO 5 A IDEOLOGIA DO ROMANCE POLICIAL - A QUESTÃO DA MORTE:
•A preocupação com a morte é tão antiga quanto a humanidade;
•A morte é inevitável, já que é uma fatalidade natural;
•As causas da morte e seu momento dependem em grande escala das condições sociais;
•A história social da morte é uma precisa fonte de informação sobre a história social da vida:
A)Nas sociedades primitivas
B)Na sociedade capitalista -Romance policial:
•Medo e coisificação da morte;
•Preocupação com o crime e com a segurança pessoal; •Baseia-se na divisão formal dos personagens em dois campos: os maus (os criminosos) e os bons (o detetive);
•A perseguição do criminoso pelo herói descrita como uma batalha de cérebros;
•As pistas devem ser descobertas, uma vez que os rastros foram encobertos;
•Ao substituir confissões subtraídas sobre tortura por provas formalizadas e aceitas pelo tribunal, a ciência suplanta a magia e a racionalidade, pelo menos parcialmente, suplanta a irracionalidade;
•Os criminosos são produtos dos próprios impulsos, os heróis produtos da busca de justiça (ou ordem);
•Romance policial clássico se desenvolveu nos países anglo-saxões; •O crime torna-se um meio pelo qual se galga a escada social ou uma forma de se continuar a ser um capitalista;
•O romance policial é o império do final feliz – onde o criminoso é sempre apanhado, a justiça é sempre feita, o crime não compensa, os valores, a sociedade burguesa sempre triunfam;
•Reflete e resume o progresso histórico vencidos pela burguesia revolucionaria por motivos óbvios de autodefesa e auto-interesse;
•Conclusão: tudo isso é uma síntese da alienação humana dentro da sociedade burguesa. CAPÍTULO 6 DO CRIME ORGANIZADO À DETECÇÃO ORGANIZADA -Com o advento do crime organizado em larga escala, ocorreu na vida real, uma mudança proporcional na detecção e no combate ao crime;

-No final da década de 30 e início dos anos 40, o detetive particular passa a entrar em declínio, sendo eclipsado pelo agente de polícia.

- “Romance policial” deu lugar ao “Romance processual”. Características da mudança: •A polícia não era mais vista como um mal necessário, mas sim como a personificação do bem social;
•Policiais são os novos Heróis;
•A ascensão da policia também deve-se a necessidade de legitimá-la aos olhos do público;
•O detetive de polícia é visto como um guardião da propriedade privada;
•As dimensões tomadas pelo crime organizado tiveram como resultado a criação de novos métodos de sansões legais;
•Não é possível um gênio resolver simultaneamente cinquenta assassinatos, como não é possível se vencer a máfia somente através do intelecto;
•São necessários a sistematização e o aumento progressivo das máquinas de detectar o crime. •Empregam-se todas as técnicas da ciência contemporânea, como a medicina legal, e da administração organizada. CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 CAPÍTULO 16 VIOLÊNCIA: IMPLOSÃO E EXPLOSÃO •Aumento do vício em drogas e o crescimento dos crimes nas ruas
- Contexto: fim da Lei Seca.

•Sequência de eventos e fenômenos culminantes para a expansão desse fenômeno:
A) Pós Segunda Guerra Mundial
B) Discriminação racial
C) O sistema educacional •“Explosão em massa do mercado para os romances policias e de mistério” – segundo Ernest Mandel.

•Mesmos estímulos psicológicos e diários:

A)Estresses diários, conectados ao desespero individual e à falta de qualquer perspectiva coletiva (no caso da juventude proletária).
B)A busca para se distanciar dessa realidade monótona e padronizada.

•Mandel coloca: “enquanto na década de 30, 75% de todos os crimes em Nova York foram cometidos por pessoas que conheciam suas vítimas, hoje em dia, 75% dos homicídios são cometidos por pessoas absolutamente desconhecidas”. .A “série noire”: brutalidade, na crueldade e na mutilação. Exemplo: Mickey Spillane e James Hadley Chase (“No orchids for Miss Blandish”)


.O universo das histórias em quadrinhos (HQ)


.Substituição de culturas A) Nos Estados Unidos

•Problema do destino dos lucros

•A opção (e problema) da lavagem do dinheiro em negócios legalizados.

•Atividades relacionadas à obras públicas e a indústria de construção, transportes, boates, cervejarias, e – mais tarde – a direção de bancos locais DO CRIME AOS NEGÓCIOS B) Na Itália

•Máfia italiana:
-Investimento de lucros em ramos da construção civil, de estradas, e também em indústrias automobilísticas e de aço.

•Pressões políticas, subornos, extorsões, intimidações e assassinatos.

•O problema da “lavagem” do dinheiro.

•A entrada no mundo bancário C) Relação com os romances policiais

•Pouco reflexo na literatura policial: “A Mafia Kiss” de Philip Loraine, “The busy body” e “Cops and robbers” de Donald Westlake.

•Críticas à Máfia: “War against the Mafia” (Don Pendleton), e as séries “Executioner” e “Matt Helm” (Donald Hamilton), e “The Violent World of Parker” (Westlake).

•“Simulação da realidade”: Peter Maas (“The Valachi papers”), Martin e Hammel Gosch (“The last testament of Luck Luciano”), Vito Genovese (“Memoirs”) e Mario Puzo (“O poderoso chefão”).

•Mero problema político-econômico -DESRESPEITO A LEGISLAÇÃO C) Regulamentação de leis que implicam na falta de liberdade de grandes empresas em negar aos cidadãos o poder de escolha e na ausência de ser possível – para elas – impedir seus concorrentes de ameaçarem seus lucros. E) Operações fraudulentas, espionagem entre empresas, diminuição qualitativa dos produtos sem redução proporcional do preço.

Obs.: “crimes de colarinho branco”. B) Aumento da tributação A) Impossível acompanhar o ritmo D) Tentações de suborno, corrupção e chantagens financeiras aos quais ocorriam entre países imperialistas ricos e pobres (exemplo maior: “escândalo Lockheed”), e entre países imperialistas e o Terceiro Mundo. CAPÍTULO 13 DOS NEGÓCIOS AO CRIME •Crescente organização dos juristas em focarem seus conhecimentos nos ramos empresariais.

•“The teleman touch” (William Haggard – 1959), “Shall we tell the President?” (Jeffrey Archer – 1977), “A loss of heart” (Robert McCrum – 1982), “License renewed” (após a morte de Ian Fleming, escrito por John Gardner – 1981), “Fever” (Robin Cook – 1982), “Basikansingo” (John Matthews – 1982) FIM DO CRIME ORGANIZADO AO CRIME ESTATAL •Primeira Guerra e período entre os grandes conflitos mundiais: surgimento do romance de espionagem (ramo do romance policial)
•Trama do romance policialoConspiração do “inimigo”oHerói-espião = maior aptidão física, aparato tecnológico superior, melhor organização e inteligência mais argutao
•O herói vence nos instantes finais
•O paralelo com o super cérebro do romance policial clássico
•Fantasia juvenil (James Bond)
•Psicologia unidimensional = personagens maniqueístas PRODUÇÃO EM MASSA E CONSUMO EM MASSA •Massificação do romance policial: revolução do livro de capa mole; aparecimento dos livros de bolso e pela necessidade – durante a Segunda Guerra – de publicar grandes livros de baixo custo para as forças armadas •Impulsos inconscientes, desejos, paixões secretas e apetites reprimidos = popularidade dos romances policiais
•O gozo “permitido” da violência
•Evolução social = é melhor ler sobre crimes que praticá-los
•Paradoxo do consumo maciço dos romances policiais
•A necessidade da distração •Romance policial: ópio das novas classes médias
-Distração de maneira passiva
-Fuga temporáriao
-Resposta às necessidades da intelectualidade alienada e dos trabalhadores
-Semi emancipatório, semi civilizado e semi sublimado DIVERSIFICAÇÃO EXTERNA •Aumento do número de autores devido a difusão do mercado
•Diversidade na trama, nos personagens e no cenário
•Não basta mais distrair os leitores, o romance vai gradativamente fornecendo serviços adicionais
•Condicionamento do conhecimento técnico = nova técnica do romance policial moderno
•A diversificação externa do romance policial está ligada à terceira revolução tecnológica
•Mesma função social de distração DIVERSIFICAÇÃO INTERNA - A difusão maciça do crime nos países capitalistas cria dificuldade na execução da lei;
- A delação como um importante aspecto da prevenção do crime
- Combate x tolerância ao crime organizado
- O Estado
- Papel de proteção: CIA, FBI, etc. - A simbiose entre os órgãos estatais, os grandes negócios e o crime organizado
- O multidifuso poder do dinheiro
- O exemplo dos "fantasmas"

- Novo subgênero do romance policial: o romance policial "verdade" ESTADO, NEGÓCIOS E CRIME DE UMA FUNÇÃO INTEGRATIVA A UMA FUNÇÃO DESINTEGRATIVA DO ROMANCE POLICIAL - A função ideológica do romance policial
- A função integrativa do romance policial
- Autores ultraconservadores e protetores da ordem estabelecida (ex: Sir Arthur Conan Doyle)
- A transição para a função desintegrativa
- Advento dos romances policiais de espionagem (romances policiais "de verdade")
- Caráter relativo e ambíguo da lei e da ordem
- Explosão da violência da década de 1950
- O retorno do "heroi rebelde" - Questionamento geral sobre os valores burgueses básicos
No entanto, o máximo que os romances policiais conseguem atingir é revelar e intensificar a crise geral da ideologia burguesa. FECHANDO O CÍRCULO - O crime realmente compensa
- Ceticismo em relação à lei, à ordem e ao Estado: a volta dos "bons rebeldes"
- A sociedade: entidade podre
- A evolução do romance policial reflete, na verdade, a evolução da ideologia burguesa: seria a sociedade burguesa uma sociedade criminosa? •Romance de espionagem
- Vilão reconhecido no começo do livro
- Crime contra o Estado
- Enriquecimento do policial político
- Nouveau Roman

•Os padrões duplos da sociedade burguesa
- Normas sociais x Necessidades pessoais •Segundo Mendel, com a produção em massa houve melhoria no romance policial
•Problema de definição da categoria do romance policial
•O romance de aventuras e o de espionagem adquiriram um maior apelo popular
•Evolução do pensamento para a ação
•O ideal de aptidão física
•Declínio da racionalidade na ideologia burguesa
•O romance de “suspense”, a novela de espionagem e o romance de aventura sem ocupam do mesmo tema: o homicídio
•O inocente prazer
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