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Capítulo VI - "E Nenhum Estrangeiro Trabalhará..."

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by

Renato Sousa

on 16 October 2013

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Transcript of Capítulo VI - "E Nenhum Estrangeiro Trabalhará..."

História da Riqueza do Homem

Leo Huberman

design by Dóri Sirály for Prezi
Capítulo VI - "E Nenhum Estrangeiro Trabalhará..."
Modifica-se também a indústria - Surge o artesanato profissional - O regime das corporações - O justo preço - O burguês começa a substituir o senhor feudal.
Surge o artesanato profissional
Os aprendizes eram jovens que viviam e trabalhavam com o artesão principal, e aprendiam o ofício. A extensão do aprendizado variava de acordo com o ramo. Podia durar um ano, ou prolongar-se por 12 anos. O período habitual de aprendizado variava entre dois e sete anos. Tornar-se aprendiz era um passo sério. Representava um acordo entre a criança e seus pais e o mestre artesão,
segundo o qual em troca de um pequeno pagamento (em alimento ou dinheiro) e a promessa de ser trabalhador e obediente, o aprendiz era iniciado nos segredos da arte, morando com o mestre durante o aprendizado. Concluído este, quando o aprendiz era aprovado no exame e tinha recursos, podia abrir sua própria oficina.
CAPÍTULO XIV
De Onde vem o Dinheiro?
* A Igreja Católica.
* Os metodistas.
* Os calvinistas.
*Os puritanos.
É importante compreender essa nova fase da organização industrial. As
mercadorias, que antes eram feitas não para serem vendidas comercialmente,
mas apenas para atenderem às necessidades de casa, passaram a ser vendidas
num mercado externo. Eram feitas por artesãos profissionais, donos tanto da
matéria-prima como das ferramentas utilizadas para trabalhá-las, e vendiam
o produto acabado
.
(Hoje, os trabalhadores na indústria não são donos nem
da matéria-prima nem das ferramentas. Não vendem o produto acabado, mas
a força do trabalho).
Mas as corporações de artesãos na Idade Média eram diferentes. Todos os
que se ocupavam de um determinado trabalho - aprendizes, jornaleiros,
mestres artesãos - pertenciam à mesma corporação. Tanto mestres como
ajudantes podiam fazer parte da mesma organização e lutar pelas mesmas
corsas. Isso porque a distância entre trabalhador e patrão não era muito
grande. O jornaleiro vivia com o mestre, comia a mesma comida, era
educado da mesma forma, acreditava nas mesmas coisas e tinha as mesmas
idéias.
Era regra, e não exceção, tornar-se o aprendiz, com o tempo, um
mestre.
As corporações de Artesões na Idade Média.

O declínio do sistema Feudal.

* o contato comercial com o oriente contribuiu para a crise do feudalismo;
* a partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuiram para a crisa do sistema feudal;
* o renascimento comercial impulsionado, principalmente, pelas cruzadas;
* o aumento da circulação das moedas, principalmente, nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de troca das mercadorias, característica do feudalismo;
* no final do século XV, o feudalismo encontrava-se desarticulado e enfreaquecido. Os senhores feudais perderam poder econômico e político;
* o desenvolvimento da produção manufatureira;
* as feiras que negociavam mercaadorias por atacado, que provinham de todos os pontos do mundo conhecidos.




O burguês começa a substituir o senhor feudal.
Justo Preço X Preço do Mercado
A noção do justo preço se enquadrava na economia do
mercado pequeno, local e estável.
Mas não se enquadrava na economia do mercado grande, exterior e instável.
As modificações das condições econômicas provocaram uma modificação
das idéias econômicas, Quando o mercado passou a constituir-se de algo
mais do que compradores e vendedores de mercadorias feitas lia cidade, e
dos produtos das vizinhanças, e quando compradores e vendedores de uma
área maior trouxeram ao mercado novas influências, abalou-se a estabilidade
das condições locais. Isso ocorreu nas feiras, que não estavam sujeitas aos
regulamentos sobre o justo preço. Com a ampliação do comércio, as
condições relativas ao mercado passaram a ser muito mais variáveis,
deixando aquele preço de ser praticável. Ele deu lugar, finalmente, ao preço
do mercado.
Aristóteles
São Tomas de Aquino.
Tomás de Aquino(1225-1274) foi um teólogo e escritor italiano sobre questões econômicas. Ele ensinou em Colônia e Paris, e foi parte de um grupo de estudiosos católicos conhecidos como os escolásticos, que mudaram o foco de suas investigações da teologia para os debates filosóficos e científicos. No tratado Suma Teológica, Aquino tratou do conceito de preço justo, que ele considerava necessário para a reprodução da ordem social. que ele considerava necessário para a reprodução da ordem social. Tendo muitas semelhanças com o conceito moderno de equilíbrio de longo prazo, um
preço justo
deveria ser o suficiente para cobrir os custo de produção, incluindo a manutenção de um trabalhador e sua família. Ele argumentou que é imoral os vendedores elevarem seus preços, simplesmente porque os compradores estavam em necessidade premente de um produto.
Aquino discute uma série de temas no formato de perguntas e respostas, tratados substanciais que lidam com a teoria de Aristóteles. As Questões 77 e 78 dizem respeito a questões econômicas, principalmente as relacionadas com o que é um
preço justo
, e sobre a lealdade de um vendedor que distribui mercadorias com defeito. Aquino argumentou contra qualquer forma de trapaça e recomendou que a compensação sempre fosse paga na falta de um bom serviço.
No Livro I de Política, Aristóteles discute a natureza geral das famílias e das
trocas de mercado
. Para ele, há uma certa "arte de aquisição" ou "aquisição de riqueza". O dinheiro em si tem o único propósito de ser um meio de troca, o que significa, para ele, que "é inútil ... não é útil como um meio para qualquer das necessidades da vida".3 No entanto, aponta Aristóteles, como o "instrumento" do dinheiro é o mesmo, muitas pessoas são obcecadas na simples acumulação de dinheiro. "Tornar-se rico" para a uma família é "necessário e honroso", enquanto que a troca no comércio pela simples acumulação é "justamente censurado, pois é desonroso".4 Aristóteles desaprovava a usurae o lucro através do monopólio.
Mas numa sociedade em que o principal objetivo do trabalho era o lucro, então a Igreja tinha de adotar uma linguagem diferente. E se a Igreja Católica, engrenada numa economia feudal e manual, em que o artesão trabalhava simplesmente para viver, não podia modificar seus ensinamentos de forma bastante rápida para enquadrar-se na economia capitalista, onde o industrial trabalhava para ter lucro, então a Igreja Protestante podia. Ela dividiu-se em muitas seitas diferentes, mas em todas, e em graus variados, o capitalista interessado nos bens materiais podia encontrar consolo.
Tomemos por exemplo os puritanos. Enquanto os legisladores católicos
advertiam que o caminho da riqueza podia ser a estrada do inferno, o
puritano Baxter dizia a seus seguidores que se não aproveitassem as
oportunidades de fazer fortuna, não estariam servindo a Deus. Se Deus vos
mostra o caminho pelo qual podeis ganhar mais, legalmente, do que em
qualquer outro (sem dano para a nossa alma ou para qualquer outra) e se
recusais, escolhendo o caminho menos lucrativo, estareis faltando a uma de
vossas missões, e rejeitando a orientação divina, deixando de aceitar Seus
dons para usá-los quando Ele o desejar; podeis trabalhar para serdes ricos
para Deus, embora não para a carne e o pecado.
Ou tomemos os metodistas. Wesley, seu famoso líder, escreveu: "Não devemos impedir as pessoas de serem diligentes e frugais; devemos
estimular todos os cristãos a ganhar tudo o que puderem, e a economizar tudo o que puderem; ou seja, na realidade, a enriquecer.”
Ou tomemos os calvinistas. A Reforma Protestante ocorreu no século XVI,
período em que as oportunidades para acumulação de capital, tão necessária
para a posterior produção capitalista em grande escala, foram maiores do que nunca. Os ensinamentos de Calvino estavam particularmente dentro do
espírito da empresa capitalista. Ao passo que a Igreja. Católica vira antes
com suspeita o comerciante, como alguém cuja "ambição de ganho" era um
pecado, o protestante Calvino escrevia: "Por que razão a renda com os
negócios não deve ser maior do que a renda com a propriedade da terra? De
onde vêm os lucros do comerciante, senão de sua diligência e indústria?”

A moral, a política, a literatura e a religião da idade reuniram-se numa grande conspiração para promoção da poupança.

Deus e Mamon se reconciliaram. Paz na Terra aos homens de bons recursos. O rico podia, no
final das contas, entrar no Reino dos Céus apenas se economizasse.
*Renato Jr.
*Tamara Cristina.
*Raquel Braga.
*Lília Lima.
A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UEVA)
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