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Primavera Arabe

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by

Larissa Bissoli

on 10 September 2015

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Transcript of Primavera Arabe

Primavera Árabe
A Primavera que virou outono
Crise Econômica
Internet
Ana Carolina
Ana Luísa
André Foltran
Gabriela de Souza
Larissa Bissoli
Luciana Gonçalves
Natalia Maggiotto
Vinícius Godoy

Síria
Egito
Palestina e Israel
Dossiê do Mundo Árabe
Islamismo
Dois anos de Revolução Permanente
Despertar
Etnia
A história de um povo nascido no deserto
O mundo árabe é formado por países que, na maioria das vezes adotam o islamismo, a língua e cultura árabe. Várias destas nações têm passado por revoluções desde o começo da Primavera Árabe, iniciada na Tunísia e no Egito. Tais povos lutam pelo fim de um sistema político autocrático, concentrado nas mãos de apenas uma pessoa ou partido, todavia, também anseiam pela construção de uma democracia eficiente. No entanto, as reivindicações sofrem influência de variados conflitos externos e internos.
O Surgimento do Islã
A base do Islã encontra-se no Alcorão, livro escrito por Mohamed, considerado criador da religião. O livro sagrado abrange desde questões espirituais até aquelas que envolvem a sociedade, a cultura, a economia, a política e a justiça.
Em nome desta religião, exércitos foram recrutados pelos habitantes da Arábia, invadiram regiões e fundaram o Califado, que conquistou parte do Império Bizantino e todo o Império Sassânida. Tal unidade durou até o século X, mas deixou grande herança cultural na região onde existiu: vários povos da região tornaram-se muçulmanos.
Durante os séculos XV e XVI foram dominados pelo Império Otomano, que, com um estado burocrático, abrigava várias populações sobre uma legislação baseada no Islã.
Já no século XVIII, durante a Revolução Industrial, cresceu o poderio militar de várias nações, fazendo com que o Império Otomano mudasse sua organização militar. De qualquer modo, o fim de tal Império vem com o término da Primeira Guerra Mundial, pois o Estado havia se aliado à Tríplice Aliança.
Com esse desfecho teve origem a Turquia e muitas regiões foram postas sobre domínio britânico e francês, todavia, algumas conseguiram, por meio de acordos, certa autonomia.
Todos esses fatores geraram conseqüências, como: O reforço da dominação por britânicos e franceses, após a descoberta de petróleo nas áreas e as disputas entre as elites árabes.

Nem todo árabe é muçulmano, assim como nem todo muçulmano é árabe!
Herança Colonial
Nova Era
No início de 2011, revoluções jovens, modernas e seculares depuseram os ditadores da Tunísia e do Egito, causando uma onda de revoltas que avançou além de suas fronteiras. Esses movimentos de protesto ganharam o nome de Primavera Árabe. A queda do ditador Zine Al-Abidine Ben Ali, na Tunísia, representou uma novidade para a região: pela primeira vez, um governante foi deposto pela força do próprio povo mobilizado nas ruas. A derrubada do ditador Hosni Mubarak, no Egito, o país mais influente e populoso do mundo árabe, contribuiu para espalhar os protestos pela região.
No entanto, a Primavera Árabe, que num primeiro momento encheu de esperança a população árabe, tomou rumos complexos, com os choques de interesses entre grupos políticos e forças econômicas e militares. A repressão aos protestos provocou levantes armados de grupos com apoio estrangeiro, intervenções militares externas e multiplicou as áreas de conflitos. Após meses de combates, outros dois ditadores foram depostos, ainda em 2011: Muammar Kadafi,na Líbia, e Ali Abdullah Saleh, no Iêmen.
Como se pode observar, na busca da soberania popular, nada é simples nem fácil. Na Tunísia, o novo governo manteve no poder membros do regime deposto. No Egito, os militares se apegaramao poder e frearam as mudanças. Na Líbia, a desagregação do país e as rivalidades entre os grupos frustram os anseios por democracia. A Síria está mergulhada em profunda violência.

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Os movimentos populares derrubaram governos, mas construir Estados democráticos exigem um caminho longo e cheio de conflitos
A Síria é um país árabe no Sudoeste Asiático, e faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel no sudoeste, Jordânia no sul, Iraque a leste, e Turquia no norte.
A Síria, sendo um país com uma história muito antiga, foi dominada por Macedônios, turcos, e foi dominada por muitos anos pela França.
A Síria de hoje foi criada como mandato francês e obteve sua independência em Abril de 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949-1970. Síria esteve sob Estado de sítio desde 1962, que efetivamente suspendeu a maioria das proteções constitucionais aos cidadãos. O país vem sendo governado pelo Partido Baath desde 1963, embora o poder atual esteja concentrado na presidência e um pequeno grupo de políticos e militares autoritários. O atual presidente da Síria é Bashar al-Assad, filho de Hafez al-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000.4 5 Síria tem uma grande participação regional, particularmente através do seu papel central no conflito árabe com Israel, que desde 1967 invadiu as Colinas de Golã, e pelo envolvimento ativo nos assuntos libaneses e palestinos.

Síria em estado de guerra
A repressão do ditador sírio Bashar al-Assad às manifestações contra o regime evoluiu para uma guerra civil, protagonizada por rebeldes que contam com apoio externo, em armas e homens, que enfrentam as forças oficiais há dois anos. A situação na Síria agravou-se a ponto de o ditador Bashar al-Assad afirmar, em junho de 2012, que o país vive “em estado de guerra”. A crise recente é a mais séria ameaça à ditadura da família Al-Assad, estabelecida há mais de 40 anos. O conflito matou, pelas estimativas da ONU, 60 mil pessoas entre março de 2011 e dezembro de 2012. Cerca de 30 mil pessoas estão refugiadas na Turquia.O ditador imprime um caráter laico ao Estado sírio, o que favorece o convívio entre as várias comunidades religiosas. Por outro lado, o regime utiliza um vasto aparato de segurança e inteligência, que persegue e sufoca a oposição. Quando Bashar assumiu a Presidência, após a morte do pai, em 2000, havia a expectativa de que o jovem líder fosse iniciar uma abertura política, o que não ocorreu. Assim, os setores descontentes se recolhem, à espera de um enfraquecimento do regime.A insatisfação com a ditadura transbordou para as ruas logo após as revoluções na Tunísia e no Egito, no início de 2011. As manifestações pró-democracia começam em março daquele ano e se alastram pelo país. Bashar envia tropas para acabar com os protestos.A violenta resposta do governo estimula parte da oposição a pegar em armas para derrubar o regime, com o apoio de governos no exterior, como o do Catar. A criação do Exército Livre da Síria (ELS) por um ex-coronel do Exército, em agosto de 2011, marca o início da rebelião armada.
A deserção de soldados e a adesão de ativistas fazem com que cresça a influência do ELS, que, no fim do ano, controla partes do território do país. As forças sírias ampliam a repressão
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A Importância da Síria

A Síria tem um papel importante no jogo de alianças no Oriente Médio, e uma intervenção militar externa poderia detonar um conflito em toda a região. O regime sírio forma com o Irã e o grupo Hezbollah, do Líbano, um “arco xiita” que se opõe a Israel e disputa a hegemonia no Oriente Médio com as monarquias sunitas. Enquanto os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE) apoiam Israel e as monarquias petrolíferas do Oriente Médio, a Rússia é o mais importante aliado da Síria.Na ONU, os EUA e os países europeus fazem pressão para que o Conselho de Segurança (CS) aprove uma resolução de condenação ao regime sírio estipulando um embargo internacional. Mas o texto é barrado no CS, pelo veto de Rússia e China, aliadas do Irã. Sem consenso para uma ação militar, os EUA, a UE e a Liga Árabe –comandada por Arábia Saudita e Catar -pedem a renúncia de Bashar e decretam sanções contra a Síria. Os rebeldes contam com o apoio da Turquia, que oferece bases ao ELS. A Arábia Saudita e o Catar também enviam armas e munições para o ELS. O suporte da Turquia à oposição síria eleva a tensão entre os dois vizinhos.
Evolução do Conflito
Milícias paramilitares alauítas ligadas ao governo –chamadas de shabiha –
são acusadas de executar mulheres e crianças em vilas sunitas. Os massacres de Taldou (108 mortos, em maio de 2012) e Cubair (78 mortos, em junho) sinalizam a guerra sectária, ou seja, com base em diferenças religiosas ou étnicas.
O ELS intensifica as ações armadas e chega a Damasco, a capital, onde entra em choque em junho de 2012 com a Guarda Republicana, responsável pela segurança do presidente. A chegada dos embates ao centro do poder desperta o temor de que o ditador possa recorrer a armas químicas para barrar os rebeldes. Em novembro, o ELS consolida o controle sobre a província petrolífera de Dayr az Zawr, no leste, conquista bases militares e amplia o acesso a armamentos pesados.Por enquanto, 15 mil integrantes do ELS enfrentam um Exército de 220 mil homens. Assim, a maior ameaça ao regime é a erosão dos pilares da ditadura – a lealdade da cúpula militar alauíta e o suporte político da elite sunita.
Os problemas do Egito
TAHRIR
- A primeira grande crise eclode em março de 2012 quando a Corte de Justiça dissolve a Assembleia Constituinte.
- Nos meses seguintes a Irmandade Muçulmana negocia com partidos liberais e seculares a escolha de um painel mais representativo da sociedade egípcia.
- O clima de apreensão aumenta com as eleições presidenciais. Mohammed Mursi é considerado um conservador religioso prometendo em sua campanha adotar a sharia e promover reformas radicais no governo.
- A Irmandade temendo a concentração de poder no Executivo e Legislativo decide intervir. Antes do segundo turno o CSFA (Conselho de Segurança da Forças Armadas) suspende o Parlamento e assume os poderes legislativos. No fim da votação, quando as pesquisas já apontam a vitória de Mursi, o CSFA decreta uma Constituição interina passando a controlar o orçamento nacional, a segurança interna e as relações exteriores.
- Mursi vence, mas assume a Presidência com autoridade limitada e o desafio de negociar com os generais a continuidade da transição democrática no Egito.

Mali
- Em janeiro de 2012 grupos armados vindos da Líbia, aliados a Al Qaeda e ao grupo radical islâmico Ansar Dine, lançam uma ofensiva.
- Os rebeldes tomam as cidades ao norte do Mali. Mais de 500 mil pessoas fogem.
- Os rebeldes impoem a sharia aos territórios conquistados.
- O país inicia 2013 em grave crise.
- Em janeiro de 2013, a França envia ao país 2,5 mil soldados e bombardeia áreas rebeldes, com o aval da ONU e apoio de forças norte-americanas.
- As intervenções externas faz com que os rebeldes recuem.
- Países da comunidade do Oeste Africano enviam mais soldados ampliando a presença militar externa.

O Irã sob pressão
A Líbia desagrada
Após 48 anos sem eleições para o congresso, a Libia tem um novo governo. O conselho Nacional de Transição (CNT) dirige o país desde a queda de Kadafi e vem enfrentando uma realidade de desagregação, além de rivalidades regionais.Um dos desafios do novo governo são as Katibas(milícias locais ) que lutam entre elas e promovem a violência na Libia.
O CNT tambem busca garantir a unidade do país, que é dividido em três regiões rivais, desde a independência da Libia, Cirenaica, Tripolitânia e Fezzan desfrutam de relativa autonomia. A rivalidade entre as províncias foi acentuada por Kadafi que concentrava a riqueza apenas em Tripolitânia e negligenciava a Cirenaica.Atualmente a rivalidade entre as regioes continua e sua busca por autonomia tambem. Cirenaica reividica o retorno do federalismo e o controle pelas reservas de petróleo,a maior parte dessas reservas estão em sua região.Mas encontram a oposição do novo governo que teme a desintegração do país e não quer abrir mão do petróleo. O CNT tenta realizar uma Assembleia Constituinte para formar novas instituições no país, porem o pleito ainda não ocorreu, pois a divergências sobre o tamanho da representação de cada região na assembleia e as formas de como tomar as decisões.

Percalços na Tunísia
Primeiro país da Primavera Árabe a realizar eleições após a queda de Ben Ali. A Tunísia é o que possui melhores chances de adotar a democracia. Como o Egito, as forças islâmicas ganharam espaço no processo eleitoral. O partido islamita Ennahda conquistou a maior bancada na Assembleia constituinte e assumiu um carater laico da nova Constituição, que não deverá mencionar a sharia.Porém quando os conservadores que defendem o estado islâmico passaram a promover ações violentas e a tensão elevou-se no país com a morte do lider da oposição Chukri Bel Aid, surgiu então uma crise política, que fez com que o primeiro-ministro, Hamadi Jebali pedisse demissão após não conseguir consenso para formar um grupo técnico e o novo ministro Ali Larayedh, assume pedindo apoio popular para consolidar a democracia.
Iêmen
A nação mais pobre do Mundo Àrabe, conseguiu tirar do poder Ali Abdullah Saleh após 30 anos, e quase enfrentaram uma guerra civil durante esse processo.
O novo governo iemenita, tem como presidente Rahman Mansur al-Hadi e como prioridade restaurar a estabilidade e segurança no pais, principalmente no sul, onde houve um avanço dos extremistas islâmicos ligados à Al Qaeda durante o processo que retirou Saleh do poder e para isso conta o apoio dos EUA.
Barein
As manifestações da comunidade xiita contra a dinastia sunita formam uma grande ameaça a monarquia do golfo Pérsico em décadas. Mas os governantes do Barein conseguiram oprimir o movimento por democracia e pelo fim da discriminação da população xiita, graças ao apoio que recebem dos EUA e da Arábia Saudita.
As manifestações no país foram proibidas desde outubro de 2012, quando os xiitas voltaram a organizar protestos após desconfiarem das iniciativas do rei Hamad al-Khalifa, ele formou um comite para discutir reformas políticas, após o relatório confirmativo de uma comissão convocada pelo mesmo para avaliar se os manifestantes sofreram abusos durante os protestos.

Isolado externamente em razão de seu programa nuclear, o pais corre o risco de perder o maior aliado, o sírio Bashar AL-Assad e anda enfrentar graves dificuldades em sua economia.
Há anos o programa nuclear do Irã é alvo de pressões internacionais. A questão nuclear ocupa o centro das disputas que opõem o Irã aos Estados Unidos e a Israel.
As acusações de que o país ambiciona fabricar a bomba atômica provocaram sanções econômicas internacionais, as ultimas impostas pelos EUA e autorizadas pela Agencia Nuclear de Energia Atômica, foram iniciadas em agosto de 2012. Impedido de comercializar livremente seu produto mais lucrativo, o petróleo, o pais enfrenta uma seria crise econômica.

Xadrez Político
O regime iraniano é apontado como grande patrocinador de grupos extremistas que atuam contra Israel. As relações com os israelenses encontram-se em momento de alta voltagem. Israel não é aderente ao Tratado de Não Proliferação Nuclear e, é considerado internacionalmente um pais com arsenal nuclear, embora não confirme isso.
Influência regional do Irã vem correndo o risco de um serio abalo com o conflito na Síria. Se o regime de Assad cair, o Irã fica sem um corredor para abastecer Hamas e perde seu maior aliado. O Irã também se aproxima do Iraque por meio de aliança com a principal liderança xiita do país.

Questões Domésticas
Uma repressão brutal dispersou os protestos que tiveram inicio em 2009. Uma disputa interna de poder entre o presidente e o líder religioso do país torna-se publica em 2011. Ahmadinejad esta tendo de lidar com vários problemas, a economia apresenta graves dificuldades- crescimento lento, desemprego alto e corrupção. Com o embargo internacional e a exportação do petróleo cair, resultou em inflação o que levou a população as ruas de Teerã em outubro de 2012. O governo perde popularidade e a insatisfação se torna uma ameaça pela teocracia iraniana.
Após a II Guerra Mundial, o domínio que a França e a Inglaterra tinha sobre o Oriente Médio torna-se dos EUA e da URSS. Entretanto, isso trouxe mais problemas para a região. O conflito mais difícil de superar é entre palestinos e israelenses, que sempre brigam por suas terras.
No final da I Guerra Mundial, os britânicos dão total apoio à formação de um Estado judeu. Durante a II Guerra Mundial, muitos judeus migram para lá, fugindo do Holocausto. Em 1948, foi criado o Estado de Israel.
Enquanto isso, entre 1950 e 1960, surge o movimento Pan-Arabismo, que pregava a união dos árabes, principalmente aos palestinos, que não possuem Estado. Porém, a derrota do Egito, da Síria e da Jordânia na Guerra dos Seis Dias em 1967, contra Israel, provoca um período de desunião entre líderes de vários países árabes.
Com a decadência do colonialismo após a II Guerra Mundial, alguns países tornam-se independentes, mas as potências tentam manter influência e acabam oprimindo minorias. Um exemplo disso foi Nasser, que trazia novos projetos nacionais, mas centralizava o poder e desenvolvia uma política personalista.
Após o suposto ataque terrorista contra os EUA em 11 de setembro de 2001, inaugurou-se um novo cenário geopolítico para as populações árabes, iniciando-se com a guerra contra o Afeganistão. A partir de 2002, Bush lança uma nova estratégia de segurança chamada Doutrina Bush, que separa o mundo entre "forças do bem" (sociedades democráticas e aliados) e "forças do mal" (terroristas). Com isso, os EUA reforçaram sua presença em todo o mundo e aumentam seu orçamento bélico. Em 2003 eles invadem o Iraque sem a aprovação da ONU e após a queda do regime de Saddam Hussein, a ocupação causa conflitos que se estendem até 2011.
Depois de 11 de setembro de 2001, vários grupos iraquianos, autodenominados Al Qaeda ("a base", em árabe) organizam atentados na Europa, África e Oriente Médio.
Com a morte de Bin Laden em 2011, milhares de muçulmanos foram mortos sob o pretexto de combater tropas ocidentais. Mediante tais fatos, levantaram-se conflitos no Egito e em outros países do mundo árabe por liberdade e democracia.
George W. Bush
Osaba Bin Laden
Saddam Hussein
11/09/2001 NY
O conflito entre palestinos e israelenses dura mais de seis décadas. Dentre os principais motivos está:
Mudanças na situação
política da região
As relações entre Israel e os palestinos sofreram, nos últimos anos, o impacto de duas mudanças externas:
- A chegada do democrata Barack Obama ao governo dos Estados Unidos, em 2009, com uma retórica menos enfática de apoio a Israel. Em maio de 2011, Obama fez um pronunciamento histórico, defendendo um Estado palestino desmilitarizado ao lado de Israel, com base nas fronteiras definidas até 1967 – salvo alterações acertadas entre os dois países envolvidos. Netanyahu descartou a ideia. Disse considerar as fronteiras pré-1967 “indefensáveis”, por deixar fora de Israel os mais de 120 assentamentos na Cisjordânia, onde moram 330 mil judeus.
- A Primavera Árabe, no início de 2011, que derrubou o ditador Hosni Mubarak da presidência do Egito. Mubarak era fiel aliado dos EUA e reconhecia o Estado de Israel. Já seu sucessor Mohamed Mursi é ligado aos islamitas da Irmandade Muçulmana, movimento que originou o Hamas. Mesmo assim, o presidente norte-americano Barack Obama continuou a apostar no governo egípcio como o mais bem posicionado para concluir um cessar-fogo entre israelenses e palestinos.
Afeganistão e Iraque: o inferno ainda não acabou
Quando a Primavera Árabe chegou em 2011, abalou vários governos de uma região já bastante sacudida por conflitos, desde 11 de setembro de 2001, quando em um ataque terrorista da rede Al Qaeda comanda por Osama Bin Laden, as torres gêmeas, em Nova York, foram derrubadas. No mesmo ano os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e em 2003 invadiram o Iraque, onde a intervenção militar durou oito anos. Quando o EUA saiu em 2011, o país mergulhou em uma guerra sectária. As tropas permaneceram no Afeganistão, há uma escala de conflitos com as malicias do Taliban.
Após ocupação no Iraque
Os EUA invadiram o Iraque em 2003, para terminar o regime de Saddam Hussein. A alegação para isso (não confirmada) era de que o país acumulava armas de destruição em massa. Mas o objetivo de fato era asseguram a influencia nas áreas de reservas de petróleo. Desde a chegada dos EUA o país mergulhou numa espiral de conflitos entre os grupos populacionais: xiitas (60%), sunitas (20%) e curdos (15%). Alem de lutarem entre si, resistiam às forças armadas dos EUA. A causa central do conflito foi à aliança política do comando militar norte-americano com a elite xiita. Os sunitas, apoiada pelo Saddam desencadeou a insurgência sunita contra os EUA e os xiitas. Entre os combatentes sunitas havia nacionalistas, partidários de Saddam Hussein e milícias ligadas a Osama Bin Laden. O Exercito Mahdi, milícia xiita, liderado por Muqtada al-Sadr, promoveu uma violenta campanha contra os soldados estrangeiros, foi derrotado em 2008.Mudanças políticas internas começaram em 2005. A Aliança Iraquiana Unida, xiita, vence as eleições, pela primeira vez os xiitas chegam ao governo.
A Assembleia Nacional Provisória (ANP) forma um governo transitório e redige o projeto de nova Constituição, desagradando os sunitas pela possível criação de federações autônomas no norte (curdos) e no sul (xiitas), região concentrada em petróleo. A Aliança Iraquiana Unida vence as eleições para o Parlamento, o xiita Nuri al-Maliki é eleito como primeiro-ministro.
A violência no país aumenta atingindo o pico em 2006 e 2007. Diminui após o envio de mais soldados e com acordos obtidos com milícias sunitas. Em 2008, o governo dos EUA, com o George W. Bush, anuncia o fim da ocupação militar até 2011 o que ocorre aos poucos com operações de combate transferidas para forças iraquianas.
Nas eleições de 2010, Maliki continua no cargo, ao formar uma coalizão com o bloco Iraqiya, apoiado pelos sunitas. Mas a partilha do poder não ocorre e Maliki acumula funções, atuando como ministro da Justiça, do Interior e da Defesa. No final de 2011 encerra a ocupação dos EUA, com a morte de 4,4 mil soldados e 110 mil civis iraquianos, além de trilhões de dólares gastos.

Um dia após a retirada dos EUA, o vice-presidente Tariq al-Hashemi, líder sunita, torna-se fugitivo, pois o xiita Nuri al-Maliki manda prendê-lo, sob acusação de terrorismo. Hashemi busca proteção no Curdistão, em setembro de 2012 a Corte Suprema Penal do Iraque o condena a pena de morte por crimes de terrorismo.
Maliki marginaliza os sunitas e se aproxima dos xiitas próximos ao governo do Irã. A crise no governo impulsiona reivindicações de autonomia para províncias sunitas, Maliki veta proposta, ocorrendo também por causa do conflito na Síria. O governo iraquiano teme a formação de um bloco unindo as áreas sunitas iraquianas com uma Síria eventualmente sunita.
Internamente o número de atentados cresce. A maioria atinge alvos xiitas, alem da policia e do Exército. Ações atribuídas ao grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado a Al Qaeda. Nas cidades de maioria sunita, o povo ganha as ruas, em manifestações antigoverno.

Mais violência no Afeganistão
Invadido pelos EUA em 2001 que derrubou o regime fundamentalista do Taliban, acusando de dar abrigo ao grupo Al Qaeda. Em seu lugar entra um governo aliado do Ocidente, sustentado por tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Mas a guerrilha islâmica resurgiu com força no Sul e no Leste do território nos últimos anos, usando como bases áreas tribais do Oeste do vizinho Paquistão.
Vários incidentes em 2012 envolvem tropas norte-americanas e recebem amplo repúdio no Afeganistão levando o presidente afegane, Hamid Karzai, a criticar a presença das tropas externas.
O Taliban não dá tréguas, e a violência continua. O EUA conseguiu derrotar o Taliban na província de Kandahar, porém o ganho é considerado frágil e reversível, pela incapacidade do governo paquistanês de caçar os guerrilheiros em seu território. No início de 2013, o presidente Obama anuncia a retirada de metade do contingente militar dos EUA no Afeganistão até 2014. A OTAN manterá de 8 mil a 12 mil militares após 2014 no Afeganistão.

Mais violência no Afeganistão
Invadido pelos EUA em 2001 que derrubou o regime fundamentalista do Taliban, acusando de dar abrigo ao grupo Al Qaeda. Em seu lugar entra um governo aliado do Ocidente, sustentado por tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Mas a guerrilha islâmica resurgiu com força no Sul e no Leste do território nos últimos anos, usando como bases áreas tribais do Oeste do vizinho Paquistão.
Vários incidentes em 2012 envolvem tropas norte-americanas e recebem amplo repúdio no Afeganistão levando o presidente afegane, Hamid Karzai, a criticar a presença das tropas externas.
O Taliban não dá tréguas, e a violência continua. O EUA conseguiu derrotar o Taliban na província de Kandahar, porém o ganho é considerado frágil e reversível, pela incapacidade do governo paquistanês de caçar os guerrilheiros em seu território. No início de 2013, o presidente Obama anuncia a retirada de metade do contingente militar dos EUA no Afeganistão até 2014. A OTAN manterá de 8 mil a 12 mil militares após 2014 no Afeganistão.

Invadido pelos EUA em 2001 que derrubou o regime fundamentalista do Taliban, acusando de dar abrigo ao grupo Al Qaeda. Em seu lugar entra um governo aliado do Ocidente, sustentado por tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Mas a guerrilha islâmica resurgiu com força no Sul e no Leste do território nos últimos anos, usando como bases áreas tribais do Oeste do vizinho Paquistão.
Vários incidentes em 2012 envolvem tropas norte-americanas e recebem amplo repúdio no Afeganistão levando o presidente afegane, Hamid Karzai, a criticar a presença das tropas externas.
O Taliban não dá tréguas, e a violência continua. O EUA conseguiu derrotar o Taliban na província de Kandahar, porém o ganho é considerado frágil e reversível, pela incapacidade do governo paquistanês de caçar os guerrilheiros em seu território. No início de 2013, o presidente Obama anuncia a retirada de metade do contingente militar dos EUA no Afeganistão até 2014. A OTAN manterá de 8 mil a 12 mil militares após 2014 no Afeganistão.

Isolamento de Israel
As relações entre Iraque e Palestinos sofreram nos últimos anos, duas mudanças externas, além da Primavera Árabe. A primeira foi à chegada do democrata Barack Obama ao governo americano, em 2009, com uma retórica menos enfática de apoio à Israel. A segunda foi o rompimento da cooperação comercial e militar com a Turquia.
Em maio de 2011, Obama faz um pronunciamento histórico, defendendo a criação de um Estado palestino ao lado de Israel, tomando como base as fronteiras pré-1967. Resalvando que qualquer mudança territorial deveria ser acertada de comum acordo. Netanyahu rejeitou a ideia, dizendo considerar as fronteiras pré-1967 como indefensáveis, deixando de fora de Israel quase 3.300 mil judeus.
O Estado turco era, como o Egito, um pilar de segurança para Israel no Oriente Médio. O estopim da ruptura ocorreu em 2010, quando forças israelenses atacaram uma flotilha zarpada da Turquia que elevava ajuda humanitária aos moradores da Faixa de Gaza. O rompimento se deu em setembro de 2011, diante da recusa de Israel em pedir desculpas pelo incidente.

Obrigado
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