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Untitled Prezi

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by

Beatriz Bandeira

on 29 May 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Um caso de Neurose Obsessiva O Homem dos Ratos Quem? Análise Freudiana Ernst Lanzer, "O Homem dos Ratos", recorreu à psicanálise em 1907; suas queixas revelavam um clássico caso de Neurose Obsessiva. Alguns casos curiosos a respeito da vida de Ernst foram relatados:

Aos cinco anos de idade, costumava apalpar partes íntimas de uma de suas governantas e, aos seis, se envolvia sexualmente com outra, espremendo-lhe abcessos nas nádegas e tocando-a ao deitar-se com ela. A Infância Relatos do Paciente referentes
aos episódios supracitados: Os pensamentos obsessivos geravam impulsos comportamentais a fim de aniquilar o mal iminente.
Esses impulsos desenvolviam-se como um próprio mecanismo de defesa do paciente. O pseudônimo lhe foi dado
devido a suas idéias
compulsivas de ratos sendo
utilizados como método de
tortura. O paciente demonstra culpa por seu desejo sexual florido em tão tenra idade; a partir daí começam seus pensamentos obsessivos. "Eu tinha vontade de ver certas moças despidas. Contudo, desejando isso, eu tinha um estranho sentimento, como se algo devesse acontecer se eu pensasse em tais coisas, e como se devesse fazer todo tipo de coisas para evitá-lo. Um exemplo desses meus temores: que meu pai deveria morrer. " O Homem dos Ratos Uma insistente ideia permeava a mente do paciente: a de que seus pais eram capazes de ler seus pensamentos e adivinhar seus desejos. Obviamente, isso o aterrorizava demasiadamente. A Amnésia Outro fato observado por Freud foi que o paciente não guardava quaisquer recordações de períodos anteriores aos seus seis anos de idade; baseando-se nisso, Freud afirma que, provavelmente, o cerne de seu transtorno não se encontra em sua fase atual de vida, mas fincado em sua infância.
Freud deixa isso claro na seguinte alegação: "As neuroses obsessivas, mais do que as histerias, tornam óbvio que os fatores que formarão uma psiconeurose podem ser encontrados na vida sexual infantil do paciente, e não em sua vida atual." Os Ratos O Caso dos Ratos, que deu vida ao pseudônimo de Ernst Lanzer: Paul (nome dado por Freud para preservar a identidade do paciente) ouve de um capitão - conhecido por sua crueldade - uma história sinistra a respeito de uma técnica de tortura asíatica: O condenado era imobilizado e colocavam-se ratos dentro de uma
bacia, adaptando-a às nádegas do sujeito. Feito isso, os ratos
introduziam-se no ânus do indivíduo. Paul, ficando imensamente impressionado com essa história, não conseguia expulsá-la de seus pensamentos; logo, apossou-se da ideia de que, caso não realizasse certos feitos ou reproduzisse certos comportamentos, essa cruel tortura seria aplicada às pessoas que ele mais amava: seu pai e sua namorada. Outros pensamentos obsessivos... Ao ver um raio, Paul não resistia ao impulso de contar os segundos até que se fosse ouvido o estrondo do trovão.
Ocasionalmente, dividia palavras em sílabas e refletia sobre o significado de cada uma em idiomas estrangeiros.
Certa vez, Paul retirou do caminho uma pedra por um medo repentino de que sua namorada pudesse se acidentar ao passar sobre ela. Após pensar profundamente no quão absurda era essa ideia, ele voltou e deixou a pedra exatamente no lugar onde a achou. Considerações Freud observara que Paul censurava-se demasiadamente por não ter estado presente na morte de seu pai. A culpa intensificara-se quando o paciente soube, por meio de uma enfermeira, que ele proferira seu nome segundos antes de falecer.

Curiosamente, a lembrança de sua negligência em relação ao pai só foi lhe ocorrer 18 meses após sua morte, passando, então, a atormentá-lo incessantemente, levando-o a acreditar que era um criminoso. Novamente, percebe-se em Paul um forte sentimento de culpa em relação ao pai. E percebe-se, também, que o pai de Paul torna-se um tema recorrente e nuclear da análise. Relações com o Pai Um fato intrigante passa a permear todo o processo terapêutico: Paul identifica diversos momentos em que o pai, dentro de seus pensamentos, encontra-se morto ou envolvido em tragédias. "Com doze anos de idade tinha gostado de uma menina, irmã de um amigo seu. Todavia, ela não lhe mostrara tanta afeição como ele havia desejado. E, conseqüentemente, viera-lhe a idéia de que ela lhe seria afável se alguma desgraça viesse a lhe acontecer; e, como exemplo dessa desgraça, a morte de seu pai insinuou-se forçadamente em sua mente." "A mesma idéia, ainda que de forma muito mais amena, lhe adviera pela terceira vez, no dia anterior à morte de seu pai. Ele pensara: `Agora posso estar perdendo o que mais amo’; e então viera a contradição: `Não, existe alguém mais, cuja perda seria bem mais penosa para você.’" Por quê? Freud explica: O medo está intimamente ligado ao desejo; Paul, em verdade, quando temia pela morte do seu pai inconscientemente desejava isso fortemente, originando, então, a culpa e auto-depreciação. Nas palavras dele: A fonte da qual sua hostilidade pelo pai tirava a sua indestrutibilidade era, evidentemente, algo da natureza de desejos sensuais, e nessa correlação ele deve ter sentido seu pai como uma interferência, de uma ou de outra forma. Aspectos principais de sua Neurose: Além disso, Paul nutria um inexplicável ódio por prostitutas. A Dualidade Enquanto um lado de Paul possuía sentimentos e ideias perversas, o outro corroía-se com a culpa. Self Moral Self Mau O paciente passava por um conflito,
pois, dentro de si, existiam
duas esferas: uma boa -
a consciente - e a má -
inconsciente. Em diversos momentos, Paul diz
lembrar-se de coisas que fez em sua
infância provenientes de seu eu-mau. Aqui, o paciente depara-se com uma das principais características do inconsciente: a relação deste com o infantil. O Inconsciente "O inconsciente, era o infantil; era
aquela parte do eu que ficara apartada dele na infância, que não participara dos estádios
posteriores do seu desenvolvimento e que, em conseqüência, se tornara reprimida." Os derivados desse inconsciente reprimido eram os responsáveis pelos pensamentos involuntários que constituíram a sua doença. Conclusão do Caso Baseando-se em um de seus relatos, em que o pai de Paul o repreendeu ao flagrá-lo se masturbando, Freud concluiu que essa punição foi o que deu fim à prática de masturbação do paciente, colocando-o em conflito com sua sexualidade. Paul, por sua vez, não pôde deixar de sentir pelo pai um rancor inconsciente e inextinguível, enxergando-o sempre como um impecilho e obstáculo entre ele e o seu prazer sexual. E os ratos? Sua obsessão com a história dos ratos: erotismo anal, que desempenhara um importante papel em sua infância, devido a uma constante irritação causada por vermes.
Ratos são portadores de muitas doenças: objeto de seu pavor de contrair uma infecção sifilítica.
Mas, o pênis é um portador de infecção sifilítica, sugerindo que o paciente visse o rato como um órgão sexual. Havia uma outra designação a ser encarada desse modo, de vez que um pênis (mormente o pênis de uma criança) pode ser facilmente comparado com um verme, e a história do capitão fora a respeito de ratos que se enfiavam no ânus de alguém exatamente como as grandes lombrigas lhe fizeram quando era criança. Além disso... Certa vez, visitando o túmulo de seu pai, o paciente vira um grande bicho, que ele imaginou ser um rato, passando em carreira pelo túmulo. Ele supôs que o bicho tivesse, na realidade, saído do túmulo de seu pai, e tinha acabado de devorar uma parte de seu cadáver. A noção a respeito de um rato está inseparavelmente comprometida com o fato de que este possui dentes afiados, com os quais rói e morde. Os ratos, contudo, não podem ter dentes tão afiados, ser devoradores e sujos impunemente: são cruelmente perseguidos e impiedosamente mortos pelos homens, como o paciente muitas vezes observara com grande terror. É bem verdade que ele podia ver no rato ‘uma imagem viva de si mesmo’. Foi quase como se o próprio destino, quando o capitão lhe contou a sua história, o estivesse submetendo a um teste de associação: o destino lhe apresentara, em desafio, uma ‘palavra-estímulo complexa’ , e ele reagira com sua idéia obsessiva. Não dá para encarar com indiferença o fato de que a substituição de um pênis por um rato, na história do capitão, resultasse numa situação de relação
sexual per anum, que não podia deixar de ser para ele particularmente revoltante quando em conexão com seu pai e com a mulher que ele amava. FIM Um dia, passeando com sua dama, ventava forte e Paul quis obrigá-la a colocar um gorro, pois nada deveria acontecer a ela. Obsessão de proteger Proibições por coisas sem importância. Impulso de cortar a garganta com uma lâmina; Medo de que acontecesse algo com seu pai ou com uma dama a quem admirava;
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