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GAUDIUM ET SPES

SOBRE A IGREJA NO MUNDO DE HOJE
by

Rogério José

on 23 October 2012

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Transcript of GAUDIUM ET SPES

GAUDIUM ET SPES GAUDIUM ET SPES GADIUM ET SPES É uma constituição pastoral sobre a Igreja no mundo atual,
a quarta das constituições do Concílio Vaticano II.

Trata fundamentalmente das relações entre a Igreja e o mundo
onde ela está e atua.

Sofreu várias redações e muitas emendas, acabando por
ser votada apenas na quarta e última votação.

Teve os seguintes resultados:
2309 votos a favor;
75 votos contra;
10 votos nulos; É FORMADA POR DUAS PARTES:

PRIMEIRA PARTE: No dia 07 de dezembro de 1965, na nona sessão solene, o Papa Paulo VI promulgou esta constituição. SEGUNDA PERTE: DOUTRINÁRIO PASTORAL TRATA DE UM DOCUMENTO IMPORTANTE, POIS SIGNIFICOU E MARCOU UM VIRADA ECLESIOLÓGICA "AD INTRA" DE DENTRO PARA "AD EXTRA" PARA FORA VOLTANDO-SE PARA AS REALIDADES

ECONÔMICAS;
POLÍTICAS;
SOCIAIS "O encontro da Igreja com o mundo atual foi descrito em páginas admiráveis na última Constituição do Concílio. Toda pessoa inteligente, toda alma honrada deve conhecer essas páginas. Elas levam, sim, de novo a Igreja ao meio da vida contemporânea, mas para dominar a sociedade, nem para dificultar o autônomo e honesto desenvolvimento de sua atividade, mas para iluminá-la, sustentá-la e consolá-la"

(Mensagem de Natal após três semanas da promulgação
da Constituição Pastoral da Gaudium et Spes) (SOLIDARIEDADE DA IGREJA COM A FAMÍLIA HUMANA UNIVERSAL) PROÊMIO SENSIBILIDADE PASTORAL A IGREJA COMO SOCIEDADE
HUMANA "AS ALEGRIAS E AS ESPERANÇAS, AS TRISTEZAS,
AS ANGÚSTIAS DOS HOMENS DE HOJE, SOBRETUDO
DOS MAIS POBRES E DE TODOS OS QUE SOFREM,
SÃO TAMBÉM AS ALEGRIAS E AS ESPERANÇAS,
AS TRISTEZAS E AS ANGÚSTIAS
DOS DISCÍPULOS DE CRISTO" (GS N.1) "COM EFEITO, A SUA COMUNIDADE
SE CONSTITUI DE HOMENS QUE,
EM CRISTO, SÃO DIRIGIDOS PELO
ESPÍRITO SANTO,
NA SUA PEREGRINAÇÃO
PARA O REINO DO PAI..." (GS N.1) OS DESTINATÁRIOS A TODA FAMÍLIA HUMANA "POR ESTE MOTIVO, DEPOIS DE TER INVESTIGADO MAIS PROFUNDO O MISTÉRIO DA IGREJA, O CONCÍLIO VATICANO II NÃO MAIS HESITA EM DIRIGIR A PALAVRA SOMENTE AOS FILHOS DA IGREJA E A TODOS OS QUE INVOCAM O NOME DE CRISTO, MAS A TODOS OS HOMENS..." (GS N.2) A SERVIÇO DO HOMEM "...É A PESSOA HUMANA QUE DEVE SER SALVA.
É A SOCIEDADE HUMANA QUE DEVE SER RENOVADA.
É, PORTANTO, O HOMEM CONSIDERADO EM SUA UNIDADE
E TOTALIDADE, CORPO E ALMA, CORAÇÃO E CONSCIÊNCIA,
INTELIGÊNCIA E VONTADE, QUE SERÁ O EIXO DE TODA
A NOSSA EXPLORAÇÃO..." (GS N.3) 29. A igualdade fundamental entre todos os homens deve ser cada vez mais reconhecida, uma vez que, dotados de alma racional e criados à imagem de Deus, todos têm a mesma natureza e origem; e, remidos por Cristo, todos têm a mesma vocação e destino divinos.

Superar e eliminar: discriminação, sujeição política
Esforçar-se pelo: respeito aos direitos, igualdade econômico-social, enfim a DIGNIDADE DA PESSOA
Isso deve ser uma atitude no nível do público e do privado IGUALDADE ESSENCIAL ENTRE TODOS OS HOMENS SUPERAÇÃO DA ÉTICA INDIVIDUALISTA

30. A profundidade e rapidez das transformações reclamam com maior urgência que ninguém se contente, por não atender à evolução das coisas ou por inércia, com uma ética puramente individualística.

Esforçar-se pelo: bem comum
Isso deve ser uma atitude no nível do público e do privado
Muitos desprezam as normas e exigências em prol do pessoal (corrupção, desprezo à realidade do outro e às relações sociais convencionadas no bem viver) RESPONSABILIDADE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

31. Para que cada homem possa cumprir mais perfeitamente os seus deveres de consciência quer para consigo quer em relação aos vários grupos de que é membro, deve-se ter o cuidado de que todos recebam uma formação mais ampla, empregando-se para tal os consideráveis meios de que hoje dispõe a humanidade.

A educação dos jovens => para que suscite homens e mulheres não apenas cultos mas também de forte personalidade, tão urgentemente exigidos pelo nosso tempo. Formar para o uso da consciência.

A liberdade humana:
Debilita-se quando o homem
cai em extrema miséria
Robustece-se quando o homem aceita e
assume as dificuldades da vida social
Por isso, os cidadãos devem participar
dos assuntos públicos O VERBO ENCARNADO
E
A SOLIDARIEDADE HUMANA

32. Do mesmo modo que Deus não criou os homens para viverem isolados, mas para se unirem em sociedade, assim também Lhe «aprouve... santificar e salvar os homens não individualmente e com exclusão de qualquer ligação mútua, mas fazendo deles um povo que O reconhecesse em verdade e O servisse santamente» (13). Deus entende os homens como indivíduos e membros duma comunidade

Esta índole comunitária aperfeiçoa-se e completa-se com a obra
de Jesus Cristo. Que não viveu sozinho, mas quis participar da vida social dos homens:
Tomou parte nas bodas de Caná
Entrou na casa de Zaqueu Comeu com os publicanos e pecadores.

Na sua pregação => que os homens se tratassem como irmãos.
Na sua oração => que todos os seus discípulos fossem «um».
No seu mandato => que pregassem a todos a mensagem evangélica

Na sua morte e ressurreição => com o Espírito Santo, estabeleceu uma
nova comunhão fraterna entre todos os que O recebem com fé e caridade,
a saber, na Igreja, que é o seu corpo, no qual todos, membros uns
dos outros, se prestam mutuamente serviço segundo os diversos dons a cada um concedidos.

Esta solidariedade deve crescer sem cessar, até se consumar naquele dia em
que os homens, salvos pela graça, darão perfeita glória a Deus,
como família amada do Senhor e de Cristo seu irmão. CAPÍTULO PRIMEIRO
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA 1. O homem criado à imagem de Deus
- Tudo é ordenado em função do homem
- Que é Homem? 2. O pecado e suas consequências
- o homem encontra-se dividido

3. Constituição do Homem:
sua natureza 4. Dignidade
- Busca do amor, da verdade e do bem
- Consciência moral

5. Liberdade

INTRODUÇÃO (nn. 4-10)



A CONDIÇÃO DO HOMEM NO MUNDO ATUAL
Esperanças e temores (n.4)

“A humanidade vive hoje uma fase nova da sua história, na qual profundas e rápidas transformações se estendem progressivamente a toda a terra. Provocadas pela inteligência e atividade criadora do homem, elas reincidem sobre o mesmo homem, sobre os seus juízos e desejos individuais e coletivos, sobre os seus modos de pensar e agir, tanto em relação às coisas como às pessoas. De tal modo que podemos já falar duma verdadeira transformação social e cultural, que se reflete também na vida religiosa.”
Mudanças profundas (n.5)

“O próprio movimento da história torna-se tão rápido, que os indivíduos dificilmente o podem seguir. O destino da comunidade humana torna-se um só, e não já dividido entre histórias independentes. A humanidade passa, assim, duma concepção predominantemente estática da ordem das coisas para outra, preferentemente dinâmica e evolutiva; daqui nasce uma nova e imensa problemática, a qual está a exigir novas análises e novas sínteses.”
Transformações sociais (n.6)

“É verdade que tal evolução aparece mais claramente nas nações que beneficiam já das vantagens do progresso econômico e técnico, mas nota-se também entre os povos ainda em vias de desenvolvimento, que desejam alcançar para os seus países os benefícios da industrialização e da urbanização. Esses povos, sobretudo os que estão ligados a tradições mais antigas, sentem ao mesmo tempo a exigência dum exercício cada vez mais pessoal da liberdade.”
Transformações psicológicas, morais e religiosas (n.7)



“Por sua vez, as instituições, as leis e a maneira de pensar e de sentir herdadas do passado nem sempre parecem adaptadas à situação atual; e daqui provém uma grave perturbação no comportamento e até nas próprias normas de ação.”
Desequilíbrios no mundo contemporâneo (n.8)

“Ao nível da própria pessoa, origina-se com frequência um desequilíbrio entre o saber prático moderno e o pensar teórico, que não consegue dominar o conjunto dos seus conhecimentos nem ordená-los em sínteses satisfatórias. Surge também desequilíbrio entre a preocupação da eficiência prática e as exigências da consciência moral; outras vezes, as condições colectivas da existência e as exigências do pensamento pessoal e até da contemplação. Gera-se, finalmente, o desequilíbrio entre a especialização da atividade humana e a visão global da realidade.”
Aspirações mais generalizadas da humanidade (n.9)

“Entretanto, vai crescendo a convicção de que o gênero humano não só pode e deve aumentar cada vez mais o seu domínio sobre as coisas criadas, mas também lhe compete estabelecer uma ordem política, social e econômica, que o sirva cada vez melhor e ajude indivíduos e grupos a afirmarem e desenvolverem a própria dignidade”
Jesus Cristo, resposta e solução da problemática humana (n.10)

“A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens pelo seu Espírito a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre. E afirma, além disso, que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre.

Quer, portanto, o Concílio, à luz de Cristo, imagem de Deus invisível e primogénito de toda a criação, dirigir-se a todos, para iluminar o mistério do homem e cooperar na solução das principais questões do nosso tempo.” PRIMEIRA PARTE
A IGREJA E A VOCAÇÃO DO HOMEM

Que pensa a Igreja sobre o homem
11. O Povo de Deus, movido pela fé com que acredita ser conduzido pelo Espírito do Senhor, o qual enche o universo, esforça-se por discernir nos acontecimentos, nas exigências e aspirações, em que participa juntamente com os homens de hoje, quais são os verdadeiros sinais da presença ou da vontade de Deus. Porque a fé ilumina todas as coisas com uma luz nova, e faz conhecer o desígnio divino acerca da vocação integral do homem e, dessa forma, orienta o espírito para soluções plenamente humanas.
CAPÍTULO I
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA : O homem criado à imagem de Deus
O pecado e suas consequências
Constituição do homem: sua natureza
Dignidade do entendimento
Dignidade da consciência moral
Grandeza da liberdade
A imortalidade e o enigma da morte
Formas e raízes do ateísmo
O ateísmo sistemático
Atitude da Igreja perante o ateísmo
Cristo, o homem novo
CAPÍTULO II
A COMUNIDADE HUMANA : Propósito do Concílio
Índole comunitária da vocação humana
Interdependência da pessoa humana e da sociedade humana
Respeito da pessoa humana
Respeito e amor dos adversários
Igualdade essencial entre todos os homens
Superação da ética individualista
Responsabilidade e participação social
O Verbo encarnado e a solidariedade humana

CAPÍTULO II
A COMUNIDADE HUMANA

Propósito do Concílio:
23. Entre os principais aspectos do mundo actual conta-se a multiplicação das relações entre os homens, cujo desenvolvimento é muito favorecido pelos progressos técnicos hodiernos. Todavia, o diálogo fraterno entre os homens não se realiza ao nível destes progressos, mas ao nível mais profundo da comunidade de pessoas, a qual exige o mútuo respeito da sua plena dignidade espiritual.
No entanto, pelo fato de que recentes documentos do magistério eclesiástico expuseram a doutrina cristã acerca da sociedade humana (1), o Concílio limita-se a recordar algumas verdades mais importantes e a expor o seu fundamento à luz da revelação. Insiste, seguidamente, em algumas consequências de maior importância para o nosso tempo. Índole comunitária da vocação humana:

24. Deus, que por todos cuida com solicitude paternal, quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos. Criados todos à imagem e semelhança daquele Deus que «fez habitar sobre toda a face da terra o inteiro género humano, saído dum princípio único» (Act. 17,26), todos são chamados a um só e mesmo fim, que é o próprio Deus.
Interdependência da pessoa humana e da sociedade humana:

25. A natureza social do homem torna claro que o progresso da pessoa humana e o desenvolvimento da própria sociedade estão em mútua dependência. Com efeito, a pessoa humana, uma vez que, por sua natureza, necessita absolutamente da vida social (3), é e deve ser o princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais. Não sendo, portanto, a vida social algo de adventício ao homem, este cresce segundo todas as suas qualidades e torna-se capaz de responder à própria vocação, graças ao contacto com os demais, ao mútuo serviço e ao diálogo com seus irmãos.
Promoção do bem-comum:


26. A interdependência, cada vez mais estreita e progressivamente estendida a todo o mundo, faz com que o bem comum - ou seja, o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição - se torne hoje cada vez mais universal e que, por esse motivo, implique direitos e deveres que dizem respeito a todo o género humano. Cada grupo deve ter em conta as necessidades e legítimas aspirações dos outros grupos e mesmo o bem comum de toda a família humana (5).
Respeito da pessoa humana:


27. Vindo a conclusões práticas e mais urgentes, o Concílio recomenda a reverência para com o homem, de maneira que cada um deve considerar o próximo, sem excepção, como um «outro eu», tendo em conta, antes de mais, a sua vida e os meios necessários para a levar dignamente (8), não imitando aquele homem rico que não fez caso algum do pobre Lázaro (9).
Respeito e amor dos adversários:


28. O nosso respeito e amor devem estender-se também àqueles que pensam ou actuam diferentemente de nós em matéria social, política ou até religiosa. Aliás, quanto mais intimamente compreendermos, com delicadeza e caridade, a sua maneira de ver, tanto mais facilmente poderemos com eles dialogar.


A imortalidade e o enigma da morte 18.

É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa;


Enquanto, diante da morte, qualquer imaginação se revela impotente, a Igreja, ensinada pela revelação divina, afirma que o homem foi criado por Deus para um fim feliz, para além dos limites da miséria terrena; Formas e raízes do ateísmo

19

A razão mais sublime da dignidade do homem consiste na sua vocação à união com Deus;
Com a palavra "ateísmo", designam-se fenômenos muito diversos entre si; O ateísmo sistemático

20
O ateísmo moderno apresenta muitas vezes uma forma sistemática;

Atitude da Igreja perante o ateísmo

21

A Igreja, fiel a Deus e aos homens, não pode deixar de reprovar as doutrinas e atividades contrárias a razão e à experiência comum dos homens;
Quanto ao remédio para o ateísmo;


FIM Cristo, o homem novo

22

Na realidade, o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente;
O cristão, tornado conforme à imagem do Filho que é o primogênito entre a multidão dos irmãos, recebe as primícias do Espírito (Rm 8,23), que o tornam capaz de cumprir a lei nova do amor.
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