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Quente plano e cheio

Apresentação sobre algumas ideias centrais do livro de Thomas L. Friedman "Quante, plano e cheio. Porque precisamos de uma revolução verde".
by

Wilson Rodrigues

on 3 May 2010

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Transcript of Quente plano e cheio

Quente, plano e cheio Países petrolíferos Economia Arábia Saudita
Rússia
EUA
Venezuela
Bahrein Doença holandesa
Geopolítica petrolífera Receitas muito grandes do petróleo ou gás
Corrupção perto do poder político
Subsidiação da população e indústria
Desinvestimento nos recursos humanos
Economia fortemente dependente do petróleo
Se o petróleo acaba, diminui ou perde valor, causa pobreza Doença holandesa •O dióxido de carbono (Co2) aquece a atmosfera;
•Por cada Quilómetro um carro liberta 1/2 Kg de Co2;
•O metano libertado pelos animais aquece a atmosfera;
•Há mais pessoas ricas, há mais animais para consumo;
•Antes em cada milhão de partes de atmosfera, 280 eram de Co2; agora são 380;
•Ted Turner (fundador da CNN): “Somos demasiadas pessoas é por isso que temos o aquecimento global”. (p. 46) Por que é que o mundo está mais quente? Quente Desde 1750 o planeta aqueceu 0,8 graus centígrados O crescimento de 7,5% da Índia em 2006 foi superior ao PIB português Os países em vias de desenvolvimento estão a consumir cada vez mais Um americano consume tanto como 32 quenianos Mas quando um pobre aumenta o consumo é preciso pedir mais à natureza. E se a natureza tiver um esgotamento? Quanto tempo mais aguenta? O que é que pode atenuar o aquecimento? Porque precisamos de uma revolução verde Thomas L. Friedman Petrodependência Financiamento do islamismo intolerante
Aumento das ditaduras
Promoção daquilo que há de pior nas nações
Financiamento dos dois lados da guerra EUA compram petróleo à Arábia Saudita
Arábia Saudita pratica islamismo salafita
Arábia Saudita dá dinheiro a madraçais afegãos
Madraçais afegãs formam islamitas intolerantes
Islamitas intolerantes atacam EUA
Em suma: EUA atacam EUA! Apresentação criada por:
Wilson Rodrigues
No âmbito da disciplina de Área de Integração Um queniano quer consumir tanto como um americano Não sei quando é que vamos atingir o ponto de exaustão. Mas, o aumento constante dos preços da energia, dos alimentos e de outros produtos de consumo desde o ano 2000 é seguramente um sinal de que o mundo, nos actuais patamares da ciência e tecnologia, está a esforçar-se por fornecer todas as matérias-primas necessárias ao crescimento de tantos "americuns". Sem uma melhoria drástica em matéria de energia sustentável e de produtividade dos recursos, a estratégia da China, da Índia e do mundo árabe de apenas imitar o modelo de desenvolvimento norte-americano de desperdício de recursos é inviável. A fórmula antiga não pode ser copiada à escala China-Índia num mundo plano, sem danos irreparáveis para o planeta Terra. (pp. 76-77).
Os economistas profissionais há muito que destacaram que a abundância de recursos naturais pode ser má para a política e para a economia de um país. Este fenómeno foi amplamente diagnosticado como a "doença holandesa" ou a "praga dos recursos". A doença holandesa refere-se ao processo de desindustrialização que pode resultar de uma descoberta inesperada de recursos naturais. O termo foi criado na Holanda no início dos anos 60, depois de os holandeses terem descoberto enormes jazidas de gás natural no Mar do Norte. O que acontece num país com a doença holandesa é o seguinte: primeiro o valor da moeda aumenta, graças ao súbito afluxo de capital proveniente do petróleo, ouro, gás, diamantes ou qualquer outra descoberta de recursos naturais. A moeda forte aumenta o preço dos produtos da nação para os compradores estrangeiros, tornando as exportações industriais do país muito pouco competitivas e as importações muito apetecidas para os seus cidadãos. Estes, dotados de elevado poder de compra, começam a comprar produtos importados mais baratos, sem restrições; o sector produtivo nacional é aniquilado e de imediato dá-se uma desindustrialização. A "praga dos recursos" pode ser utilizada para o mesmo fenómeno económico, assim como para a forma como a dependência dos recursos naturais pode alterar as prioridades políticas, de investimento e educativas de um país, de modo a que tudo gire em torno de quem controla estes recursos, quem obtém rendimento deles e o montante desse mesmo rendimento. Muito frequentemente, nos Estados petrolíferos, os seus cidadãos desenvolvem uma noção distorcida sobre o que é o desenvolvimento. De forma geral concluem que o seu país é pobre e que os líderes, ou alguns outros grupos, são ricos - não porque o país tenha fracassado na promoção da educação, da inovação, da aplicação da lei e do empreendedorismo, mas apenas porque alguém está a roubar o dinheiro do petróleo e a privar a população do que lhe é devido. Muitas vezes os cidadãos estão certos. Alguém está a roubar. Mas começam a pensar que, para se tornarem prósperos, tudo o que têm de fazer é travar os que estão a roubar - não construir uma sociedade, pedra sobre pedra, com base numa melhor educação, aplicação da lei, inovação e empreendedorismo. Doença
holandesa Petropolítica Do meu ponto de vista, o massacre de quase três mil pessoas no 11 de Setembro de 2001 - levado a cabo por 19 homens, 15 dos quais sauditas - foi um daqueles grandes acontecimentos que expuseram um conjunto de tendências subjacentes que tinham vindo a acumular-se durante muito tempo. Revelou que a dependência norte-americana do petróleo não está apenas a mudar o sistema climático; está também a alterar o sistema internacional de quatro formas fundamentais. Primeiro, e mais importante, através das aquisições de energia feitas pelos norte-americanos estes estão a ajudar a fortalecer o ramo do Islão mais intolerante, antimoderno, anti-ocidental, antidireitos da mulher e antipluralístico - o ramo difundido pela Arábia Saudita. Em segundo lugar, a dependência norte-americana do petróleo está a ajudar a financiar uma inversão das tendências democráticas na Rússia, na América Latina e noutras regiões, tendências essas que tinham começado a despontar na sequência da queda do Muro de Berlim e do fim do comunismo. Como explicarei mais à frente neste capítulo, identifico este fenómeno como a "Primeira Lei da Petropolítica". À medida que o preço do petróleo aumenta, o ritmo da liberdade diminui; e à medida que o preço do petróleo diminui, o ritmo da liberdade aumenta. Em terceiro lugar, a crescente dependência norte-americana do petróleo está a alimentar uma disputa energética global que faz emergir o pior das nações, quer seja Washington a calar-se em relação à repressão da mulheres e à falta de liberdade religiosa na Arábia Saudita, ou a China a fazer parcerias com o Sudão, um país africano ditatorial, assassino e rico em petróleo. Por último, através da compra de energia, os norte-americanos estão a financiar os dois lados da guerra ao terrorismo. Não estou a exagerar, já que as suas aquisições de energia enriquecem os governos islâmicos do Golfo Pérsico. Como esses governos partilham os seus ganhos com instituições de solidariedade social, mesquitas, escolas religiosas e personalidades na Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Qatar, Dubai, Koweit e em todo o mundo muçulmano e, por seu turno, essas instituições de solidariedade social, mesquitas e personalidades doam essas fortunas a grupos terroristas anti-americanos, bombistas suicidas e pregadores, estão a financiar os exércitos dos seus inimigos, assim como o seu próprio exército. Estão a financiar o exército norte-americano, a marinha, a força aérea e os fuzileiros com os seus próprios impostos e estão a financiar indirectamente a jihad islâmica, a al-Qaeda, o Hamas e o Hezbollah com as suas aquisições de energia.
(…)
Não consigo pensar em nada mais estúpido. A dependência norte-americana do petróleo agrava o aquecimento global, fortalece as petroditaduras, suja o ar puro, empobrece ainda mais os que já são pobres, enfraquece os países democráticos e enriquece os terroristas radicais.

(Thomas L. Friedman, Quente, plano e cheio. Porque precisamos de uma revolução verde; Trad. Carla Pedro, Actual editora, Lisboa, 2008, pp. 87-89). Primeira lei da petroquímica Esta transferência maciça de riqueza por petróleo está a desequilibrar não apenas o mundo muçulmano, mas também a política global em geral. Nas regiões onde os governos podem aumentar a maior parte das suas receitas através da simples perfuração de um buraco no solo, em vez de aproveitarem a energia, a criatividade e o empreendedorismo do seu povo, a liberdade tende a ser reduzida, a educação subfinanciada e o desenvolvimento humano atrasado. Isto deve-se àquilo a que chamo a Primeira Lei da Petropolítica. Comecei a desenvolver a ideia da Primeira Lei da Petropolítica depois do 11 de Setembro, ao ler as manchetes diárias e ao ouvir as notícias. Quando ouvi o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, dizer ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, para "ir para o diabo" e dizer aos seus apoiantes que a coligação patrocinada pelos EUA denominada Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) também "podia ir para o diabo", não pude deixar de dizer a mim próprio: "Gostava muito de saber se o presidente da Venezuela diria tudo isto se o preço do petróleo estivesse actualmente nos 20 dólares por barril, em vez de nos 60 ou 70 dólares, e se o seu país tivesse de sobreviver fortalecendo os seus próprios empresários e não apenas perfurando poços no solo!"

(Thomas L. Friedman, Quente, plano e cheio. Porque precisamos de uma revolução verde; Trad. Carla Pedro, Actual editora, Lisboa, 2008, 101). Necessidade de empreendedorismo Junte tudo isto e verá que, na Era do Clima e Energia, o "verde" já não é uma moda, o verde já não é uma novidade, o verde já não é uma coisa que pratica como um acto bondoso, esperando uma compensação ao fim de dez anos. O verde é a forma como cultiva, constrói, projecta, produz, trabalha e vive, "porque é o melhor a fazer", explicou Andrew Shapiro. O verde torna-se a forma mais inteligente, mais eficiente e de menor custo - quando todos os custos reais são contabilizados - de fazer as coisas. É essa gigantesca transição que estamos a começar a observar. O verde vai passar de novidade a melhor escolha, de opção a necessidade, de moda a estratégia para vencer, de problema insolúvel a excelente oportunidade. É por isso que estou convencido de que a capacidade de desenvolver tecnologias de energia limpa e de eficiência energética vai tornar-se o aspecto determinante do posicionamento económico de um país, da sua saúde ambiental, segurança energética e segurança nacional ao longo dos próximos 50 anos. A capacidade de conceber, construir e exportar tecnologias verdes para a produção de electrões limpos, água limpa, ar limpo, bem como alimentos saudáveis e em abundância, vai ser a "moeda do poder" na Era do Clima e Energia - não será a única, mas estará ao mesmo nível que os computadores, os microprocessadores, as tecnologias de informação, os aviões e os tanques. Há quem já esteja a aperceber-se disso. Outros aperceber-se-ão em breve. E depois acabará por ser óbvio para todos nós. Espero que todos os países se apercebam disso rapidamente, mas como cidadão norte-americano quero garantir que o meu país está na frente.

(Thomas L. Friedman, Quente, plano e cheio. Porque precisamos de uma revolução verde; Trad. Carla Pedro, Actual editora, Lisboa, 2008, p. 179).
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