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A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

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Isabel Sá

on 21 February 2016

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Transcript of A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
CATEGORIAS DA NARRATIVA
Ação
1º Momento
- Clio adormeceu (situação que desencadeia toda a ação) e enredou os fios da trama de duas histórias/ duas épocas distintas: 4 de junho de 1148 e 29 de setembro de 1984
Confronto dos dois tempos no mesmo espaço:
- Os automobilista apanham um grande susto e saem dos carros
- os árabes assustam-se, não percebendo o que se está a passar.
Ação
2º Momento
- Intervenção das forças militarizadas;
- Incidente que provoca início da guerra;
- Rendição (trapo branco)
Ação
3º Moment0
Resolução do problema

Clio desperta e devolve todos ao seu tempo:

Assim, do mesmo modo inexplicável como tinham aparecido, os mouros desaparecem como por magia.
- Iln- el-Muftar desistiu de atacar Lixbun-
Os policias e militares viram-se obrigados a explicar, em processo marcial, o que se encontram a fazer naquelas zonas , causando engarrafamentos no transito, o panico e a confusão.
NARRADOR
Quanto à presença
é não participante (heterodiégético)
Quanto à posição é subjetivo (

Consequências:
Personagens
Individuais e coletivas (Sec. XII e sec.XX
a) personagens individuais com algum protagonismo do Sec.XII
Ibn-el-Muftar e Ali Ben Yussuf, seu lugar-tenente
b) personagens individuais do Sec.XX - Manuel Reis Tobias (agente da PSP); Manuel da Silva Lopes (Condutor de camiões, distribuidor de grades de cerveja); Comissário Nunes; Capitão Aurélio Soares

Todas as outras personagens, a multidão que se apinha na Avenida Gago Coutinho, são figurantes cuja função é atribuir alguma verosimilhança ao episódio narrado.

Personagens: Caracterização
Direta: (feita diretamente pelo narrador ou pelas personagens) e indireta (deduzida através de alguns comportamentos)
MUSAS
As Musas, filhas de Zeus e Mnemose (a Memória), protegiam as Artes, as Ciências e as Letras. Contam-se, geralmente, nove: Calíope (poesia heróica e oratória), Clio (história),Euterpe (música), Melpómene (tragédia), Talia (comédia), Terpsícore (dança), Erato (poesia lírica), Polímnia (elegia) e Urânia (astronomia).
CASTIGO
- Clio ficou privada de ambrósia por 400 anos;
- Os militares sofreram um processo marcial;
- Ibn- el- Muftar - Não teve castigo (Considerou todas aquelas aparições de mau agoiro, pouco propiciadoras de investidas felizes contra Lisboa, e desistiu da cidade.

Espaço:
Tempo
1148: 1984:
"...retinir de metais" "...rumores de motores"
"...relinchos de cavalos" "...travões aplicados a fundo"
"...sarabanda de buzinas ensurdecedora"
LISBOA:
Avenida Gago Coutinho
Arieiro

A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho

A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho é um conto narrativo de Mário de Carvalho, publicado em 1983. Trata-se de uma obra que vai amalgamar duas datas, as de 4 de Junho de 1148 e as de 29 de Setembro de 1984. Trata-se também de uma obra que no desenrolar da acção vai fazendo fortes criticas ao exército português e às forças paramilitares e policiais da década de 80.

E como é que surgem histórias como “A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho”?
Essa, recordo-me, nasceu de um momento muito particular do quotidiano. Há quase 30 anos, ainda não tinha esta opção bem vincada de andar nos transportes públicos de maneira que andava frequentemente de automóvel. Era mais jovem e menos consciente de algumas realidades e andava por Lisboa de automóvel coisa que acho que não se deve de todo fazer. Por volta das nove da manhã, ficava sempre “engarrafado” no Areeiro e num dia de grande confusão, pensei: “bom, vamos acrescentar a esta imensa confusão do tráfego mais outra confusão. Vamos acrescentar à barafunda mais barafunda ainda”. Imaginei então que uma tropa moura vinha ali tomar reforço de um tal Ibn-el-Muftar para a reconquista de Lisboa. De repente por um golpe de mudança de tempo viram-se confrontados com a mesma situação que eu. Esse próprio mouro via-se, de repente, no meio de carros, de confusão. Foi assim que nasceu a “Inaudita Guerra” que é uma história que tem circulado muito e há muitos anos no ensino secundário. E curiosamente embora não tivesse sido concebida para ser lida por jovens dessa idade, penso que alguém compreendeu que aquilo tem muito que ver com a nossa espessura histórica e com aquilo de que somos feitos e pode levar os jovens a reflectir sobre o que foi o nosso passado, sobre as civilizações que estiveram neste território. Penso que pode dar um bocadinho essa dimensão e nesse sentido, praticamente, todos os anos, vou a escolas para falar com os alunos sobre essa história.
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