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A Mulher

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by

Sofia Ruela

on 21 February 2014

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Transcript of A Mulher

A MULHER
"Os Lusíadas"
Canto III
"De Guimarães o campo se tingia
Co'o sangue próprio da intestina guerra,
Onde a mãe, que tão pouco o parecia,
A seu filho negava o amor e a terra.
Com ele posta em campo já se via;
E não vê a soberba o muito que erra
Contra Deus, contra o maternal amor;
Mas nela o sensual era maior.

"Ó Progne crua! ó mágica Medeia!
Se em vossos próprios filhos vos vingais
Da maldade dos pais, da culpa alheia,
Olhai que inda Teresa peca mais:
Incontinência má, cobiça feia,
São as causas deste erro principais:
Cila, por uma, mata o velho pai,
Esta, por ambas, contra o filho vai.

Localização:

Canto III
• Estrofes 31 e 32
• Narrador: Vasco da Gama
• Plano da História de Portugal

Análise Formal:
•Primeira e segunda estrofes: abababcc
•Rima: Cruzada e emparelhada
•Estrofes: Oitavas
•Métrica: versos decassilábicos


D. Teresa de Leão
Enquadramento histórico e biográfico
1080-1130
D. Henrique
de Borgonha
D. Afonso Henriques

"De Guimarães o campo se tingia
Co'o sangue próprio da intestina guerra,
Onde a mãe, que tão pouco o parecia,
A seu filho negava o amor e a terra.
Com ele posta em campo já se via;
E não vê a soberba o muito que erra
Contra Deus, contra o maternal amor;
Mas nela o sensual era maior."
31
Batalha de S. Mamede
24 de Junho de 1128
Negligência maternal
32
"Ó Progne crua! ó mágica Medeia!
Se em vossos próprios filhos vos vingais
Da maldade dos pais, da culpa alheia,
Olhai que inda Teresa peca mais:
Incontinência má, cobiça feia,
São as causas deste erro principais:
Cila, por uma, mata o velho pai,
Esta, por ambas, contra o filho vai."

Dava mais valor à sensualidade do que à maternidade
Pecadora
Canto IV
HEROÍNA
"Alteradas então do Reino as gentes
Co'o ódio, que ocupado os peitos tinha,
Absolutas cruezas e evidentes
Faz do povo o furor por onde vinha;
Matando vão amigos e parentes
Do adúltero Conde e da Rainha,
Com quem sua incontinência desonesta
Mais (depois de viúva) manifesta.


"Mas ele enfim, com causa desonrado,
Diante dela a ferro frio morre,
De outros muitos na morte acompanhado,
Que tudo o fogo erguido queima e corre:
Quem, como Astianás, precipitado,
(Sem lhe valerem ordens) de alta torre,
A quem ordens, nem aras, nem respeito;
Quem nu por ruas, e em pedaços feito.


"Podem-se pôr em longo esquecimento
As cruezas mortais que Roma viu
Feitas do feroz Mário e do cruento
Sila, quando o contrário lhe fugiu.
Por isso Lianor, que o sentimento
Do morto Conde ao mundo descobriu,
Faz contra Lusitânia vir Castela,
Dizendo ser sua filha herdeira dela.

Localização:

Canto IV
• Estrofes 4 a 6
• Narrador: Vasco da Gama
• Plano da história de Portugal

Análise formal:

Rima: Cruzada e emparelhada
• Estrofes: Oitavas
• Métrica: versos decassilábico
s

D. Beatriz
D. João I de Castela
Conde Andeiro
D. Leonor Teles
D. Fernando I
"Alteradas então do Reino as gentes
Co'o ódio, que ocupado os peitos tinha,
Absolutas cruezas e evidentes
Faz do povo o furor por onde vinha;
Matando vão amigos e parentes
Do adúltero Conde e da Rainha,
Com quem sua incontinência desonesta
Mais (depois de viúva) manifesta."
"Mas ele enfim, com causa desonrado,
Diante dela a ferro frio morre,
De outros muitos na morte acompanhado,
Que tudo o fogo erguido queima e corre:
Quem, como Astianás, precipitado,
(Sem lhe valerem ordens) de alta torre,
A quem ordens, nem aras, nem respeito;
Quem nu por ruas, e em pedaços feito."
"Podem-se pôr em longo esquecimento
As cruezas mortais que Roma viu
Feitas do feroz Mário e do cruento
Sila, quando o contrário lhe fugiu.
Por isso Lianor, que o sentimento
Do morto Conde ao mundo descobriu,
Faz contra Lusitânia vir Castela,
Dizendo ser sua filha herdeira dela.
Outros episódios onde
surge a mulher
"A Mensagem"
Despedidas em Belém
Episódio
D. Inês de Castro
Episódio
Ilha do Paraíso
D. Filipa de Lencastre

"Que enigma havia em teu seio
Que só génios concebia?
Que arcanjo teus sonhos veio
Velar, maternos, um dia?

Volve a nós teu rosto sério,
Princesa do Santo Gral,
Humano ventre do Império,
Madrinha de Portugal!"

Localização:

Brasão, Os Castelos
Análise Formal:

Estrofes: quadras
Rima cruzada: ABAB CDCD
Versos: redondilha maior

"Que enigma havia em teu seio
Que só génios concebia?
Que arcanjo teus sonhos veio
Velar, maternos, um dia?
Volve a nós teu rosto sério,
Princesa do Santo Gral,
Humano ventre do Império,
Madrinha de Portugal!"
Símbolo de maternidade
Princesa Mística, predestinada por Deus para ser mãe da Ínclita Geração
Nome dado por Pessoa a D. Filipa, pela educação que deu aos filhos
D. Filipa de Lencastre
D. João I
D. Duarte I
D. Pedro de Portugal,
Duque de Coimbra
Infante
D. Henrique
Fernando
Infante Santo
Joao
Infante de Portugal
Isabel de Portugal
Inclíta Geração
"Mas, pera defensão dos Lusitanos,
Deixou, quem o levou, quem governasse
E aumentasse a terra mais que dantes:
Ínclita geração, altos Infantes."

Pelo amor à mensagem de Pessoa,

Criou com amor e dedicação,

O nosso rei lutador,

Que conquistou a nossa nação!

Porém vingativa e cruel,

Contra seu filho se debateu,

Na escritura d’Os Lusíadas,

De seu filho se esqueceu!

D. Filipa abençoada,

Grandes filhos criou.

Na Mensagem de Pessoa,

O povo a idolatrou!

Porém Inês de Castro, coitada,

Que D. Pedro tanto amou,

Traída pelo destino,

D. Afonso a degolou.

Lembremos também aquelas mulheres devotas,

Que em Camões se impugnaram,

Que em Pessoa desesperaram,

E que seus filhos viram partir!

Mães, esposas, irmãs, noivas,

Não nos esqueçamos de todas aquelas que participaram,

Nas maiores obras que contaram,

Os grandes feitos do povo português!

• Vontade de Deus para os feitos gloriosos dos Portugueses nos Descobrimentos Marítimos
Fim
morte de "o Formoso"
Revolta do povo
Falta de patriotismo
É assassinado o conde Andeiro
Graves crises política e social
Desejo anti patriota
Conclusão
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