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Indústria Cultural

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by

Lara Miranda

on 23 December 2013

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Transcript of Indústria Cultural

Indústria Cultural
O que é "Indústria Cultural"
Onde a encontramos
Manipulação das Massas
Indústria Cultural no Cinema
Componentes:
Lara Miranda
Camila de Jesus
Damile Santos
Indústria Cultural e a Assimilação da Cultura Popular

Recorte:
Ex.: Carnaval de Salvador
Recorte:
Espaço de filmes brasileiros nas salas de cinema
Referências:
MORIN, E. A Indústria Cultural. In: _
Cultura de Massas do Século XX
. 4 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1977.
Sistema de Estado X Sistema Privado
O cinema ontem, o cinema hoje
Inicialmente uma mera nova inovação tecnológica, embora desde sempre apresentando o seu brilho por possibilitar a imagem em movimento, o cinema evoluiu para um mercado que movimenta bilhões todos os anos. Quando encontrou sua possibilidade de expressar o real e o " mítico", os filmes passaram a gerar reflexões.

Com o maior avanço das tecnologias, o cinema ganha cores e efeitos especiais. Os cortes de cena são cada vez mais rápidos, o tempo para reflexão diminui, as explosões são mais espetaculares. Ainda há o cinema que reflete e identifica, mas este fica em plano menor quando comparado à audiência e difusão dada aos filmes de ação ou terror atuais, por exemplo.
"A grande arte móvel, arte industrial típica, o cinema, instituiu uma divisão de trabalho rigorosa, análoga àquela que se passa numa usina, desde a entrada da matéria bruta até a saída do produto acabado; a matéria prima do filme é o script ou romance que se deve ser adaptado; a cadeia começa com os adaptadores, os cenaristas, os dialogistas, às vezes até especialistas em
gag
ou
human touch
, depois o realizador intervém ao mesmo tempo que o decorador, o operador, o engenheiro de som e, finalmente, o músico e o montador dão acabamento à obra coletiva. É verdade que o realizador aparece como autor do filme, mas êste (sic) é o produto de uma criação concebida segundo as normas especializadas de produção. " (MORIN, 1977.)

WIKIPÉDIA. Indústria Cultural. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_cultural< Acessado em: 8 dez. 2013

WIKIPÉDIA. Kitsch. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Kitsch> Acessado em: 8 dez. 2013


Os meios de comunicação de massa reforçam a ordem estabelecida e o status quo. Seu efeito de conjunto é uma espécie de antiiluminismo. Toda a produção e reprodução da cultura é realizada em função dos meios eletrônicos de comunicação (TV, rádio, cinema, etc.), que passam a orquestrar todo o processo em virtude de sua abrangência e dinamismo. Existe uma tendência crescente à padronização e homogeinização das manifestações culturais e artísticas, sendo superada a espontaneidade da criação e da relação entre o artista e o público. Os temas e estilos folclóricos ou populares são assimilados no contexto da ideologia dominante. Os temas clássicos das grandes obras são reproduzidos como um padrão, às custas de um radical empobrecimento estético e humano, através do kitsch. Ao invés de expressar a complexidade que é
própria da vida e da grande arte, ela é reduzida a um elementar
maniqueísmo ético, ideológico e político ”. GENRO FILHO (1986)


[
Termo criado pelos filósofos e sociólogos alemãs Theodor Adorno e Max Horkheimer, membros da Escola de Frankfurt.

Tem base marxista

Designa a comercialização da arte proveniente da industrialização e do capitalismo

Termo empregado pela primeira vez no capítulo "O iluminismo como mistificação das massas" no ensaio "Dialética do esclarecimento" publicado em 1947.
Outras expressões mais contemporâneas para o conceito de indústria cultural são "indústria do entretenimento" e "indústrias criativas".
"O filme, pois, a mais perfectível das obras de arte. O fato de que essa perfectibilidade se relaciona com a renúncia radical aos valores eternos pode ser demonstrado por uma contraprova. Para os gregos, cuja arte visava a produção de valores eternos, a mais alta das artes era a menos perfectível, a escultura, cujas criações se fazem literalmente a partir de um só bloco." "Os gregos foram obrigados, pelo estágio sua técnica, a produzir valores eternos." "Daí o declínio inevitável da escultura, na era da obra de arte montável." (BENJAMIN, 1955.)
" A submissão da arte à condição de mercadoria seria o principal objetivo da indústria cultural. Outras características inerentes à indústria cultural, devido a sua lógica capitalista, seriam a sobreposição do valor de troca da mercadoria artística sobre seu valor de uso e a passividade do consumidor dessas mercadorias." - HowStuffWorks
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. 2 ed. traduzida. Zouk, 2012.

CABRAL, João Francisco P. Conceito de Indústria Cultural em Adorno e Horkheimer. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/cultura/industria-cultural.htm> Acessado em: 8 dez. 2013

CULTURA E MERCADO. A Cota de Tela no cinema brasileiro. Disponível em: http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/a-cota-de-tela-no-cinema-brasileiro/> Acessado em: 8 dez. 2013

CULTURA E MERCADO. Cota de tela: norteador do cinema brasileiro (parte II). Disponível em: http://www.culturaemercado.com.br/pontos-de-vista/cota-de-tela-norteador-do-cinema-brasileiro-parte-ii/> Acessado em: 8 dez. 2013

GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide - para uma teoria marxista do jornalismo. Porto Alegre, Tchê, 1987. pp. 91-136.

"...é diante de um aparelho que a esmagadora maioria dos citadinos precisa alienar-se de sua humanidade, nos balcões e nas fábricas, durante o dia de trabalho. À noite, as mesmas massas citaram os cinemas para assistirem à vingança que o intérprete executa em nome delas, na medida em que o ator não somente afirma diante do aparelho sua humanidade (ou o que aparece como tal aos olhos dos espectadores), como coloca esse aparelho a serviço do seu próprio triunfo." (BENJAMIN, 1955.)
A Globalização da Cultura Popular
Conceito de Kitsch
"Kitsch é o termo usado para denominar uma nova forma de arte: a pseudo-arte. Com o surgimento da nova classe média e a grande demanda informacional, tornou-se necessário à cultura e a arte uma adaptação ao seu novo público e a produção em massa."
A globalização da cultura é umas conseqüências do desenvolvimento
industrial. A ambição normal de toda indústria cultural é a conquista
de fatias do mercado mundial. (...) A indústria se intromete nas
culturas-tradições, transformando-as e, às vezes, destruindo-as. (...)
Na realidade, as culturas antigas são transmitidas pela tradição, ao
passo que a cultura industrial se destina à inovação. (WARNIER,
2000, p.13).

"A indústria cultural e a comunicação de massa não podem ser
tratadas como coisas distintas, pois, ambas são capazes de
atingir um grande número de indivíduos, de transmitir um
conhecimento ou de alienar. (...) Não pelo que são, mas sim
por serem utilizadas pela elite com o real intuito de manipular a
população. "
"Para Silva (2011), a indústria cultural descaracterizou a arte, deixando de lado a sua verdadeira essência. Do homem como autônomo, da beleza impossível na vida real, mas possível através da arte. Para esse autor, tal adaptação da arte e cultura foram causadas pela filosofia capitalista. Como o sistema dominante necessita de lucro, a aceitação e a alienação massificada para a sua sobrevivência, transforma a cultura em mais um dos instrumentos do capitalismo."

Os produtos da indústria cultural não são considerados artísticos, pois não mais representam um tipo de classe (superior ou inferior, dominantes e nominados), mas são exclusivamente dependentes do sistema capitalista.

Indústria Cultural age oferecendo produtos que promovem uma satisfação compensatória e efêmera, que agrada aos indivíduos, ela impõe-se sobre estes, submetendo-os a seu monopólio e tornando-os acríticos (já que seus produtos são adquiridos consensualmente).
Cultura Popular é a cultura de massa, é as manifestações de cultura do povo havendo uma interação entre pessoas de uma mesma sociedade.Ex.: Festas folclóricas, festas religiosas, danças, músicas, literatura (cordel) etc.
O que é Cultura Popular?
" A Indústria Cultural camufla a força de classes ao apresenta-se como único poder de dominação e difusão de uma cultura de subserviência.
Ela torna-se o guia que orienta os indivíduos em um mundo caótico e que por isso desativa, desarticula, qualquer revolta contra seu sistema. Isso quer dizer que a pseudo felicidade ou satisfação promovida pela Indústria Cultural acaba por desmobilizar ou impedir qualquer mobilização crítica que, de alguma forma, fora o papel principal da arte (como no Renascimento, por exemplo). Ela transforma os indivíduos em seu objeto e não permite a formação de uma autonomia consciente. "
"Adorno e Horkheimer, Indústria Cultural distingue-se de cultura de massa. Esta é oriunda do povo, das suas regionalizações, costumes e sem a pretensão de ser comercializada, enquanto que aquela possui padrões que sempre se repetem com a finalidade de formar uma estética ou percepção comum voltada ao consumismo."
"Assim, segundo a visão de Adorno e Horkheimer, é praticamente impossível fugir desse modelo, mas deveríamos buscar fontes alternativas de arte e de produção cultural, que, ainda que sejam utilizadas pela indústria, promovessem o mínimo de conscientização possível."


"....pode-se dizer que se há igualmente a preocupação de atingir o maior público possível no sistema privado (busca máxima de lucro) e no sistema de Estado (interêsse político e ideológico), o sistema privado quer, antes de tudo, agradar o consumidor. Êle fará tudo para recrear, divertir, dentro dos limites da censura. O sistema de Estado quer convencer, educar: por um lado, tende a propagar uma ideologia que pode aborrecer ou irritar, pooutro lado, não é estimulado pelo lucro e pode propor valôres de 'alta cultura' (palestras científicas, música erudita, obras clássicas). O sistema privado é vivo, porque divertido. Quer adaptar sua cultura ao público. O sistema de Estado é afetado, forçado. Quer adaptar o público à sua cultura. É a alternativa entre a velha governanta
deserotizada
- Anastácia - e a
pin-up
que entreabre seus lábios." (MORIN, 1977.)

Desde o governo de Getúlio Vargas até o atual governo de Dilma Rousseff, a cota de tela tem se tornado um mecanismo regulatório que se pretende assegurar uma reserva de mercado, ou obrigatoriedade de exibição, ou cota de projeção para o produto cinematográfico brasileiro com o objetivo de enfrentar a imensa presença, quase hegemônica do produto cinematográfico estrangeiro, especialmente os filmes das majors hollywoodianas nas salas de exibição no território nacional.
A cota de tela entendida como instrumento regulador e mantenedor dos filmes brasileiros no circuito de exibição das salas comerciais no território brasileiro sofreu avanços e retrocessos no número de dias garantidos para os filmes nacionais. De 112 dias durante os anos de 1970, até os 140 dias na década de 1980. Mas em fins dos anos 2000, ficou fixada em 49 dias ao ano para cinemas de seis salas de exibição.
Chamada de reserva de mercado, obrigatoriedade de exibição ou cota de tela (ou ainda cota de projeção), este expediente foi usado pelo Brasil durante anos, sob diversos governos e regimes, com diferentes modalidades e ainda o é, embora sob diferentes modalidades. (…) Uma avaliação genérica sobre a reserva de mercado, certamente concluiria que ela contribui para a sobrevivência da produção nacional na medida que garantiu a exibição dos seus filmes, especialmente nos períodos ditatoriais, mas tornou a legislação cada vez mais complexa, aumentando a intervenção do Estado e, por isso mesmo muitas vezes fortalecendo posições e atores autoritários. (SIMIS, 2009, p.8)
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