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REVISÃO: GERAÇÃO DE 45

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by

Fernando Juarez de Cardoso

on 16 December 2015

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Transcript of REVISÃO: GERAÇÃO DE 45

Modernismo 3ª fase - Geração de 45
pelo fim da Segunda Guerra;
pela derrubada da ditadura de Getúlio Vargas;
pelo clima de euforia daí decorrentes no país;
retorno de Vargas pela eleição;
50 anos em 5 – JK (1956-1961);
desenvolvimentismo;
A composição da obra em quadros independentes, que podem ser lidos 'soltos', traduz não apenas um estilo mais áspero e desarmônico presente na narrativa, bem como também a ideia de movimento do todo.
Graciliano Ramos - Vidas Secas
(1938)
Outra peculiaridade da obra, é o fato dessa ser a única em que Graciliano utiliza um narrador onisciente, em terceira pessoa.
Ainda, temos a larga utilização do discurso indireto livre, já que os episódios são narrados do ponto de vista dos personagens, e a presença de um dilema de linguagem na obra, pois por se basear na visão dos personagens, apresenta uma limitação, uma economia peculiar.
Último romance de Graciliano, que narra em episódios independentes, a história de uma família de retirantes fugindo do ambiente inóspito do sertão nordestino.
Composição da família:

Fabiano (pai)
Sinhá Vitória (mãe)
Menino mais velho
Menino mais novo
Baleia (cachorro)
Sonhos

Filhos aprenderem coisas difíceis
Cama com lastro de couro
Ser igual ao pai
Obter respostas
Mundo cheio de preás
Com esse fundo narrativo, temos um total de 13 episódios, sendo o primeiro deles a 'Mudança' e o último 'Fuga', o que reforça a ideia de movimento da família de retirantes fugindo da seca.
Cena do filme Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos (1963)
Geração fortemente marcada pelos seguintes acontecimentos:
Síntese modernista
Por esses motivos, principalmente, essa geração de 'síntese da modernista' não mais se voltava somente para o aspecto social de suas obras, dando ênfase novamente na criação linguística das mesmas.
EXPERIMENTALISMO LINGÜÍSTICO DE 22
(Forma)

+

REGIONALISMO DE 30
(Conteúdo)
João Cabral de Melo Neto
(1920-1999)
Principais autores
Clarice Lispector
(1926-1977)
João Guimarães Rosa (1908-1967)
Principais obras:

O Cão sem plumas (1950)
Morte e vida severina (1956)
A educação pela pedra (1966)
Principais obras:

Perto do Coração Selvagem (1944)
Laços de Família (1960)
A Paixão segundo G.H. (1964)
A Hora da Estrela (1977)
Principais obras:

Sagarana (1946)
Corpo de Baile (1956)
Grande Sertão: Veredas (1956)
Primeiras Estórias (1962)
“O bom escritor é um descobridor.”
“A linguagem e a vida são uma coisa só.”
“Não me submeto à tirania da gramática.”
“Nós homens do sertão, somos fabulistas por natureza.”
Guimarães e a renovação linguística
Recriação lingüística
língua regional + re-estetização
Narrativa que é caracterizada pelo longo diálogo/monólogo em que o protagonista, Riobaldo, velho jagunço, conta sua vida a um jovem doutor que chega à sua fazenda.
Grande Sertão: veredas (1956)
No entanto, o centro da história contada não gira necessariamente em torno do fato de Riobaldo ter sido um chefe de bando, mas sim, no fato de ele ter sido apaixonado por Diadorim.
“ – Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa de um bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser – se viu – ; e com máscara de cachorro.
Me disseram; eu não quis avisar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão: determinaram – era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas... Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente – depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão.”
“Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria a boca; mas era um delem que me tirava para ele – o irremediável extenso da vida.”
“Pois minha vida em amizade com Diadorim correu por muito tempo desse jeito. Foi melhorando, foi. Ele gostava, destinado, de mim. E eu – como é que posso explicar ao senhor o poder de amor que eu criei? Minha vida o diga. Se amor? Era aquele latifúndio. Eu ia com ele até o rio Jordão... Diadorim tomou conta de mim.”
“Eu dizendo que a Mulher ia lavar o corpo dele. Ela rezava rezas da Bahia. Mandou todo o mundo sair. Eu fiquei. E a Mulher abanou brandamente a cabeça, consoante deu um suspiro simples. Ela me mal- entendia. Não me mostrou de propósito o corpo. E disse…Diadorim — nu de tudo. E ela disse:
— ‘A Deus dada. Pobrezinha…’ E disse. Eu conheci! Como em todo o tempo antes eu não contei ao senhor — e mercê peço: — mas para o senhor divulgar comigo, a par, justo o travo de tanto segredo, sabendo somente no átimo em que eu também só soube… Que Diadorim era o corpo de uma mulher, moça perfeita… estarreci.
O senhor não repare. Demore, que eu conto. A vida da gente nunca tem termo real. Eu estendi as mãos para tocar naquele corpo, e estremeci, retirando as mãos para trás, incendiável; abaixei meus olhos. E a Mulher estendeu a toalha, recobrindo as partes. Mas aqueles olhos eu beijei, e as faces, a boca. Adivinhava os cabelos. Cabelos que cortou com tesoura de prata… Cabelos que, no só ser, haviam de dar para abaixo da cintura… E eu não sabia por que nome chamar; eu exclamei me doendo:
— ‘Meu amor!…’

Zé Bebelo x Joca Ramiro
Riobaldo
Diadorim
Ricardão
Hermógenes
Enredo da jagunçagem
"Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!"
"Do demo? Não gloso. Senhor pergunte aos moradores. Em falso receio, desfalam no nome dele dizem só: o Que-Diga. Vôte! não... Quem muito se evita, se convive."
"Deus é paciência. O contrário, é o diabo."
Outro importante eixo do enredo é a metafísica de Riobaldo, em que ele reflete sobre a existência de Deus e do Diabo.
Grande Sertão: veredas lida com a transição entre a consciência mítico-sacral de Riobaldo e a lógica-formal do mundo
Concluíndo
Lendas Ciência
Mitos x Razão
Força Lei
a passagem de uma consciência mítico-sacral para uma consciência lógico-racional – a primeira, voltada para a cultura popular interiorana (um mundo governado pelas forças de Deus e do Diabo) e a segunda tipicamente racional e moderna, observando o mundo a partir de forças cientificamente observáveis. O Riobaldo-narrador recusa a primeira visão de mundo, aquela que conduziu o Riobaldo-personagem em seus caminhos.
o presente – a narração de Riobaldo, tempo de narrativa e de reflexão sobre o passado.
o passado – a vida de Riobaldo, recuperada através de sua narrativa.
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