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Maconha e Canabidiol

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by

Diego Brito

on 21 October 2016

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Transcript of Maconha e Canabidiol

Malefícios
Taquicardia, que é dose-dependente e pode atingir níveis importantes.
Vasodilatação conjuntiva Ocular
Hipotensão
Desmaios
"Larica"
Diego Oliveira Brito
Acadêmico Medicina FUNORTE
Cannabis Sativa
Da biologia ao problema social
História
Quem
Usa?

Como
age?

Como
Usa?

Quais os
Efeitos?

Herói
ou
Vilão?

Legalização
Cannabis Sativa
Antiguidade
Difusão pelo Mundo
Brasil
Uso Medicinal
Analgésico
Ansiolítico
Anticonvulsivante
Antiinflamatório
Antibiótico Tópico
Antiespasmódico
Afrodisíaco
Expectorante
A maconha no Brasil
A História da Maconha
ZUARDI, Antonio Waldo. History of cannabis as a medicine: a review. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 28, n. 2, June 2006 .
Usos Não-Medicinais
Fabricação de Cordas, Papel e Tecidos
Uso religioso em rituais
Semente utilizada como alimento
(CARLINI, Elisaldo Araújo. A história da maconha no Brasil. J. bras. psiquiatr., 2006.)
Século XVIII
Disseminação entre negros e índios.

Segunda Metade Século XIX
Início da utilização medicinal, incluida em compêndios de medicina
(Publicado em 1905)
1924: II Conferência Internacional do Ópio. Participação do Brasil e início ao combate efetivo da maconha.
Epidemiologia do Uso da Cannabis
Alternativa Álcool
Amostra:
7.939 entrevistas.
108 cidades com mais de 200.000 habitantes
44%
30%
22%
1,4%
A Biologia dos Canabinóides
Cultivada em todo o mundo
Alta concentração THC
Maior concentração de outros canabinóides em relação ao THC
Não possui substâncias psicoativas
A história dos Canabinóides
Endocanabinóides
Fitocanabinóides
Δ9-THC
Canabidiol
Canabinol
Em 1964, o Δ9-THC é descoberto.

Em 1988 o primeiro receptor canabinóide é radiotraçado: CB1

Apenas em 1992, o primeiro canabinóide endógeno é identificado: Anandamida. Alguns anos depois, outro é descoberto, o 2-araquidonilglicerol, apelidado (2-AG).
Endocanabinóides
Fitocanabinóides
Anandamida
AG-2
Outros não estudados
THC
Canabidiol
Canabinol
Outros menos abundantes.
Trecho de literatura médica (Araújo e Lucas - 1930)
A Farmacodinâmica
Os Receptores (CB1)
São responsáveis pelos principais efeitos psicotrópicos.
São pré-sinápticos e INIBEM o sistema GABAÉRGICO.
São expressos em várias áreas do sistema nervoso, essa distribuição sugere parte dos efeitos da maconha.
Dinâmica Receptor-Canabinóide
Os receptores CB2 são pouco estudados, expressos em maior concentração no sistema imune e tem conhecida relação com patologias do SNC, especialmente dor crônica.
O Receptor CB1 é bem conservado durante a evolução, com 97% de camundongos , 84% dos anfíbios e 72% dos peixes tem receptores idênticos aos humanos.
Sinalização Retrógrada.
Diferentes Canabinóides agem de formas diferentes.
Depolarization-Induced Suppression (DSI).
ZUARDI, Antonio Waldo. History of cannabis as a medicine: a review. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 28, n. 2, June 2006 .
A maconha no Corpo
Após absorção pelo pulmão, através da corrente sanguínea chega ao cérebro em alguns minutos. O início do efeito demora cerca de 0,5 a 3 horas.
O metabolismo do THC acontece no fígado, mediada pelas enzimas do sistema citocromo P450.
Cerca de 80-90% é eliminada em 5 dias, 70% pelas fezes e 30% pela urina, aproximadamente.
Alguns metabólitos permanecem por vários dias no organismo, sendo um marcador de uso.
Até 30 dias!
Fonte
Gontiès B., & Araújo, L. F. (2003). Maconha: uma perspectiva histórica,
farmacológica e antropológica. Mneme - Revista de Humanidades,
Formas de Consumo
da Cannabis
Maconha
Obtido através da secagem das folhas de Cannabis.
O nome varia de acordo com o lugar, Marijuana, Pot, Weed (EUA); Kif (Marrocos), Dagga (África do Sul)
Haxixe
(Hashish)
Resina obtida através da fricção da Cannabis
Tradicionalmente fumado no cachimbo
Muito comum em países africanos
Óleo de Cannabis
(Hash Oil)
Extraído com solventes orgânicos ou destilação
Concentração de THC é de 15-30%, mas pode chegar a até 65% em preparações específicas
Geralmente é acrescentado a cigarros de tabaco ou maconha
Ingestão
Há inúmeros produtos derivados da Cannabis e são vendidos no mundo
Na culinária também são encontradas diversos tipos de receitas
Principais Canabinóides
São Lipossolúveis!
A erva
Os Instrumentos
No Brasil
CHAVES, Gabriela Pena. Sistema canabinóide e seu possível papel em processos de neuroproteção e plasticidade: estudos in vivo e in vitro. 2008. Dissertação (Mestrado em Fisiologia Humana) - Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
Efeitos Agudos da Maconha
Psicológicos
Sistêmicos
Humor
Percepção
Cognitivo e Psicomotor
Euforia
Diminui: Ansiedade, Estado de Alerta, Tensão.
Aumenta sociabilidade.
Cores mais brilhantes
Sentimentos mais agudos e significativos
Tempo e Espaço
Diminuição do tempo resposta
Coordenação Motora Prejudicada
Memória de Curto Prazo Prejudicada
Dificuldade de Concentração
Dificuldade em realizar tarefas complexas
(Pharmacology and effects of cannabis: a brief review.The British Journal of Psychiatry (2001))
Aumenta "apuração" do olfato e sabor do alimentos
Tem feedback negativo com leptina
Entrevista Renato Malcher-Lopes a Folha de São Paulo, 2006.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2106200601.htm
Março/2014
Bad Trip
Alucinações
Despersonalização
Crises de Pânico
Está relacionada com a dose e a suscetibilidade de cada indivíduo
Benefícios
Tolerância e Dependência
Análise de Estudos Científicos
Nos últimos 15 anos, o número de pessoas internadas por intoxicação aguda ou por dependência de maconha - no Brasil - não ultrapassou 300 por ano no triênio 1997-1999. Por Álcool: 119.906 (Noto et al., 2002).

Estudo nos EUA mostra risco de dependência 9-16% de maconha, 32% para tabagismo, 23% para heroína, 17% para cocaína e 15% para álcool. (Projeto Diretrizes - Abuso e Dependência de Maconha. ABP 2012)

O uso moderado da maconha não leva à tolerância. No entanto, quando ingeridos em doses elevadas, pode-se constatar uma adaptação aos efeitos do THC, tanto mentais quanto físicos, sendo a dependência psíquica a mais constante. (Bergeret & Leblanc, 1991)

Síndrome de abstinência de Maconha já foi observada em estudos, e podem incluir ansiedade, agressividade, insônia, tremores, entre outros. 180 mg de THC por dia, durante 11-21 dias, é suficiente para provocar síndrome de abstinência bem caracterizada. (Jones, 1983; Kouri et al, 1999)
Déficit Cognitivo
Os estudos são difíceis de ser comparados e dificultam uma metanálise.

Os estudos mais consistentes mostram que há déficit nas Tarefas de Desempenho Contínuo (TDC) - que avalia atenção, especialmente quando o início de consumo é precoce (<15 anos). Mas o menor consumo de Glicose em regiões órbitofrontal, temporal, e hipocampo foi detectado mesmo quando não houve prejuízo cognitivo explícito.

O déficit na lentificação do processamento de informação, é proporcional ao tempo de uso da cannabis, notada pela onda P300 (tomada de decisões) crescentemente atrasado proporcional ao tempo de uso.

A memória verbal está consistentemente prejudicada em usuários crônicos de cannabis. Os estudos divergem quanto a recuperação após tempo de abstinência. Um deles viu recuperação após 28 dias de abstinência, especialmente quando relacionado ao uso tardio.

Em relação ao Afeto, os trabalhos na área não são conclusivos. Mas a diminuição relevante em amígdala e outras regiões do cérebro relacionados ao comportamento, encontrada em usuários pesados de longo prazem dizem a favor desta hipótese.
Acidentes
Doenças Psiquiátricas
TAB
O Cigarro
O cigarro de maconha possui monóxido de carbono e agentes cancerígenos, assim como o cigarro de tabaco.

Aumenta em 5x a concentração de carboxiemoglobina e 3x mais alcatrão. Isto é explicado principalmente pelo maior tempo da inalação da maconha, além da falta de filtro e a temperatura de combustão da cannabis ser maior.

O uso crônico de Maconha está relacionado Bronquite e Enfisema, foi calculado que 3-4 de cigarros de maconha por dia está relacionado ao mesmo risco de Bronquite que 20 cigarros de tabaco/dia.

O uso de maconha provavelmente está relacionado aumento de riscos a outros sistemas - a relação com o AVC vem sendo bem estabelecida - mas ainda carece de estudos de longo prazo nesse sentido.
Vários estudos mostram a relação da maconha com acidentes, em função de todos os efeitos causados pela maconha, como diminuição do tempo de reação e atenção prejudicada.

Nos EUA, dos motoristas flagrados sob uso de cannabis, 75% deles também estava sob efeito de álcool. (McBay, 1986)
(Pharmacology and effects of cannabis: a brief review.The British Journal of Psychiatry (2001))
Depressão
Dos transtornos do eixo 1, é a mais comumente associada a cannabis, com prevalência de aproximadamente 20%. Mais de 60% já fizeram uso alguma vez na vida.

Um estudo envolvendo 4.815 pacientes bipolares por 3 anos mostrou que o uso da Cannabis no início aumentavam significativamente o aparecimento de sintomas maníacos.

Pacientes sob uso de drogas apresentam maior número de ciclagens.

Possíveis explicações

Fatores Comuns: genética, traços de personalidade.
Uso Secundário: a doença leva ao uso, no intuito de aliviar sintomas, que foi relacionado também com outras drogas, como álcool e BDZ.
Doença Secundária: o uso levaria a doença. É controverso, embora um estudo específico tenha demonstrado claramente essa relação.
É um tema polêmico há décadas, pois ao mesmo tempo que é possível relacionar o uso de cannabis com quadros de depressão, assim como também já foi descrito para aliviar sintomas depressivos e estabilizador de humor.

Vários estudos transversais mostram uma relação positiva entre depressão e cannabis, fato que não se repetiu de forma consistentes em estudos longitudinais.

Conclusão: Os estudos são inconclusivos.
Esquizofrenia
Há uma consistente relação do uso da maconha esquizofrenia.

Estudos mostram uma relação importante da maconha como um fator de risco independente para esquizofrenia.

O uso da maconha sabidamente piora o prognóstico dos pacientes com esquizofrenia, aumentando o número de crises e predispõe o paciente a crises.

Os estudos indicam que , o uso de maconha, associado a outros fatores individuais, desencadeiam psicoses.
Canabinóides Terapêuticos
Câncer
AIDS
Esclerose Múltipla
Síndrome Tourette
Glaucoma
Nabilone (Cesamet®)
Não possui efeitos psicotrópicos
Antiemético
Liberado no UK
Utilizado especialmente no câncer.
Antiemético
Analgésico
Broncodilatador
Anticonvulsivo
Vasodilatador Escleras
Dronabinol (Marinol®)
Regulamentado nos EUA.
Δ-9-THC Sintético
Fonte:
http://www.drugs.com/pro/marinol.html
Propriedades
Tratamento
Canabidiol (CBD)
Canabinóide abundante na C. Sativa (40% das substâncias ativas)
Tem propriedade sabidamente anticonvulsivante, com estudos mais recentes indicam que o CBD tem ação antiinflamatória e antioxidante.
Tem pouca afinidade com os receptores CB.
Os primeiros estudos foram realizados em modelos animais, mostraram que o CBD tem efeito ansiolíticos, em baixas doses (resposta em U invertido).
ZUARDI, Antonio Waldo. Cannabidiol: from an inactive cannabinoid to a drug with wide spectrum of action. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 30, n. 3, Sept. 2008
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