Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Qualificação - Doutorado

No description
by

ROBSON BRAGA

on 26 May 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Qualificação - Doutorado

MEDIAÇÕES E APROPRIAÇÕES POPULARES DE UM PRODUTO INDUSTRIAL
CONSUMOS DE FORRÓ ELETRÔNICO EM FORTALEZA:
Doutorando: Robson da Silva Braga
Orientador: Prof. Dr. Valdir Jose Morigi
PROBLEMA DE PESQUISA
De que modo consumidores de forró eletrônico de Fortaleza, capital do Ceará, apropriam-se das formas simbólicas presentes nas casas de shows para construir auto-representações e identidades, tendo por base a cultura popular urbana da capital cearense?
Diálogo entre três campos do conhecimento:

1) Estudos Culturais: relação entre os conceitos de representações e identidades (Stuart Hall);

2) Psicologia Social: conceito de representações sociais (Serge Moscovici);

3) Interacionismo Simbólico: conceito de representação do eu / encenação (Erving Goffman).
PROPOSTA TEÓRICA
1. Do sertão para a “cidade grande”

2. Desenvolvimentismo

3. A elite "mais ou menos branca" de Fortaleza
A Fortaleza emergente
- Objetivo: compreender como essas representações do eu são construídas e acionadas socialmente, a partir das histórias de vida, aspectos sócio-econômicos, mediações culturais e consumo midiático.
- Ferramenta: gravador de voz.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
1) Observação participante
- Local: casa de shows Faroeste
- Objetivo: identificar quais são as representações do eu (encenações) e identidades que os consumidores acionam com maior frequência no âmbito da festa.
- Ferramenta principal: diário de campo.
2) Entrevistas etnográficas
O contexto
A cultura popular urbana é o contexto sócio-histórico ao qual recorro para embasar as práticas de consumo dos forrozeiros e da própria indústria do forró eletrônico, que, desde os anos 2000, vêm se utilizando de noções como “modernidade” e “sofisticação” para atrair um público de classe média, antes pouco explorado por esse ramo comercial na capital cearense.
Consumo
O consumo serve para representar
1) Estudos culturais
2) Psicologia social
3) Interacionismo simbólico
Etnografia
Organização temática das
entrevistas com consumidores
Casa de shows Faroeste
Não adotarei questionário de perguntas, e sim apenas esquemas temáticos. Dividirei a entrevista em cinco momentos, compostos por um conjunto de perguntas que vão das mais gerais às mais específicas:

1) histórias de vida (para identificar habitus);

2) relato das atividades cotidianas (para identificar os hábitos);

3) relatos sobre gostos, usos, apropriações e consumos de formas simbólicas de modo geral;

4) relatos sobre o consumo específico de forró eletrônico (bandas favoritas, consumo através dos meios de comunicação e demais formas de circulação do forró na vida cotidiana, rituais que envolvem sua ida às festas, tipos de músicas consumidas e modos de consumi-las, relações interpessoais estabelecidas no universo do forró eletrônico);

5) e representações do eu e identidades envolvidas no consumo de forró eletrônico nas festas (como as relações interpessoais ocorrem, quais formas simbólicas consomem nesses espaços e de que modo e que elementos da cultura levam em consideração para reelaborar representações e identidades).
Procedimentos para as
observações participantes
Os forrozeiros serão observados durante toda a festa, dentro e fora das casas de forró. A observação participante estará dividida em três momentos, com dias inteiros dedicados a apenas uma dessas etapas. Alguns dias serão dedicados apenas à observação no espaço externo e outros, ao espaço interno das casas de forró. Dentro dos clubes de forró ainda haverá dois momentos: observação ampla (todos os forrozeiros) e específica (grupos específicos de forrozeiros). As observações serão registradas em diário de campo para, em seguida, serem descritas, categorizadas e interpretadas.

A partir da observação, buscarei identificar quais os comportamentos mais recorrentes entre os consumidores em suas interações sociais. A partir daí, elaborarei as perguntas e temas a serem tratados durante a entrevista etnográfica com os consumidores. As entrevistas só serão realizadas após a observação, para que as perguntas não interfiram no modo de eles “atuarem” nas festas.

Nas festas, utilizarei diário de campo, que consistirá em poucas folhas de ofício e caneta. Por se tratar de um espaço lúdico, evitarei me manter com o diário em mãos durante toda a festa, deixando-o guardado no bolso da calça na maior parte do tempo e utilizando-o pontualmente e com discrição, para que meu comportamento de “pesquisador” não interfira drasticamente na relação que os observados estabelecerão comigo. O diário de campo é um dos principais instrumentos utilizados em observações participantes e tem por objetivo registrar as impressões do pesquisador sobre os espaços e sujeitos pesquisados, além possibilitar anotações in loco.
PESQUISA EXPLORATÓRIA
Entrevista com integrantes
da indústria do forró
Pesquisa documental
Observação participante inicial
Entrevistas exploratórias
com consumidores
Os produtos da indústria
do forró
Análise parcial:
as representações por parte da indústria
Análise de como os elementos simbólicos construídos pela cultura são utilizados pelos sujeitos em relações de poder, resultando em tensões cotidianas entre os indivíduos que se relacionam em diversos espaços sociais e através de diversas instituições sociais.
Análise dos comportamentos e interações sociais através dos elementos simbólicos utilizados pelos sujeitos na vida cotidiana.
As práticas de consumo cultural proporcionam, através de seus aspectos simbólicos, conformações de narrativas que os sujeitos constroem sobre si próprios e sobre os outros, dentro de um contexto sociocultural (ROCHA, 2008). Tais narrativas de si aparecem atreladas à constituição das identidades e auto-representações dos sujeitos em sua vida cotidiana.
Ao adotar uma perspectiva voltada a uma compreensão antropológica do fenômeno, García Canclini (1993, p. 34) define o “consumo cultural” como o “conjunto de processos de apropriação e usos de produtos nos quais o valor simbólico prevalece sobre os valores de uso e de troca ou em que ao menos estes últimos se configuram subordinados à dimensão simbólica”. Desse modo, o autor propõe ir além da origem econômica do termo “consumo”, apresentando outras noções afins, como recepção, apropriação, audiência ou usos.
Hall (2010, p. 345) relaciona “identidade” e “representação” ao considerar que “[...] a identidade está dentro de discurso, dentro da representação”. Para o autor, a identidade “[...] é constituída em parte pela representação. A identidade é uma narrativa do si mesmo, é a história que contamos de nós mesmos para saber quem somos”.
A identidade é construída e acionada a partir do discurso, dentro da representação. É ao representar a si, aos outros e aos objetos sociais que construímos e acionamos identidades. “A identidade é uma narrativa de si mesmo, é a história que nos contamos sobre nós mesmos para saber quem somos” (HALL, 2010, p. 345).
Na definição de Jodelet (2005), as representações sociais são formas de conhecimento, elaboradas e partilhadas socialmente, utilizadas pelos sujeitos com objetivos práticos e colaborando para a construção de uma realidade comum a um grupo social.
Análise dos processos cognitivos em relação ao mundo social: pensa o social como construído a partir de processos de intersubjetividade e, portanto, cognitivos; e, por outro lado, pensa as propriedades da cognição como resultante da vida em sociedade. Assim, a psicologia cognitiva acabou por evidenciar as “propriedades estruturais da representação”.
Goffman (2009, p. 29) define seu conceito de “representação” como “[...] toda atividade de um indivíduo que se passa num período caracterizado por sua presença contínua diante de um grupo particular de observadores e que tem sobre estes alguma influência”. Nessa ação de representar-se, está presente o que o autor chama de “fachada”, que seria o “[...] equipamento expressivo de tipo padronizado intencional ou inconscientemente empregado pelo indivíduo durante sua representação”.
Rosana Guber (2001) aponta uma tripla acepção da “etnografia”: como enfoque, método e texto.

1) Como enfoque, trata-se de “uma concepção e prática de conhecimento que busca compreender os fenômenos sociais a partir da perspectiva de seus membros (compreendido como ‘atores’, ‘agentes’ ou ‘sujeitos sociais’)” (GUBER, 2001, p. 12-13).

2) Como método, seria um “[...] conjunto de atividades que se pode designar como ‘trabalho de campo’, considerando-se uma não centralidade do pesquisador na pesquisa, a flexibilidade e imprevisibilidade do trabalho, a diferença entre técnicas e instrumentos e a compreensão de que as subjetividades do pesquisador também estão em cena” (GUBER, 2001, p. 13).

3) Como texto, “[...] o antropólogo tenta representar, interpretar ou traduzir uma cultura ou determinados aspectos de uma cultura para leitores que não estão familiarizados com ela” (GUBER, 2001, p. 19).
Entrevista com integrantes da indústria do forró
Pesquisa documental
Observação participante inicial
Entrevistas exploratórias com consumidores
Os produtos da indústria do forró
As 21 entrevistas que realizei com integrantes da indústria do forró (seis empresários, cinco produtores, três compositores, cinco radialistas e dois cantores) foram úteis a esta pesquisa não somente em termos de dados coletados sobre esse universo, mas principalmente em relação aos modos de proceder, as relações de poder, os conflitos, imaginários e códigos compartilhados por esse grupo social.
Ao todo, fui a 13 festas em clubes de forró (três no Faroeste, duas no Kangalha, duas no Danadim, três no The Club e três no Forró no Sítio); a cinco gravações de programas de auditório da TV Diário (uma do Levantou Poeira, três do Forrobodó e uma do Ênio Carlos, todos da TV Diário); a sete gravações de programas de rádio (três da Rádio Liderança, duas da Rádio 100 e duas da A3 FM); além de acompanhar, em ônibus fretado pela emissora de TV, o trajeto de chegada de uma “caravana cultural” (público que integra o auditório) do bairro até a sede da televisão.
Entre 2011 e 2012, realizei entrevistas exploratórias com 12 consumidores de forró eletrônico, sendo um homem e onze mulheres. As entrevistas com as mulheres ocorreram na casa delas, passando, em alguns casos, pelo consentimento do pai ou da mãe. Somente o rapaz concedeu entrevista sentado à mesa de um restaurante no centro da cidade, logo após o almoçarmos. Como nunca conseguíamos marcar o encontro, acabei aproveitando uma das vezes em que o liguei e ele, ocasionalmente, fazia compras no centro da cidade. Perguntei se poderia vê-lo naquele momento e então saí em disparada até o local.
As conversas duraram entre uma hora e meia e duas horas, gravadas por um gravador digital muito discreto, deixado sobre algum móvel. Eu sempre estava munido de caneta e folhas soltas de ofício. Por já ter um roteiro mais ou menos organizado na mente, eu nunca levava perguntas anotadas, limitando-me a desviar o olhar do entrevistado apenas para fazer alguma pequena anotação. Quando possível, eu sequer baixava a cabeça para anotar, escrevendo sem olhar para o papel.
- Uma música de sucesso de cada uma das seis bandas (Styllo, Forró Real, Forró do Bom, Forró do Movimento, Lagosta Bronzeada, As Coleguinhas) que possuem algum tipo de vínculo (produção, parceria, propriedade) com a Social Music.

- Uma música de cada uma das três maiores bandas de forró eletrônico de Fortaleza (Aviões do Forró, Garota Safada e Forró Sacode). As nove músicas foram escolhidas a partir do acompanhamento que tenho feito de shows e das emissoras locais de rádio e televisão nos últimos três anos (2010, 2011 e 2012).

- Repertório de três shows de forró eletrônico, realizados em maio de 2012, na casa de shows Faroeste : das bandas Forró do Bom, Furacão do Forró e Forró Mala Mansa
A CIDADE(CULTURA POPULAR URBANA / CULTURA HÍBRIDA)
PROPOSTA DE SUMÁRIO DA TESE
- Breve história de Fortaleza, com foco nos elementos históricos que ajudam a analisar de forró eletrônico nas festas da cidade (conflitos entre o “deslumbre cosmopolita” e a cultura tradicional patriarcal; a condição emergente de Fortaleza; machismo/patriarcalismo versus feminismo; os modos populares de interação social; classes sociais e etnia/raça).
- O novo “boom” do forró: sofisticação e ingresso do forró eletrônico no universo dos “playboys” e das “patricinhas”; conflitos entre o forró tradicional e o eletrônico (postura de ataque dos grupos tradicionalistas em relação ao eletrônico e postura de não enfrentamento da indústria do forró eletrônico, que é uma postura hegemônica); diálogos que o forró eletrônico apresenta com a cultura tradicional cearense e outros gêneros musicais nacionais e internacionais; breve histórico do forró eletrônico.
- Discussão teórico-epistemológica sobre o método etnográfico; apresentação dos procedimentos etnográficos utilizados: observação participante e entrevista etnográfica; discussão sobre ferramentas como o diário de campo e o gravador de áudio.
- Justificar as escolhas metodológicas (recorte na festa e, mais especificamente, no clube Faroeste; escolha dos sujeitos e dos temas abordados nas entrevistas; escolha dos procedimentos de campo adotados durante a observação participante; fluxo comunicativo no qual se insere a circulação e o consumo das formas simbólicas em questão; recorte do problema; definição dos objetivos; como pensei o trajeto metodológico; como pensei o diálogo entre objeto, método e teoria).
- Descrição dos percursos da investigação (decisões metodológicas tomadas antes e durante em campo; contato entre pesquisador e pesquisados; dificuldades enfrentadas durante a pesquisa).
- Conceitual sobre culturas populares, indústria cultural, culturas híbridas, apropriações simbólicas (Martín-Barbero, García Canclini, Michel de Certeau, John B. Thompson, Valdir Morigi, Catarina Oliveira, dentre outros autores); descrição e análise das festas de caráter “industrial”, sob as lógicas empresariais / econômicas.
- Estrutura da indústria do forró eletrônico e suas estratégias de mercado; mapeamento da indústria do forró eletrônico (quais empresas são, de que modo se organizam em rede, em quais cidades atuam, que posição Fortaleza exerce nesse contexto); mapeamento dos meios de comunicação que veiculam forró eletrônico em Fortaleza; mapeamento das festas de forró eletrônico de Fortaleza; mapeamento das músicas tocadas na casa de forró Faroeste, descrição e interpretação de letras e melodias.
- Análise das apropriações populares: cultura oral / disseminação dessa cultura oral pelos meios de comunicação de massa e nas músicas; relação entre composições musicais e as vivências dos consumidores (as culturas de massa se apropriam das culturas populares e vice-versa).
- Propor o diálogo entre Estudos Culturais, Psicologia Social e Interacionismo Simbólico.
- Conceituar “festa” (MORIGI), “culturas populares” (DE CERTEAU) e “culturas híbridas” (GARCÍA CANCLINI).
- Conceituar “consumo cultural” (GARCÍA CANCLINI, Mary DOUGLAS, JACKS) e “apropriações simbólicas” (THOMPSON, WINOCUR).
- Conceituar “circulação” (FAUSTO NETO E José Luís BRAGA)
- Conceituar “representações sociais” (HALL E MOSCOVICI), “representações do eu” (GOFFMAN) e “identidades” (HALL).
1 - INTRODUÇÃO
- Apresentação do objeto e referencial teórico; justificativas; estado da arte; apresentação do trabalho e suas divisões textuais.
CAPÍTULO 2 - MÚSICA EMERGENTE
PARA UMA CIDADE EMERGENTE
CAPÍTULO 3 - PRODUTOS
INDUSTRIAIS, APROPRIAÇÕES
POPULARES
CAPÍTULO 4 – METODOLOGIA
CAPÍTULO 5 – REFERENCIAL TEÓRICO (FESTAS, CONSUMOS, APROPRIAÇÕES, CIRCULAÇÃO, REPRESENTAÇÕES E IDENTIDADES)
CAPÍTULO 6 – ETNOGRAFIA DA CASA DE SHOWS FAROESTE
- Descrição e interpretação etnográficas da casa de forró escolhida, o Faroeste, com base nos procedimentos e ferramentas da observação participante.
CAPÍTULO 7 - OS FORROZEIROS, SEUS DISCURSOS E SUAS PRÁTICAS
- Descrição e análise das entrevistas etnográficas realizadas com frequentadores da casa de shows Faroeste.
8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
Full transcript