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A cidade e as serras

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by

Giselle Silveira

on 24 March 2014

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Transcript of A cidade e as serras

A cidade e as serras
Eça de Queiroz

História, sociedade e cultura do século XIX

- Revolução industrial
*com inovações técnicas como a descoberta da eletricidade, o avanço dos meios de transporte e de comunicação
- Teorias liberais e socialistas
- Realismo na literatura



Jacinto
A cidade - primeira parte do romance
Culto ao meio urbano
Expressão pura da modernização - Paris
Exaltação da ciência e da tecnologia
Oposição ao campo
"O homem só é superiormente feliz quando é superiormente civilizado." frase de Jacinto
As serras - segunda parte do romance
Tormes
Encantamento com o campo
"injeção de vida para Jacinto"
Antítese da cidade
Consciência social e intervenção
Jacinto de Tormes - origem
A totalidade da obra
É sempre importante compreender as partes e como elas relacionam-se ao todo.

- crítica social e proposição - geral e local;
- relativa manutenção da ordem social;
- experiência e erudição
Origem
O avô, Jacinto Galião ou D. Galião
* Dom - Título de honra que precede o nome de batismo de monarcas e altos nobres, ou título honorífico concedido a pessoas que prestaram importantes serviços à corte.
* apreciava D. Miguel.
O pai, Cintinho, também é um Jacinto.
Jacinto será, portanto, a continuidade de tudo o que seus ancestrais foram.
(...) o mordomo apareceu , reluzente de suor, e balbuciou uma confidência a Jacinto, que mordeu o beiço, trespassado. O grão-duque emudecera. Todos se entre-olhavam, numa ansiedade alegre. Então, o meu Príncipe, com paciência, com heroidade, forçando palidamente o sorriso:
- Meus amigos, há uma desgraça...
Donan pulou na cadeira:
- Fogo?
Não, não era fogo. Fora o elevador dos pratos que inesperadamente, ao subir o peixe de Sua Alteza, se desarranjara, e não se movia, encalhado!
(...)
De repente, Todelle teve uma ideia!
- É muito simples... é pescar o peixe!
(...)
O Príncipe, risonho, sacudindo as mãos, concordava que, por fim, "fora mais divertido pescá-lo do que comê-lo!" (p. 45-48)
"[...]
Era um domingo silencioso, enevoado e macio, convidando às voluptosidades da melancolia. E eu (no interesse da minha alma) sugeri a Jacinto que subíssemos à Basílica do Sacré-Coeur, em construção nos altos de Montmartre.
(...)
Mas a basílica em cima não nos interessou, abafada em tapumes e andaimes, toda branca e seca, de pedra muito nova, ainda sem alma. E Jacinto, por um impulso bem jacíntico, caminhou gulosamente para a borda do terraço, a contemplar Paris. Sob o céu cinzento, na planície cinzenta, a cidade jazia, toda cinzenta, como uma vasta e grossa camada de de caliça e telha. E, na sua imobilidade e na sua mudez, algum rolo de fumo, mais tênue e ralo que o fumear de um escombro mal apagado, era todo o vestígio visível da sua vida magnífica.(...)" (p. 59-60)
Vista de Montmartre, em frente à Basílica de Sacre-Coeur
Desencatamento
Presente desde o início ("Que maçada!"), mas intensificada e no decorrer da narrativa.

Leitura de Schopenhauer e do Eclesiastes
Melancolia
Tédio
Pessimismo

"[...]
– Sabes o que eu estava pensando, Jacinto?... Que te aconteceu aquela lenda de Santo Ambrósio... Não, não era Santo Ambrósio... Não me lembra o santo. Ainda não era mesmo santo, apenas um cavaleiro pecador, que se enamorara de uma mulher, pusera toda a sua alma nessa mulher, só por a avistar a distância na rua. Depois, uma tarde que a seguia, enlevado, ela entrou num portal de igreja, e aí, de repente, ergueu o véu, entreabriu o vestido, e mostrou ao pobre cavaleiro o seio roído por uma chaga! Tu também andavas namorado da serra, sem a conhecer, só pela sua beleza de verão. E a serra, hoje, zás! de repente, descobre a sua grande chaga... É talvez a tua preparação para S. Jacinto. [...]" (p.149)
"[...]
E com efeito! Jacinto era agora como um rei fundador de um reino, e grande edificador. Por todo o seu domínio de Tormes andavam obras, (...) Pelos caminhos constantemente chiavam carros, carregados de pedra, ou de madeiras cortadas nos pinheirais. (...)
Jacinto meditava o bem das almas. Já encomendara ao seu arquiteto, em Paris, o plano perfeito de uma escola, que ele queria erguer, naquele campo da Carriça, junto à capelinha que abrigava "os ossos". (...)" (p.151-152)
IMPORTANTE!
- Relativa manutenção da estabilidade social e certa dose de patriarcalismo ("Pai dos pobres")
- "Sou socialista" frase dita por Jacinto
Dialética marxista
método de compreensão e análise da realidade
As ideias como reflexo da realidade, ambas, constituindo assim, um todo integrado e interdependente.
A própria obra é dialética - A cidade e as serras - Tese e antítese
Dialética - ideias e realidade; experiência e e
"A ambígua civilização burguesa (...) criou para Eça um impasse literário que ele resolveu pelo abandono da linha urbana." (Antônio Cândido)
Troca da neurastenia citadina pela "pureza sadia da velha existência patriarcal"
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