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Manual de Investigação em ciências sociais

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Douglas Brombilla

on 5 February 2013

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Transcript of Manual de Investigação em ciências sociais

1. Os objetivos 1.1.Objetivos gerais 1.2 Concepção didática "Uma investigação social não é, pois, uma sucessão de métodos e técnicas esteriotipadas que bastaria aplicar tal e qual se apresentam, numa ordem imutável." (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.18) 1.3 Investigações em ciências sociais "O que é que, na melhor das hipóteses, se aprende de fato no fim daquilo que é geralmente qualificado como trabalho de investigação em ciências sociais?" (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.18) MANUAL DE INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS 2.2 Etapas do procedimento a)Os três atos do Procedimento A Ruptura – primeiro ato construtivo
“A ruptura consiste precisamente em romper preconceitos e as falsas evidências, que nos dão a ilusão de compreendermos as coisas”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.26) AS SETE ETAPAS DO PROCEDIMENTO “Os três actos científicos do procedimento são realizados ao longo de uma sucessão de operações que são reagrupados em sete etapas”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.28) Os Objetivos “Uma investigação é, por definição, algo que se procura”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.30) 1. UMA BOA FORMA DE ATUAR “Autores mais conceituados não hesitam em anunciar os seus projetos de investigação sob a forma de perguntas simples e claras, ainda que, na realidade, essas perguntas tenham subjacente uma sólida reflexão teórica”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.32) Este caos original não deve ser motivo de inquietação; pelo contrário, é a marca de um espírito que não se alimenta de simplismos e de certezas estabelecidas. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.21) PROCEDIMENTOS para se ter qualidade de informação: Figura 02: Etapas do Procedimento. Fonte: QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.48. 1. A LEITURA Deve ser “entrecortada de períodos de reflexão e, se possível, de debate e discussões” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.53)
a fim de “ULTRAPASSAR as interpretações estabelecidas, que contribuem para reproduzir a ordem das coisas, a fim de fazer aparecer novas significações dos fenômenos estudados, mais esclarecedoras e mais perspicazes do que as precedentes”
(QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.49).

Tal capacidade depende da CULTURA INTELECTUAL do investigador (PENSADOR, sob o ponto de vista SOCIAL): “um convívio com o pensamento sociológico antigo e atual, por exemplo, contribui consideravelmente para alargar o campo das ideias (...). Todo o trabalho (...) se inscreve num continuum e pode ser SITUADO dentro de, ou em relação a, correntes de pensamento que o precedem e INFLUENCIAM (...): a VALIDADE EXTERNA” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.50). 1.1. A ESCOLHA E A ORGANIZAÇÃO DAS LEITURAS Antes de ir à biblioteca deve-se ter um método de trabalho – saber o que se procura (reflexão, não precipitação). b) Onde encontrar estes textos? O RESUMO "Fazer resumo de um texto consiste em destacar as suas principais idéias e as suas articulações, de modo a fazer aparecer a unidade de pensamento do autor." p.62 COMPARAÇÃO DE TEXTOS COM BASE EM RESUMOS 1º CRITÉRIO: OS PONTOS DE VISTA ADOTADOS AS ENTREVISTAS EXPLORATÓRIAS "Leituras e entrevistas exploratórias devem ajudar a constituir a problemática de investigação". p.67 COM QUEM É ÚTIL TER UMA ENTREVISTA? a) Docentes, investigadores especializados e peritos no objeto de estudo; UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
PósARQ
Disciplina: Metodologia Científica Aplicada
Professora: Sonia Afonso
Grupo: Douglas Brombilla, Isabele Fritsche,
Jose Leal, Juliano Miotto e Vivian Delatorre REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, Luc Van. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. 282 p.

Figura 01: QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, LucVan. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. p.29

Figura 02: QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, LucVan. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. p.48.

Figura 03: QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, LucVan. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. p.57.

Figura 04: QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, LucVan. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. p.58.

Figura 05: QUIVY, Raymond; CAMPENHOUDT, LucVan. Manual de Investigação de Ciências Sociais. 2. ed. Janeiro, 1998. p.63. "Constitui simultaneamente um exercício e um teste de compreensão, (...) se não conseguir tornar o seu texto compreensível para os outros , é muito provável que ele ainda não o seja para si." p.63 O resumo é o instrumento ideal para comparar textos. "Ao longo do seu trabalho de resumo não esqueça a sua pergunta de partida e seja particulamente preciso quanto às idéias que estão diretamente relacionadas com ela." p.65 a) as convergências entre eles;
b) as divergências entre eles;
c) as suas complementaridades; 2º CRITÉRIO: OS CONTEÚDOS:
a) concordâncias manifestas entre eles;
b) os desacordos manifestos entre eles;
c) as complementaridades; DESTACAR PISTAS PARA O PROSSEGUIMENTO DA INVESTIGAÇÃO Quais das leituras estão mais relacionadas com a pergunta de partida? Que pistas sugerem essas leituras? "(...) têm por função revelar luz sobre certos aspectos do fenômeno estudado, nos quais o investigador não teria espontaneamente pensado por si mesmo". p.67 CUIDADO! ENTREVISTAS PODEM DAR A FALSA IMPRESSÃO DE QUE SÃO MAIS TRANSPARENTES QUE UMA LEITURA APROFUNDADA. QUANTO MELHOR O PROBLEMA DE PESQUISA FORMULADO MAIS PROVEITOSA A ENTREVISTA. b) Testemunhas Privilegiadas; c) Público que o estudo diz diretamente respeito; "Não pode exigir-se ao responsável do projecto que domine minuciosamente todas as técnicas necessárias. O seu papel específico será o de conceber o conjunto do projecto e coordenar as operações com o máximo de coerência e eficácia." (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.15) A Construção
“As proposições devem ser produto de um trabalho racional, fundamentado na lógica e numa bagagem conceptual validamente construída” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.26) A verificação
“Uma proposição só tem direito ao estatuto científico na medida em que pode ser verificada pelos factos”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.26) --> VERIFICAÇÃO OU EXPERIMENTAÇÃO "Quando um investigador, profissional ou principiante, sente grandes dificuldades no seu trabalho, as razões são quase sempre de ordem metodológica, no sentido que damos ao termo." (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.16) Figura 01: Etapas do Procedimento
Fonte: (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.29) "Já não sei em que ponto estou" “Pouco importa que este ponto de partida pareça banal e que a reflexão do investigador não lhe pareça ainda totalmente madura; pouco importa que, como é provável, ele mude de perspectiva ao longo do caminho”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.30) “Este ponto de partida é apenas provisório, como um acampamento-base que os alpinistas constroem para prepararem a escalada de um cume e que abandonarão por outros acampamentos mais avançados até iniciarem assalto final”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.30) "tenho a impressão de já nem saber o que procuro" “há que admitir que o investigador, principiante ou já com alguma prática, amador ou profissional, ocasional ou regular, não pode dar-se ao luxo de omitir este exercício, mesmo que as suas pretensões teóricas sejam infinitamente mais modestas e o seu campo de pesquisa mais restrito”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.33) 2. OS CRITÉRIOS DE UMA BOA PERGUNTA DE PARTIDA “O conjunto das qualidades requeridas pode resumir-se em algumas palavras: uma boa pergunta de partida deve poder ser tratada. Isto significa que se deve poder trabalhar eficazmente a partir dela [...] deve ser possível fornecer elementos para lhe responder”. (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.35) "não faço a mínima ideia do que hei-de fazer para continuar" 7/23 8/23 9/23 10/23 1ª Precaução - No entanto, recomenda-se uma primeira leitura integral antes de iniciar os trabalhos de aplicação, de modo que a coerência global do procedimento seja bem apreendida e as sugestões sejam aplicadas de forma flexível, crítica e inventiva. 2/23 3/23 4/23 5/23 11/23 12/23 2ª Precaução - realizar constantemente o recuo crítico, de modo que o leitor seja regularmente levado a refletir com lidez sobre o sentido do seu trabalho. 13/23 14/23 15/23 16/23 17/23 18/23 19/23 20/23 21/23 22/23 3ª Precaução - a obra está elaborada com base em numerosos exemplos reais. A PERGUNTA DE PARTIDA 23/23 A Melhor forma de começar um trabalho de investigação em ciências sociais consiste em esforçar-se por enunciar o projeto sob a forma de uma pergunta de partida. Com esta pergunta, o investigador tenta exprimir o mais exatamente possível àquilo que procura saber, elucidar, compreende melhor. A pergunta de partida servirá de primeiro fio condutor da investigação.
(Quivy; Campenhoudt, 1998, p. 44). 4ª Precaução - compreender imediatamente que o significado e o interesse destas diferentes etapas não podem ser corretamente avaliadas se forem retiradas do seu contexto global. Para desempenhar corretamente a sua função, a pergunta de partida deve apresentar qualidades de clareza, de exequibilidade e de pertinência:
- Qualidades de clareza: ser precisa, ser concisa e unívoca.
- Qualidades de exequibilidade: ser realista.
- Qualidades de pertinência: ser uma verdadeira pergunta, abordar o estudo do que existe, basear o estudo da mudança no do funcionamento, ter uma intenção de compreensão dos fenômenos estudados (Quivy; Campenhoudt, 1998, p. 44). "Em ciências sociais temos de nos proteger de dois defeitos opostos: um cientifismo ingênuo que consiste em crer na possibilidade de estabelecer verdades definitivas e de adotar um rigor análogo ao dos físicos ou dos biólogos, ou, inversamente, um ceticismo que negaria a própria possibilidade de conhecimento científico." (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.20) 2. O procedimento "No inicio de uma investigação ou de um trabalho, o cenário é quase sempre idêntico. Sabemos vagamente que queremos estudar tal ou tal problema." (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.20) a) A gula livresca ou estatística b) A passagem às hipóteses c) A ênfase que obscurece Se vai iniciar um trabalho de investigação social sozinho ou em grupo, ou se tenciona começá-lo em breve, pode considerar este exercício a primeira etapa desse trabalho. Mesmo no caso de seu estudo já estar iniciado, isso pode ajudar a enfocar melhor as suas preocupações.
Para quem começa uma investigação seria muito imprudente cumprir precipitadamente esta etapa. Dedique uma hora, um dia ou uma semana de trabalho. Realize este exercício sozinho ou em grupo, com a ajuda crítica de colegas, amigos, professores ou formadores. Vá trabalhando a sua pergunta de partida até obter uma formulação satisfatória e correta. Efetue esse exercício com todo o cuidado que merece. Despachar rapidamente esta etapa do trabalho seria o seu primeiro erro, e o mais caro, pois nenhum trabalho pode ser bem sucedido se for incapaz de decidir à partida e com clareza, mesmo que provisoriamente, aquilo que deseja conhecer melhor.
(Quivy; Campenhoudt, 1998, p. 45). - Um procedimento é uma forma de progredir em direção a um objetivo.

- Os métodos não são mais do que formalizações particulares do procedimento, percursos diferentes concebidos para estarem mais adaptados aos fenômenos ou domínios estudados. Raymond Quivy
Luc Van Campenhoudt Biografia dos autores Luc Van Campenhoudt Raymond Quivy Doutor em Ciências Políticas e Sociais da Universidade Católica de Louvain Louvain-la-Neuve/Bélgica e Professor da Universidade Católica de Mons Valóvia/Bélgica escola onde leciona Metodologia da Pesquisa em Ciências Sociais. Bacharel em Filosofia, Graduado em Sociologia e Doutor em Sociologia. Professor na Universidade de St. Louis Bruxelas/Bélgica. Ensinamentos: Sociologia, Sociologia Política, Espaço Público e Conhecimento e Mídia. 1. Leitura:
visa “assegurar a QUALIDADE da problematização”;

2. Entrevistas exploratórias e métodos complementares: objetiva um “contato com a realidade vivida pelos atores sociais”. Segunda Etapa- A Exploração (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.49) A FORMULAÇÃO DE UMA PERGUNTA DE PARTIDA O resultado este precioso exercício não ocupará mais de duas ou três linhas numa folha de papel, mas constituirá o verdadeiro ponto de partida do seu trabalho.
Para levar este a bom termo pode proceder do seguinte modo:
- Formular um projeto de pergunta de partida.
- Teste a pergunta de partida junto das pessoas que o rodeiam, de modo a assegurar-se de que ela é clara e precisa e, portanto compreendida da mesma forma por todas.
- Verifique se ela possui igualmente as outras qualidades.
-Reformule-a, caso não seja satisfatória, e recomece todo o processo.
(Quivy; Campenhoudt, 1998, p. 45). “SELECIONAR muito cuidadosamente um pequeno numero de leituras e de se ORGANIZAR para delas tirar o máximo de proveito, o que implica um método de trabalho, corretamente elaborado”
(QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.51). a) Os critérios de escolha Primeiro princípio: “começar pela pergunta de partida(...); um fio condutor. (...) Será, sem dúvida, levado a modificá-la no final do trabalho exploratório”; Segundo princípio: “evitar sobrecarregar o programa, selecionando as leituras. (...) Os artigos de referencia repetem-se mutuamente”– uma reflexão de síntese; (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.52) Terceiro princípio: se ater a documentos que incluem análise e interpretação, e não só apresentação de dados – estimular a reflexão crítica; Quarto princípio: “(...) recolher textos que apresentem abordagens diversificadas do fenômeno estudado” – confrontar perspectivas. Quinto princípio: “oferecer-se (...) períodos de tempos consagrados à reflexão pessoal e às trocas de pontos de vista com colegas ou pessoas experientes.” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.53) 6/23 1/23 Figura 03: Escolha das Primeiras Leituras
(QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.57). “A regra é sempre a mesma: antes de se lançar num trabalho, ganha-se muito em questionar-se o que dele se espera exatamente e qual a melhor forma de proceder” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.56).
Pedir conselhos a especialistas;
Não negligenciar as publicações especializada;
Procurar bibliotecas científica;
Consultar a bibliografia final de uma obra quando esta for recente;
Se atentar a índices e sumários (e quando estes não existem, ler início e fim dos capítulos) para ver de que tratam as obras;
Antes de procurar uma obra numa biblioteca, se informar dos serviços e técnicas facilitadoras que ela oferece (catalogação). Critérios de escolha das leituras apontados pelos autores: 1.2. COMO LER “O principal objetivo da leitura é retirar dela ideias para o nosso próprio trabalho. Isso implica que o leitor seja capaz de fazer surgir essas ideias, de as compreender em profundidade e de as articular entre si de forma coerente. (...) Esta aprendizagem precisa de ser sustentada por um método de leitura. (...) Com a finalidade de (...) dela retirar o máximo proveito, propomos que seja adotado, de início, um método de leitura muito rigoroso e preciso, mas que cada um poderá depois tornar mais flexível (...) em função das suas exigências. Este método é composto por duas etapas indissociáveis: o emprego de uma grelha de leitura (para ler em profundidade e com ordem) e a redação de um resumo (para destacar as ideias principais que merecem ser retidas)” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998, p.57 e ' a) A grelha da leitura Figura 04: Leitura de um texto com a ajuda de uma grelha de leitura (QUIVY e CAMPENHOUDT, 1998; p.58). Figura 05: Leitura de um texto com a ajuda de uma grelha de leitura (QUIVY; CAMPENHOUDT, 1998. p.58). Pergunta de Partida Eixo Central DEVE SER FORMULADA CORRETAMENTE PERGUNTA DE PARTIDA NÃO É UMA TAREFA FÁCIL 58).
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