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Copy of Ética e Moral

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by

Alexandre Dantas

on 9 September 2016

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Transcript of Copy of Ética e Moral

Pensamento Crítico
O que é a Moralidade?
ESCOLA ESTADUAL DESEMBARGADOR SILVÉRIO SOARES
DISCIPLINA - FILOSOFIA - 3ºs ANOS - TURNO MATUTINO
PROF. ALEXANDRE S. DANTAS

Questões de Moralidade
Alguns Dilemas

Areia Branca, Julho de 2014
“Não estamos a discutir um tema sem importância, mas sim como devemos viver.”
Sócrates, A República de Platão (ca. 390 a. C)
Há muitas teorias controversas e rivais sobre a definição de Moral.
Portanto, deve-se encontrar a «concepção mínima» de moralidade – um núcleo que qualquer teoria moral deve aceitar, pelo menos como ponto de partida.
Intenção Ética e Norma Moral
Situação- problema
Alguém tem em seu poder um bem alheio que lhe foi confiado pelo seu dono, que entretanto faleceu sem que os seus herdeiros saibam nem possam vir a saber nunca desse depósito. [...]
O possuidor desse depósito, exatamente nessa altura, caiu na ruína total. Vendo a sua família, mulher e filhos, aflitos e cheios de privações, sabe que ao apropriar-se do depósito poderia livrar-se de privações num abrir e fechar de olhos.
Além disso, suponhamos que esse homem é filantropo e caridoso, enquanto que os herdeiros são ricos e egoístas, e de tal modo gastadores que acrescentar o depósito à sua fortuna seria como atirá-lo diretamente ao mar.
Se se pergunta agora se em tais circunstâncias seria permitido o uso do depósito em benefício próprio, sem dúvida se deveria responder: «Não!»
E em vez de evocar todo o tipo de justificações, dir-se-ia tão-somente: «é injusto», isto é, opõe-se ao dever.
Kant, Sobre o lugar comum: isso pode ser correto em teoria, mas nada vale na prática.
AK, VIII, 286-287.
A Filosofia, como a própria Moralidade, é antes de tudo, um exercício de racionalidade – as ideias que devem prevalecer são as que tiverem as melhores razões do seu lado.
Dimensão ética
Devo dizer sempre a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir?
Existe alguma ocasião em que seria correto trair a confiança de um amigo?
É lícito fazer um aborto em determinadas circunstâncias, ou será sempre proibido?
É aceitável matar na guerra?
Todas estas questões apontam para uma das dimensões da ação: a dimensão ética
Dimensão ética: domínio da ação humana orientado por valores ético/morais (bem-mal; justo-injusto; correcto-incorrecto) proposto pela consciência
Consciência: capacidade interior de orientação, de avaliação e de crítica da nossa conduta em função de valores.
Ficar com o depósito
muito útil ao depositário;
o dono do depósito faleceu e mais ninguém sabe da sua existência.
Mas será isso eticamente justificável?
De acordo com Kant, não, é injusto.
Independentemente do fato do dono ter falecido e de mais ninguém ter conhecimento da existência do depósito, a DECISÃO deve ser tomada em função do DEVER de respeitar o compromisso assumido.
Portanto, o ser humano deve
agir segundo:
Orientações resultantes de códigos de conduta exteriores (códigos jurídicos em vigor)
Padrões sociais adotados pelo seu grupo de comunidade.
Orientações auto-impostas, i. é, interiorizadas pela sua própria consciência.
Dilemas Morais
Theresa Ann Campo Pearson (bebê Teresa) é uma criança com anencefalia nascida na Flórida em 1992.
Dilemas Morais
Nos EUA, a maior parte dos casos de anencefalia são detectados durante a gravidez e abortados. Dos não abortados, metade nascem mortos. Cerca de trezentos em cada ano nascem vivos e em geral morrem em poucos dias.
A história da bebê Teresa nada teria de notável não fosse o pedido invulgar feito pelos pais.
Pensaram que os seus rins, fígado, coração, pulmões e olhos deveriam ir para crianças que pudessem se beneficiar deles.
Mas os órgãos não foram retirados porque na Flórida a lei não permite a remoção de órgãos até o doador estar morto.
Teria sido correto remover os órgãos da criança, causando-lhe dessa forma, morte imediata, para ajudar outras crianças?
Vários eticistas foram solicitados pela imprensa para comentar o tema.
Poucos concordaram com os pais e os médicos.
“O que os pais estão realmente a pedir é: matem este bebê moribundo para que os seus órgãos possam ser usados por outra pessoa. Bom, isso é de facto uma proposta horrenda”.
Será isto correto?

Um argumento é sólido se as suas premissas são válidas e a conclusão resulta logicamente delas.
Neste caso, poderíamos questionar a proposição/premissa segundo a qual Teresa não seria prejudicada.
Afinal de contas, ela morreria.

O argumento de que as pessoas não devem ser usadas como meios:
O que significa ao certo “usar pessoas”?

2ª linha de orientação possível quando as pessoas são incapazes de tomar decisões, e outros têm de o fazer em seu lugar:
Argumento do erro de matar uma pessoa para salvar outra:
“Retirar os órgãos de Teresa seria matá-la para salvar outra(s) pessoa(s). Logo, retirar-lhes os órgãos seria errado.”
2º Exemplo: Jodie e Mary

Em Agosto de 2000, uma jovem de uma ilha perto de Malta descobriu que estava grávida de gêmeos siameses.
Sabendo que o hospital não estava equipado para lidar com as complicações de tal nascimento, ela e o marido foram para o Hospital St. Mary, em Manchester, Inglaterra.

Os pais, católicos devotos, não permitiram a operação baseando-se na ideia de que isso anteciparia a morte de Mary.
«Pensamos que a natureza deve seguir o seu curso», afirmaram os pais.

Há que separar 2 questões:

Quem deveria tomar a decisão

Qual deve ser a decisão


Nas circunstâncias descritas,
seria correto ou errado separar as gêmeas?

Argumento de que devem ser salvas tantas vidas quanto possível:

Argumento óbvio a favor da separação das bebês: podemos/devemos escolher entre salvar um bebé ou deixar ambos morrer.

O argumento da santidade da vida humana:
Como pais pensavam que seria errado sacrificar uma delas para salvar a outra;

Ideia de que toda a vida humana tem valor, independentemente da idade, raça, classe social ou deficiência está no centro da tradição moral ocidental.

Será este um argumento sólido?
Surpreendentemente, os juízes pensaram que não, negando a pertinência do argumento tradicional.

Uma objeção mais natural ao argumento da santidade da vida:
Responder que não é sempre errado matar seres humanos inocentes; em situações raras pode até ser correto. Em particular se:

Concepção mínima de Moralidade

Moralidade é, pelo menos, o esforço para orientar a nossa conduta pela razão – isto é, para fazer aquilo a favor do qual existem melhores razões – dando simultaneamente a mesma importância aos interesses de cada indivíduo que será afetado por aquilo que fazemos.
O que poderá dizer-se para justificar o pedido dos pais ou para justificar a ideia de que o pedido estava errado?
Possível argumento


Se podemos beneficiar alguém sem fazer mal a outra pessoa, devemos fazê-lo. Transplantar os órgãos beneficia as outras crianças sem prejudicar a bebê Teresa.

Logo, devemos transplantar os órgãos.
Argumento do benefício

A sugestão dos pais baseava-se na ideia de que, uma vez que Teresa ia morrer em breve, os seus órgãos de nada lhe serviam.
As outras crianças, assim, poderiam se beneficiar deles.
Mas isso seria mau para ela?
No entanto, estar viva não lhe servia de nada. Estar vivo só é benefício quando permite a alguém realizar atividades e ter pensamentos, sentimentos e relações com outras pessoas.
Na ausência destas condições, a mera existência biológica não parece ter valor .
Significa violar a sua autonomia - a capacidade de decidirem por si mesmas como viver a sua vida, segundo os seus desejos e valores.
Pode ser violada por meio de manipulação, impostura ou fraude.
A autonomia é violada quando as pessoas são forçadas a fazer coisas contra a sua vontade.
Mas a bebê Teresa não é um ser autônomo: não tem desejos e é incapaz de tomar decisões.
A anencefalia não satisfaz os requisitos técnicos da morte cerebral tal como é atualmente definida. Mas talvez devesse ser reelaborada para a incluir.
Afinal de contas, os anencefálicos também não tem perspectivas de vida consciente, pela razão profunda de que não têm cérebro ou cerebelo.
O hospital, convencido da sua obrigação de fazer os possíveis para salvar pelo menos uma das crianças, solicitou permissão aos tribunais para separar as bebés contra o desejo dos pais. Os tribunais concederam permissão, e a 6 de Novembro a operação foi realizada.

Tal como se esperava,
Jodie sobreviveu e Mary morreu.

Sondagem de um jornal americano demonstrou que 78% aprovava a operação.

No entanto, os pais acreditavam num argumento mais forte do lado contrário
Na ética tradicional, a proibição de matar seres humanos inocentes é tida como absoluta.
Não importa se o assassinato visa servir um propósito meritório; simplesmente não pode fazer-se.
Mary é um ser humano inocente, não podendo por isso ser morta.
Juíz Robert Walker:
“A realização da operação não mataria Mary. Ela seria simplesmente separada da irmã e depois morreria, não por ser intencionalmente morta, mas porque o seu próprio corpo não pode manter a sua vida”.

a) O ser humano inocente não tem futuro por estar condenado a morrer em breve independentemente do que se faça;
b) O ser humano inocente não quer continuar a viver, talvez por estar tão-pouco desenvolvido mentalmente que não pode de todo ter desejos;
c) Se matar o ser humano inocente permitir salvar a vida de outros, que podem desenvolver-se e ter uma vida plena – nestas circunstâncias, pouco frequentes, pode justificar-se matar um inocente.


Agente moral: alguém preocupado imparcialmente com os interesses de quantos são afetados por aquilo que ele, ou ela, fazem;
- Alguém que cuidadosamente filtra os fatos e examina as suas implicações.
A anencefalia é uma das mais graves deformidades congênitas. Faltam partes importantes do encéfalo (cérebro e cerebelo, bem como o topo do cérebro).

Estes bebês têm, no entanto, o tronco cerebral e por isso as funções autônomas como a respiração e os batimentos cardíacos são possíveis.
Sabendo que a bebê não poderia viver por muito tempo e, mesmo que pudesse sobreviver, nunca iria ter uma vida consciente, os pais da bebé Teresa ofereceram os seus órgãos para transplante.
Os médicos acharam uma boa ideia.
Pelo menos 2000 crianças em cada ano necessitam de transplantes e nunca há órgãos disponíveis suficientes.
Quando 9 dias depois a bebê Teresa morre era demasiado tarde para as outras crianças – os órgãos não podiam ser transplantados por se terem deteriorado .
O que serviria melhor aos seus interesses?
Se pudesse dizer-nos o que quer, que diria ela? (apelar para as preferências)
Possível maneira de contornar este argumento:

Encarar desde logo a bebê Teresa como morta. Atualmente, a «morte cerebral» é amplamente aceita como critério para declarar as pessoas legalmente mortas.
As crianças, Mary e Jodie, estavam ligadas pelo baixo abdomen. As suas espinhas dorsais encontravam-se fundidas, e partilhavam um coração e um par de pulmões.
Jodie, a mais forte, fornecia sangue à irmã.
O panorama apresentava-se mau. Os médicos afirmaram que sem intervenção, morreriam dentro de 6 meses.
A única esperança era uma operação para separá-las.
Isto salvaria Jodie, mas Mary morreria de imediato.
Argumentos utilizados para a remoção dos órgãos -
Apelo a princípios filosóficos consagrados:
“Parece simplesmente demasiado horrível usar pessoas como meio para os objetivos de outras pessoas”;
“É imoral matar para salvar. É imoral matar a pessoa A para salvar a pessoa B”
OBRIGADO!!!
:)
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