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Filosofia da Ciência

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Aloisio Segundo

on 10 October 2013

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Transcript of Filosofia da Ciência

Filosofia da Ciência
Filosofia da Ciência
A "filha caçula" da epistemologia: seu principal objetivo é produzir um tipo específico de conhecimento que torne o mundo compreensível, previsível e controlável.

É uma tentativa do homem de exercer domínio sobre a natureza e a realidade exterior.

Desde Francis Bacon, associa-se o conhecimento científico ao poder.
Filosofias da Ciência
Positivismo
Apenas a observação produz conhecimento - e possibilidade de transformação do homem. Tudo o que não pode ser comprovado pela ciência é mera crendice e superstição.
Neopositivismo - Círculo de Viena
Positivismo LÓGICO: verdades científicas são claras, precisas e verificáveis.

Superação da metafísica!

Somente será científico o que puder ser comprovado pela verificação.
Aristóteles
- Empirismo.

- Indução.
Francis Bacon
"Ciência e poder do homem coincidem, pois a natureza não se vence senão quando se lhe obedece"
+
"O homem domina a natureza não pela força, mas pela compreensão" - Jacob Bronowski
-
"O ditador trata o homem como o homem trata a natureza: ele os conhece para melhor os controlar"
Theodor Adorno
Objetivos:
Que tipo de conhecimento é útil para a humanidade?

O que diferencia o conhecimento científico dos demais?

Quais as condições deste tipo de conhecimento?

Como se faz ciência, e qual é o valor dela para o homem?

Quais são os limites da ciência?

Pressupostos:
Aprimoramento da noção de verdade: SOMENTE AS VERDADES CIENTÍFICAS SÃO DIGNAS DE CONFIANÇA.

Necessária correspondência com a realidade: O EMPIRISMO SE TORNA IMPRESCINDÍVEL POR CONTA DA DEPENDÊNCIA DA EVIDÊNCIA [questão da verdade].

O que faz um cientista? Coleta dados empíricos e desenvolve hipóteses para explicar os fatos do mundo.

O que faz um filósofo da ciência? Analisa o método pelo qual o cientista atribui o qualificativo de "verdadeiro" ao dado ou à hipótese.
Método!
Pressupostos II:
Caminho metódico: enunciados de problemas - hipóteses - testes experimentais - conclusões CIENTÍFICAS.

PREVISIBILIDADE: a natureza existe com regularidades [dia-noite, átomo-energia, atração dos corpos, etc.]. A filosofia da ciência opera por meio dessas regularidades, dando condições para a formulação de leis.

TRANSITORIEDADE: não se fala mais em verdades absolutas e inquestionáveis. Tudo é passível de mudança, basta que a ciência simplesmente constate tal mudança.

INDEPENDÊNCIA em relação ao sujeito. "Ciências" humanas?

Sua função é apresentar explicações suficientemente dignas
de confiança para os fenômenos da realidade.


LEIS
Enunciados generalizadores que procuram apresentar relações constantes e necessárias entre fenômenos regulares. As teorias científicas tentam explicar o mecanismo de funcionamento da regularidade prevista na lei.
X
Rupturas epistemológicas nos modelos científicos!
Gaston Bachelard
Elementos e relações
verificar = "tornar verdadeiro"
Progresso!
"A indução não existe".

A investigação científica não é isenta: o observativismo é um mito. Preconceitos!

A demarcação entre ciência e metafísica não se dá no campo do "verificável", mas na FALSEABILIDADE!

Karl Popper
descontinuidade
Não podemos provar nada! Só podemos propor uma teoria, e torcer para que nenhuma observação protocolar seja contraditória a ela... Se algo acontecer no mundo dos fatos que contradiga a teoria, ela será "falseada".

Por isso que se diz que a filosofia científica popperiana não conduz a nada. As teorias permaneceriam lá, enquanto durassem...
Revoluções científicas!
Thomas Kuhn

"A estrutura das revoluções científicas" [1962]
FÍSICO estadunidense [Harvard, 1949], foi professor de História das Ciências para um curso de Humanas.
Familiarizou-se com os casos mais famosos da ciência, e ingressou no campo da filosofia para explicá-los.
Thomas Kuhn
Por conta disso, a abordagem que Kuhn faz acerca da filosofia da ciência é muito mais pautada pela história - por ter que apresentar a ciência para não-cientistas, ele reparou que o desenvolvimento científico na realidade era muito diferente daquilo que os manuais de física ou mesmo as obras dos filósofos anteriores traziam.
Paradigma
Kuhn sustenta que a ciência é produzida pela "comunidade científica" [ah vá, é mesmo?], e que esta comunidade científica se constitui pela aceitação de teorias gerais a que ele chamará de "paradigmas".
"Com este termo, quero indicar conquistas científicas universalmente reconhecidas, que por certo período de tempo fornecem um modelo de *problemas* e *soluções* aceitáveis aos que praticam em certo campo de pesquisas"
O termo "paradigma" vem do grego, claro.

Significa, literalmente, "modelo" ou "matriz".
Duas características essenciais:
1. Suas realizações foram suficientemente sem precedentes para atrair um grupo duradouro de partidários, afastando-os de outras formas de atividades científicas dissimilares.

2. Simultaneamente, suas realizações eram suficientemente abertas para deixar toda a espécie de problemas para serem resolvidos pelo grupo redefinido de praticantes da ciência.
Exemplos?
- Dinâmica aristotélica.
- "Almagesto", de Ptomoleu.
- Óptica de Newton.
- Química de Lavoisier.
- Eletricidade de Franklin.
- Modelo atômico de Bohr.
- Teoria da Relatividade, de Einstein.

Perceba-se que somente podemos falar de paradigmas nas ciências Exatas ou Biológicas. As ciências Humanas são obrigadas a conviver multiparadigmaticamente, ou seja, com vários paradigmas simultâneos [porque observações empíricas por si mesmas não apresentam respostas, e a avaliação subjetiva do cientista é o principal elemento das teorias das ciências Humanas].
Os paradigmas se manifestam nos MANUAIS CIENTÍFICOS, pelos quais o estudante é iniciado no campo de pesquisa e tem acesso ao modelo de propositura e solução dos problemas.
Assim como uma comunidade religiosa pode ser reconhecida pelos dogmas específicos em que acredita, da mesma forma é o paradigma que vai definir a comunidade científica - e muitas vezes, os cientistas se apegam ao paradigma de maneira bastante dogmática [mesmo porque o paradigma tem por resolvidos uma série de problemas com os quais os cientistas teriam de se deparar se não lhe fossem adeptos].
Tá, mas e a prática científica?
Segundo Kuhn, a ciência segue uma rota específica:


Crise!
Em tese, o paradigma é uma explicação da realidade, e deve apresentar respostas para todos os problemas que propõe. Os problemas que não podem ser resolvidos são considerados equívocos DO CIENTISTA, que não está sabendo aplicar o paradigma corretamente - e são chamados de "anomalias".
Ciência normal
- "pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações científicas passadas"
- "tentativa esforçada e devotada de encaixar a natureza dentro dos quadros conceituais fornecidos pelo paradima"
Ciência normal
Como o paradigma fornece problemas e soluções, os cientistas praticantes da ciência normal possuem uma certa quantidade de "puzzles" para resolver.
A ciência normal consiste em resolver estes "puzzles", confrontando os fatos com as teorias, articulando os conceitos da própria teoria e ampliando o campo de sua aplicação.
Se a anomalia se torna recorrente, e ninguém consegue explicá-la, a prática científica entra em colapso: a "crise". A partir daí, a prática científica torna-se EXTRAORDINÁRIA, porque o paradigma anterior é posto em dúvida.
Novo paradigma!
Revolução Científica!
A transição entre um paradigma e outro não se dá em "passos sucessivos", mas de uma vez só, pela transferência de confiança - "conversão" - ao paradigma novo. Os cientistas são levados, pelas mais diversas razões, a aderir àquele paradigma para continuar a produzir ciência.
Fé!
A passagem de um paradigma para o outro NÃO É PROGRESSO! Kuhn afirma que os paradigmas são "incomensuráveis" - ou seja, não podem ser comparados.

O progresso pode ocorrer apenas "dentro" da ciência normal, quando os "puzzles" são resolvidos.
Não existe uma realidade "verdadeira" da qual a ciência se aproxima; e só podemos estauir o progresso com base na evolução a partir da ignorância.
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