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βιβλος – biblos – livro

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Jorge Nicolau dos Santos

on 14 March 2015

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βιβλος – biblos – livro
Introdução às Sagradas Escrituras
Omnis Scriptura divina unus liber est,
et ille unus líber Christus est,
quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur,
et omnis Scriptura divina in Crhisto impletur.

Hugo de São Vitor
De arca Noe, 2.8: PL 176, 642C
Através de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu Verbo Único, no qual se expressa por inteiro.
(CIC 102)
Cristo:
Palavra Única
da
Sagrada Escritura

A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do Senhor; sobretudo na sagrada liturgia, ela não cessa de apresentar e distribuir aos fiéis o Pão da Vida, tanto da Mesa da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo. (CIC 103, cit. DV 21)

Os livros inspirados ensinam a verdade. (CIC 107)
Inspiração
e verdade
da
Sagrada Escritura
Para descobrir a intenção dos autores sagrados, há que levar em conta as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso na época, os modos de sentir, falar e narrar correntes na época. (CIC 110, cit. DV 12)
A Sagrada Escritura deve
também ser lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita. (CIC 111, cit. DV 12)
“O que vem do Espírito só é plenamente entendido pela
ação do Espírito.”
Orígenes, Homilia in Ex. 4,5
Ler a Escritura dentro da Tradição viva da Igreja inteira;
Sentidos
da
Sagrada Escritura
“A letra ensina o que aconteceu;
a alegoria, o que deves crer;
a moral, o que deves fazer;
a anagogia, para onde deves caminhar.”
Dístico medieval
“Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica”.
Santo Agostinho
Contra epistulum Manichæi quam vocant fundamenti, 5,6: PL 42,176
A Tradição apostólica fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados.
Esta lista completa é denominada Cânon das Escrituras, comportando 46 livros para o Antigo Testamento e 27 para o Novo. (CIC 120, cit. DV 8)
O Cânon
das Escrituras
A historicidade do Cânon das Escrituras é evidenciada já nos primeiros séculos por documentos como o Cânon de Muratori e o Cânon de Marcião.
O Antigo Testamento
É parte inalienável da Sagrada Escritura.
Estava ordenada principalmente para preparar a vinda de Cristo.
Embora contenham coisas imperfeitas e transitórias, dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus.
(CIC 122, DV 15)
O Novo Testamento
A Palavra de Deus é apresentada e manifesta o seu vigor de modo eminente no Novo Testamento. (CIC 124, cit. DV 17)
Fornecem-nos a verdade definitiva da Revelação divina. (CIC 124, cit. DV 20)
Os Evangelhos são o coração de todas as Escrituras. (CIC 125, cit. DV 18)
“Novum in Vetere latet
et in Novo Vetus patet.“
(O Novo no Antigo se esconde
e no Novo o Antigo é desvendado)
Santo Agostinho
Quæstiones in Heptateucum, 2,73, PL 34,623
É preciso que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis.
(CIC 131, cit. DV 22)
Que o estudo das Sagradas Páginas seja como que a alma da Sagrada Teologia.
(CIC 132, cit. DV 24)
Da Sagrada Escritura se nutre salutarmente e santamente floresce o ministério da palavra:
a pregação pastoral,
a catequese
toda a instrução cristã, na qual deve ocupar lugar de destaque a homilia litúrgica.
(CIC 132, cit. DV 24)
A Igreja exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos... a que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam a “eminente ciência de Jesus Cristo” (Fl 3,8).
(CIC 133, cit. DV 25)
“Porquanto ignorar as Escrituras é ignorar Cristo.”
São Jerônimo
Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. (CIC 106)
Deus é o autor da Sagrada Escritura. (CIC 105)
Sentido literal
é o sentido significado pelas palavras e descoberto pela exegese, seguindo as regras da correta interpretação.
(CIC 116)
Sentido literal
é o sentido significado pelas palavras e descoberto pela exegese, seguindo as regras da correta interpretação.
(CIC 116)
O Espírito Santo, intérprete
da Escritura
Prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira;
Três critérios para interpretar a Escritura:
(CIC 112, cit. DV 12)
Estar atento à analogia da fé, a coesão das verdades entre si e no projeto total da Revelação.
Sentido moral
é o justo agir apontado pelas realidades e acontecimentos relatados na Escritura.
Sentido alegórico
é a compreensão profunda das realidades e acontecimentos reconhecendo a significação em Cristo.
Sentido anagógico
é a significação eterna das realidades e acontecimentos.
(CIC 117)
A Sagrada Escritura
na
Vida da Igreja
Doutrina
Antigo Testamento
Pentateuco
Conjunto dos cinco primeiros de livros, tradicionalmente agrupados
Pelo tema (promessa e cumprimento): Hexateuco.
Pela forma ( Deuteronômista): Tetrateuco.
Quatro fontes
Javista (J), Eloísta (E), Deutoronomista (D) e Sacerdotal (P).
Gênesis
Livro da origens
do mundo, do mal, das culturas, da dispersão dos povos, da pluralidade de línguas, da salvação, dos patriarcas.
Resposta histórica a grandes enigmas do homem
o cosmo, a vida e a morte, o bem e o mal, o indivíduo e a sociedade, a cultura e a religião.
Êxodo
Libertação povo judeu do Egito.
Aliança com seu código.
Primeiros passo no deserto.
Elaboração do instrumental de culto.
Levítico
Compilação de leis sacerdotais
lei de santidade
proibições alimentares
Redação tardia, pós-exílio babilônico.
Transladação dos israelitas do Sinai, passando em torno a Cades, até os campos de Moab.
Contém um recenseamento do povo judeu.
Recapitulação dos três livros anteriores.
Muito de código legal, na forma de um longo discurso de Moisés.
Números
Deuteronômio
Livros Históricos
Provindos de uma grande história narrativa pré-existente (História Deutoronomista).
Abrange desde a entrada na terra prometida até a saída do exílio da Babilônia.
Deuteronômio era o grande prólogo e chave teológica dessa história.
Josué
História da conquista da terra prometida, no século XIII a.C., favorecida pelo enfraquecimento dos impérios Egípcio, Assírio e Hitita na região.
Tem como protagonista a figura de Josué.
Juízes
História da organização política do povo.
Juízes: pessoas de prestígio na sociedade.
Intenta encher o vazio histórico que transcorre em Canaã antes da monarquia.
Rute
Obra-prima da narrativa hebraica.
História de Noemi, Rute e Booz, em quatro cenas centrais.
A simplicidade é um dos atrativos do relato.
Implantação da monarquia em Israel
Samuel: juiz e profeta.
Objetivo: mostrar que a monarquia está submetida a palavra profética.
Relata os reinados de Saul e Davi.
História dos reis, até a cisma em dois reinos.
Mostra que a monarquia não foi uma experiência de todo boa.
Evidencia a decadência do reinado.
Narrativa paralela dos dois reinos, até a catástrofe sucessiva de ambos.
I e II Samuel
I e II Reis
Repetição quase textual de livros anteriores (Js, Jz, Sm, Rs).
O que copia ocupa metade da obra.
Listas ocupam quase a metade do resto.
Discursos ocupam espaço remanescente.
História do regresso do primeiro grupo para Israel após a deportação para a Babilônia (586 a.C.).
Atividade de Ageu e Zacarias
Repatriação em 537 a.C.
Descreve a continuidade do povo e de sua história.
I e II Crônicas
Esdras
Neemias
História do regresso do segundo grupo para Israel, um século da primeira (445 a.C.).
Encontro com os habitantes que haviam ficado na terra (samaritanos).
Atividade de Esdras e Neemias.
Tobias
História de Tobit.
Na Assíria, entre os desterrados, por volta do século VIII a.C.
Relato didático, com montagem paralela, quase cinematográfica.
Custou a afirmar-se como livro canônico.
História de Judite salvando uma cidade da conquista babilônica.
Judite é personagem fictícia, eficazmente camuflada em história real.
Objetivos:
Animar a resistência e a rebelião.
Contra o helenismo crescente
Contra Antíoco VI Epífanes, líder dos Selêucidas
História de Ester e Mardoqueu, evitando a morte do povo judeu na diáspora judaica da Pérsia, sob Xerxes.
Caráter sapiencial, didático
Caráter espiritual, neutro no hebraico e saliente nos acréscimos em grego
Caráter escatológico
Caráter de etiologia festiva, justificando o Purim.
Pertence aos livros deuterocanônicos.
Judite
Ester
Relato da resistência de um grupo de judeus à
repressão de Antíoco IV Epífanes (1º livro)
primeiro passiva até o martírio, depois abandonando as cidades, por fim com a revolta a mão armada.
Relato da resistência de Judas Macabeu à repressão de Antíoco IV Epífanes até 160 a.C., (2º livro)
escrito na independência do reinado de João Hircano, de forma teatral, exalta a memória dos combatentes e justifica a situação de sacerdote-rei do monarca.
Valores doutrinais
fé na ressurreição, valentia dos mártires,
proteção divina como resposta a oração
confiante, triunfo do bem sobre
o mal.
I-II Macabeus
Livros Sapienciais
Jó, Provérbios, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria possuem forma sapiencial, formados por ditados, máximas, e aforismos
Salmos e Cântico dos Cânticos têm características próprias.

Criação poética.
Discute o sentido do sofrimento humano.
Oposição a doutrina da retribuição.
Prólogo e um epílogo em dois planos
o celeste e o terrestre.
Autoria de um gênio anônimo
provavelmente no desterro
Salmos
Livro de orações (pentateuco da oração)
5 coleções: 1-41; 42-72; 73-89; 90-106; 107-150.
Gêneros literários:
hinos e ação de graças
cantos de confiança
súplica comunitária
súplica individual (perseguido, doente, acusado)
salmos litúrgicos
salmos penitenciais
salmos sapienciais (meditacional ou histórico)
salmos reais (por ou para o rei)
Provérbios
Livro de preceitos para a vida moral.
Coleção de pequenas coleções.
Caráter anônimo e unidades minúsculas.
Tem três eixos:
plano sapiencial (sensato/néscio)
plano moral (honrado/perverso)
plano material (bem sucedido/fracassado)
Crítica ao exercício da sabedoria
Procura compreender o sentido da vida.
Autor: Coelét
Poesia sobre a sublimidade do amor.
Rico em imagens e comparações.
Tema desenvolvido em duas formas:
forma pessoal
forma transcendente
Eclesiastes
Cântico dos cânticos
Tratado sobre teologia política.
Coincidências notáveis com o Eclesiástico.
A justiça é o tema dominante do começo ao fim, mas a sabedoria ocupa posição altíssima.
Último livro do Antigo Testamento
Sabedoria de Jesus Bem Sirac, muito lido na Igreja antiga.
Procura convencer que o máximo da sabedoria é o respeito a Deus, com o cumprimento da lei.
Sabedoria
Eclesiástico
Livros Proféticos
Profetas viveram com o povo, principalmente no reinado, cisma e deportação.
Oráculos vão se reunindo em coleções menores que formarão os livros proféticos, por compiladores.
três períodos proféticos bem demarcados pelo exílio babilônico.
antes do exílio: Castigo
durante o exílio: Consolação
após o exílio: Restauração.
Isaías
Proto-Isaías (capítulos 1 a 39)
reinados de Joatão, Acaz e Ezequias, antes do exílio Assírio.
Deutero-Isaías (capítulos 40 a 55)
profeta anônimo
mensagem de esperança entre os desterrados no final do exílio da Babilônia.
Trito-Isaías (capítulos 56 a 66)
mesmo autor do deutero-Isaías
desencanto e o decaimento da fidelidade após o exílio.
Jeremias
Profeta do período anterior ao exílio da Babilônia
Reinados de Josias, Joacaz, Joaquim, Jeconias e Sedecias.
Livro composto de oráculos em verso, narrações e discursos deuteronomistas.
Temas:
conversão
não rebelião para evitar outra deportação
idolatria no templo
Lamentações
Poesia alfabética.
Lamentações sobre a destruição de Jerusalém pelos babilônicos, em cinco partes
Atribuída a Jeremias.
Secretário, porta-voz e companheiro de Jeremias.
Escrito pseudônimo, deuterocanônico, cujo original hebraico é desconhecido.
3 partes bem definidas:
oração penitencial
reflexão sobre a sabedoria
promessa de retorno à pátria.
Contemporâneo de Jeremias
Profeta das visões
ministério desde sete anos antes da queda de Jerusalém, continuado no exílio babilônico.
Estilo marcadamente sacerdotal.
Duas partes:
Destruir sistematicamente a falsa esperança
(entreato de silêncio forçado)
Mensagem de pura esperança
Baruc
Ezequiel
Escrito em três línguas (hebraico, aramaico e adições em grego)
2 divisões: relatos (capítulos 1 a 6) e visões (capítulos 7 a 12)
Composto durante a perseguição de Antíoco IV Epífanes
Objetivo: infundir alento e esperança aos judeus perseguidos, de maneira velada.
Personagem heróico fictício: Daniel
ambientado na época de Nabucodonosor
inspirado em bondoso sábio da antiguidade
Profeta acusador.
Ministério no reino do Norte, no reinado de Jeroboão II.
Tema: infidelidade ao Senhor, em forma de símbolo conjugal, apresentada como fornicação, prostituição e adultério.
Daniel
Oséias
Joel
Profeta ligado ao culto.
Profeta de Pentecostes (3,1-5).
Duas partes:
praga de gafanhotos com liturgia penitencial de luto e súplica (capítulos 1 e 2)
julgamento das nações em estilo apocalíptico (capítulos 3 e 4).
Unidade na referência ao “Dia do Senhor”.
Amós
Contemporâneo de Oséias, era vaqueiro e agricultor
Ministério no reino do Norte, no reinado de Jeroboão II.
Profeta de vibrantes denúncias.
Livro com disposição confusa.
Mais curto livro dos profetas.
21 versículos
Tema: a tensa relação entre Israel e Edom.
Profetizou contra Edom pouco depois de 586 a.C., por ocasião da colaboração dos edomitas com as tropas de Nabucodonosor para sitiar Jerusalém.
Provavelmente escrito após o exílio babilônico, no século V a.C.
Apresenta um antiprofeta.
Estilo: narração em prosa (uma das melhores dos clássicos hebreus).
Tema: misericórdia, não aos judeus, mas aos pagãos babilônicos, símbolo da crueldade, opressão e agressão.
Deixa claro que Deus não é somente o Deus dos judeus, é também o Deus dos pagãos.
Abdias
Jonas
Origem camponesa como Amós.
Profeta da origem do Messias.
Ministério nos reinados de Acaz e Ezequias, antes e depois da tomada de Samaria em 721 a.C. e talvez até o cerco de Jerusalém por Senaqueribe em 701 a.C..
Contemporâneo de Oséias e Isaías.
Anuncia a desgraça do povo, alternando ameaça e promessa.
Miquéias
Naum
Descreve com exaltada paixão a queda do império assírio após Assurbanipal.
Profecias pouco anteriores à queda de Nínive (612 a.C.), capital da Assíria.
Considerado um grande poeta.
Habacuc
Contemporâneo de Naum
Ministério no decênio 622 a.C. a 612 a.C., época da Assíria decadente e Babilônia renascente.
Tempo de opressão e violência, Israel joguete dos impérios.
Escrito em forma de diálogo dramático entre o profeta e Deus, num jogo de ver e escutar.
Vive à sombra do seu contemporâneo Jeremias.
Ministério no reinado de Josias
Temas:
retorno ao sincretismo pagão após a morte inesperada de seu rei.
pressente a queda de Jerusalém.
apresenta o tema do dia da cólera — o Dia de Iahweh — onde só se salvará um resto.
Ministério no reinado de Dario da Pérsia, de agosto a dezembro de 520 a.C.
Tema:
reavivar povo desencorajado de reconstruir seu país em ruínas, no retorno do exílio babilônico.
Quatro breves oráculos, sobre o templo e a irrupção da era escatológica que vira com a sua reconstrução.
Sofonias
Ageu
Profeta inspirador da reconstrução do templo.
Ministério até o anos de 518 a.C..
Contemporâneo de Ageu.
Duas partes diferentes em estilo, conteúdo e intenção, o que leva a crer em dois autores:
livro de visões, se ocupando do templo
livro de oráculos, prescindindo do templo
Zacarias
Autor desconhecido (Malaquias significa Mensageiro do Senhor).
Presume-se ser do século V a.C., posterior à reconstrução do templo, mas anterior à reforma de Esdras e Neemias.
Escrito na forma diálogo com ouvintes
Temas: faltas cultuais e matrimônios mistos.
Sobre a era messiânica, profetiza sobre o Precursor.
Malaquias
Novo Testamento
Evangelhos
Meditam sobre fatos da vida de Jesus.
Mateus, Marcos, Lucas: abarcados com um só olhar.
Gênese literária: Questão Sinótica
interdependências diretas
fontes comuns
redações intermediárias.
João: redação autônoma, com alguma interdependência com o evangelho de Lucas
Origem apostólica direta ou indireta
Valor histórico.
Mateus
Escrito para judeus-cristãos
Não explica usos e tradições judaicas, cita com freqüência o AT, apresenta Jesus como antítipo de Moisés, e a comunidade cristã como continuadora legítima do Israel histórico.
Insiste no tema do Reino de Deus (= dos Céus).
Clareza de composição e exposição, tom didático.
Cinco livrinhos, como novo Pentateuco, com cinco discursos centrais:
1. sermão da montanha; 2. missão dos apóstolos; 3. parábolas; 4. instruções à comunidade; 5. escatológico
Soma-se uma introdução da infância e o
desfecho da paixão e ressurreição.
Marcos
Escrito para convertidos de língua grega.
explica termos e costumes judaicos.
Tema: a pessoa de Jesus e a reação do povo a ele.
Preocupa-se menos com ensinamento de Jesus.
Apresenta Jesus incompreendido e rejeitado pelos homens (família, concidadãos, discípulos, poder religioso e político)
Segredo messiânico:
cercando de silêncio seus milagres e sua pessoa.
Estilo de leitura fácil.
Divisões:
1. introdução, 2. ministério na Galiléia, 3.
Fenícia e Cesaréia, 4. caminhada para
Jerusalém, 5. acolhida e discurso
escatológico, 6. paixão e
ressurreição.
Lucas
Escrito para leitores pagãos, em grego aprimorado.
Usa Jerusalém como centro espacial.
Grande viagem ascensional: livro do caminho.
Temas: A universalidade (genealogia remontando Adão, pregação aberta aos pagãos, personagens romanas), a misericórdia, a alegria, o papel saliente das mulheres, a ternura com os pecadores, a ação do Espírito Santo.
Estilo cativante, elaborado, rico em doutrina.
Divisões:
após prólogo, 1. introdução notável em blocos paralelos, 2. ministério na Galiléia, 3.grande
viagem ascensional, 4. em Jerusalém,
paixão, ressurreição e ascensão.
Escrito em ambiente judaico-cristão
Dá o sentido da vida, gestos e palavras de Jesus.
Domina a encarnação do Verbo.
Semelhança com a pregação querigmática
Caráter cultual e sacramental.
Sacramentos aparecem por referências oblíquas.
Livro dos sinais:
acontecimentos são sinais para confirmar Jesus
carregam dimensão espiritual, evidenciam mistérios divinos
Divisões: Prólogo. Livro dos Sete Sinais: 1. em Caná,
2. ciclo de festas, 3. último sinal e semana final em
Jerusalém. Livro da Hora de Jesus: 1. grande
despedida no cenáculo, 2. paixão,
3. ressurreição. Acréscimo
posterior.
Continuação do Evangelho de Lucas.
mesmas características (vocabulário, gramática e estilo).
Unido pelo relato da ascensão.
Objetivo: narrar origens do Cristianismo.
Constância sacramental e litúrgica da Igreja.
Dois protagonistas:
Pedro (capítulos 1 a 12) e a Igreja de Jerusalém
Paulo (capítulos 13 a 28) e sua viagens missionárias
Verdadeiro protagonista: Espírito Santo.
Expansão geográfica evidente.
Desprender-se pretendido do judaísmo.
Estilo narrativo, sobressaindo
relatos com discursos
João
Atos dos Apóstolos
Carta aos Hebreus
Carta aos Hebreus
Autor desconhecido
língua grega mais pura e elegante que Paulo.
maneira de citar o AT não é paulina.
falta o endereço e o preâmbulo das suas cartas.
É anterior à destruição do Templo (70 d.C.).
Supõe leitores versados na antiga Aliança.
O objetivo é cristológico.
Temas:
sacerdócio de Jesus Cristo e o conseqüente
culto cristão, em oposição ao antigo culto.
exortação final à constância da fé.
Epístolas Paulinas
Escritos ocasionais.
não tratados de teologia, mas respostas a situações concretas.
Evolução contínua da teologia paulina.
Proto-Paulinas:
seguramente autênticas, aceitas por todos os estudiosos (Rm, I e II Cor, Gl, Fl, I Te, Fm).
Deutero-Paulinas
não tem autenticidade segura, negada por um certo número de estudiosos (Ef, Cl, II Te).
Trito-Paulinas
dificilmente de Paulo, usam linguagem diversa, tratam de problemas do final do I século (I e II Tm, Tt).
Romanos
Escrita aos cristãos em Roma em 57-58 d.C., em Corinto.
Temas:
gratuidade da salvação pela fé em Jesus Cristo e não pela observância da Lei.
Salvação universal: judeus e não-judeus.
Mesmo tema já abordado de maneira polêmica na carta aos Gálatas.
I Coríntios
Escrita aos cristãos de Corinto, na Páscoa de 57, em Éfeso.
Primeira carta, hoje perdida
Tema:
superação dos conflitos na comunidade
opõe Cristo, sabedoria de Deus, à vã sabedoria do mundo.
reinado soberano do amor sobre tudo.
II Coríntios
Compilação de bilhetes escritos aos cristãos de Corinto, pouco depois da Páscoa de 57 d.C.
Parte da carta “em lágrimas” nos capítulos 10 a 13, em tom violento.
Carta conciliadora escrita em fins de 57 d.C. na Macedônia, nos capítulos iniciais, em tom de ternura confiante.
Supõe-se que 6,13–7,1, por sua violencia, tema e estilo, seja um fragmento da carta perdida mencionada em 1ª Cor.
Um ou dois bilhetes sobre a coleta para
a Igreja pobre de Jerusalém, nos
capítulos 8 e 9.
Escrita na Páscoa de 57, em Éfeso.
Tema:
passagem da escravidão (lei) para a liberdade (fé)
gratuidade da salvação pela fé em Jesus Cristo e não pela observância da Lei
contra os judaizantes que queriam obrigar o seguimento da lei mosaica.
Escrita entre os anos 80 a 100.
Atribuída à escola paulina.
Carta circular à todas as igrejas, da qual restou o manuscrito com esses destinatários.
Tema:
É eclesiológica: Igreja universal, povo de Deus, esposa do Messias, corpo em crescimento, não mais a soma de igrejas locais.
O desenvolvimento não é claro, mas é coerente.
Gálatas
Efésios
Escrita aos cristãos de Filipos, em 54, durante uma prisão em Éfeso não mencionada nos Atos.
Escrito pouco doutrinal, antes uma troca de notícias.
Temas:
advertência contra os maus operários
apelo a unidade na humildade, com testemunho da fé primitiva na preexistência divina de Jesus.
Conjectura-se ser o conjunto de diversos bilhetes.
Atribuída à escola paulina
Escrito não se sabe ao certo onde e quando.
Falta conceitos paulinos (fé, lei justiça, salvação e revelação).
O autor se encontra preso.
Tema
o perigo de um grave desvio doutrinal causado por gnosticismos e religiões mistéricas.
Cristologia avançada, de caráter cósmico:
Cristo é a imagem do Deus invisível.
Filipenses
Colossenses
I Tessalonissenses
Escrita aos cristãos de Tessalônica, no ano 51, em Corinto.
Temas:
ação de graças pela fé, esperança e amor na comunidade
desejo voltar para completar a formação dos Tessalonicenses
problema teológico da parusia iminente.
exposição de como vai ser a ressurreição dos corpos.
II Tessalonissenses
Escrita aos cristãos de Tessalônica, em Corinto, logo após a primeira carta.
Conseqüências abusivas da primeira carta
Temas:
a parusia, agora não mais iminente.
o fim deste mundo.
os cristãos devem trabalhar e esperar, e não especular sobre o assunto.
Atribuídas a escola paulina, escritas no final do
primeiro século.
grego helenístico, faltam palavras paulinas.
conteúdo, forma e contexto estreitamente relacionados.
ímpeto de evangelizar se torna esforço por manter.
Escritos de caráter pessoal.
Temas:
garantir as igrejas com instituição
conservar o ensinamento tradicional
defender-se das ameaças de desvio doutrinal
A 1ª Timóteo traz recomendações de
comportamento
A 2ª Timóteo é exortação mais pessoal.
A de Tito traz conselhos e duas
doutrinas cristológicas.
Escrita na prisão de Roma nos anos 61 a 63 d.C., para Filêmon, cristão de Colossas, dono de um escravo fugitivo (Onésimo) convertido por Paulo no cativeiro.
Pequena jóia de Paulo
Revela o coração delicado do apóstolo, que superpõe o amor e a fraternidade cristã às relações jurídicas.
I e II
Timóteo, Tito
Filêmon
Epístolas Católicas
Sete epístolas reunidas bem cedo numa mesma coleção, não obstante suas origens diversas.
Título muito antigo de católicas (universais) provavelmente pelo fato de a maioria delas não ser dirigida a comunidades ou pessoas em particular, mas visar os cristãos em geral.
Tiago
Obra pseudônima de autor incerto, escrita no final do século I.
Possui relação estreita com I Pd.
Estilo sapiencial, pródigo em imperativos.
Temas:
paciência nas provações
relação entre fé e obras
domínio da língua e maledicência
sabedoria
cobiça e inveja
oração
liberdade
I Pedro
Escrita para pagãos convertidos.
Autoria indefinida.
linguagem e estilo grego impróprios para Pedro.
Pedro, ancião e prisioneiro, próximo da morte, próximo de 67 d.C.
pseudônima, para animar outros fiéis na perseguição de Domiciano (95 a 96 d.C.).
Muda de tema sem avisar. Temas:
esperança cristã, conduta moral, Cristo pedra viva, vida cristã, casais, paciência, morte e ressurreição, batismo, hostilidade do mundo, anciãos e jovens.
II Pedro
Escrita para pagãos convertidos, no final do século I.
seguramente de autor pseudônimo
repetidas vezes o autor se trai
estilo de sabor helenístico
Evidente semelhança com Jd, modelo da carta
Temas:
o atraso da parusia
heresias
exortação à paciência e à esperança.
Escrito para uma comunidade constituída, mista, certamente da Ásia.
Autoria do próprio apóstolo
semelhanças de vocabulário, estilo e doutrina
Presume-se redação próxima a do evangelho.
Temas:
cismáticos ou apóstatas, e critérios para discernir
É doutrinal, cristológica. Ensinamentos:
Deus é luz, amor, Pai de Jesus, seu Filho feito homem, Messias que desfaz o pecado; o Espírito unge, habita em nós, faz confessar, testemunha.
Autenticidade da autoria foi dúvida na antiguidade, não atualmente.
Presume-se redação se no final do século I.
A brevidade as coloca como bilhetes.
O problema da 2ª é doutrinal, cristológico.
O problema da 3ª é de organização, pela ambição de um rival.
I João
II e III João
Escrito pseudônimo do final do século I.
Possui citações a apócrifos, levando a crer num judeu helenista como autor.
O tema é contra falsos mestres, com recomendações aos fiéis.
Carta não atraente, recrimina sem argumentar.
Judas
Apocalipse
Apocalipse
O gênero é apocalíptico
elementos típicos do gênero: números, cores,
imagens, intérprete, recurso ao AT, construção.
Hinos minúsculos e uma grande liturgia celeste.
Tema: sete cartas às igrejas, luta da Igreja com os poderes hostis.
Construção numérica: introdução, 7 selos, 7 trombetas, 7 visões da mulher, do dragão e das feras, 7 visões do Cordeiro e dos anjos, 7 taças, 7 visões da queda da Babilônia, 7 visões da batalha e vitória final, epílogo
Construção geométrica concêntrica ABCDCBA
A. introdução, B. julgamento da comunidade,
C. sete selos e sete trombetas, D. perseguição
e perseverança, C. sete taças e sete visões
da Babilônia, B. julgamento,
salvação e nova criação,
A. epílogo
Escrito para as sete igrejas da Ásia.
De um autor chamado João, provavelmente não o evangelista, não pseudônimo, no desterro.
Objetivo: prevenir e antecipar a grande perseguição.
Da época do imperador Dominicano (81 a 96 d.C.).
É o livro da esperança cristã.
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