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Judith Butler

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by

Tatiana Macedo

on 30 April 2015

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Transcript of Judith Butler

Que são teorias feministas?
São
discursos críticos
em que a teoria feminista é uma critica
do status quo e, portanto, sempre política.
Ainda assim,o grau de crítica e a natureza da política variam,
originando agendas que vão da "reforma" das organizações à "transformação" das organizações e da sociedade,
passando pela transformação de nossos entendimentos prévios sobre o que constitui o conhecimento/ teoria / prática.
Sexo, Gênero ou Relações de Gênero?
Gênero é um termo "em construção",
que ao mesmo tempo reflete e constitui uma variedade de teorizações feministas(Scott,1986).

Do Ponto de Vista da Mulher:
Abordagens Feministas em Estudos Organizacionas

Mulher não tem sexo
- Luce Irigaray
Gênero e Diversidade nas organizações
Marta B. Cálas e Linda Smircich
A gente não nasce mulher, torna-se mulher.
- Simone de Beauvoir
A categoria do sexo é a categoria política
que funda a sociedade heterossexual.
- Monique Wittig
A manifestação da sexualidade... estabeleceu essa noção de sexo.
- Michel Foucault
O seu comportamento cria o seu gênero
- Judith Butler
"Mulheres" como sujeito do Feminismo
A Ordem Compulsória do Sexo Gênero Desejo
Gênero: As ruínas circulares do debate contemporâneo
Teorizando o binário, o unitário e além
Identidade, Sexo e Metafísica da Substância
Sujeitos do Sexo / Gênero / Desejo
Judith Butler
Teoria Feminista Radical
Gerada nos movimentos feministas
contemporâneos, do fim dos anos 60.

Teoria Feminista Marxista
Reação e crítica ao capitalismo e ao liberalismo político

"Não é a consciência dos homens que determina sua existência, mas sua existência social que determina sua consciência" (Karl Marx).
Teoria Feminista Terceiro-mundialista / (Pós) colonialista
Do ponto de vista da mulher: Abordagens Feministas em estudos organizacionais
Calás & Smircich
Teoria Feminista Psicanalítica
Teoria Feminista Liberal
Surgiu na tradição política liberal dos séculos XVIII e XIX, domínio da igreja e do feudalismo davam caminho para o surgimento do capitalismo e da sociedade civil.
As "mulheres do Terceiro Mundo" tem
sido frequentemente constituídas como "outras", diferentes das mulheres do Primeiro Mundo, ao acentuar seu subdesenvolvimento, opressão, analfabetismo, pobreza, etc.
Uma distinção conceitual central entre as teorias feministas é o entendimento do gênero.
Abordagem Liberal

A construção social do gênero é
determinada pelo aprendizado social dos papéis sexuais.
Abordagem Radical
A construção social do gênero é determinada pelas práticas culturais que sobrevalorizam o masculino, em
detrimento , do feminino.
Abordagem Psicanalítica
A construção social do gênero é determinada pelas relações com os pais nos primeiros estágios de desenvolvimento.
Abordagem Marxista

O gênero é parte de relações históricas de classe que constituem sistemas de opressão sob o capitalista.
Abordagem Socialista

O gênero é um processo impregnado de relações de poder e próprio de condições histórico-materiais.
Abordagem
Pós-estruturalista/ pós -moderna

Sexo e gênero são práticas discursivas que constituem subjetividades específicas por meio de poder e resistência na materialidade dos corpos humanos.
Abordagem
Terceiro-mundista/(pós)colonialista

Considera a constituição de subjetividades complexas que vão além dos conceitos acidentais de sexo/gênero, enfocando aspectos de gênero nos processos de globalização.
Teoria Feminista Pós-estruturalista/Pós-moderna
Três correntes:
Francesa, Anglo-Americana e Pós-moderno (compreende uma coleção de abordagens ecléticas de diversas fontes
Teoria Feminista Socialista
Resultou da insatisfação de feministas com a cegueira da questão de gênero e sua tendência a considerar a opressão feminina como não sendo tão importante quanto a opressão dos trabalhadores.
Nova visão de pessoas
e de sociedade com base em
dois pressupostos fundamentais
sobre a natureza humana:
DICOTOMIA MENTE/CORPO:
Concebe a racionalidade como
capacidade mental separada
do corpo.
INDIVIDUALISMO ABSTRATO:
Indivíduos viveriam em um contexto
de escassez e seriam motivados
pelo desejo de assegurar para si mesmo
a maior porção de recursos possível.


Sociedade "boa" ou "justa":
a que garantiria o exercício
de sua autonomia e a satisfação
de suas necessidades
( Sistema
de direitos individuais)

Primeiros Teóricos Liberais

Mary Wollstonecraft (1792), John Stuart Mill ( 1869) e Harriet Taylor Mill ( 1851), afirmaram que:

"O verdadeiro potencial das mulheres não se desenvolveu por causa de sua exclusão da academia , do fórum e do mercado: elas eram “NÃO PESSOAS” no mundo público"
As mulheres necessitariam do mesmo acesso às oportunidades em todas as esferas da vida, mas sem transformação radical do sistema social e político.
Os primeiros liberais
eram REFORMISTAS
e não revolucionários.

O paradigma predominante da natureza humana era masculino e sua preocupação era de demonstrar que as mulheres eram tão humanas quanto os homens (Jaggar, 1983).
Segunda Onda Teoria Liberal
Nos anos 60, a segunda onda do movimento feminista visava garantir para as mulheres a igualdade de acesso e representação na vida pública.Qualquer ênfase em diferenças de sexo e / ou seu reconhecimento era vista como reacionária e perigosa para a “causa”.
No entanto, em meados dos anos 80, Friedan (1981), entre outras,começou a questionar esse posicionamento, ao afirmar que nele as mulheres eram tratadas como “clones masculinos”, quando , na realidade, “deve haver conceito de igualdade que leve em consideração que são as mulheres que têm os bebês(Fridan, apud Tong, 1989:27).
IGUALDADE
( anos 60 e 70)
DIFERENÇA
(anos 80 e 90)
Assim, a primeira corrente considera que as mulheres foram prejudicadas por estereótipos sexuais inadequados, questiona a validade desses estereótipos e exige que as mulheres passem as ser julgadas com base em seus méritos.
A segunda corrente, considera haver considerável similaridade entre homens e mulheres em virtude das condições estruturais que aprisionam ambos os sexos, e que a solução é acabar com os efeitos do gênero.
De que forma ?
Objetivo :
Problema central:
Subordinação das mulheres

O
gênero é um sistema de dominação masculina,
um princípio fundamental que
organiza a sociedade patriarcal
, e que
está na origem de todos os outros sistemas de opressão
( Jaggar,1983).
Esse feminismo é “radical” por ser centrado na mulher.
Visa a uma nova ordem social em que as mulheres não sejam subordinadas aos homens.Para esse propósito, cruza a sexualidade com as relações de poder.
Propõe arranjos sociais, políticos, econômicos e culturais alternativos, frequentemente separatistas
, que desafiam os valores da cultura dominada pelo masculino.
Desde sua origem, nos anos 60, o feminismo radical desenvolveu uma
perspectiva ampla e fluida,
exigindo não apenas a
transformação das estruturas legais
e
políticas
que sustentam o regime patriarcal, mas também das
instituições culturais e sociais
tais como a família, igreja, academia e mesmo linguagem(Tong,1989, Daly ,1978).
A
“elevação dos níveis de consciência”
foi eleita como a forma mais adequada de propiciar às mulheres ocasião para questionar suas experiências à luz da dominação masculina sistêmica.
Ao reforçar todos os valores femininos, o
feminismo radical abriu espaço para as mulheres etnicamente não brancas e para as lésbicas articularem suas diferenças
, pessoais e politicas.
Apesar de utilizar uma variedade de métodos, todas teorias psicanalíticas compartilham a
ênfase na compreensão da pessoa em sua totalidade e de seu modo e se relacionar com o seu mundo
.Muitas teorizações feministas psicanalíticas originaram-se da
crítica à teoria psicanalítica freudiana
ou como
base para uma interpretação psicanalítica centrada na mulher
(Tong,1989).
O modo de conhecimento das
mulheres é diferente do masculino
em virtude de diferentes desenvolvimentos psicossexuais.

Os indivíduos se tornam sexualmente identificados como parte de seu desenvolvimento psicossexual.

O gênero estrutura sistema social de dominação
masculina que influencia o desenvolvimento psicossexual.
Teorias Feministas x Estudos Organizacionais Contemporâneos
Feminismo Liberal
Mulheres na gerência
Feminismo
Radical-Cultural
Organizações alternativas

Feminismo Psicanalítico
Modelo feminino de gerência
Feminismo Socialista
Reconhecendo gênero nas organizações
Feminismo Pós-estruturalista
Análise Organizacional feminista pós-moderna
ESTUDOS ORGANIZACIONAIS
CONTEMPORÂNEOS

Feminismo Terceiro- Mundista
Mulheres no desenvolvimento
A maior parte das teorias feministas têm alguns pressupostos comuns, notadamente o
reconhecimento da dominação masculina nos arranjos sociais e o desejo de mudanças nessa forma de dominação
( Flax, 1987,1990;A.Fergunson,1989).

“Feminização da Pobreza” ( Pearce, 1978).
Profissionais do sexo feminino enfrentam o fenômeno “gorjeta” ( Strober,1984).
Maridos de mulheres trabalhadoras têm menor nível de remuneração e têm ascensão mais lenta na carreira(Stroh e Brett, 1994).
Do ponto de vista de
Cálas & Smircich, a tarefa do feminismo não acabou, e as preocupações feministas continuam a ter pontos de interseção com os temas organizacionais
.As teorias ‘feministas”, como sugerem, não dizem respeito apenas aos temas relativos “ ás mulheres”:
ao adotar essas teorias como lentes conceituais
,
acreditam que pode ser criado um campo mais conclusivo de estudos organizacionais, onde sejam consideradas as questões de outros, além das mulheres
, que são diretamente afetados pelos processos e discursos organizacionais.Que as teorias feministas articulam problemas no campo teórico e prático organizacional que , de outra forma , poderiam permanecer ignorados.
Nos últimos 30 anos,
o movimento pela “libertação das mulheres” obteve consideráveis ganhos sociais, políticos e econômicos,melhorando a situação de muitas mulheres.
No entanto, apesar desses avanços a segregação sexual nos empregos e organizações persiste como um fenômeno mundial, assim como a desigualdade remuneratória entre os sexos.
Apesar dessas e de outras evidências, alguns têm considerado que o feminismo
foi longe demais no que se refere a beneficiar mulheres em acusações de discriminação,
e o crescente número de denúncias de assédio sexual em locais de trabalho deu origem ao que Faludi( 1991) denominou
"retorno".

O feminismo foi longe demais ou não avançou ?
Outros , no entanto, se ressentem de que muitos feminismos ainda
não avançaram suficientemente, por representarem pessoas brancas, ocidentais e de classe média baixa,
excluindo um grande contingente de mulheres e homens, seus interesses e necessidades( Lugones e Spelman, 1983; Mohanty, 1991b)

Conclusão
http://www.businessweek.com/stories/1994-08-14/inequality
"Basta ler publicações recentes e populares sobre negócios para notar não somente que
as desigualdades estão crescendo , mas também que se tornaram naturais , por um discurso que reafirma que estas são uma coindição normal
para a sociedade ao redor do mundo".
"Desde onde nos posicionamos hoje, queremos enfatizar que
consideramos as abordagens feministas de estudos organizacionais um dos poucos espaços restantes para criticar e refletir sobre os excessos e a violência do capitalismo global contemporâneo,
bem como sobre como impacta muitas pessoas em todo o mundo".

Contribuições
Limitações
Contribuições
Contribuições
Contribuições
Contribuições
Limitações
Limitações
Limitações
Limitações
Representação
Os domínios da
"representação"
política e linguística estabeleceram
a priori
o critério segundo o qual os própr
ios sujeitos sã
o formados, com o resultado de
a representação só se estender ao que pode ser reconhecido como sujeito
. Em outras palavras, as qualificações do ser sujeito têm que ser atendidas para que a representação possa ser expandida.
Política
As noções jurídicas de poder parecem regular a vida política em termos puramente negativos
- isto é, por meio de limitação, proibição, regulamentação, controle
e mesmo "proteção" dos indivíduos relacionados aquela estrutura política, mediante uma ação contingente e retratável de escolha. Porém, em virtude de a elas estarem condicionados,
os sujeitos regulados por tais estruturas são formados, definidos e reproduzidos de acordo com as exigências delas
.
Para a teoria feminista, o desenvolvimento de uma linguagem capaz de representá-las completa ou adequadamente pareceu necessário, a fim de promover a visibilidade política das mulheres.

Atualmente este conceito tem sido questionado no interior do discurso feminista. Não há mais estabilidade no sujeito mulheres.
Os sistemas jurídicos de poder produzem os sujeitos que subsequentemente passam a representar.

-Foucault
O poder jurídico "produz" inevitavelmente o que alega meramente representar; consequentemente, a política tem de se preocupar com es
sa função dual do poder:
jurídica e produtiva. Com efeito,
a lei produz e depois oculta a noção de "sujeito perante a lei"
, de modo a invocar essa formação discursiva como premissa básica natural que legítima, subsequentemente, a própria hegemonia reguladora da lei.
O Sujeito Universal
A presunção política de ter de haver uma
base universal para o feminismo
, a ser encontrada numa identidade supostamente existente em diferentes culturas, acompanha frequentemente a ideia de que a opressão das mulheres possui uma forma singular, discernível na estrutura universal ou hegemônica da dominação patriarcal ou masculina.

As supostas universalidade e unidade do sujeito do feminismo são de fato minadas pelas restrições do discurso representacional em que funcionam.
Com efeito, a insistência prematura num sujeito estável do feminismo, compreendido como uma categoria una das mulheres, gera, inevitavelmente, múltiplas recusas a aceitar essa categoria.
Concebida originalmente para questionar a formulação de que a biologia é o destino, a distinção entre sexo e gênero atende à tese de que, por mais que o sexo pareça intratável em termos biológicos, o gênero é culturalmente construído: consequentemente, não é nem o resultado causal do sexo, nem tampouco tão aparentemente fixo quanto o sexo.

Mesmo que os sexos pareçam não problematicamente binários em sua morfologia e constituição (ao que seria questionado), não há razão para supor que os gêneros também devam permanecer em número de dois.

Sendo o sexo, ele próprio, uma categoria tomada em seu gênero, não faz sentido definir o gênero como a interpretação cultural do sexo.
Drag queen: exemplo de gestos performativos como forma de subverter (ou reproduzir) a ordem compulsória entre sexo, gênero e desejo.
Fonte: http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/05/01/o-conceito-de-genero-por-judith-butler-a-questao-da-performatividade/
Oferece evidências de desigualdades, principalmente, econômicas .
Forma base para outras perpectivas.
Necessário para combater e idéia de que o feminismo foi longe demais e a tese de que "quanto mais mulheres, melhor", por exeumplo, ao documentar a discrimação em pagamento e alocação de postos.
Orientação individualista.
Percebe o status das mulheres como uma questão de realização individual
Não reconhece as relações de poder no sistema econômico capitalista e o social.
Pressupõe a existência do sexo como variáveis dicotômicas.
Mostra as possibilidades e visões além do patriarcado.
Oferece o " aumento da consciência " como uma forma única de pesquisa e prática organizacional, desenvolvendo poder político para todos os participantes.
Estratégia separatista utópica.
Visão de política pode representar somente interesses de mulheres brancas de classe média.
Essencializa "gênero" e "mulher", celebrando o "feminismo" frente ao "masculino".Salientando os estereótipos e obscurecendo muitas diferenças importantes, por exemplo, culturais e históricos.
Qual é o seu gênero?
( ) Masculino ( ) Feminino
Haverá "um" gênero que as pessoas possuem conforme se diz, ou é o gênero um atributo essencial do que se diz que a pessoa é, como implica a pergunta:
Enfatiza a importância do desenvolvimento psicossexual na formação de estruturas sociais patriarcais.
Promove modificações em relações de gênero e em práticas educativas, como um passo rumo à redução da desigualdade social de gênero.
Cultura
Foco no desenvolvimentro psicossexual reduz a dinâmica do poder à psicodinâmica.
As relações familiares que identifca podem aplicar-se somente a algumas famílias privilegiadas em termos de gênero, raça e classe.
Pessoa
Construção do Gênero
O corpo é uma situação
Beauvoir
Para Beauvoir,
o gênero é "construído",
mas há um agente implicado em sua formulação, um cogito que de algum modo assume ou se apropria desse gênero, podendo em principio, assumir algum outro. É o gênero tão variável e volitivo quanto parece sugerir a explicação de Beauvoir? Pode, nesse caso, a noção de "construção" reduzir-se a uma forma de escolha? Beauvoir diz claramente que a gente “se torna" mulher, mas sempre sob uma compulsão cultural a fazê-lo. E tal compulsão claramente não vem do "sexo".
Irigay
Para lrigaray, o sexo feminino nao é uma "falta" ou um "Outro" que define o sujeito negativa e imanentemente em sua masculinidade. Ao contrário,
o sexo feminino se furta às próprias exigências da representação, pois ela não é nem o "Outro" nem a "falta",
categorias que permanecem relativas no sujeito sartriano, imanentes a esse esquema falocêntrico. Assim, para Irigaray, o feminino jamais poderia ser a marca de um sujeito, como sugeriria Beauvoir.
A circularidade problemática da investigação feminista sobre o gênero é sublinhada pela presença, por um lado, de posições que pressupõem ser o gênero uma característica secundária das pessoas, e por outro, de posições que argumentam ser a própria noção de pessoa, posicionada na linguagem como "sujeito", uma construção masculinista e uma prerrogativa que exclui efetivamente a possibilidade semântica e estrutural de um gênero feminino.
Beauvoir: O corpo feminino é marcado no interior do discurso masculinista, pelo qual o corpo masculino, em sua fusão com o universal, permanece não marcado.
MULHER É SEXO;

Irigaray: Tanto o marcador como o marcado são mantidos no interior de um modo masculinista de significação, no qual o corpo feminino é como que "separado" do domínio do significável.
MULHER É UMA DESIGNAÇÃO;
Mas afinal, o define o gênero MULHER?
A discussão sobre “identidade” deve anteceder a discussão sobre “identidade de gênero” simplesmente porque as "pessoas" só se tornam inteligíveis ao adquirir seu gênero em conformidade com padrões reconhecíveis de inteligibilidade do gênero.
Contribuições
Limitações
A organização da vida econômica condiciona a vida social, politica e intelectual.
O feminismo marxista, trata da dupla opressão da mulher como classe e gênero
Embora exista uma hierarquia entre os homens, materializada na estrutura de classes, os homens (como um grupo) dominam e controlam as mulheres (como um grupo), por meio de uma estrutura/sistema de gênero
As feministas socialistas também criticam os feminismos radical e psicanalítico por suas tendências generalizantes, além disso o feminismo radical é considerado ingênuo ao pretender que exista uma "cultura das mulheres" sob o patriarcado e o capitalismo
O feminismo socialista tem-se reportado a interseções entre gênero, raça, classe e sexualidade de modo mais eficaz que as abordagens feministas já analisadas
Mas o que significa “IDENTIDADE”?
Em que medida as práticas reguladoras de formação e divisão do gênero constituem a identidade, a coerência interna do sujeito, e, a rigor, o status auto idêntico da pessoa?
Sendo a identidade assegurada por conceitos estabilizadores de sexo, gênero e sexualidade, a própria noção de “pessoa” se veria questionada pela emergência cultural daqueles seres cujo gênero é incoerente ou descontínuo, os quais parecem ser pessoas, mas não se conformam às normas de gênero da inteligibilidade cultural pelas quais são definidas.
Gêneros “inteligíveis” são aqueles que, em certo sentido, instituem a mantêm relações de coerência e continuidade entre sexo, gênero e desejo.
Relação de gênero na organização :
As divisões de trabalho baseados no sexo são denominadas por muitos como divisão sexual do trabalho.
"Trabalho assistencial" é "trabalho de mulher"
Essas abordagens interrogam o
"conhecimento"
e sua constituição como tal por meio da linguagem
Mas o que significa “SEXO”?
FOUCAULT:
A categoria SEXO, tanto masculino como feminino, é produto de uma economia reguladora difusa da sexualidade.
WITTIG:
A categoria SEXO é, sob as condições de heterossexualidade compulsória, sempre feminina, pois o masculino é sinônimo do universal.
As mulheres não nem o sujeito nem o seu outro, mas uma diferença da economia da oposição binária, um ardil, ela mesma, para elaboração monológica do masculino.
BEAUVOIR: A identificação das mulheres como "SEXO" é uma fusao da categoria das mulheres com as características ostensivamente sexualizadas dos seus corpos e, portanto, uma recusa a conceder liberdade e autonomia às mulheres, como as desfrutadas pelos homens.
Em outras palavras... só os homens são pessoas e não existe outro gênero senão o feminino.
Sobre Metafísica da Substância ou Quem é Você
A Metafísica da Substância é uma expressão assoaciada a Nietzsche na crítica contemporânea do discurso filosófico.
Nos últimos dez anos ou mais, diversas
correntes críticas desafiaram as teorias feministas ocidentais sobre gênero por serem baseadas em imagens e experiências sociais das mulheres (e homens) mais privilegiados no Primeiro Mundo
Quem é você?
Assimetria de gênero com Beauvoir e sua dialética assimétrica e Irigary e sua elaboração monológica de uma economia significativamente masculina.

Economia Masculina monolítica e monológica

Falocentrismo Global

A insistência sobre a coerência e unidade da categoria das mulheres rejeitou efetivamente a multiplicidade das interseções culturais, sociais e políticas em que é construído o espectro concreto das mulheres.

O gênero é uma complexidade cuja totalidade é permanentemente protelada, jamais plenamente exibida em qualquer conjuntura considerada.
Linguagem, Poder e Estratégias de Deslocamento
Wittig
• Heterossexualidade compulsória e institucionalizada: “se o desejo pudesse libertar a si mesmo, nada teria a ver com a marcação preliminar pelos sexos”
• A posição de Irigary reconsolida a lógica binária masculino e feminino
• A linguagem possui o poder de subordinar e excluir as mulheres
• Discorda de uma genitalidade organizada – o Corpo Lésbico pode ser entendido como uma leitura invertida de O Três Ensaios sobre a teoria da sexualidade , de Freud
Irigay
• O gênero como parte da economia significante hegemônica do masculino. Tradição filosófica ocidental (judaico-cristã).
• Interpretação pós-lacaniana de Freud, a diferença sexual não é um binário simples;
• O feminino: não pode ser atributo, é significado de falta
• Lei Simbólica, lei do Pai
Análises (pós) colonialistas vão, além da desconstrução dos textos ocidentais. Elas mostram que a produção do conhecimento no centro (ocidental) é uma forma de autopromoção, implicando a constituição da legitimação do imperialismo e do colonialismo
Análises extrapolam o âmbito das relações de gênero para tratar outras formações sociais que emergem da interseção de, por exemplo, gênero, raça e classe.
Soluções propostas para as desigualdades sociais parecem ingênuas e utópicas
Permite a articulação da "politica
do conhecimento" como uma forma de relação de poder que tenta
naturalizar um sistema de exclusão
para certas posições de sujeito (por
exemplo, de gênero).

Oferece uma visao mais pluralista de engajamentos politicos, em que "gênero" se torna apenas um argumento entre outros.

Oferece visões mais complexas da localização social e as estruturas de opressão.
Foco na linguagem e no discurso tem sido frequentemente criticado como insustentável para a politica feminista.

Críticas da desconstrução e outras análises pós estuturalistas incluem as acusações de que são elitistas, inacessíveis, e cheias de jargão, tornando dificll sua utilização pela maior parte dos analistas.
Problematiza o conceito de "genero" como constituído no ocidente, e abre a possibilidade de outras configurações de gênero e de relacões mais complexas entte
homens e mulheres, no contexto das múltiplas opressões produzidas pelo capitalismo.

Ilustra abordagens adicionais
para organizações fora do
âmbito da visão ocidental de
"organização".
Em alguns casos, está sujeita as mesmas críticas de elitismo e da inacessibilidade da abordagem pós estruturalista.

Há preocupações sobre a aceitação da existência de "outros conhecimentos"
fora dos limites do conhecimento
ocidental(izado)".
Tatiana Yeh
Tatiana Macedo
Rose Almonds
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