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Tomada de Decisão Individual ou em Grupo

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by

Priscila Marques

on 30 September 2013

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Transcript of Tomada de Decisão Individual ou em Grupo

Tomada de Decisão Individual ou em Grupo
Objetivos
Objetivo Geral
Verificar se as tomadas de decisões individuais diferem das decisões tomadas em grupo.

Objetivos Específicos
Determinar os aspectos que influenciam em decisões individuais, assim como vantagens e desvantagens deste tipo de decisão;
Determinar os aspectos que influenciam em decisões em grupos, assim como vantagens e desvantagens deste tipo de decisão;
Apresentar os resultados de experimentos realizados individualmente e em grupo.
Justificativa

De acordo com a teoria econômica, as empresas e famílias são classificadas como as principais tomadoras de decisões, as quais na maioria dos casos são controladas por mais de uma pessoa.
Deste modo, esse trabalho mostra se as decisões tomadas em grupos diferem das decisões tomadas individualmente, assim como quais fatores influenciam em cada tipo de escolha.

Introdução

O ser humano faz escolhas diariamente, desde coisas rotineiras como qual marca de leite comprar, até decisões mais complexas como por exemplo administrar uma empresa.
O engenheiro deve estar preparado para enfrentar estes tipos de decisões todos os dias, para isso ele pode tomar decisões individualmente como também pode tomar decisões em grupo.
Muitas vezes as decisões individuais podem divergir das decisões tomadas em grupo, isso ocorre pois uma escolha depende de muitos fatores, desde o conhecimento até as suas emoções.
Conclusão
A tomada de decisão individual é mais rápida e envolve menos custos, porém não é recomendada para situações em que a escolha afete o coletivo;
A tomada de decisões em grupo proporciona uma maior perspectiva sobre o tema abordado, porém pode ser lenta por não haver consenso;
Em ambos os casos a tomada de decisões é influenciada por aspectos pessoais e emocionais, por isso a a escolha de uma decisão é considerada um mecanismo complexo, pois não existe uma única alternativa a ser implementada.
Indivíduo

VANTAGENS
• Decide mais rapidamente.
• É mais capaz de tomar decisões impopulares.
• A responsabilidade é mais facilmente localizada e identificada.

DESVANTAGENS
• Um indivíduo com muita autoridade formal, porém indeciso, pode paralisar a organização.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUIMICA
ENGENHARIA DE PROCESSOS



Paola dos Reis de Souza
Priscila Marques
Renan Osorio Zborowski
Tamiris Dallanora

Santa Maria, Setembro 2013.
Decisão Individual

A tomada de decisão sem a participação de um grupo ou de uma decisão tomada independentemente da opinião do grupo é, naturalmente, uma decisão individual. Esta decisão é a mais tradicional e pode ser efetiva para um gerente quando a entrada do grupo não é necessária ou, em certos casos, desejada.
Quando se toma decisões individualmente, o indivíduo precisa considerar sistemas organizacionais relativamente abertos.

Este tomador de decisão está sujeito às diversas forças ambientais e dispõe dos seus próprios processos cognitivos para enfrentá-las.
Cada tomador de decisão tem uma percepção única de uma situação caracterizada por determinado problema a ser resolvido. Estas percepções são resultados de suas experiências vividas no passado e no presente.
Estas experiências e valores individuais promovem certa propensão para decidir ou agir de determinada forma, diante de um problema em particular.

Existem vários modelos de decisão em grupo que pode-se colocar em uso. Dois exemplos são consenso e consulta. Tomada de decisão por consenso envolve mostrar várias opções para o grupo e usando a opção mais popular para tomar uma decisão. Consulta leva as opiniões do grupo em consideração na tomada de decisão. Ambos os métodos requerem a participação do grupo e chamada por um gerente que respeita as opiniões e entrada do grupo no processo de decisão.
Decisão em Grupo
Referências Bibliográficas
Grupo
VANTAGENS
• Tem mais informações.
• Toma decisões de melhor qualidade.
• Torna as decisões mais fáceis de implementar.

DESVANTAGENS
• Decide de forma mais lenta.
• Tem dificuldade ou incapacidade de tomar decisões que prejudiquem qualquer um de seus membros.
TEORIA NEOCLÁSSICA
- Finanças Modernas: racionalidade ilimitada dos agentes, a eficiência dos mercados e logo a centralidade nos preços dos ativos (MACEDO, 2003);

- Teoria da utilidade esperada: utilidade significa satisfação de alguma necessidade do agente econômico, sendo relacionada com desejo ou vontade (BERNSTEIN, 1997) ;

- O “homem econômico” racional adota para as suas escolhas uma análise de risco e retorno, tendo em vista a maximização da satisfação e redução dos riscos para as possíveis perdas.
FINANÇAS COMPORTAMENTAIS

São um complemento da teoria neoclássica no século XX por envolver modelos de finanças, economia, psicologia e também métodos quantitativos (MACEDO, 2003).

Neoclássica ≠ Finanças Comportamentais


- a racionalidade dos agentes:
* representatividade;
* disponibilidade;
* ancoragem.
- limitações de arbitragem.

Metodologia aplicada: Teste em laboratório

Público alvo: Graduandos do Centro Sócio-Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Nível: Individual e em grupo

Simulação: Software ExpEcon (Experimentos Econômicos)
Metodologia Inicial
- ExpEcon simula um mercado de ações simplificado;

- Lógica da simulação: que os participantes identifiquem os ativos com tendência de alta através da análise das probabilidades buscando o maior retorno possível, sem executar muitas operações para isso;

- Bonificação ao final do experimento se faz necessária para a motivação dos agentes envolvidos.
- A simulação em grupo será feita com duas pessoas num único computador. A outra simulação será individual.

Por Marconi e Lakatos: “a pesquisa em laboratório é um procedimento de investigação mais difícil, porém mais exato. Ela descreve o que será ou ocorrerá em situações controladas. Exige instrumental específico, preciso, e ambientes adequados”.

Resultados
A Tabela 4 apresenta as estatísticas descritivas agregadas médias dos participantes. Somaram-se:

- Ações em carteira;

- Média do retorno: média das rentabilidades obtidas pelos participantes ao longo dos períodos simulados;

- Média de transações: número total de operações de compra e venda dividido pelo número de simulações efetuadas em cada classe analisada;

- Turnover (rotatividade ou substituição).
Legenda:
G0= grupo formado com dois participantes, sem grau de amizade;
G1= grupo formado com dois participantes, com pouco grau de amizade;
G2= grupo formado com dois participantes, com algo grau de amizade.
Robô = simulação feita via geração aleatória de ordens de compra e venda, através de uma distribuição uniforme.
Não foi possível fazer inferências de que os grupos obtiveram uma rentabilidade maior que os participantes individuais:

- Não é afirmativo que grupos tiveram maior média de transações e nem de ações em carteira, tendo em vista que os testes estatísticos não demonstraram diferença entre os valores encontrados;

- Na média do turnover também não obteve significância estatística, demonstrando que os valores encontrados não são diferentes entre grupos e individualmente;

- A média do retorno de G0 foi considerado estatisticamente diferente dos valores encontrados por G1+G2;

Em contrapartida, com os resultados encontrados da Estatística Z nas Tabelas 5 e 6 a seguir, pode-se estabelecer as hipóteses necessárias para se testar a existência do efeito disposição a nível individual e de grupo.
HIPÓTESE A SER TESTADA: EFEITO DISPOSIÇÃO INDIVIDUAL
H0: A hipótese H0 é a de que individualmente os sujeitos tomam decisões de acordo com a TUE. Assim, o número de vendas e compras deve ser praticamente o mesmo.

H1: A hipótese alternativa, por sua vez, trata os sujeitos pela TP, na qual os sujeitos são avessos ao risco quando estão ganhando e amantes do risco quando estão perdendo .
Resultado sobre hipótese a ser testada individual
- Pela Estatística Z obtida na Tabela 5, os sujeitos atuam ao tomarem decisões individualmente. Odean (1998).

- Os resultados da Tabela 6 para Z, apresentaram menor significância.

Assim, o efeito disposição foi encontrado nos participantes individuais nos dois pontos de referência testados.
HIPÓTESE A SER TESTADA: EFEITO DISPOSIÇÃO EM GRUPO
H0: A hipótese H0 tem como pressuposto o fato dos grupos atuarem de maneira mais racional e com melhores resultados em comparação aos participantes sozinhos.

H1: Já a hipótese alternativa H1 denota que os grupos atuam de maneira mais arriscada.
Resultado sobre hipótese a ser testada em grupo

A Estatística Z (Tabela 5) e (Tabela 6) são significantes, demonstrando que os grupos atuam de maneira mais arriscada e possuem o efeito disposição, devendo-se rejeitar a hipótese H0.

*Whyte (1993) também encontrou uma propensão ao risco dos grupos numa pesquisa baseada na teoria do Prospecto.
HIPÓTESE A SER TESTADA: EFEITO DISPOSIÇÃO
INDIVIDUAL E EM GRUPO
H0: Grande parte das decisões tomadas em grupo ocorrem muito em virtude do caráter social do ser humano e de que a possível troca de experiências por meio da interação possa alcançar melhores resultados. Grupos realizam escolhas com menores riscos.
Resultado sobre hipótese a ser testada
individual e em grupo
Os resultados encontrados apontam para uma rejeição de H0, tendo em vista a Estatística.

Pode-se afirmar que os grupos tomaram decisões mais arriscadas, impulsionando o efeito disposição, o qual apresentou nível mais elevado em relação aos participantes individuais nesta amostra pesquisada.
HIPÓTESE A SER TESTADA: EFEITO DISPOSIÇÃO
ENTRE OS GRUPOS
Testes pelo grau de amizade ou relacionamento entre os participantes que atuaram em grupo.

H0: Os grupos devem atuar de maneira racional segundo Bornstein e Yaniv (1998), não sendo relevante o fato dos integrantes se conhecerem.

H1: A interação entre os participantes deve promover maiores riscos pela maior confiança adquirida, de acordo com a pesquisa de Whyte (1993).
Resultado sobre hipótese a ser testada
entre grupos

Diferentes pontos de referência resultam em diferentes respostas.

Teoria do Prospecto (TP)
Modelo descritivo da forma utilizada pelos humanos para tomar decisões;

Surgiu com o intuito de evidenciar que as escolhas efetivadas a riquezas e bem-estar estão relacionadas a um ponto de referência e não a estados finais ou absolutos;

Se distingue em duas fases: edição e avaliação;

O tomador de decisão avalia as probabilidades editadas e escolhe a probabilidade de maior valor.
Efeito Disposição
- Os agentes estão dispostos a vender rapidamente seus ativos com preço superior ao comprado (aversão ao risco para ganhos) e segurar por mais tempo ativos que acumulam seguidas perdas (propensão ao risco para perdas).

- Pela TP o aparelho perceptivo humano é mais apto para avaliar mudanças ou diferenças do que avaliar alterações de magnitude absoluta, ocasionando o chamado efeito disposição.

- Experimento realizado com acadêmicos, evidenciaram o efeito efeito disposição, ou seja, realizaram as vendas quando os preços subiam e mantinham seus ativos quando os preços caiam, tendo como referencia o preço de compra do ativo.
Principais operações na fase de edição:

- Codificação;
- Combinação;
- Segregação;
- Cancelamento;
- Simplificação;
- Detecção de Dominância.
- Definida pelos desvios do ponto de referência;
- Curva é côncava para ganhos e convexa para perdas;
- Mais acentuada para perdas em relação aos ganhos.
Coleta de dados e Metodologia
A amostra foi formada por graduandos da UFSC dos cursos de Contabilidade e Economia.

O experimento foi realizado no início do semestre para que todos os estudantes tivessem a mesma motivação.

No total, cinco experimentos foram realizados.

Os 34 grupos de graduandos foram formados por dois integrantes e mais 34 participações individuais.
Software EXPECON
- Gráfico: demonstra o preço dos ativos de acordo com cada período.
- Simulador de bolsa: demonstra o preço em unidades monetárias de cada ativo no dado período.
- Banco: permite ao jogador escolher o ativo desejado e estipular as quantidades a serem compradas ou vendidas.
Questionário sócio demográfico
Durante o experimento, foi realizado um questionário referente a amizade e:

- Treze grupos disseram se conhecer e conversam diariamente;
- Nove grupos disseram que conheceram seu parceiro no experimento;
- Doze grupo disseram que conheciam seu parceiro, mas que pouco se conversavam.
Cálculo de ponto de referência

A TP de Kahnemann e Tversky (1979) Estabelece que as decisões são tomadas a partir de um ponto de referencia

1)Preço Médio de Compra: considerou como referência o preço inicial de compra, bem como compras em períodos subsequentes em relação ao preço de venda no período vigente.

A realidade deste cálculo se aproxima mais ao cotidiano dos investidores no mercado de ativos, tendo em vista a análise dos investidores do preço de compra desde o início da aquisição do ativo até sua venda.
Utilizado por Odean (1998) e Weber e Camerer (1998) de forma semelhante ao preço médio utilizado nesta pesquisa.

2)Último Preço: considerou ganhos e perdas realizadas bem como ganhos e perdas potenciais tendo como referência o preço de compra do período vigente em relação ao período imediatamente anterior.
- Weber e Camerer (1998) utilizaram o último preço como ponto de referência em sua pesquisa.
O comportamento observado nesta pesquisa, não está de acordo com o previsto pela Teoria Neoclássica das Finanças:
- Observou-se que tanto em grupos como individualmente as perdas e ganhos foram tratados de modo diferente, sendo que as perdas obtiveram maior relevância em detrimento dos ganhos.
- Percebe-se que os grupos não são uma boa alternativa para a tomada de decisões, tendo em vista a maior procura pelo risco sem os benefícios de um retorno maior se comparado aos participantes individuais.
Caravantes, Geraldo R. et al. Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005

Robbins, Stephen P. Comportamento organizacional. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005

Zambonetti, Maurício. Tomada de Decisão em Grupo e Individual: Uma Análise da Existência do Efeito Disposição. Floranópolis, 2009
Fonte: http://code.google.com/p/economylabs. Acesso: 25 de setembro de 2013
Tomada de Decisão
Individual ou em Grupo
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