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Apresentação_Dimensões do controle no Rio

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Grasiele Grossi

on 21 June 2015

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Transcript of Apresentação_Dimensões do controle no Rio

Soc. de Controle
(Deleuze)
+
Espetáculo
(Debord)
1.1 Modelos de poder – da sociedade espetacular à sociedade de controle
POR QUE FALAR EM CONTROLE NO BRASIL?
CONTROLE
CARACTERIZAÇÃO

CONTROLE NAS CIDADES?
Reiscrição no contexto mundial e megaeventos
Reincrição no contexto mundial e megaeventos
ATUAÇÃO
NOS
BAIRROS
1.5 O CONTROLE NAS CIDADES
RIO DE
JANEIRO
2.3 DISCURSOS E POLÍTICAS
DA ORDEM
UM EXERCÍCIO DE SÍNTESE
2.5 CARTOGRAFIA DO CONTROLE -
FINAIS
CONSIDERAÇÕES
GRASIELE MÁCIA MAGRI GROSSI
PPGAU - UFF

INSTRUMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PROJETO DE CIDADE
SET/ 2013
DIMENSÕES DO CONTROLE NO RIO DE JANEIRO:
Cidade contemporânea: complexidade de significados - dinamicidade, multiplicidade, velocidade, contrastes socioespaciais


Apesar da superação do movimento moderno, discurso da ordem é recorrente = pôr fim ao caos reinante


Ordem = representação de poder e organização social dentro do
espaço urbano


Reconhecimento de modelos de sociedade segundo Foucault, Deleuze e Debord
=
mecanismos de apreensão dos indivíduos



Espaço urbano = meio de disputa e representação das relações de poder e dinâmicas sociais existentes
OBJETIVOS
Gerais

Reconhecer a Sociedade do Controle como esquema de poder vigente identificando como ela se expressa através de políticas, ações e projetos nas cidades contemporâneas
Específicos
Reconhecer as ações de controle na cena urbana atual do Rio de Janeiro, identificando suas formas atuação

Identificar que modelo de cidade está sendo construído
O modelo ganha projeção dentro de uma visão neoliberal de gestão do espaço urbano
HIPÓTESES
Seria a cidade do Rio de Janeiro uma expressão contemporânea do que se denomina como espaço controlado?
O que acontece com aqueles que
“desafiam” a ordem?

Por que acionar dispositivos de controle?


Quais as expressões de controle/ordem no cenário carioca?
Quais os reflexos socioespaciais?
Que tipo de cidade está sendo construída?
Quais os possíveis interesses envolvidos?
Colocar-se enquanto
possibilidade de
pensamento

Livre exercício
de reflexão
INTENÇÕES
DESAFIOS
Análise de um momento
análogo à pesquisa

Transitoriedade das
informações
METODOLOGIA
Estudo = caráter teórico/reflexivo:

- Revisão de literatura pertinente

- Discursos oficiais: práticas discursivas produzidos pelas três esferas de governo - documentos, leis, decretos, publicações, publicidade e entrevistas a órgãos de imprensa

- Material produzido pela mídia - revistas, jornais impressos, telejornais, sites e programação de televisão

Análise
O GLOBO

jan-jun/2013
CONTROLE
ESTRUTURA
CONTROLE
O controle como objeto de estudo
O controle no Rio de Janeiro
Soc. Espetacular
(Foucault)
Soc. da Soberania
(Foucault)
Soc. Disciplinar (Foucault)
Soc. de Controle (Deleuze)
+
Espetáculo (Debord)
Antiguidade
.
Vida Pública
.
Pão e circo
.
Controle direto sobre os indivíduos

Idade Média
.
Estado
=
"direito de morte"
.
Suplícios =
rituais públicos
Séc. XVIII - XX
.
Panóptico
.
Confinamento e vigilância
.
Corpos dóceis e úteis
.
Espacialização do poder
.
Declínio da vida pública

Pós-guerra - atual
.
Atua de forma aberta e irrestrita
.
Mídias e tecnologias
.
Definição de padões de vida e consumo
.
Conceito de empresa
Modelos de sociedade como representação de poder - esquemas coexistem
1.2 EXPLORANDO A
NOVA TEMPORALIDADE
Mídias e tecnologias:
ruptura das barreiras entre
espaço e tempo

Nova dinâmica de mundo e produção
= volatilidade, extraterritorialidade - descorporificação do sujeito

Defesa da Globalização - mundialização do capital e descentralização da produção

Estados: organizar uma atmosfera próspera para as
grandes empresas

Mídias e tecnologias:
ruptura das barreiras entre
espaço e tempo

Nova dinâmica de mundo e produção = volatilidade, extraterritorialidade - descorporificação do sujeito

Defesa da Globalização - mundialização do capital e descentralização da produção

Estados: organizar uma atmosfera próspera para as
grandes empresas

GLOBALIZAÇÃO como fenômeno que afeta a todos mas que não diz respeito a todos
1.3 O PAPEL DO CONTROLE NA SOCIEDADE
Ruptura entre vida íntima e
vida pública - controle extensivo

Panóptico?

Mídia - notícias sobre violência - medo do "outro" = venda de "proteção", privatização dos espaços públicos, políticas de "lei e ordem"

VISÃO ARTIFICIAL DE MUNDO: segregação e imobilização social

Aumento da pobreza: abandono do Estado, desemprego, empregos precários
1.4 OS CONTROLADOS/EXCLUÍDOS DA SOCIEDADE
Todos são controlados!

Não consumidores e "perigosos"
= excluídos - conter rigidamente

Desinvestimento social - colapso instituições públicas: aumento dos conflitos e da pobreza

Estados: administração penal - encarceramento em massa

Isolamento - guetos
Espacialização x caráter aberto dos mecanismos de controle

Modalidades de planejamento urbano surgidas no bojo das políticas neoliberais
= forma de difusão do controle nas cidades

Controle no espaço urbano: empresa = nova "alma" citadiana - empresariamento, planejamento estratégico, city marketing

Controle através da imagem urbana: cidade = mercadoria - city marketing, espetacularização, renovação/revitalização, consumo cultural

Aceleração dos mecanismos de controle = oportunidades de "fazer" cidade - megaeventos e políticas de exceção

Fonte: http://www.fau.usp.br/depprojeto/labcom/produtos/2006_vargas_centrosurb_porqueintervir.pdf
Barcelona (Olimpíadas 1992)
Puerto Madero - Buenos Aires
http://diario-de-buenos-aires.blogspot.com.br/2009_09_01_archive.html
CAPÍTULO 2:

O CONTROLE NO RIO DE JANEIRO – NO BOJO DAS POLÍTICAS ATUAIS DE REESTRUTURAÇÃO URBANA
CAPÍTULO 1:

O CONTROLE COMO OBJETO DE ESTUDO – CONTEXTO, SIGNIFICADOS E REPRESENTAÇÕES
2.1 Controle no Rio de Janeiro?
O que e o porquê
Projeto Olímpico


Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=971816&page=3.
Disponível no jornal O Globo, 04 de junho de 2013, p.10

REDE DE CONTROLE NA CONSOLIDAÇÃO DE UM NOVO PROJETO DE CIDADE - DESIGUALDADES!
REDE DE CONTROLE NA CONSOLIDAÇÃO DE UM NOVO PROJETO DE CIDADE - DESIGUALDADES!
Rio de Janeiro = contrastes socioespaciais

Momento Rio - Megaeventos + reinscrição mundial (desde a década de 90)

Visão do Rio como lugar caótico, desordenado e perigoso

Projeto: Modernização e ordenamento

Construção imagética do lugar apagar aspectos negativos e destacar os pontos positivos


Ações, projetos e políticas adotadas:

Flexibilização legal, "revitalização" da região central e portuária, Projeto Olímpico, instalação de grandes equipamentos culturais, privatização de espaços públicos, ordenamento do espaço público, programa de pacificação das favelas, contenção de categorias "destoantes", remoções, dentre outros
CONTROLE EXTENSIVO
+
COERCIVO
2.2 Duas temporalidades, dois projetos de cidade, um contraponto: República Velha x Modelo Neoliberal
Contextualização das técnicas de
poder no Rio de Janeiro

Características e momentos singulares

Comparação entre dois projetos de modernização
=
consolidação de projetos de poder

Contextualização do Plano Pereira Passos e da Revolta da Vacina

Construção Imagética como fonte legitimadora dos dois projetos:
novo x velho


DISCIPLINA X CONTROLE
DISCIPLINA X CONTROLE
Rio de Janeiro:
imesão no Estado da lei e da ordem

Visão de lugar caótico, inseguro, violento
e repleto de situações irregulares -
velho, atraso

Busca pela ordem se torna uma "necessidade"

Comoção social: busca por proteção
=
letigimação das ações
de ordenamento


Ordenamento dos espaços públicos e das favelas
2.3.1 O Território “formal” e a política de ordem pública
Intervenções Olímpicas e UOPs no Rio de Janeiro
Fonte: Elaboração da autora
Apreensão de mercadorias em Botafogo.
Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/seop
2.3.2 O território “in”formal e a
política de segurança
Fonte: Laboratório Globalização e Metrópole - GPDU/UFF
Desordem e abandono da cidade = urgência pela ordem

SEOP: implementada na gestão de Eduardo Paes.

Fundamentação:
- Cultura Cidadã - Bogotá - Mockus - regras de convivência nos espaços públicos
- Tolerância Zero/Broken Windows - NY - Giuliani - patrulhamento a pé e contenção de situações de desordem

SEOP - Choque de Ordem: atuação diversificada
Controle sobre o espaço público: certo e errado?
Imposição de uma nova ORDEM, uma nova urbanidade
Controle sobre o espaço público: certo e errado?
Imposição de uma nova ORDEM, uma nova urbanidade
Agudização da violência + abandono por parte do Estado + difusão do medo e estereotipação do morador da favela = "retomar" esses territórios

Solução do governo estadual = UPPs

Militarização - base em experiências anteriores entrada forçada - legitimada pela criminalização dos moradores
Favelas "pacificadas": área de interesse do capital (mercado consumidor, mão-de-obra barata, áreas de interesse imobiliário, potencial turístico...)

Programa é respaldado pela mídia

ORDEM imposta de forma assimétrica
UPP = solução?
UPP = solução?
2.4.2 PROJETOS
Projeto Olímpico

Porto Maravilha

Rio Branco

Lapa Legal


Projetos: fortalecer antigas centralidades e afirmar novas (oeste) - base nos interesses do capital imobiliário
= oferta desigual de serviços
Fonte: elaboração da autora
2.4.1 POLÍTICAS
E AÇÕES
SEOP/UOP/CO:
Caráter higienista

UPP:
Truculência das ações - contestação movimentos sociais e mídia

Conflito entre traficantes remanescentes e policiais

Remoções:
Desrespeito aos direitos humanos, à moradia e à posse da terra

+ de 3.000 famílias removidas
Reassentamentos
Fonte: FAULHABER, 2012, p. 61

2.4.3 DISPOSITIVOS
Vigilância eletrônica - Leblon
Fonte das imagens: Acervo Arquitetura da Violência

O Globo, 30/05/2013, p.12
Proliferação de
dispositivos de controle nas
ruas da cidade:
câmeras, muros, cercas elétricas, grades, guaritas, patrulhamento do espaço, etc

Dipositivos de controle = dois papéis no espço urbano:

Espaço público - Estado: conter e repelir

Segurança privada - classes médias e elites:
redesenho da
paisagem

Apesar das políticas de ordenamento e
investimentos crescentes em equipamentos
de segurança as pessoas se sentem inseguras
2.4 DIMENSÕES DO CONTROLE NO RIO DE JANEIRO
2.4.4 COMPORTAMENTO
Categorias de análise:


Autocontrole

Ordem Pública - Cidadão modelo

UPP - Favelado modelo

FIFA e COI - Torcedor modelo

Forças de Segurança, Governo e Mídia
- Manifestante modelo
O Globo, 16/06/2013
Definição de padrões de comportamentos considerados como certos, adequados à nova cena urbana - caráter pedagógico/civilizatório
2.4.5 MÍDIA
Meios de comunicação = formadores de opinião

Análise do jornal O Globo entre 06 janeiro e 01 julho de 2013

Monitoramento de notícias relativas ao controle

O Globo, 19/05/2013, p.35
Discurso alinhado ao atual projeto de poder
Discurso alinhado ao atual projeto de poder
Fonte: elaboração da autora
Remontagem das relações de poder
que perpassaram as organizações sociais

CONTROLE

Forma sutil de dominação sobre o corpo e a mente

Alinhada às novas dinâmicas produtivas: competição adaptabilidade, flexibilidade

Individualização da vida humana - sujeito como peça descartável - instabilidade

Dominação: combinação de discursos e tecnolgias
com aparatos rígidos de controle

Atuação dos mecanismos de controle nas
cidades:
dispositivos e
fórmulas de planejamento
Abordagem do Controle no Rio: exercício de articulação entre atores, dinâmicas sociais e territoriais num momento de preparação para as Olimpíadas

Modernização + ordenamento territorial: construção de uma imagem de cidade próspera e capaz - anulação dos conflitos

Controle extensivo + Controle Coercivo

Projetos de modernização: limitados às áreas de interesse e ao Projeto Olímpico - valorização imobiliária

Políticas de ordenamento: Estado + Município = imobilização e dispersão de categorias "indesejáveis" - diminuir sensação de insegurança e aumentar o valor da terra

Mídias: construção de uma realidade artificial - valida ações punitivas do Estado e exalta as intervenções

Categorias analisadas permitiram dimensionar a atuação do controle no território - porções de maior disputa pelo poder







Afimação de uma cidade desigual - defesa dos interesses dos agentes públicos e privados envolvidos no projeto x aumento da pobreza e imobilização dessas categorias sociais
Projeto assimétrico de poder
Por meio do pensamento crítico, buscamos alternativas de “descontrole” em prol da construção de cidades mais justas e democráticas
UPP = solução?
UPP = solução?
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