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Os Maias

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by

joana estevao

on 27 February 2014

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Transcript of Os Maias

Os Maias
Capitulo VI
Intervenientes:
João da Ega
Cohen
Tomás de Alencar
Dâmaso Salcede
Carlos da Maia
Craft
*Maria Eduarda
Capitulo VII
" (...) uma senhora alta, loura, com um meio veú muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. (...) Ela passou diante deles, com um passo soberbo de deusa, maravilhosamento bem feita, deixando atrás de si como uma claridade , um refluxo de cabelos de ouro , e um aroma no ar. Trazia um casaco colante de veludo branco de Génova , e um momento sobre as lajes do peristilo brilhou o verniz das suas botinas"
" - Bem sei! Os Castro Gomes... Conheço-os muito...
Carlos voltou-se,reparou mais nele, perguntou-lhe, afável e interessando-se"
" «Saúde ao poeta!»

E em toda a sua pessoa havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre."
" Mas tua mãe, que tinha lá as suas ideias, teimou em que havias de ser Carlos. E justamente por causa de um romance que eu lhe emprestara; nesses tempos podia-se emprestar romances a senhoras, ainda não havia a pústula e o pus..."
" (...) E o Alencar imediatamente, limpando os bigodes dos pingos da sopa, suplicou que se não discutisse, à hora asseada do jantar, essa literatura «latrinária». Ali todos eram homens de asseio, de sala, hem? Então, que se não mencionasse o «excremento»!"
"
Então
Alencar refugiou-se na « moralidade » como uma rocha sólida. O naturalismo, com as suas aluviões de obscenidade, ameaçava corromper o pudor social? Pois bem. Ele, Alencar, seria o paladino da Moral, o gendarme dos bons costumes.
Então
o poeta das « Vozes de Aurora», que durante 20 anos, em cançoneta e ode, propusera comércios lúbricos a todas as damas da capital;
então
o romancista de «Elvira» que, em novela e drama, fizera a propaganda do amor ilegitimo, representado os deveres conjugais com montanhas de tédio, dando a todos os maridos formas gordurosas e bestiais, e a todos amantes beleza, o esplendor e o génio dos antigos Apolos;
então
Tomas Alencar que ( a acreditarem-se as confissões autobiográficas da «Flor de Martírio») passava ele próprio uma existência medonha de adultérios, lubricidades,orgias, entre veludos e vinhos de Chipre-de ora em diante austero, incorruptível, todo ele uma torre de pudicícia, passou a vigiar atentamnete o jornal , o livro, o teatro."
" Mas nessa noite teve o regozijo e encontrar aliados. Craft não admitia também o naturalismo, a realidade feia das coisas e da sociedade estatelada nua num livro. A arte era uma idealização! Bem: então que mostrasses os tipos superiores de humanidade aperfeiçoada, as forças mais belas do viver e do sentir.."
" (...) Do outro lado Carlos declarou que o mais intolerável no realismo eram os seus grandes ares científicos, a sua pretensiosa estética deduzida de uma filosofia alheia, e a invocação de Claude Bernard, do experimentalismo, do positivismo, de Stuart Mill e de Darwin, a propósito de uma lavadeira que dorme com um carpinteiro!"
" Ega trovejou: justamente o fraco do realismo estava em ser ainda pouco cientifico, inventar enredos, criar dramas, abandonar-se à fantasia literária! A forma pura da arte naturalista devia ser a monografia, o estudo seco de um tipo, de um vicio, de uma paixão, tal qual como se se tratasse de um caso patológio, sem pitoresco e sem estilo..."
" Ega ia fulminá-lo. Mas, vendo que o Cohen dava um sorriso enfastiado e superior a estas controvérsias de literaturas, calou-se."

" Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. A única ocupação mesmo dos ministérios era esta- « cobrar o imposto e fazer o empréstimo».
E assim se havia de continuar..."
" Num galopezinho muito seguro e muito a direito-disse Cohen sorrindo.- Ah, sobre isso, ninguém tem ilusões, meu caro senhor. Nem os próprios ministros da fazenda!... a bancarrota é inevitável: é como quem faz uma soma..."
Caracterização e semelhança/diferença entre Pedro e Carlos da Maia
Carlos apenas demonstra interesse por Dâmaso porque este conhece Maria Eduarda
Literatura e Critica Literária:
Finanças e política:
" (...) à bancarrota seguia-se uma revolução evidentemente. Um país que vive da «inscrição», em não lha pagando, agarra no cacete; e procedendo por principio, ou procedendo apenas por vingança- o primeiro cuidado que tem é varrer a monarquia que representa o «calote», e com ela o crasso pessoal do constitucionalismo. E passada a crise, Portugal, livre da velha divida, da velha gente, dessa coleção «grotesca» de «bestas»..."



" E, lembrando-se que algumas dessas «bestas» eram amigas do Cohen, Ega reconheceu-lhes talento e saber"
" Portugal não necessita reformas, Cohen, Portugal o que precisa é invação espanhola"
" Mas o Ega falava com serenidade, cheio de razões. Evidentemente,dizia ele, invasão não significa perda absoluta de independência.Um receio tão estúpido é digno só de uma sociedade tão estúpida como a do Primeiro de Dezembro. Não havia exemplo de seis milhões de habitantes serem engolidos de um só trago, por um país que tem apenas 15 milhões de homens. Depois ninguém consentiria em deixar cair nas mãos de Espanha,nação militar e marítima, esta bela linha de costa de Portugal. Sem contar as alianças que teríamos a troca das colónias- das colónias que só nos servem como a prata de familia aos morgados arruinados, para ir empenhando em casos de crise... não havia perigo; seria levarmos uma sova tremenda, pagarmos uma grossa indemização, perdermos uma ou duas províncias, ver talvez a Galiza estendida até ao Douro..."
" Pergunta-lhe dos aldos onde via ele a salvação do país nessa catástrofe (...) - Nisto: no ressuscitar do espírito público e do génio português! Sovados, humilhados, arrasados, escalavrados, tínhamos de fazer um esforço desesperado para viver. E em que bela situação nos achávamos! Sem monarquia, sem essa caterva de politicos, sem esse tortulho da «inscrição», porque tudo desaparecia, estávamos novos em folha, limpos, escarolados, como se nunca tivéssemos servido. E recomeçámos uma história nova, um outro Portugal, um Portugal sério e inteligente, forte e decende, estudando, pensando, fazendo civilização como outrora...
Meninos, nada regenera uma nação como uma medonha tareia... Oh! Deus de Ourique, manda-nos o castelhano! E você, Cohen, passe-me o st. Emilion."
" Caramba, rapazes, só a ideia dessas coisas me põe o coração negro! E como vocês podem falar nisso, a rir, quando se trata do país, desta terra onde nascemos, que diabo! Talvez seja má, de acordo, mas, caramba! É a única que temos, não temos outra! É aqui que vivemos, é aqui que rebentamso...irra, falemos de outra coisa, falemos de mulheres!
" se as coisas chegassem a esse ponto, se se pusessem assim feias, eu cá, à cautela, ia me raspando para Paris..."
" Para que estavam eles fazendo essa pose heróica? Então ignoravam que esta raça, depois de 50 anos de constitucionalismo,criada por esses saguões da Baixa, educada na piolhice dos liceus, roída de sífilis, apodrecia no bolor das secretarias, arejada apenas ao domingo pela poeira do Passeio, perdera o músculo como perdera o caracter, e era a mais fraca, a mais cobarde raça da Europa?..."
" Lisboa é Portugal. Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S.Bento"
" (...) Alencar, sacudindo a grenha, gritava contra a palhaçada filosófica: e do outro lado, com o cálice de conhaque na mão, Ega, pálido e afectando uma tranquilidade superior, declara toda essa babuge lírica que por ai se publica digna da polícia correccional..."
" O Alencar d'Alenquer
Que quer? Na verde campina
Não colhe a tenra bonina
Nem consulta o malmequer...
Que quer? Na verde campina
O Alencar d'Alenquer
Quer menina!

Eu, se esse Craveirote não fosse um raquítico, talvez me entretivesse a rola-lo aos pontapés por esse Chiado abaixo, a ele e à versalhada, essa lambisgonhice, excrementíca, com que seringou Satanás! E depois de o besuntar bem de lama, esborrachava-lhe o crânio!"
" - Com efeito, não vale a pena ninguém zangar-se por causa desse Craveirote da ideia nova, esse caloteiro, que se não lembra que a porca da irmã é uma meretriz de 12 vinténs em Marco de Canaveses!



" - Não, isso agora é demais, pulha!- gritou Ega,arremessando-se,de punhos fechados."
" A um canto da sala, Cohen falava ao Ega com autoridade,severo,à maneira de um pai"
Características Queirosianas:
Dicurso indirecto livre
" Era ele! O ilustre das «vozes de Aurora», o estilista de « Elvira»,o dramaturgo do «Secredo de Comendador»,
Permite uma visualização de forma simples e clara
" Dâmaso, que continuava a admirar Carlos, deu bravos estrondosos; Craft bateu ligeiramente os dedos; e o Ega, que rondava a porta, nervoso, de relógio na mão, soltou de lá « muito bem» desenxabido."
Tempos verbais como Pretérito Imperfeito e pretérito-mais-que-perfeito do indicativo e também o gerúndio
" Chegava então da América do Sul; e o que fora comprando, descobrindo aqui e além, acumulara-o nessa casa dos Olivais.
Inúmeras ironias
" o naturalismo, com as sua aluviações de obscenidade, ameaçava corromper o pudor social? Pois bem. Ele, Alencar, seria o paladino da Moral, o gendarme dos bons costumes."
Linguagem coloquial, familiar e corrente
Uso do diminutivo
Figuras de Estilo:
Dupla adjectivação:
" (...) esse requinte literário e satânico do absinto..."
Hipálage:
"românticos bigodes"
Aliteração:
" a água jazia lisa e luzidia"
Repetição anafórica:
" uma esplêndida mulher, com uma esplêndida cadelinha griffon, e servida por um esplêndido preto!"
Ironia
: " Ele (Alencar) nunca se atirava aos brações de ninguém, a não ser das mulheres..."
Dicotomia ser/ parecer

(critica)
Todas as personagens mostram ser o que não são.
Intervenientes :

Condessa de Gouvarinho
Steinbroken
Dâmaso
Craft
Afonso
Carlos
Cruges
A ação desenrola-se:

Ramalhete
Lapa (casa de Dâmaso)
Aterro
Consultório
Critica:

Defeitos das mulheres da época

Caracter de Dâmaso
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