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Avaliação Psicológica no contexto Escolar/Educacional

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Felipe Cunha

on 10 April 2014

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Transcript of Avaliação Psicológica no contexto Escolar/Educacional

Principais Caracteristicas da Área
A psicologia escolar enquanto ciência aplicada
- Pesquisa
- Produção de conhecimento
- Práticas
O início da psicologia escolar: contexto e objetivos
A construção da identidade da Psicologia Escolar e Educacional
“A psicologia escolar está a serviço de todos os que são educados ou que influenciam no processo de desenvolvimento sob todos os aspectos” Joly (2001)


• ABRAPEE (1991) se refere aos papéis do psicólogo escolar, e diz respeito ao trabalho da psicologia quando aplicada ao contexto escolar atuar considerando os aspectos do desenvolvimento (motor, cognitivo, emocional e social), além da estrutura curricular, parcerias com a família e a formação dos profissionais da educação, desde a educação infantil até o ensino superior.

• Aprendizagem e desenvolvimento humano

• Educação especial

• Organização e Funcionamento escolar

• Técnicas de Aconselhamento

• Técnicas de Modificação de comportamento

• Organização e administração de serviços

• Multidisciplinaridade

• Promoção da inclusão

• Integração entre família-escola

• Foco na prevenção

• Capacitação prática dos profissionais

Propostas e Objetivos da Avaliação Psicológica
Num continuum, a psicologia escolar enquanto prática em construção deve ser capaz de compreender a Educação, e através dos princípios éticos aliados a técnicas e instrumentais bem estruturados, ser agente de mudança e geradora de novas possibilidades através da criticidade, competência e dinamismo profissional (Joly, 2001).
“A avaliação psicológica é entendida como o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas – métodos, técnicas e instrumentos. Os resultados das avaliações devem considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como instrumentos para atuar não somente sobre o indivíduo, mas na modificação desses condicionantes que operam desde a formulação da demanda até a conclusão do processo de avaliação psicológica” (Resolução CFP N.º 007/2003).
Avaliação Psicológica no contexto Escolar/Educacional
• A avaliação psicológica é uma temática central na Psicologia;

• Não se limita somente ao uso de testes psicológicos;

• Atividade de grande complexidade;

• Visa a construção de conhecimento sobre um sujeito, grupo, organização, comunidade ou fenômeno, a partir de um escopo teórico e metodológico, gerando um diagnóstico e consequentemente a possibilidade de um plano de intervenção.

Etapas da Avaliação Psicológica
Para a realização da Avaliação Psicológica é necessário seguir uma estrutura de quatro itens (CFP, 2007).
• A priori, identificar os objetivos da avaliação considerando a individualidade dos sujeitos. Também nessa etapa consiste em definir um plano de ação juntamente com a seleção de instrumentos que serão utilizados.

• A segunda etapa é o momento de por em prática, utilizando as ferramentas selecionadas na etapa anterior. Com a finalidade de levantar as informações e hipóteses, pode se deparar com a necessidade de usar demais instrumentos não considerados anteriormente.

• O terceiro momento se da pela integração das informações coletadas e a confirmação das hipóteses.

• O quarto e ultimo item da estrutura esta voltado para a conclusão do profissional seguido do feedback de acordo com cada sujeito e/ou motivo que levaram a Avaliação Psicológica.

• No contexto escolar segue a mesma estrutura, com o objetivo de compreender orientar e encaminhar se necessário.

• Ressalta a importância de se trabalhar com a equipe da escola, buscando melhor investigação, intervenção e orientação às famílias.

• O trabalho multidisciplinar tende a entender o sujeito de forma mais ampla tornando a avaliação mais eficaz, dessa forma espera-se uma avaliação bem sucedida destacando as restrições, mas também as potencialidades.

Instrumentos Utilizados
Segundo Freitas e Noronha (2005), os instrumentos mais utilizados na prática do psicólogo escolar/educacional São:

• ENTREVISTAS

• DINÂMICAS DE GRUPO

• TESTES PSICOLÓGICOS

Os testes psicológicos são instrumentos de uso privativo dos psicólogos, com base na Lei nº 4.119/62. Esses instrumentos podem ser utilizados em vários contextos de atuação do psicólogo como em instituições (escolas, empresas e clínicas-escolas de universidades) com fins diagnósticos e interventivos.
Testes psicológicos mais utilizados:

• CAT

• ZULLIGER

• FÁBULAS

• HTP

• BENDER

• WISC III

Papel do Psicólogo
O psicólogo e a queixa escolar

Investigar o ambiente escolar

Escola, estratégias de ensino, relação professor-aluno

Classes especiais Lei 248/86
CRP (1996). " O Estado tem 1975 classes especiais para deficiente auditivos,visuais, físicos e mentais, deste numero 1432 são classes para deficientes mentais. "
" 80% das crianças que estudam em classes especiais no Estado estão em classes de deficientes mentais"

Reflexão sobre as avaliações feitas pelos psicólogos.

Não excluir nem rotular o aluno.

Promover a inclusão e buscar a melhor forma de aprendizagem.

Dificuldades Encontradas
Falta de habilidade na escolha dos instrumentos

Tempo

Carência de instrumentos - diagnósticos inadequados

Profissionais desconsideram a possibilidade das dificuldades da escola serem provenientes de processos naturais.

Dificuldade de integrar as informações obtidas

Considerar a subjetividade e aspectos sociais do individuo

Medicalização na Educação
• Segundo Welch, Schwartz e Woloshin (2008), a medica¬lização da vida cotidiana, capaz de transformar sensações físicas ou psicológicas normais (tais como insônia e tristeza) em sintomas de doenças (como distúrbios do sono e de¬pressão), vem provocando uma verdadeira “epidemia” de diagnósticos.
Consequência – transformação de grande contingente de pessoas em pacientes potenciais.

• Os autores enfatizam ainda que essa “epidemia” de diagnósticos cria na mesma proporção uma “epidemia” de tratamentos, sendo muitos deles altamente prejudiciais à saúde, especialmente em casos desnecessários. Tal situação é muito interessante para a indústria farmacêutica, que a cada dia cresce economicamente de forma assustadora.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
• Discursos que apontam a conexão existente entre problemas neurológicos e as dificuldades de ensino-aprendizagem ou problemas comportamentais no contexto escolar vêm se apresentando de maneira cada vez mais intensa no cotidiano das escolas e dos serviços públicos e particulares de saúde, para onde é direcionada grande quantidade de alunos com queixas escolares.

• Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) o TDAH é descrito como sendo um transtorno neurobiológico de causas genéticas, manifestado inicialmente na infância e costuma acompanhar o indivíduo por toda a sua vida.
Tanto a definição do transtorno quanto o tipo de sintomas que embasam o seu diagnóstico revelam a ausência de uma investigação crítica sobre as relações entre os fenômenos que acontecem na educação e o contexto histórico-social que a determina. Quando não existe tal reflexão, o resultado é inevitável: muitas crianças “normais” podem iniciar uma “carreira” de portadores de dificuldades de aprendizagem (Meira, 2012).

Ritalina - Curiosidades
• Na bula deste psicofármaco, constam várias informações importantes entre as quais vale ressaltar: “o medicamento pode provocar muitas reações adversas; seu mecanismo de ação no homem ainda não foi completamente elucidado e o mecanismo pelo qual o metilfenidato exerce seus efeitos psíquicos e comportamentais em crianças não está claramente estabelecido, nem há evidência conclusiva que demonstre como esses efeitos se relacionam com a condição do sistema nervoso central; a etiologia específica dessa síndrome é desconhecida e não há teste diagnóstico específico; pode causar dependência física ou psíquica”.

• De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa dos usuários de Medicamentos – IDUM, nos últimos anos o consumo do metilfenidato aumentou 1616%. Só no ano de 2000 foram vendidas 71 mil caixas e em 2008 esse número chegou a 1.147.000 (um milhão cento e quarenta e sete mil) caixas. Além do evidente caráter ideológico da configuração dada ao fenômeno, ainda chama a atenção à inconsistência do embasamento teórico dos fenômenos envolvidos.
Referências
Anache, A. A. (2011). Notas introdutórias sobre os critérios de validação da avaliação psicológica na perspectiva dos Direitos Humanos. In: Conselho Federal de Psicologia, Ano da Avaliação Psicológica- Textos geradores (p. 17 a 20). Brasília: Conselho Federal de Psicologia.
Cabral, E., & Sawaya, S. M. (2001). Concepções e Atuação profissional diate das queixas escolares: os psicológos nos serviços de saúde. Estudos de Psicologia (p. 143-155).
Conselho Federal de Psicologia (2003). Institui o Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica. Disponível em: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2003/06/resolucao2003_7.pdf Acesso 05 de abril de 2014.
Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (2011). Avaliação Psicológica. Disponível em: http://www.crprs.org.br/upload/edicao/arquivo46.pdf Acesso em 05 de abril 2014.
Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (1996). Avaliação Psicológica Classes especiais para quem, afinal? . Disponível em http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/jornal_crp/099/frames/fr_avaliacao.aspx Acesso em 05 de abril de 2014.
Freitas, A., & Noronha, A. P. P. (2005). Clinica-escola: Levantamento de instrumentos itilizados no processo psicodiagnóstico. Psicologia escolar e educacional. (p. 9, 87-93).
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