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Depois das Grades: um Reflexo da Cultura Prisional em Indivíduos Libertos

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Ana Flávia Girotto

on 14 October 2014

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Transcript of Depois das Grades: um Reflexo da Cultura Prisional em Indivíduos Libertos

Escolha do tema

Impacto da cultura prisional em indivíduos libertos
Interesse pessoal
Tema pouco explorado
Preconceito
Pesquisa em Base de Dados
Uso das bases de dados: LILACS e SciELO
LILACS
Palavra-chave: "Responsabilidade penal"
Artigos encontrados: 28
Selecionados: 1
Artigo
Atestado de exclusão com firma reconhecida: O sofrimento do presidiario brasileiro
Não escolhido: O artigo teve como objetivo o cotidiano no sistema penitenciario sem abordar aprofundadamente a resocialização deste interno.
SciELO
Palavra-chave: "Sistema"
and "
Prisão"
Artigos encontrados: 24
Selecionados: 1
Artigo
Uma vida que não vale nada: Prisão e abandono político-social
Não escolhido: O artigo trabalhou com uma análise de um único detento, a partir dele foram feitas algumas conclusões negativa sobre o ambiente penitenciário.
SciELO
Palavra-chave: "Sistema"
and "
prisional"
Artigos encontrados: 36
Selecionados: 1
Artigo
Depois das grades: Um reflexo da cultura prisional em indivíduos libertos
Escolhido: O artigo fez associações sobre como o ambiente penitencial atua negativamente no indivíduo e como isso é refletido na sociedade.
Critério de exclução: Não foca na resocialização

Critério de exclusão: Foco específico
Escolhido
Introdução
Objetivo
Métodos
Resultados
Cosiderações Finais
Impressões Pessoais
Referências
O trabalho busca analisar de que forma e em que intensidade os aspectos da cultura prisional socializam o indivíduo e provocam modificações subjetivas, perceptível nas práticas cotidianas após a sua libertação. Buscando desenvolver reflexões sobre a estrutura do sistema prisional brasileiro e sua eficiência.

Diferença entre os dois mundos
"Prisionalização"
Relação bilateral
O que leva o indivíduo a ignorar a lei?
Modelos Teóricos
Biológico: transtornos, patologias e disfunções genéticas
Sociólogico: fenômenos sociais, econômicos e políticos
Psicológico: ato voluntário, associado a subjetividade e a desejos criminosos
As normas constitucionais não garantem os direitos básicos do cidadão
Alto índice de reincidência criminal, 70%
Péssimas condições do complexo carcerário
Leis mais brandas para brancos e ricos, e mais severas para negros e pobres
A maioria dos reclusos é socialmente excluídos
Questionamento e violação da lei
Nenhum indivíduo permanece ileso
Ocorre de forma inconsciente
Forma como o recluso é moldado e transformado pelo ambiente institucional
Desenvolvimento de uma tendência criminosa
Assimilação dos padrões vigorantes da penitênciaria, estabelecido pelos internos mais endurecidos, persistentes e menos propensos a melhoras
A sociedade torna a excluir aquele que já foi excluído
Identidade formada a partir da concepção de ex-presidiário
Constantes opressões morais
Dificuldade de adaptação do recluso
Outros valores
Foi realizado um estudo bibliográfico em diferentes áreas, juntamente com a elaboração de uma pesquisa com ex-presidiários. Desenvolvimento qualitativo do projeto.

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Disponível na World Wide Web: http://www.scielo.br/
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BECCARIA, C. Dos Delitos e das Penas. São Paulo: Ed. CID, 2004.
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GOFFMAN, E. Manicômios Prisões e Conventos. 2ª ed. São Paulo:
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HANEY, C. The Psychological Impact of Incarceration:
Implications for Post-Prison Adjustment. University of California,
Profa. Dra. Laura Vilela e Souza
Ana Flávia Girotto de Camargo
Depois das grades
Sistema prisional brasileiro
Vítimas de preconceitos sociais tornando difícil a convivênciacom o mundo externo
Alimentação precária, comércio de drogas, abusos sexuais, superlotação, instalações mal projetadas, carência de material básico de higiene
Ambiente aversivo
Opressão do interno tornando-o passivo, servil e submisso
A culpa individual atenua as obrigações do Estado e da sociedade
Outros mais violento, agressivo e propício a vícios
Identidade de ex-presidiario reduz o nível de identidade real so sujeito
Dois mundos antagônicos: liberdade e confinamento
"Está muito diferente do menino que conheci, logo que caiu nas mãos da Justiça.
Os olhos estão meio baços e, em geral, fitam o chão; curva-se com bastante servilidade diante das pessoas; a voz mostra um certo acento feminino; move-se com lentidão, cuidadosamente, quase que diria com receio; parece preocupado, em deixar de cumprir algum comando.
E... daquele jovem atrevido, enérgico, topetudo, independente, altivo, não restou nada. Foi uma bela regeneração."
Para o aprimoramento da pesquisa, é de fundamental importância a elaboração de uma pesquisa empírica com ex-presidiários, uma vez que a "prisionalização" dificulta a socialização do indivíduo e contribui para o aumento da massa de excluídos, engatando um ciclo de criminalidade, violência e exclusão. A dificuldade do recluso em se adaptar torna questionável a finalidade do sistema penitenciário.
Uma penitenciária é um segmento da sociedade, quando em contato com a comunidade os prisioneiros trarão os reflexos do que sofreram.
A resocialização dos internos não é tida como de fundamental importância hoje, não há uma real preocupação, pois poucos acreditam que o sistema penitenciário possua a capacidade de reabilitar qualquer indivíduo.
Torna-se preferível criar um ambiente inóspito no qual ninguém queira permanecer, do que uma estrutura capaz de reabilitar e de promover um acompanhamento adequado, visando a melhora do indivíduo.
Quem mais sofre, são aqueles que já fazem parte de uma massa marginalizada pela sociedade. Essas pessoas são excluídas tantas vezes, que já nem sabem qual o caminho certo a se seguir.

Justificativa
Este artigo justifica-se ao expor as condições de tratamento e as influências que o meio é capaz de proporcionar no indivíduo. O objetivo do sistema carcerário deixa de uma correção e passa a ser um meio de vingança. Os excluídos tornam a ser excluídos ao voltarem para sociedade e trazem consigo os reflexos do que sofreram.
Relação Bilateral
"Prisionalização"
Diferenças entre os dois mundos
O estabelecimento penitenciário tem a finalidade de promover o "bem-estar social" e proteger a comunidade
O afastamento do convívio social é a primeira "modificação do Eu" imposta pela instituição
Massificação, ausência de diferenciação da pena
Construção de um novo indivíduo
Quando libertos possuem dificuldade em estabelecer relações interpessoais
"Desaculturação"
Uso de "mascaras" para camuflar sentimentos de vulnerabilidade, medo de ser explorado e dificuldade de acreditar nas pessoas
Perda da individualidade
Depois das Grades: um Reflexo da Cultura Prisional em Indivíduos Libertos
Santa Cruz, December, 2001. Disponível na World Wide Web:
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