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Sistemas interativos

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by

Marcus Bernardo

on 21 September 2015

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Transcript of Sistemas interativos

O quebra-cabeça é bom porque é muito mais simples, tá tudo configurado, então já tira o medo inicial que os alunos tem de eletrônica e mostra que funciona mesmo. Depois ao longo de algumas semanas os alunos projetavam seus objetos interativos e na hora de construir iam vendo que tinham mais detalhes a ser observados, que é um pouco mais difícil, e ai a gente ia resolvendo caso a caso e se ajudando naquele esquema peer-to-peer, a solução que um achava compartilhava com os outros. Existe uma infinidade de soluções então a ideia dessa aula é mais dar um repertório básico pra encorajar os alunos na empreitada de fazer um sistema interativo do que mostrar todas as maneiras de fazer.

Sentir
o que?
luz
movimento
som
botão
reed switch
sensor de presença
interruptor
sensor de mercúrio
LDR
Atuar
como?
luz
movimento
som
calor...
ventoinha
led
autofalante
lâmpada
motor DC
Sentir
Atuar
Sistema
Atuar
Sentir
Sistema
som
luz
mov.
som
luz
mov.
Reativo
Proativo
Dialógico
Atuar
Sentir
Sistema
Atuar
Sentir
Sistema
sempre uma mesma resposta direta
Atuar
Sentir
Sistema
Quanto?
Sim ou não?
temperatura, distância, pressão atmosférica, humidade...
não só responde mas incita interações
1
2
1


2
responde de maneira diferente a cada interação que recebe
Feedback estimulante
Exploração
Combinação
vai afetar a pessoa?
vai ser interessante?
no que vai afetar na resposta da pessoa?
quais são as possibilidades que a pessoa tem para interagir?
Ausência de finalidade
ganhar ou perder, acertar ou errar, sim ou não
Sistemas Interativos
Marcus Bernardo
sensores
atuadores
processadores
3v
9v
?
?
vibra-call
motor servo e de passo
buzzer
R=v/i
2,5v
10v
1w
i=P/v
= 0,4A
10v - (2,5v +2,5v)
0,4A
= 12,5Ω
2,5v
2,5v
2,5v
10v
1w
i=P/v
= 0,4A
2,5v
2,5v
R=v/i
10v - 2,5v
0,4A
= 18,75Ω
0,8A
0,4A
Camera
Botões
Tela
Autofalantes
Touchpad
Microfone
Compasso
Smartphones
GPS
Acelerômetro
Vibração
Touchscreen
Internet
JavaScript
Jquery
Html
Css
câmera
potenciômetro
pressão
proximidade
Posição
mouse
microfone
sensor de ruido
tela
compasso, gps, acelerômetro...
tela
resistência
Software
C++
Java
Javascript
PHP
Arduíno
Processing
1w
i=P/v
= 0,4A
2,5v
2,5v
R=v/i
10v - 2,5v
0,4A
= 18,75Ω
0,8A
0,4A
Arduíno
Comanda uma diversidade de sensores e atuadores
Processing
+
Sensores e atuadores do computador
Programação visual
+
HTML
dispõe sua progração em um site na internet
+
Deixa seu site interativo
JavaScript e PHP
Deixa seu site bonito
CSS
+
Comunica com o servidor
PHP
+
O que eu quero que meu sistema cause?
Como ele pode causar isso?
Porque? em quem?no que?
Que tipo de informação e
de sensação contribui? Como ele pode causar isso?
O que ele precisa saber pra causar isso?
A nível abstrato
Como ele pode saber dessas coisas?
Quais tarefas precisa fazer pra saber as coisas?
Detalhamento
das conexões
Quem conecta com quem?
como são as relações? proporcionais, condicionais?
Como fazer?
Que recursos vou usar?

Polarização
Monopólio
Obsolescência
Sobreprogramação
Frustração
Degradação Biológica
Desequilíbrio de aprendizado
Sobrepopulação
Afluência Excessiva
Monopólio dos valores institucionais sobre os pessoais
Tecnologia Defeituosa
Institucionalização
Transf. de meios em fins
Eficiência excessiva
Especialização
Necessidade de treinamento
Desequilibrio entre aprendizado interpessoal e treinamento objetivo
Distanciamento entre produtor e consumidor
Monopólio do especialista sobre a produção
Instransponibilidade
Baixa variedade de opções
Transf. de meios em fins
Não requer treinamento
Sua existência não requer obrigatoriedade de seu uso
Seu desenvolvimento não requer obrigatoriedade de mudança
Seu uso por alguém não restringe outros de usá-la igualmente
Não inutiliza a natureza
Sua função não é objetiva, mas interpessoal
Centralização das decisões
Meu nome é Marcus e essa aula de sistemas interativos é uma expansão que fiz de uma aula que eu dava pros alunos do primeiro semestre de arquitetura. Lá era uma aula de 20 a 30 minutos, bem focada na eletrônica básica, sem arduino, com um workshop em seguida onde a gente usava esses quebra-cabeças do slide seguinte:

Exemplo de funções concretas são um site, um computador, um ventilador... eu disse, tudo que a gente projeta pra fazer algo pra gente pode ser visto como um sistema. Humm, mas se um até hoje nada era sistema pra você e agora to dizendo que tudo é, então ver sistemas depende de uma maneira de olhar pras coisas? Isso mesmo, é o olhar que procura regras pra determinar a repetição de algo em um período, se você quiser aprender mais sobre esse olhar, quem estuda ele é a cibernética, mas isso já é outro assunto.
Exemplo de conceitual é a de um ecossistema, que é um conceito que divide pra gente uma selva caótica em cadeias alimentares, permitindo compreê-la melhor e conceber maneiras de interferir nela.
Ou a geometria, por exemplo, que tem regras que permitem simplificar e compreender formas que vemos na realidade e conceber novas formas.
- Voltando, vimos que sistemas são coisas que projetamos pra fazer algo que desejamos, então no caso de sistemas interativos, o próprio nome entrega, são sistemas que não só projetamos pra fazer algo pra gente, mas que podemos interferir no que ele faz. O ventilador, por exemplo, liga desliga e tem três velocidades. O computador nem se fala né, de quantas maneira das pra interagir com ele dependendo do programa que tá usando, o site que ta navegando..
Então é isso que vamos aprender hoje, a fazer um mecanismo pra fazer algo que queremos, com o qual possamos interferir enquanto funciona. Um sistema interativo.
Pra isso primeiro é importante entender como funciona um sistema interativo: Então vamo lá, não importa qual seja seu sistema, ele é constituído da relação entre o que ele sente e o que ele faz:
- Ele pode sentir coisas de fora dele de diversas maneiras, então você pergunta "o que meu sistema precisa sentir?”
- Você vai escolher o que ele vai sentir, fiz uma seleção de sensores baratíssimos e fáceis de usar. Mas estes sensores tem maneiras diferentes de sentir.

Os mais simples só conseguem distinguir entre sim ou não:
- Ex: Apertou o botão? Sim, ventilador liga. Encostou imã? Acende o LED. Algo se movimentou? Liga o som. Mesmo o sensor de mercúrio, apesar do sistema ficar em várias posições, só liga ou desliga.

Já outros sensores conseguem saber mais, não só se sim ou não mas quanto:
- Ex: LDR: Pouca luz, roda a ventoinha devagar, mais luz, roda mais rápido. O potenciômetro mesma coisa, por exemplo o potenciômetro usado no volume do som.
Se eu te perguntar quantas pessoas tem na sala, a resposta me diz se tem gente na sala? Diz né, então, os sensores analógicos, que falam quanto, dão o mesmo tipo de informação que os digitais, de sim ou não, mas de maneira mais rica, porque entre o sim e o não eles dão um monte de gradações.
- O reedswitch, sente a presença de uma força magnética, como um imã, que pode ser colocado em algum lugar específico, é bom quando queremos que uma coisa específica, onde a gente pôe um imã colado, ative outra, não qualquer pressão, igual o botão;
- O sensor de mercúrio vai abrir e fechar de acordo com a posição, se ele vira a gota escorre e fecha;
- O potenciômetro pode ser usado pra detectar o giro, porque ele tem um ponteirinho que faz a energia passar por uma resistência maior conforme gira;
O ldr sente variação de luz; Tem a câmera do computador ou do celular, que mais do que luz pega a imagem.
O botão detecta um certo tipo de toque, intencional ou não, dependendo de onde e como é usado; Tem também o interruptor, que diferente do botão vai manter sua posição até a próxima interação
- O sensor de presença vai conseguir detectar movimentos sem tocar;
- Sabendo o que seu sistema pode sentir, você pode perguntar agora: o que ele precisa fazer?
- É emitir luz? Pra isso temos o Led e vários tipos de lâmpada, entre outros.
- É fazer um movimento, movimentar algo? Pra isso temos motores de vários tipos, os principais são:
- Os DC, que simplesmente giram dando pra controlar a velocidade, são encontrados em várias coisas, como cd players, hd’s, etc;
- Os servo e motores de passo, que podem girar pra posições específicas: tipo vá de 0 pra 90º , volte para 30º, etc, são encontrados em impressoras, prato do microondas, entre outros
- É vibrar? Temos os vibradores de bateria de celular, baratinhos;
- É fazer som? Ai você tem os buzzers, autofalantes, etc.
Já sabemos que dá pra sentir, já sabemos o que dá pra fazer com os atuadores, agora só falta conectar uma coisa na outra:

Neste caminho entre os sensores e os atuadores ainda existem uns componentes intermediários pra usarmos e conseguirmos fazer mais coisas:
- A resistência vai servir, entre outras coisas, pra reduzir a tensão do circuito.
Por exemplo: você só tem uma bateria de 10 volts e quer ligar duas lâmpadas de 2,5 volts em série, somando 5 volts, você precisa por uma resistência pra baixar esses 5 volts sobrando né. Pra isso é só pegar a tensão que tá sobrando, 5 volts, e dividir pela corrente de operação da lâmpada. Mas minha lâmpada só fala a potência na embalagem, fala que é 1w. Pra saber a corrente é fácil também, só dividir a potencia pela tensão. Pronto, faço o cálculo e chego na resistência, 12,5 Ohms. Depois de calcular qual resistência você precisa, dá pra identificar ela pelo código de cores. Só procurar “tabela de cores” na internet, ela é bem autoexplicativa.


Mas e se as lâmpadas tivessem em paralelo? Seria a mesma coisa, a diferença é que a tensão delas não vai se somar, quem vai aumentar é a corrente. Mas no cálculo você vai usar a mesma corrente, porque a corrente saindo e chegando na bateria aumenta, mas na lâmpada ela se divide. Só lembrar série soma tensão e mantém corrente, paralelo divide corrente e mantém tensão. Não tem erro.

Então agora que sabemos como controlar a tensão dos nossos circuitos vamos para o próximo: O diodo é um componente que serve pra só deixar a energia ir pra um lado em um fio. Ele garante que a energia só vai em direção à faixinha preta.
Neste exemplo o diodo permite que dois circuitos trabalhem em conjunto sem entrar em curto circuito:
- Com o interruptor fechado os circuitos funcionam predominantemente de forma independente, porque a energia faz o caminho de menor resistência. E por isso mesmo, se não houvesse o diodo da esquerda, a bateria da direita ia abastecer a lâmpada do outro circuito, porque seria o caminho de menor resistência.
- Já com o interruptor aberto, o fluxo do circuito da esquerda não tem outra opção a não ser abastecer as lâmpadas da direita, fazendo com que brilhem mais forte.
- O capacitor armazena uma quantidade de energia e quando atinge um certo limite libera essa energia. Pode servir, entre outras coisas, pra fazer a corrente elétrica pulsar, ficar piscando, ou então juntar corrente pra um grande pulso de energia, como o flash das câmeras.
- O transistor serve pra muita coisa, vamo ver ele por dentro pra entender:
- Ele é um interruptor, ele controla se a energia vai ou não passar pra acender o LED. Para abrir o caminho ele precisa receber uma corrente elétrica na sua base, que nesse caso é a perna do meio. Essa perna é muito sensível, permitindo, por exemplo, que usemos correntes e voltagens tão baixas que podemos usar nosso corpo pra transmitir a energia sem sentir. Então isso é muito interessante pra fazer coisas ativadas por toque.

- O relé serve pra um circuito ligar ou desligar outro circuito.
- Esse retângulo é ele visto por baixo: Nesse exemplo um circuito de baixa voltagem, 12 volts, e corrente direta, que é a corrente pela qual funcionam a maioria dos sensores e processadores, liga e desliga um circuito de alta voltagem, 110v, e corrente alternada:

- Quando o sensor de mercurio fecha o circuito menor, a corrente passa pela bobina gerando um campo magnético que puxa a alavanca e fecha o circuito maior, fazendo a lâmpada acender.
- E olha lá o diodo sendo útil: Existe um efeito quando se desliga o relé, que o campo magnético que foi gerado pela bobina é absorvido de volta, fazendo tudo girar ao contrário, inclusíve a corrente, e o pior é que isso acontece tão rápido que essa tensão contrária é muito maior que a normal, na escala de num circuito de 5 volts esse coice rápido ser de 200 volts. Então o diodo entra fornecendo um caminho pra essa corrente voltar pra bateria sem queimar tudo. Volta pro positivo? Volta porque a diferença de potencial gerada é tão grande que o positivo vira negativo nesse momento, mas como a corrente é muito baixa isso não afeta a bateria.

-Bom vimos que o relé e o transistor servem pra fazer um circuito ativar outro circuito, qual a diferença então?
- Primeiro o relé é digital, ele só trabalha com sim ou não, e o transistor é analógico, ele é gradativo: Quanto mais energia chega, mais ele deixa energia passar, ou o contrário, dependendo do tipo. Então naquele exemplo das mãos, se as pessoas apertam mais forte as mãos a resistência diminui e o led brilha mais forte.
- E segundo o relé baratinho permite ativar circuitos de corrente alternada e alta tensão, por exemplo a que temos na tomada, enquanto transistores pra isso são muito caros.
- Posso ligar sensações a ações de diferentes naturezas, traduzindo som em movimento, movimento em luz, luz em som, etc. Mas como funciona essa conexão?
- É o seguinte: O sensor entra entre o fluxo de energia da bateria para o atuador e vai interferir nesse fluxo. Os sensores digitais vão interromper ou liberar totalmente o fluxo. É ligado ou desligado. Os sensores analógicos vão oferecer menos ou mais resistência, deixando menos ou mais energia chegar no atuador, por isso conseguem oferecer a gradação, como quando giramos o volume do som.
Então gente, agora que conhecemos vários sensores e atuadores que podemos colocar no nosso sistema e conhecemos como controlar a energia pra que eles funcionem direitinho. Vamo passar outros tipos de processador interessantes, os que funcionam com software!
Vamo começar pelo arduíno, que é um processador que serve pra fazer ponte entre meus circuitos e o computador.
Ele tem portas positivo e negativo pra fornecer energia pro seu circuito, ele tem algumas portas pra você ligar sensores analógicos, e outras que servem tanto pra sensores digitais e atuadores analógicos ou digitais.
É só enfiar o fio no buraquinho e seu sensor ou atuador tá conectado. Nesse caso a porta 13 vai fornecer energia pra ligar um led.
Nesse caso além do led eu tenho um sensor de luz alimentado pelo arduino, e vou puxar logo depois dele um fio por onde o arduino vai medir a variação de tensao conforme a variação da resistência.
Ok, mas e ai, como eu faço o sensor interferi no atuador?
Então, é ai que entra o software, vai ter um programinha que você precisa baixar e instalar no computador, abrindo ele você seleciona a porta usb onde tá conectado seu arduíno, qual o modelo da sua placa, na abinha de cima ali, e tá pronto pra programar quem vai ligar quem.

Se você quiser aprender a programar em arduíno é só seguir a apostilinha de arduíno neste link:

https://docs.google.com/document/d/1BN79fBQOxihEgGhVtvofoUluiGnxVkBIgZvCS7VIDGk/edit?usp=sharing

Então olha esse exemplo, tem um led com o positivo ligado na porta 13 e o negativo no ground, que é como se fosse o negativo da bateria. Ai lá no programa primeiro eu vou declarar as variáveis, que são como se fossem caixinhas de informação que crio com um nome, toda vez que chamar esse nome a informação da caixinha vem. Criei uma que chama led, e vou dizer pra ela guardar a informação 13, número 13. (Ah, e tudo que eu colocar // antes o programa ignora, então essas coisas em cinza são comentários pra outros programadores entenderem, não interferem na programação).
- Bom, depois que já declarei as variáveis eu dou o comando void setup, onde vou configurar o programa,
- o comando pinmode serve pra dizer quem são meus inputs e outputs, ou seja, entradas e saidas de informação, então declaro: pino 13 é output, uma saida.
- E agora dou o comando void loop, que define o que o sistema vai fazer mesmo: digitalwrite – digital não é coisa que só liga e desliga, então, digitalwrite só tem a opção liga e desliga. Led, high, ou seja, manda energia pro treze. Delay, esperar por alguns segundos, e digitalwrite, led, low, desliga o led, espera mais 1 segundo. Como isso se repete o led vai ficar piscando.
- E assim vou ligando os sensores também e programando, se chegar energia no pino 9, onde tem um botão ligado, diminuir a espera por dois, ai ele pisca no dobro da velocidade a cada apertada, e por ai vai.
- Deu pra perceber que isso aqui é muito parecido com montar um circuito né, só que no computador, você simula as ligações digitalmente e o efeito é o mesmo.

Da mesma maneira funcionam todas as outras programações pra computador, existem várias linguagens, mas todas tem uma lógica parecida, você vai especificando quem faz o quê. O Arduíno é um programinha que serve só pra receber informação de sensores e comandar atuadores, mas você pode conectar ele a outros programas.
Então você tem por exemplo o processing, que já é um programinha com a interface muito parecida com a do arduíno, com aquela telinha pra você escrever, e é voltado pra gerar programações de efeito visual, coisas interativas que mudam de cor, de tamanho, joguinhos que respondem conforme eu clico, aperto teclas, me mexo em frente a câmera, etc. O arduíno pode ser conectado no processing e ai eu tenho o poder dos dois juntos, fazer coisas na camera pra comandar motores, fazer um sensor de temperatura mudar a cor da tela, etc.
E tanto o arduíno como o processing podem ser incorporados num site, ou seja, ai já me conecto com todos esses recursos de comunicação de outros computadores.

O Html é uma linguagem que o browser, tipo firefox, chrome, usa pra organizar um site, ele não é programação, ele diz o que vai ter e onde vai ficar cada coisa no site. Pra fazer as coisas acontecerem mesmo no site, dentro do html vão trechos de javascript, que é a programação mesmo, capaz de fazer seu site ficar interativo.

Dentro do Html vai também o CSS, que é uma camada que vai por cima do conteúdo do site mudando a fonte e estilo das letras, cor do fundo, efeito de sombra, etc. Tá o HTML e o Javascript fazem as coisas acontecerem no site, o CSS deixa bonito e dá pra fazer de tudo com isso, mas tudo isso acontece lá no browser, na casa da pessoa.

Pra esse site interativo conseguir se comunicar com o arduíno, com o processing, ou alguma outra programação fora do computador, você precisa usar no seu html alguns recursos de PHP.

Então dando um exemplo bobo, com essa fórmula completa você consegue fazer um site interativo, cheio de abas, menus que abrem e fecham, etc, onde as pessoas conseguem controlar juntas as luzes de natal da escola que tão aqui conectadas num arduino, e ainda verem o resultado filmado numa câmera e interagir com a imagem usando recursos de processing.

Então dando um exemplo é assim que aparenta um Html. Ele pode ser escrito até no seu bloco de notas, mas tem uns programas que ajudam a escrever ele com mais facilidade, te mostrando onde algo tá escrito errado, etc. E tem alguns onde nem com texto você mexe, é só arrastar os itens pra onde você quer que fique, como o WIX, por exemplo, e ele gera o código pra você. Mas voltando, o HTML é assim, fala o que vai ter em cada parte da página tá vendo, ai ele vai chamando outras programações. Chama uma programação de CSS pra deixar tudo bonito. Chama uma biblioteca de JavaScripts, que é essa Jquery. E chama os scripts java. Se tem uma função que eu queria que um javascript execute diferente, eu posso abrir ele em outra página pra ver a programação dele, que é feita de mais javascripts. Lá eu posso reorganizar como ele funciona e se precisar posso entrar nos javascripts que compõem ele e mudar também. Programação é assim, um monte de pacotinhos dentro de pacotinhos, igual uma casa não é feita de paredes, paredes não são feitas de tijolos, tijolos de argila, então.

Agora que já deu pra entender que sensores temos, que atuadores, e como ligar uns aos outros usando diversos processadores, chegou a hora de usar isso a nosso proveito e planejar nosso sistema. Nem sempre vai existir um sensor pro que você quer seu sistema perceba. Por exemplo, o número de pessoas em uma sala, não existe um sensor específico pra isso. Então você vai ter que procurar as manifestações perceptíveis, dentro do universo de sensores que você tem acesso, do fenômeno que você quer que seu sistema perceba. Se essa sala só tem uma porta pra entrar, a pessoa vai ter que passar por ela, por exemplo, posso usar um sensor pra detectar quantas pessoas entraram e sairam pela porta e contar.
Vou dar quatro exemplos de como fazer a mesma coisa, detectar que uma tampa abriu:
Um – colocar um potenciômetro fixado parte na tampa parte na caixa, que vai informar não só se está aberta mais quanto!
Dois – Um reedswitch e um imã na tampa, só detecta se está aberta ou não, mas não quanto;
Três – Um LDR no fundo da caixa, a luz entra quando a tampa abre. Informa o quanto abriu vs o quanto de claridade tem no contexto;
Quatro – Um pedaço de metal na tampa fecha o contato do circuito. Informa se está bem fechada, porque desencaixada já não fecharia o circuito.
Deu pra ver que é só usar a criatividade e os sensores certos pro que queremos pra fazer o sistema funcionar. Mas um objeto super complexo, cheio de sensores e atuadores, processadores, memória, pode ser ainda muito chato, um fracasso, na interação. Então, é importante que a interatividade do meu sistema seja bem planejada pra que ele seja interessante:
A interatividade pode se enquadrar em três categorias: reativa, proativa e dialógica
- O sistema reativo vai ter sempre uma mesma resposta direta pra cada interação – como a maioria dos exemplos que dei até agora;
- O sistema proativo não só responde mas incita respostas. Ex: um objeto que liga luzes quando alguem passa perto pra chamar atenção pra que interajam. Ou um objeto que muda de configuração ou desliga sozinho de tempos em tempos.
- O objeto dialógico leva em consideração as interações anteriores na elaboração de cada resposta. Então precisa armazenar a informação de alguma maneira, alguma memória, algum contador. Capacitores por exemplo. Eu posso por exemplo contar quantas vezes apertaram uma tecla, e programar meu sistema pra responder de maneira diferente a cada caso.

Um exemplo interessante de sistema dialógico é a Musicolour Machine, feita em 1953 pelo Gordon Pask, um grande ciberneticista.
Houveram várias versões, mas o que essa máquina basicamente fazia era traduzir as notas do teclado em cores em uma tela e o tecladista tinha um feedback visual do que ele estava tocando, com o tempo ele começava a compreender a relação das cores com as notas. Porém, a máquina memorizava o que ele já havia tocado e comparava com o que ele estava tocando na hora. Se fosse repetido, ela começava a mudar as cores de algumas notas sugeririndo mudanças. O tecladista lia essas cores e tentava tocar, até a repetição começar novamente. E assim ficavam os dois alí aprendendo um com o outro e aumentando seu repertório.
Mas será que um sistema ser dialógico é o suficiente pra ele ser interessante? Quem conhece o Furby, um personagem que voltou a moda uns dois anos atrás com o lançamento desse brinquedo super complexo. É um boneco que aprende de acordo com o que você faz com ele, ele fica rebelde, nerd, dependendo de como você cria ele, tem sensor de luz, de movimento, posição, então ele acorda se você coloca ele na luz ou mexe, e não tem botão de desligar.
é quase uma criança, só que apesar de tudo ainda é muito menos complexo e imprevisível, rapidinho se torna repetitivo, uma criança chata que meus priminhos guardavam no fundo de uma gaveta pra não acordar porque tavam de saco cheio.
- Quando a interação se fecha entre uma pessoa e o sistema, como no caso da Musicolour, o sistema tem que aprender pra conseguir trazer algo novo pra pessoa e não perder a graça. Mas mesmo assim, a não ser que esse mecanismo de aprendizado tenha muitas camadas, logo a pessoa aprende como o sistema aprende e ele se torna previsível. Mas será que um sistema precisa ser dialógico pra participar de interações dialógicas com as pessoas?
E se o sistema servir de interface pras pessoas explorarem outras coisas? Outras pessoas? Ai ele serve de ponte pras que as pessoas realizem interações dialógicas entre sí e com outras coisas de seu contexto, ele não se esgota. Essas são três objetos desenhados pela Lygia Clark, uma artista nascida em Belo Horizonte em 1920 que é famosa mundialmente, que usam elementos simples, não tem eletrônica nem nada, e podem trazer uma infinidade de experiências.

- A primeira coisa são Possibilidades: De quantas formas o meu sistema pode se comportar? Quantos caminhos a pessoa pode seguir nele? Um sistema com um caminho só, mesmo que dividido em vários estágios, só tem uma possibilidade. E um filme, um filme só tem um caminho e não é chato... Será? É só refletir que tipo de filme a gente assiste várias vezes: filmes complexos, ricos em detalhes onde cada vez você pode prestar atenção em coisas diferentes; e mais ainda filmes com abertura de interpretação, que abrem muitas questões mas deixam pra sua reflexão responder. De qualquer maneira às vezes é isso mesmo que a gente quer, automatizar um processo repetitivo. Mas não pra interagir com ele! Somos seres complexos, a gente imagina mil maneiras de fazer as coisas e se o sistema não dá vazão a isso a gente fica entediado.

- A segunda questão é o feedback:
-O feedback é estimulante? Sensorialmente, traz experiências aos sentidos? Intelectualmente, trás informação?
-O estímulo é interessante? Por exemplo um choque muito forte não é algo em que muitas pessoas se interessam, nem informação muito redundante, óbvia.
- O feedback estimula feedback? Se alguém fala boa tarde e você responde boa tarde, você não tá dizendo “não fala mais comigo”, mas não ta estimulando em nada o diálogo. Então o sistema tem que conseguir ser cíclico, e isso puxa pro último item:
- Ausência de finalidade, a finalidade reduz toda a riqueza de seu sistema a um, não adianta você ter mil caminhos por onde o usuário possa seguir no seu sistema se houver somente um final onde ele chega sempre no mesmo ponto. Isso acontece muito quando se fazem jogos.
Então por fim, recapitulando, eu dei a aula mostrando primeiro as ferramentas que temos pra fazer uma infinidade de sistemas, porque eu queria primeiro colocar o pé no chão pra mostrar que é possível, barato e fácil fazer quase qualquer coisa. Mas meu conselho ao se projetar um sistema é o contrário, que se comece sempre do mais abstrato:
E assim é mais fácil, porque você faz degrau por degrau, tem que ter a perna muuuuito grande pra começar no zero e ir direto pro final.
E é bom sempre dar um passo atrás e pensar de forma abstrata porque como dizem os professores la da arquitetura: O arquiteto não pode começar desenhando a ponte, a questão é atravessar o rio, alías, até questionar, porque que foi que decidimos atravessar o rio? Pensando abstrato a gente usa as ferramentas pra fazer o que a gente quer. Se a gente começa a projetar pela ferramenta a gente só faz o que ela deixa fazer.
Então no final, algo pra refletir, no começo eu falei que quaquer coisa pode ser vista como um sistema, e agora a gente acabou de ver que posso olhar e descrever os sistemas desde a maneira mais simplificada até a mais complexa, então imagina o mundo todo como um sistema.

Se a gente só enxerga a realidade como ela é atualmente e fica preso só ao que tá no nosso alcance: você quer resolver a degradação biológica da terra, mas ai você vê que ela não vai ter fim se não acabar com os monopólios de certas ferramentas, e isso por sua vez é alimentado pela sobreprogramação da sociedade pelas escolas, e ai vai... Uma coisa causa a outra até a ultima causar a primeira de novo, você vira escravo do sistema.
Agora se a gente se distanciar e a gente olhar de forma abstrata pro sistema, desde conceitos simples, a gente consegue imaginar um monte de coisa que poderia ser diferente, conseguimos conceber várias outras possibilidades. Algumas que às vezes na hora não imaginamos como concretizar, mas que podem guiar nossas ações pra caminhar pra fora desse sistema específico.
E assim esse olhar distanciado ajuda a ultrapassar aquelas barreiras e abre espaço pra novos horizontes.
Mas que são sistemas interativos? Bom, sistemas são mecanismos que a gente projeta pra fazer algo pra gente, desde funções conceituais a concretas.
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