Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Untitled Prezi

No description
by

Madalena Rodrigues

on 3 June 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Untitled Prezi

Fernando Tordo no momento da apresentação da música "Tourada" no Festival da Canção em 1973.
Tourada a canção vencedora do festival da canção de 1973.
"Tourada" apesentada no festival da canção de 1973
Assunto abordado no poema da música "Tourada"
Este poema foi escrito por Ary dos Santos, tendo sido convertido mais tarde para uma música, cantada por Fernando Tordo em 1973 no Festival da Canção.

Como a maior parte das músicas de intervenção , foi escrita com o objeto de exprimir não só as ideias, como os sentimentos e pensamentos do povo e evidentemente do poeta.
No fundo pretende criticar indiretamente tudo o que não achava correto, como na forma em que os direitos estavam distribuídos; a atitude do governo e a forma de como o povo vivia e era tratado, naquela época oprimido pelo regime ditadorial do país, pois o sujeito poético, à semelhança da maior parte dos membros da sociedade portuguesa, não tinha a liberdade de expressão, naquele regime ditadorial, em que Portugal vivia, governado por Salazar.

Tudo indica pelo título que a canção tem como tema as touradas, todavia apesar de serem utilizadas expressões dessa mesma atividade, os versos deste poema apenas são uma grande metáfora, em que o sujeito poético, compara as touradas à sociedade antes do 25 de Abril de 1974.

Com algum humor e sinceridade, o sujeito poético explica como era o povo, a sociedade, os governantes, as injustiças, os privilégios, as proibições, e a ansia de obter a liberdade tão desejada, todos estes factos escondidos por detrás de versos, com palavras simples mas profundas.
Biografia de Fernando Tordo e José Carlos Ary dos Santos
Decidimos escolher esta música tendo em conta que foi deveras importante, bem como marcante na sociedade portuguesa antes e durante o 25 de Abril de 1974, visto que, ainda hoje é reconhecida como um hino e emblema português, na luta contra a opressão da população e a favor dos direitos para além dos deveres que devem ser atribuídos a todos os cidadãos de forma igual e justa.
Para além disso este poema é bastante interessante no ponto de vista gramatical e poético, dado que representa a “essência” de um poema e daquilo que é escrevê-lo se observarmos a forma de como o é feito, e as figuras de estilo utilizadas, nomeadamente as metáforas. Todo este poema na sua forma, com os sentimentos descritos, apesar de implicitamente, o ponto de vista do sujeito poético expresso no mesmo e a sinceridade de como é feito, representa de facto a alma de um poema.

Poema
Motivo da escolha da música
"Tourada" Fernando Tordo_1973
Análise formal/ Gramatical
Audição da música "Tourada"
Este vídeo é a apresentação da música "Tourada" no festival da canção, em 1973, transmitido pela RTP.
José Carlos Ary dos Santos:
José Carlos Ary dos Santos nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937 e morreu também em Lisboa a 18 de Janeiro de 1984.
Foi um poeta e declamador português.
Fernando Travassos Tordo nasceu em Lisboa a 29 de Março de 1948 (tem 66 anos).
É um cantor e compositor português
Fernando Tordo:
Tema do poema da música "Tourada"
O poema da música apresenta como tema, a sociedade portuguesa no regime ditatorial, governado por Oliveira de Salazar, antes do 25 de Abril de 1974. Sendo esta comparada às touradas, pelo facto de serem utilizadas palavras e expressões sobre a mesma atividade para descrever a sociedade, e o "mundo" em que Portugal vivia utilizando metáforas.
Oliveira de Salazar
Exemplo de uma tourada tradicional
Número de estrofes e a sua respetiva classificação
1ª Estrofe:
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

2º Estrofe:
Ninguém nos leva ao engano
Toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
esperas.

3º Estrofe:
Entram guizos, chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos, cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Esta estrofe é constituida por quarto versos, logo denomina-se quadra.
Esta estrofe é igualmente constiuída por quatro versos, por isso denomina-se quadra.
Esta estrofe é composta por sete versos, por isso denomina-se sétima.
4ª Estrofe:
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

5ª Estrofe:
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

6ª Estrofe:
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Número de estrofes e a sua respetiva classificação
Esta estrofe é composta por sete versos, por isso denomina-se sétima.
Esta estrofe é igualmente constiuída por quatro versos, por isso denomina-se quadra.
Esta estrofe é igualmente constiuída por quatro versos, por isso denomina-se quadra.
7ª Estrofe:
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

8ª Estrofe:
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

9ª Estrofe:
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro aos milhões.
E diz o inteligente
que acabaram as canções.

Número de estrofes e a sua respetiva classificação
Esta estrofe é composta por sete versos, por isso denomina-se sétima.
Esta estrofe é composta por sete versos, por isso denomina-se sétima.
Esta estrofe é composta por oito versos, por isso denomina-se oitava.
Classificação da rima quanto ao tipo
1º Estrofe:
“Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.”

2º Estrofe:
“Ninguém nos leva ao
engano
Toureamos mano a
mano

só nos podem causar
dano

esperas.”

3º Estrofe:
“Entram guizos, chocas e
capotes
e mantilhas
pretas
entram espadas chifres e
derrotes
e alguns poetas

entram bravos, cravos e
dichotes

porque tudo o mais
são
tretas.”

Os versos são brancos ou soltos, isto é, não existem rimas.
Todavia barreiras e feras são consideradas rimas imperfeitas.
A rima é emparelhada, pois os versos que rimam se sucedem dois a dois.
A rima é cruzada, dado que os versos que rimam estão separados, por um ou mais versos.
Classificação da rima quanto ao tipo
4ª Estrofe:
Entram vacas depois dos
forcados
que não pegam
nada.
Soam brados e olés dos
nabos
que não pagam
nada
e só ficam os peões de
brega

cuja profissão
não
pega.

5º Estrofe:
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a
fera

estamos na praça
da
Primavera.

6º Estrofe:
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da
desgraça

e fazermos da tristeza

graça.

A rima é cruzada, dado que os versos rimam o primeiro com o terceiro e o segundo com o quarto e assim sucessivamente.
A rima é classificada interpolada, pois os versos que rimam estão separados por um verso.
Nota:
praça e esperança são consideradas rimas
imperfeitas
A rima é classificada interpolada, pois os versos que rimam estão separados por um verso.
7º Estrofe:
Entram velhas doidas e
turistas
entram
excursões
entram benefícios e
cronistas
entram
aldrabões
entram marialvas e
coristas

entram
galifões
de crista.

8º Estrofe:
Entram cavaleiros à
garupa
do seu
heroísmo
entra aquela música
maluca
do
passodoblismo
entra a aficionada e a
caduca

mais o
snobismo
e cismo...

9º Estrofe:
Entram empresários
moralistas
entram
frustrações
entram antiquários e
fadistas
e
contradições
e entra muito dólar muita
gente
que dá lucro aos
milhões.

E diz o
inteligente
que acabaram as
canções.

Classificação da rima quanto ao tipo
A rima é cruzada, dado que os versos rimam o primeiro com o terceiro e o segundo com o quarto e assim sucessivamente.
A rima é cruzada, dado que os versos rimam o primeiro com o terceiro e o segundo com o quarto e assim sucessivamente.
A rima é cruzada, dado que os versos rimam o primeiro com o terceiro e o segundo com o quarto e assim sucessivamente.
1º Estrofe:
“Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.”

2º Estrofe:
“Ninguém nos leva ao
engano
Toureamos mano a
mano

só nos podem causar
dano

esperas.”

3º Estrofe:
“Entram guizos, chocas e
capotes
e mantilhas
pretas
entram espadas chifres e
derrotes
e alguns poetas

entram bravos, cravos e
dichotes

porque tudo o mais
são
tretas.”


Engano, mano e dano:
Como “engano” pertence à classe gramatical do nome (nome comum, masculino, singular), bem como “mano” e “dano”, que também são nomes comuns, no masculino e singular, a rima é classificada pobre.


 Capotes, derrotes e dichotes:
Dado que “capotes – capas de toureiro” pertence à classe gramatical do nome (nome comum; masculino; plural); “derrotes – levantamento brusco e violento depois de marrar” também pertence à classe gramatical do nome (nome comum; masculino; plural) e finalmente “dichotes – dito jocoso”, que, por sua vez, pertence à classe gramatical do nome (nome comum; masculino; plural). A rima é classificada pobre, dado que todas as palavras que rimam pertencem à classe gramatical do nome.

Classificação da rima quanto à riqueza
Classificação da rima quanto à riqueza
4ª Estrofe:
Entram vacas depois dos
forcados
que não pegam
nada.
Soam brados e olés dos
nabos
que não pagam
nada
e só ficam os peões de
brega

cuja profissão
não
pega.

5º Estrofe:
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a
fera

estamos na praça
da
Primavera.

6º Estrofe:
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da
desgraça

e fazermos da tristeza

graça.

 Pretas e tretas:
Uma vez que “pretas” pertence à classe gramatical do adjetivo (adjetivo qualificativo feminino plural de preto); e por último “tretas” pertence à classe gramatical do nome (nome comum; feminino; plural). Por isso, a rima é classificada rica, como as palavras que rimam, não pertencem todas à mesma classe gramatical.

 Forcados e nabos:
Dado que, “forcados” e “nados”, pertencem à classe gramatical de nome (nome comum; masculino; plural), a rima é classificada pobre, pois as palavras pertencem à mesma classe gramatical.


 Nada e nada:
Uma vez que, “nada”, pertence à classe gramatical do pronome (pronome indefinido), bem como “nada”, a rima é classificada pobre, pois as palavras pertencem à mesma classe gramatical.

 Brega e pega:
Como “brega” pertence à classe gramatical do adjetivo (adjetivo qualificativo feminino; singular), enquanto “pega” pertence à classe gramatical do verbo (Presente do Indicativo; 3ª pessoa do singular), a rima é classificada rica, pois as palavras pertencem a classes gramaticais diferentes.

 Fera e Primavera:
Visto que, “fera” pertence à classe gramatical do nome (nome comum; singular), bem como “primavera”, a rima é classificada pobre, pois as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical.


 Desgraça e graça:
Dado que ambas as palavras “desgraça” e “graça” pertencem à classe gramatical do nome (nome comum; singular), a rima é classificada pobre, pelo facto de pertencerem à mesma classe gramatical.


Classificação da rima quanto à riqueza
7º Estrofe:
Entram velhas doidas e
turistas
entram
excursões
entram benefícios e
cronistas
entram
aldrabões
entram marialvas e
coristas

entram
galifões
de crista.

8º Estrofe:
Entram cavaleiros à
garupa
do seu
heroísmo
entra aquela música
maluca
do
passodoblismo
entra a aficionada e a
caduca

mais o
snobismo
e cismo...

9º Estrofe:
Entram empresários
moralistas
entram
frustrações
entram antiquários e
fadistas
e
contradições
e entra muito dólar muita
gente
que dá lucro aos
milhões.

E diz o
inteligente
que acabaram as
canções.

 Turistas, cronistas, coristas:
Uma vez que, “turistas” pertence à classe gramatical do nome (nome comum; dois géneros; plural); “coristas – pessoa que inventa ou mente muito”, também pertence à classe gramatical do nome (nome comum; dois géneros; plural), e por fim, “cronistas “ que também pertence à classe gramatical do nome “nome comum, dois géneros, plural), sendo por isso, a rima classificada pobre.

 Excursões, aldrabões, galifões:
Dado que, “excursões” pertence à classe gramatical do nome (nome comum, masculino, plural; “aldrabões” pertence à classe gramatical do adjetivo (adjetivo qualificativo masculino; plural, e finalmente “galifões- usurpadores” que pertencem à classe gramatical dos adjetivos (adjetivo masculino; plural). A rima e classificada rica, pois nem todas as palavras pertencem à mesma classe gramatical.

 Garupa, maluca e caduca:
Como “garupa – parte posterior do cavalo, entre o lombo e a cauda; ancas dos quadrúpedes” pertence à classe gramatical do nome (nome comum feminino; singular); “maluca” pertence à classe dos adjetivos (adjetivo feminino; singular) e por último “caduca – que passa rapidamente (obstáculos) ”, que pertence à classe gramatical do adjetivo (adjetivo feminino; singular. Sendo a rima classificada rica, uma vez que, nem todas as palavras pertencem à mesma classe gramatical.

 Heroísmo; passodoblismo; snobismo; cismo:
Dado que “heroísmo” pertence à classe gramatical do nome (nome comum; masculino singular), “passodoblismo” pertence também à classe gramatical do nome (nome comum; masculino; singular), à semelhança de “snobismo” e por fim “cismo”, está na classe gramatical do verbo (Presente do Indicativo). Todavia a rima é classificada pobre, dado que três das quatro palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical.

Moralistas e fadistas:
Verificando que tanto “moralistas” como “fadistas” são palavras que pertencem à classe gramatical do nome (nome comum; feminino; plural), a rima é classificada pobre, pois ambas pertencem à mesma classe gramatical.

 Frustrações; contradições; milhões e canções:
Uma vez que as palavras “contradições”, “frustrações” e “canções” pertencem todas à classe gramatical do nome (nome comum; masculino; plural), enquanto “milhões” pertence à classe gramatical dos quantificadores (Numeral Cardinal), a rima é classificada pobre, dado que apenas a palavra “milhões” pertence a uma classe gramatical diferente

 Gente e inteligente:
Visto que “gente” e “inteligente” pertence à mesma classe gramatical do nome (nome comum; masculino; singular) a rima é classificada pobre.

A rima é emparelhada pois os versos que rimam se sucedem dois a dois.
Figuras de estilo/ análise individual de cada uma das estrofes
1 ª Estrofe:
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Metáfora -
figura de estilo no qual uma realidade (implicitada verbalmente) substitui outra porque entre as duas existem relações de semelhança.
2ª Estrofe:
Ninguém nos leva ao engano
Toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
esperas.

3ª Estrofe:
Entram guizos, chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas, chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos, cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Figuras de estilo/ análise individual de cada uma das estrofes
4ª Estrofe:
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.
5ª Estrofe:
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
6ª Estrofe:
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Figuras de estilo/ análise individual de cada uma das estrofes
7ª Estrofe:
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
8ª Estrofe:
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
9ª Estrofe:
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro aos milhões.
E diz o inteligente
que acabaram as canções.
A expressão “Toureamos ombro a ombro as feras” é uma metáfora dado que, compara implicitamente os membros do governo a feras. Nesta estrofe o sujeito poético afirma que independentemente do tempo e dos obstáculos o povo unido, lado a lado, enfrentaria as feras (membros do governo).
Nesta estrofe o sujeito poético explica que ninguém levaria o povo ao engano, pois lutavam “mano a mano”, ou seja unidos pela força e maioria, e que o governo, eventualmente, ao fazê-los esperar é que poderia causar algum tipo de “dano”, ou seja ninguém os impediria de obterem o que desejavam (a liberdade e os seus direitos).
Análise individual da estrofe
Análise individual da estrofe
Análise individual da estrofe
Nesta estrofe o sujeito poético refere uma espécie de “confronto” entre o povo e os membros do governo, dado que nos versos “entram guizos, chocas e capotes e mantilhas pretas, entram bravos, chifres e derrotes e alguns poetas, entram bravos, cravos e dichotes”, está a comparar implicitamente a entrado do toureiro e do touro à entrada dos “revolucionários, entre eles, poetas. No verso “porque tudo o mais são tretas” dá a entender, que o interessava naquele momento era o grande confronto e ver dele quem saía vitorioso.
Análise individual da estrofe
Nesta metáfora o sujeito poético refere a expetativa de que “com bandarilhas de esperança”, ou seja com ventos de mudança, através do seu esforço, o povo consegue afugentar a fera, neste caso, Oliveira de Salazar.
O verso “Estamos na praça da Primavera” simboliza a conquista da liberdade tão desejada!

Análise individual da estrofe
Na metáfora “Nos vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça” é uma comparação implícita de tudo o que o sujeito poético acha que estava incorreto, no governo ditatorial, ou seja, naquele mundo em que Portugal vivia. No resto da estrofe “E fazermos da tristeza graça” refere-se ao facto de mudarem a desgraça em que o país se encontrava, e recomeçarem de novo, com novas ideias, direitos e deveres, com que todos os cidadãos estivessem de acordo.
Análise individual da estrofe
Análise individual da estrofe
Análise individual da estrofe
Análise individual da estrofe
Na metáfora “entram aldrabões, entram marialvas e coristas, entram galifões de crista”, os aldrabões referem-se, mas uma vez aos membros do governo, bem como os galifões de crista, que os intitula de usurpadores, com posse; e no verso “entram marialvas e coristas”, marialvas referem-se a conquistadores e coristas a pessoas que metem bastante, ou seja, mais uma vez, é uma comparação aos membros que participavam no regime ditatorial e que acabavam por lucrar de alguma forma, ao serem privilegiados.
Neste verso o sujeito poético compara os “cavaleiros à garupa do seu heroísmo” com os membros do governo, a música do passodoblismo, que é a que ocorre durante as touradas e a “aficionada e a caduca”, com os indivíduos que apreciam as touradas, que neste caso, está implicitamente comparado a uma parte do povo (crianças e mulheres), que ficaram a assistir o confronto entre os militares que participaram no 25 de Abril.
Quando diz “Entram empresários moralistas, entram frustrações, entram antiquários e fadistas e contradições” o sujeito poético refere-se implicitamente aos indivíduos (nomeadamente os relacionados à cultura, à economia, que tinham estudos e claro posses, bem como empregos de renome, bastante importantes) que estavam do lado, do poder, neste caso, ao lado de Oliveira de Salazar”, visto que não concordavam no facto do povo ter o direito de possuir a liberdade de expressão. No verso “ e entra muito dólar muita gente, que dá lucro aos milhões”, está a referir-se às touradas que traziam algum dinheiro para o país, todavia, o sujeito poético compara este verso aos apoiantes do governo, que como é obvio eram indivíduos com algum poder.
Na ironia “ e diz o inteligente que acabaram as canções”, o inteligente refere-se a Salazar, que ao ver que cada vez surgiam com mais frequência músicas de intervenção acabou por proibi-las, pois estas eram uma forma de contestar o seu poder.

Na metáfora “Soam brados e olés dos nabos que não pagam nada e só ficam os peões de brega cuja profissão não pega”, está a associar os brados e olés, emitidos pelo toureiro quando enfrenta o touro, aos “nabos que não pagam nada”, que são os membros do governo, incluindo o ditador Oliveira de Salazar; e no verso “e só ficam os peões de brega, cuja profissão não pega” é uma comparação implícita dos peões de brega ao povo que luta e resiste, mas que para os detentores de poder, naquela época eram considerados insignificantes.
Ironia
- Figura de estilo que consiste na produção de um enunciado com um signiicado literal que diverge ou é oposto do significado que corresponde à intenção do emisor e que o recetor deve interpretar de acordo com o contexto.
Full transcript