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São Paulo Ocupada

Uma cartografia das juventudes insurgentes na cidade de São Paulo.
by

Aluizio Marino

on 11 February 2017

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Transcript of São Paulo Ocupada

SÃO PAULO OCUPADA
Cartografia das juventudes
insurgentes na cidade de
São Paulo.
Cartografia das juventudes insurgentes na cidade de São Paulo, que trás uma retrospectiva dos anos 2000 a 2016. Nela encontram-se "localizadas": ocupações culturais; jornadas de junho; rolezinhos; ocupações de escolas públicas estaduais, ETEC's, Diretorias de Ensino e Fábricas de Cultura. Insurgências distintas, mas que estão conectadas pela prática autônoma e pelo protagonismo da juventude.

Para além de experiências pontuais e isoladas, as lutas observadas nessa cartografia estão inseridas em um processo maior, pelo direito à cidade. No ato de (re)significar o espaço urbano as juventudes nos indicam caminhos, em tempos de uma crise política onde está clara a incapacidade das instituições.

Como resultado final, o objetivo principal desse trabalho é mostrar ao público em geral a potência que existe nas ações autônomas. São práticas que mostram a urgente necessidade de ampliação da participação social. Acreditamos que crianças, jovens, coletivos, professores e comunidade tem condições de compartilhar a gestão de escolas e espaços culturais por exemplo.

Dentre algumas análises estabelecidas durante o percurso da cartografia "São Paulo Ocupada", destacam-se:

- o histórico de ocupações culturais nas periferias, processos consolidados onde coletivos (re)significam espaços públicos ociosos, em alguns dos casos a mais de 20 anos desenvolvendo ações e articulações culturais autônomas;
- a capacidade de articulação dos estudantes secundaristas, que em um período de dois anos ocuparam mais de oitenta equipamentos públicos educacionais e que, ao longo deste tempo, desvelou uma série de problemas na gestão desses espaços, propondo novas formas de organização como contraponto;
- o questionamento indireto, fruto dos rolezinhos, ao crescente processo de privatização dos espaços, a partir de eventos organizados pelas redes sociais que, devido a surpreendente proporção, evidenciaram questões estruturais: o racismo e as contradições do capitalismo.
- o fato de que as jornadas de junho iniciaram nas periferias, para então depois ocupar regiões mais centrais, em um processo articulado principalmente pelo Movimento Passe Livre, mas que contou também com a participação ativa de estudantes secundaristas e da juventude autônoma como um todo;
- a recente luta dos "aprendizes" das fábricas de cultura do Capão Redondo, Brasilândia e Jardim São Luis - também envolve educadores e coletivos culturais - que questionam o modelo de gestão das organizações sociais de cultura.


Ficha técnica:

Facilitação: Aluízio Marino
Pesquisa: Aluízio Marino, Karina Quintanilha e Pablo Paternostro

Colaboração:
Ana Paula Kikuti Costa Fernandes
André Gimael Marques
Bea Andrade
Camila Sobral
Carlos Alberto Antonio de Souza Rêgo
Cleber Raimundo Vieira Junior
Fernando Araújo Coelho
Pedro Victor Freitas Huet de Oliveira Castro
Queren Leticia Alves Lima
Samuel da Silva
Willy Marcelino

Apoio:
Programa Jovem Monitxr Cultural
Instituto Pólis
Ação Educativa
A construção da cartografia aconteceu entre os meses de maio e junho de 2016 e contou com a participação de jovens atuantes em equipamentos e coletivos culturais. Tais jovens participam do Programa Jovem Monitor Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

O processo de mapeamento seguiu um percurso pedagógico. Primeiramente houve o compartilhamento das principais referências teóricas e exemplos de ação prática envolvendo cartografia social. Após o primeiro encontro expositivo houve um período de pesquisa, onde definimos coletivamente o que seria mapeado e suas respectivas representações iconográficas. A elaboração do mapa colaborativo finalizou o percurso.

No processo de construção dessa cartografia, mais do que público alvo, os Jovens Monitores Culturais foram protagonistas. Pois participaram ativamente de todo o percurso: da concepção do tema aos elementos iconográficos.

Os Jovens Monitores Culturais atuam em equipamentos culturais de diferentes regiões da cidade (bibliotecas, centros culturais, casas de cultura). A atuação desses jovens é viabilizada por meio de um programa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que promove formação em gestão cultural e uma bolsa-auxílio para jovens entre 18 e 29 anos, a maioria residente em bairros periféricos.

Sobre o processo...
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