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Michel Foucault

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by

Henrique FF

on 30 May 2014

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Transcript of Michel Foucault

Michel Foucault
Vigiar e Punir

Terceira Parte - Disciplina
Poder

Não existe uma teoria geral do poder, com características universais. As práticas ou manifestações de poder variam em cada época ou sociedade.

Segundo Foucault, o poder não emana unicamente do sujeito; é concebido como uma rede, que nasce de relações sociais.

Poder coercitivo
Idade Média e Idade Moderna
Espetáculos de execução em praça pública
(gerar medo e terror nos espectadores)
Poder exercido por meio de suplícios, da força e da violência
Poder de soberania ( exercício do poder de um governante sobre um território).
Revoluções liberais/ideologia burguesa
A partir dos séc. XVII e XVIII
Poder disciplinar
O Estado ou mesmo a sociedade se utilizou do corpo, da vigilância e do adestramento para garantir a obediência e disciplinar os indivíduos.
Iluminismo
A morte em público começa a despertar terror e repúdio na população.
Corpo como objeto e alvo de poder.
Exemplo: o soldado, que reflete sua disciplina através de sua postura e do próprio corpo.
O controle sobre o corpo e sobre o modo de vida dos indivíduos, de forma sutil, evita possíveis levantes e protestos, mostrando-se mais eficiente do que a violência.
A disciplina sobre o corpo visa a produzir indivíduos dóceis e submissos a determinados sistemas – e que ofereçam uma mão-de-obra de qualidade que ajude o desenvolvimento econômico da sociedade.
TEMPOS MODERNOS - CHARLES CHAPLIN

Aspecto político da disciplina: produzir indivíduos submissos ao poder do Estado, garantindo o “equilíbrio” e a “ordem”.

O poder e a disciplina sobre o corpo possibilitam o funcionamento de instituições e grupos sociais.
Pink Floyd - Another Brick In The Wall
1984 de George Orwell
Evil Raízes do Mal
A dominação e o poder não são originários de uma única fonte (como o Estado ou as classes dominantes); mas são exercidos em várias direções, cotidianamente, em escala múltipla.
O exercício do poder não é necessariamente opressor. Foucault cria o conceito de
poder-conhecimento:

não há relação de poder que não seja acompanhada da criação de saber e vice-versa.
Disciplina das individualidades
Constrói, para os corpos que controla, uma individualidade que é:
Celular
- determina a distrbuição espacial dos corpos;
Orgânica
- assegura que as atividades requeridas para os copos sejam "naturais" para os mesmos;
Genética
- controla a evolução no tempo da atividade dos corpos;
Combinatória

- faz com que a força combinada de mais corpos se fundam em uma força de massa.

Para construir corpos dóceis, as instituições que promovem a disciplina devem:
1. Observar e registrar os corpos que controlam;
2. Garantir a interiorização da individualidade disciplinar nos corpos que são controlados.
A organização do espaço
Observação vigilante – Disposição dos objetos e estrutura dos prédios.
Sensação de estar sempre sob a presença do poder maior coercitivo.

Em uma prisão, um simples olhar ou mesmo a vigilância sobre os presos garantem a disciplina e a submissão dos indivíduos.
Panóptico (Jeremy Bentham)
Prisão de Alt-Moabit, Berlin, 1869-71
Esse modelo de construção também foi utilizado em outras instituições que pretendiam obter disciplina e obediência.
- Fábricas, a começar pela Inglaterra no século XVIII estendendo-se pela Europa no século XIX.
- Escolas
- Hospitais

O controle do tempo
Tempo como um mecanismo de controle.

Presídio: Todas as horas do dia dos detentos são preenchidas com diversas atividades, como refeições e trabalho.
Oração com horários bem delimitados e previamente determinados.

O controle de todas as horas do dia, enquanto dispositivo do poder disciplinar, evita qualquer tipo de organização ou pensamento rebelde.

A vigilância é acompanhada de rigorosas punições (ex.: prisão solitária), o que exerce o medo sobre o indivíduo.

Esses dispositivos disciplinares estão ainda hoje presentes na nossa sociedade, muitas vezes de forma sutil, mas que garantem a ordem e mantêm o funcionamento da sociedade ocidental contemporânea.
Justiça garante retorno de professora que criticou livro de colégio militar

A Justiça Federal garantiu a professor Silvana Schuler Pineda do Colégio Militar de Porto Alegre (RS) o direito de voltar a dar aulas na instituição após ser afastada por criticar o uso de um livro de história. Silvana Pineda se recusou a usar as obras da Coleção Marechal Trompowsky – uma coletânea organizada pela Biblioteca do Exército (BIBLIEx) – porque omite as violações aos direitos humanos, assassinatos e torturas promovidas pelas Forças Armadas durante o período do regime militar (1964-1985).

Em sua decisão, o juiz federal Gabriel von Gehlen disse que a instituição deveria ter aberto um processo administrativo, como prevê a lei, e não ter afastado a funcionária de sua função. No despacho, ele anulou o boletim que determinou o afastamento e a professora poderá voltar às aulas após o fim do recesso escolar. Conforme e diretor de ensino da instituição, comandante Francis de Oliveira Gonçalves, a decisão judicial será cumprida. Segundo, o processo, após criticar os livros, a docente, que integra o quadro de servidores civis, foi realocada para outra função com carga horária distinta.

As informações são do jornal Zero Hora.

“Polícia impõe disciplina militar em escolas públicas de Goiás”

A manchete informa que para suavizar os casos de violência, algumas escolas impuseram um novo regime, em que, embora utilize os professores da antiga gestão e metodologia da Secretaria Estadual de Educação, os diretores dessas unidades escolares são oficiais da PM, bem como a equipe inspetora: “Todos fardados e com armas na cintura”.

Temos abaixo uma curta lista contendo algumas restrições presentes no código de conduta do estabelecimento de ensino, retiradas da reportagem do jornal O Globo:
- Cortes de cabelo devem obedecer a certos padrões.
- Contato físico “que denote envolvimento de cunho amoroso” é proibido.
- As garotas não usam batons ou esmaltes chamativos.
- Nas conversas não se toleram gírias.
- Todos são obrigados a cantar o Hino Nacional na chegada, a caminhar marchando e a bater continência diante do diretor.

Em suma, essa é uma discussão extremamente delicada. De um lado temos a diminuição dos problemas advindos da indisciplina, do outro lado temos a coerção da máquina estatal na educação. Contudo, resta a pergunta: até que ponto restrições no que tangem à liberdade são saudáveis ao ensino e à aprendizagem?

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