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Museu de Português

Acervo de Alexandre Bastos, Carmen Scórcio, Gianfranco Vacani, Julia Ximenes e Luiz Felipe Reis. Obras como música, pintura, escultura, arquitetura e literatura sobre o Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Barroco e Arcadismo.
by

Carmen Scórcio

on 27 November 2012

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Transcript of Museu de Português

Alexandre Bastos
Carmen Scórcio
Gianfranco Vacani
Julia Ximenes
Luiz Felipe Reis Sala do Trovadorismo
Séc. XII Sala do Humanismo
Séc. XIX Sala do Classicismo
Séc. XIV Sala do Barroco
Séc. XVII Sala do Arcadismo
Séc. XVIII 1ª Época Medieval Ligado à formação de Portugal como reino independente. Reúnem os poemas feitos por trovadores para serem cantados em festas e castelos. Lírica Satírica Cantigas de amor e amigo. Cantigas de escárnio e maldizer Música Amor Amigo Escárnio Maldizer Symphonia da Cantiga 160, Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio - Códice do Escorial. (1221-1284). Pintura Escultura Monumento aos Trovadores de Vigo. Arquitetura Projeção de castelo semelhante aos dos senhores feudais Toda produção artística era voltada para a construção de igrejas, catedrais e abadias. Literatura Cantiga de amigo - D. Dinis

Ai flores, ai flores do verde pinho
se sabedes novas do meu amigo,
ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado,
ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquele que mentiu do que pôs comigo,
ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquele que mentiu do que me há jurado
ai Deus, e u é? Cantiga de Amigo - Martin Codax

Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
E ai Deus, se verrá cedo!

Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
E ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
E ai Deus, se verrá cedo!

Se vistes meu amado,
por que hei gran cuidado!
E ai Deus, se verrá cedo! Cantiga de Maldizer - João Garcia de Guilhade

Ai dona fea! Fostes-vos queixar
Porque vos nunca louv' en meu trobar
Mais ora quero fazer un cantar
En que vos loarei toda via;
E vedes como vos quero loar:
Dona fea, velha e sandia!

Dona fea! Se Deus me pardon!
E pois avedes tan gran coraçon
Que vos eu loe, en esta razon,
Vos quero ja loar toda via;
E vedes qual será a loaçon:
Dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei
En meu trobar, pero muito trobei;
Mais ora ja un bon cantar farei
En que vos loarei toda via;
E direi-vos como vos loarei:
Dona fea, velha e sandia!
Ai dona fea! Fostes-vos queixar. Cantiga de Escárnio – Pero Garcia Burgalês

Roi Queimado morreu con amor
en seus cantares, par Sancta Maria,
por Da dona que gran ben queria:
e, por se meter por mais trobador,
porque lhe ela non quis ben fazer,
feze-s'el en seus cantares morrer,
mais resurgiu depois ao tercer dia!
Esto fez el por üa sa senhor
que quer gran ben, e mais vos en diria:
por que cuida que faz i maestria,
enos cantares que faz, á sabor
de morrer i e des i d'ar viver;
esto faz el que x'o pode fazer,
mais outr'omem per ren' nono faria.
E non á já de sa morte pavor,
senon sa morte mais la temeria,
mais sabe ben, per sa sabedoria,
que viverá, des quando morto for,
e faz-[s'] en seu cantar morte prender,
des i ar vive: vedes que poder
que lhi Deus deu, mais que non cuidaria.
E, se mi Deus a mim desse poder
qual oj'el á, pois morrer, de viver,
já mais morte nunca temeria. Ocorreu entre os séculos XIV e XV. Europa passava por profundas mudanças. O ser humano começava a se libertar do poder centralizador da Igreja, o que abria brechas para o Antropocentrismo. Música O Nascimento de Vênus - Sandro Botticelli Pintura A criação de Adão Michelangelo A Pietà - Michelangelo Escultura Tempietto de S. Pedro, Bramante. David - Michelangelo Arquitetura Literatura Dante Alighieri - Divina Comédia “O homem sábio sempre evita dizer a verdade quando ela possa parecer mentira, a fim de não ser injustamente tido por mentiroso.” Trecho de A Divina Comédia -
Dante Alighieri Valorização dos aspectos culturais e
filosóficos da cultura das antigas Grécia e Roma. Críticas as explicações e a visão de mundo pautada pela
religião. Racionalismo: valorização das explicações baseadas na
ciência. Busca do equilíbrio, rigor e pureza formal. Universalismo: abordagem de temas universais como os sentimentos humanos. Música Um descanso na viagem para o Egito - Domechino Pintura A primavera - Sandro Botticelli Escultura O Doríforo - Policleto Atribuído a Fídias - Hermes Logios Teto da Capela Sistina - Michelangelo Arquitetura Literatura Camões - Os Lusíadas "Qual vai dizendo: —" Ó filho, a quem eu tinha
Só para refrigério, e doce amparo
Desta cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Por que me deixas, mísera e mesquinha?
Por que de mim te vás, ó filho caro,
A fazer o funéreo enterramento,
Onde sejas de peixes mantimento!" Trecho de O Velho do Restelo, Os Lusíadas - Camões -Ideologia fornecida pela Contrarreforma.

-Época em que se produziu muitas igrejas, capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais.

-A arte barroca tinha que convencer, conquistar e impor admiração. Música Van Dyck -
A Coroação de Cristo Pintura Caravaggio - Crucificação de São Pedro Escultura Profeta Ezequiel - Aleijadinho Profeta Naum -
Aleijadinho Fachada da Igreja de San Borromeo, Noto, Sicilia. Arquitetura
Igreja de Sant'Agnese in Agone Literatura Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira Gregório de Matos - Soneto “A cada canto um grande conselheiro,

que nos quer governar cabana, e vinha,

não sabem governar sua cozinha,

e podem governar o mundo inteiro.



Em cada porta um freqüentado olheiro,

que a vida do vizinho, e da vizinha

pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,

para a levar à Praça, e ao Terreiro.



Muitos mulatos desavergonhados,

trazidos pelos pés os homens nobres,

posta nas palmas toda a picardia.



Estupendas usuras nos mercados,

todos, os que não furtam, muito pobres,

e eis aqui a cidade da Bahia.” Estes são os poderes do tempo sobre o amor. Mas sobre qual amor? Sobre o amor humano, que é fraco; sobre o amor humano, que é inconstante; sobre o amor humano, que não se governa por razão, senão por apetite; sobre o amor humano, que, ainda quando parece mais fino, é grosseiro e imperfeito. O amor, a quem remediou e pôde curar o tempo, bem poderá ser que fosse doença, mas não é amor. O amor perfeito, e que só merece o nome de amor, vive imortal sobre a esfera da mudança, e não chegam lá as jurisdições do tempo. Nem os anos o diminuem, nem os séculos o enfraquecem, nem as eternidades o cansam: Omni tempore diligit, qui amicus est (3), disse nos seus Provérbios o Salomão da Lei Velha; e o Salomão da Nova, Santo Agostinho, comentando o mesmo texto, penetrou o fundo dele com esta admirável sentença: Manifeste declarans amicitiam aeternam esse, si vera est; si autem desierit, nunquam vera fuit: Quis-nos declarar Salomão — diz Agostinho — que o amor que é verdadeiro tem obrigação de ser eterno, porque, se em algum tempo deixou de ser, nunca foi amor: Si autem desierit, nunquam vera fuit. Notável dizer! Em todas as outras coisas o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor o deixar de ser é sinal de nunca ter sido. Deixou de ser? Pois nunca foi. Deixastes de amar? Pois nunca amastes. O amor que não é de todo o tempo, e de todos os tempos, não é amor, nem foi, porque se chegou a ter fim, nunca teve princípio. É como a eternidade, que se, por impossível, tivera fim, não teria sido eternidade: Declarans amicitiam aeternam esse, si vera est. Trecho de Sermão do Mandato -
Padre Antônio Vieira.
-Bucolismo.

-Idealização da mulher amada

-Inutilia truncat (cortar o inútil)

-Locus amoenus (lugar agradável)

-Aurea mediocritas (simplicidade)

-Pastoralismo

-Fugere urbem (fuga da cidade) Música Pintura Representação da Arcádia no
Peloponeso.
Peregrinação à ilha de Cythera Grande Mesquita de
Kairouan -
Kairouan, Tunísia. Arquitetura Arcadas dentro da Abadia de Bonne-Espérance. Escultura Antônio Canova - Perseu com a cabeça da Medusa Literatura Cláudio Manuel da Costa

Tomás Antônio Gonzaga

Basílio da Gama

Santa Rita Durão Trecho do poema Vila Rica - Cláudio Manuel da Costa

O conceito, que pede a autoridade,
Necessária se faz uma igualdade
De razão e discurso; quem duvida,
Que de um cego furor corre impelida
A fanática idéia desta gente?
Que a todos falta um condutor prudente
Que os dirija ao acerto? Quem ignora
Que um monstruoso corpo se devora
A si mesmo, e converte em seu estrago
O que pensa e medita? Ao brando afago
Talvez venha ceder: e quando abuse
Da brandura, e obstinados se recuse
A render ao meu Rei toda a obediência,
Então porei em prática a violência;
Farei que as armas e o valor contestem
O bárbaro atentado; e que detestem
A preço do seu sangue a torpe idéia. O Uraguai - Basílio da Gama

"Na idade que eu, brincando entre os pastores,
Andava pela mão e mal andava,
Uma ninfa comigo então brincava,
Da mesma idade e bela como as flores."

"Açouta o campo coa ligeira cauda
O irado monstro, e em tortuosos giros
Se enrosca no cipreste, e verte envolto
Em negro sangue o lívido veneno.
Leva nos braços a infeliz Lindóia
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Conhece, com que dor! No frio rosto
Os sinais do veneno, e vê ferido
Pelo dente sutil o brando peito." Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga

"Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos ainda não está cortado;
Os Pastores, que habitam este monte,
Respeitam o poder de meu cajado." Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga

"Assim o nosso chefe não descansa
De fazer, Doroteu, no seu governo,
Asneiras sobre asneiras e, entre as muitas,
Que menos violentas nos parecem,
Pratica outras que excedem muito e muito
As raias dos humanos desconcertos." VOLTE SEMPRE. Museu da Gataria Seja bem-vindo!
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