Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

brigada incendio

No description
by

Flavio Mateus Rodrigues

on 15 March 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of brigada incendio

BRIGADA DE INCÊNDIO

Brigada de Incêndio: É um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e
capacitadas para atuarem dentro de uma área previamente estabelecida na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio e que saibam, além disso, prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas.

OBJETIVOS

A. Contribuir para que a edificação esteja eficazmente protegida contra riscos de incêndio;

B. Evitar que um sinistro tome proporções maiores, após seu inicio;

C. Fornecer informações seguras aos Bombeiros sobre a origem do incêndio, e auxiliá-los
no combate.
TEORIA DO FOGO

Fogo – É uma reação química que se processa em alta velocidade, com liberação de energia sob a forma de luz e calor.
É o resultado de um combustível reagindo com o oxigênio submetido à ação de um agente ígneo. (TEORIA DE LAVOISIER - 1777)

É, portanto, a teoria do triângulo do fogo (combustão). Essa teoria é, até hoje, de fundamental importância, tanto para os estudos de prevenção quanto para o combate aos incêndios.

Obs: Inicia-se por um processo endotérmico, passando a exotérmico, através da reação em cadeia.


Incêndio – É o FOGO fora de controle que pode causar danos à vida e ao patrimônio.
Para que não sejamos surpreendidos, inesperadamente, com a voracidade das chamas destruidoras, torna-se necessário o conhecimento de suas características e o que fazer para dominá-lo.

Triângulo do Fogo: Compõem o triângulo do fogo três elementos básicos que são o Combustível (material), o Comburente (oxigênio) e o Calor (agente ígneo). TRIÂNGULO DO FOGO

Para que se inicie a combustão, é necessário a união de três elementos essenciais:

COMBUSTÍVEL;
COMBURENTE;
CALOR.




REAÇÃO EM CADEIA

É o processo de transferência de calor de molécula para molécula do combustível, gerando radicais livres, os quais reagirão com o comburente, gerando a combustão e incentivando a propagação.” TRIÂNGULO DO FOGO / TETRAEDRO DO FOGO CALOR COMBUSTÍVEL COMBURENTE ELEMENTOS ESSENCIAIS DO FOGO

Combustível: É a matéria sujeita a transformação, que serve de campo de propagação.
Pode ser sólido, líquido ou gasoso.

Comburente: Representado pelo O2, possibilita vida às chamas e intensifica a combustão.

Calor (Agente Ígneo): Forma de energia gerada da transformação de outra energia através de processos físicos ou químicos

Reação em cadeia: A reação em cadeia torna a queima auto-sustentável. O calor irradiado das chamas atinge o combustível, este é decomposto em partículas menores, combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando assim um ciclo constante. EFEITOS DO CALOR
• Elevação da temperatura;
• Aumento do volume;
• Mudança do estado físico da matéria;
• Mudança do estado químico da matéria;
• Efeitos fisiológicos. PONTOS DE TEMPERATURAS CRÍTICAS Exemplo:
Ao aquecermos um pedaço de madeira, dentro de um tubo de vidro de laboratório, a uma certa temperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapor de água não pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo ponto começarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se um fósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas.
 
Nota-se que o combustível sólido (madeira), a certa temperatura, desprende gases que se misturam ao oxigênio (comburente) e que se inflamam em contato com chama do fósforo (calor), porém o fogo não continuará, devido aos gases formarem-se em pequena quantidade, isso denomina-se ponto de fulgor.

Ex.: O ponto de fulgor da gasolina é de -42º C / Amônia em forma de gás é de 650º C;
Óleo combustível é de 110º C. PONTO DE FULGOR

“É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender vapores inflamáveis, que em contato com uma fonte de calor se incendeiam, porém se retirarmos a fonte de calor o fogo se extingue.” Na experiência da madeira, se o aquecimento prosseguir, a quantidade de gás expedida do tubo aumentará. Entretanto em contato com a chama do fósforo, ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo seja retirado. A queima, portanto, não para. PONTO DE COMBUSTÃO

“A temperatura mínima em que um combustível sendo aquecido desprende gases que em contato com uma fonte de calor se incendeiam, e ao retirarmos a fonte de calor o fogo continua.” Renovação de ar com incremento da combustão Extinção por falta de oxigênio Continuando o aquecimento da madeira, os gases, naturalmente, continuarão se desprendendo. Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com o oxigênio (comburente), pegarão fogo sem a necessidade da chama do fósforo.
Os gases desprendidos do combustível, só pelo contato com o comburente entram em combustão, e as chamas se mantém. Foi atingido a temperatura de ignição.
 
Exemplo:
 
O éter atinge sua temperatura de ignição à 180º C;
O enxofre atinge sua temperatura de ignição à 232º C;
 
Obs.: Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, mais viva ela será, pois haverá renovação do ar com a entrada de oxigênio, permitindo a reação em cadeia. PONTO DE IGNIÇÃO

“A temperatura mínima em que os gases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo simples contato com o oxigênio.” L
Â
M
P
A
D
A Elevador Janela Aberta Incêndio
Secundário Incêndio Original Algodão Material Isolante Metal SOL FORMAS DE TRANSMISSÃO DO CALOR CONDUÇÃO
Condução ou condutibilidade é o processo pelo qual o calor se transmite diretamente de matéria para matéria, de molécula para molécula, por movimento vibratório.



CONVECÇÃO
É o processo de transmissão de calor que se faz através da circulação de massas de ar, ou gases quentes, que se deslocam do local do fogo para outros locais, as vezes bem distantes, levando calor suficiente para incendiar corpos combustíveis inflamável com o qual tenha contato.




IRRADIAÇÃO
É a transmissão do calor por meio de ondas caloríficas. Todo corpo quente emite irradiações que vão atingir os corpos frios.
O calor do sol é transmitido por esse processo.
FASES DO FOGO


Se o fogo ocorre em área ocupada por pessoas, há grandes chances de que o fogo seja descoberto no início e a situação seja resolvida.
Mas, se ocorrer quando a edificação estiver deserta e fechada, o fogo continuará crescendo até ganhar grandes proporções. Essa situação pode ser controlada com a aplicação dos procedimentos básicos de ventilação. O incêndio pode ser mais bem
entendido se estudarmos seus três estágios de desenvolvimento:
FASE INICIAL:

Nesta primeira fase, o oxigênio contido no ar não está significativamente reduzido e o fogo está
produzindo vapor d'água (H2O), dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO) e outros gases.
Grande parte do calor está sendo consumido no aquecimento dos combustíveis, e a temperatura do ambiente, neste estágio, está ainda pouco acima do normal. O calor está sendo gerado e evoluirá com
o aumento do fogo.
Na fase inicial não há alterações drásticas no ambiente, mas já há indícios de calor, fumaça e danos causados pelas chamas. QUEIMA LIVRE:
Durante esta fase, o ar, rico em oxigênio é arrastado para dentro do ambiente pelo efeito da
convecção, isto é, o ar quente "sobe" e sai do ambiente. Isto força a entrada de ar fresco pelas aberturas nos pontos mais baixos do ambiente.
Na queima livre o fogo aumenta rapidamente, usando muito oxigênio, e eleva a quantidade de
calor.
Os gases aquecidos espalham-se preenchendo o ambiente e, de cima para baixo, forçam o ar frio a permanecer junto ao solo; eventualmente, causam a ignição dos combustíveis nos níveis mais altos do ambiente. Este ar aquecido é uma das razões pelas quais os Brigadistas de Incêndio devem se manter abaixados e usar o equipamento de proteção respiratória. Uma inspiração desse ar superaquecido pode queimar os pulmões. Neste momento, a temperatura nas regiões superiores (nível do teto) pode exceder 700ºC.
"Flashover"

Na fase de queima livre, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente.
Quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma
queima instantânea e concomitante desses produtos, o que poderá provocar uma explosão ambiental, ficando toda a área envolvida pelas chamas. Esse fenômeno é conhecido como "Flashover".
Realiza-se o ataque indireto dirigindo o jato para o teto superaquecido, tendo como resultado de 1 litro de água a produção de aproximadamente 1700 litros de vapor, à pressão normal e temperatura superior a 100ºC.
Neste tipo de ataque, o esguicho será acionado por um período de 20 a 30 segundos, no máximo. QUEIMA LENTA:
Como nas fases anteriores, o fogo continua a consumir o oxigênio, até atingir um ponto onde o
comburente é insuficiente para sustentar a combustão. Nesta fase, as chamas podem deixar de existir
se não houver ar suficiente para mantê-las (na faixa de 8% a 0% de oxigênio). O fogo é normalmente reduzido a brasas, o ambiente torna-se completamente ocupado por fumaça densa e os gases se expandem. Devido à pressão interna ser maior que a externa, os gases saem por todas as fendas em forma de lufadas, que podem ser observadas em todos os pontos do ambiente. E esse calor intenso reduz os combustíveis a seus componentes básicos, liberando, assim, vapores combustíveis.
A "queima lenta" identifica-se pela fumaça densa, pelo fogo reduzido a brasas e pela redução da
presença de oxigênio. "Backdraft"
A combustão é definida como oxidação, que é uma reação química na qual o oxigênio combina-se com outros elementos.
O carbono é um elemento naturalmente abundante, presente, dentre outros materiais, na madeira. Quando a madeira queima, o carbono combina com o oxigênio para formar dióxido de carbono (CO2), ou monóxido de carbono (CO). Quando o oxigênio é encontrado em quantidades menores, o carbono livre (C) é liberado, o que pode ser notado na cor preta da fumaça.
Na fase de queima lenta em um incêndio, a combustão é incompleta porque não há oxigênio suficiente para sustentar o fogo. Contudo, o calor da queima livre permanece, e as partículas de carbono não queimadas (bem como outros gases inflamáveis, produtos da combustão) estão prontas para incendiar-se rapidamente assim que o oxigênio for suficiente. Na presença de oxigênio, esse ambiente explodirá. A essa explosão chamamos "Backdraft".
A ventilação adequada permite que a fumaça e os gases combustíveis superaquecidos sejam retirados do ambiente. Ventilação inadequada suprirá abundante e erigosamente o local com o elemento que faltava (oxigênio), provocando uma explosão ambiental. As condições a seguir podem indicar uma situação de "backdraft":
• Fumaça sob pressão, num ambiente fechado;
• Fumaça escura, tornando-se densa, mudando de cor (cinza e amarelada) e saindo do
ambiente em forma de lufadas;
• Calor excessivo (nota-se pela temperatura na porta);
• Pequenas chamas ou inexistência destas;
• Resíduos da fumaça impregnando o vidro das janelas;
• Pouco ruído;
• Movimento de ar para o interior do ambiente quando alguma abertura é feita (em alguns casos ouve-se o ar assoviando ao passar pelas frestas). CLASSE B – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Compreende os incêndios em combustíveis inflamáveis, caracterizam-se por não deixarem resíduos e queimarem somente na superfície.
Ex.: Derivados do petróleo (óleo diesel, graxa, gasolina, naftalina e outros), e produtos químicos.
Os processos de extinção indicado para os incêndios de classe B é o abafamento (com posterior resfriamento).
Os incêndios em gases inflamáveis também se enquadram nesta classe. CLASSE A – SÓLIDOS INFLAMÁVEIS Compreende os incêndios em combustíveis sólidos, como madeira, papel, papelão, plásticos, borrachas, fibras, tecidos, etc.
Tem a propriedade de queimar tanto em superfície, quanto em profundidade e se caracterizam por deixar resíduos.
O agente extintor mais utilizado para combater esse tipo de incêndio é o de Água, encontrado em abundância na natureza.
Jamais deve ser utilizado em equipamento elétrico energizado. CLASSES DE INCÊNDIO D CLASSE D – METAIS PIROFÓRICOS Compreende os incêndios em metais pirofóricos, tais como magnésio, titânio, zircônio e outros.
Para combater esse tipo de incêndio necessitamos de agentes extintores especiais que atuem por abafamento.

Ex.: Pó Químico Seco Especial, Areia, Terra, Granalhas de ferro e outros. CLASSE C – EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ENERGIZADOS Compreende os incêndios em equipamentos elétricos energizados ou com energia atuante que possa oferecer perigo em sua extinção.
A extinção desse tipo de incêndio deve ser feito por agentes extintores não condutores de eletricidade (CO2 e PQS), devendo agir por abafamento ou resfriamento.

Ex.: Painéis elétricos, fusíveis, curto-cicuito em fiações, super aquecimento e outros. CLASSES DE INCÊNDIO MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO Ao jogarmos água em um incêndio, estamos resfriando, ou seja, retirando o componente calor. Ao abafarmos, impedimos que oxigênio entre na reação. Desse modo estamos retirando o componente comburente (oxigênio). Ao separarmos o combustível da reação, estamos isolando, como o caso de abrir-se uma trilha (acero) no mato para que o fogo não passe. Desta forma estamos tirando o componente combustível.
Extinção Química. (Quebra da Reação):

Consiste em interromper a reação química através de agentes químicos especiais.
Exigem, para sua extinção, agentes extintores que se fundem em contato com metais combustíveis, interferindo na reação em cadeia, tais como substâncias halogenadas e pós-especiais à base de grafita, cloreto de bário, monosfato de amônia, e outros. Isso ocorre porque o oxigênio comburente deixa de reagir com os gases combustíveis. Essa reação só ocorre quando há chamas visíveis. AGENTES EXTINTORES AGENTES EXTINTORES

Os agentes extintores podem ser de várias composições, entretanto na abordagem deste manual serão considerados somente os seguintes tipos principais:

1 - ÁGUA
2 - ESPUMA
3 - DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)
4 - PÓ QUIMICO SECO
5 - HALON Água

A água é a substância mais difundida na natureza, e é o agente extintor mais utilizado.
A água pode se apresentar sob os três estados físicos da matéria: sólido, líquido ou gasoso; seja qual for seu estado físico sua constituição química é invariável, sendo sua fórmula H2O.
Em um combate a incêndio o volume de vapor resultante de sua vaporização é de 1 litro de água para 1600, e este próprio vapor por possuir uma temperatura consideravelmente inferior (cerca de 150ºC) a temperatura do incêndio cerca de 950º C, pode ser utilizado como elemento de resfriamento e abafamento em incêndio em ambientes fechados. Compactos
Jatos
No estado líquido Pulverizados
Neblina
ÁGUA

No estado gasoso - Vapor
ESPUMA

Consiste de um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) formadas de películas de água.
A espuma é destacada como método mais eficaz no combate a incêndio de classe B.
A espuma pode ser química ou mecânica conforme seu processo de formação.
Química, se resultou da reação entre as soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato
de sódio.
Mecânica, se a espuma foi produzida pelo batimento da água, líquido gerador de espuma
(LGE) e ar.
A rigor, a espuma é mais uma das formas de aplicação da água, pois se constitui de um
aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) envoltas por película de água.
Mais leve que todos os líquidos inflamáveis, é utilizada para extinção de incêndios por
abafamento e, por conter água, possui uma ação secundária de resfriamento.
DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)

Este é um gás mais pesado que o ar, sem cor, sem cheiro, não venenoso (mas asfixiante) e inerte à eletricidade. Quando comprimido a cerca de 60 atms se liquefaz, e é então, armazenado em cilindros, por sua vez, quando aliviado desta compressão o líquido se vaporiza, sua rápida expansão abaixa violentamente sua temperatura que alcança -70º C, assim parte do gás se solidifica em pequenas partículas, formando uma neve carbônica conhecida como "gelo seco".
Devido a sua alta densidade ocupa as partes mais baixas do recinto prejudicando a visão, age principalmente por abafamento, tendo, secundariamente, ação de resfriamento.
Por não deixar resíduos nem ser corrosivo, é um agente extintor apropriado para combater incêndios em equipamentos elétricos e eletrônicos sensíveis (centrais telefônicas e centrais de computadores).
PÓ QUÍMICO SECO

São substâncias constituídas de bicarbonato
de sódio, bicarbonato de potássio ou cloreto de potássio, que, pulverizadas, formam uma nuvem de pó sobre o fogo, extinguindo-o por quebra de reação em cadeia e por abafamento, não conduzem corrente elétrica.
O pó deve receber um tratamento anti-hidroscópico para não umedecer evitando assim,
a solidificação no interior do extintor.
COMPOSTOS HALOGENADOS (HALON)

São compostos químicos formados por elementos halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo).
Atuam na quebra da reação em cadeia devido às suas propriedades específicas e, de forma
secundária, por abafamento.
São ideais para o combate a incêndios em equipamentos elétricos e eletrônicos sensíveis,
sendo mais eficientes que o CO2.
Assim como o CO2, os compostos halogenados se dissipam com facilidade em locais abertos, perdendo seu poder de extinção. EXTINTORES DE INCÊNDIO

Os extintores de incêndio são aparelhos de primeiros socorros de utilização imediata, necessários
à proteção contra incêndios de qualquer local, contendo o tipo apropriado do agente extintor para o
fácil combate a incêndio, ainda na sua origem.

Existem extintores manuais e sobre rodas, especialmente construídos para a extinção de um
incêndio em sua fase inicial; são estudados para um uso bastante rápido e, por isso, são indispensáveis
mesmo onde existam meios completos de proteção contra fogo, como sprinkler ou hidrantes. EXTINTORES DE INCÊNDIO EXTINTORES DE INCÊNDIO


Devem ser colocados em locais bem visíveis, de fácil acesso e que não tenham possibilidades de ficarem fora do alcance dos operadores devido à obstrução de qualquer espécie.
Sua localização deverá ser bem assinalada para que seja possível divisá-lo prontamente.
Onde houver extintores, deve existir bom número de pessoas familiarizadas com o seu uso e pelo menos uma que conheça, suficientemente, a sua manutenção.
O extintor, como qualquer equipamento de incêndio, deve ter locais fixos, identificados e em condições de uso, de onde só sairá em três hipóteses:

1. Para exercício;
2. Para manutenção;
3. Para uso no caso de princípio de incêndio. Os extintores, de maneira geral, recebem o nome do agente extintor que empregam.
A pressão para o funcionamento dos extintores é obtida, mais usualmente, da forma pressurizada, onde:

• Pressurizados propriamente ditos, quando o próprio agente extintor é submetido à pressão
ou quando o agente fica permanentemente pressurizado por um gás de pressurização.

• Com cilindro de gás (pressão injetada), quando o agente extintor e o gás de pressurização
estão em recipientes separados. MANUTENÇÃO

Nível 1:

• Limpeza de componentes;
• Reaperto de componentes;
• Colocação do quadro de instruções;
• Substituição de componentes que não
estejam submetidos à pressão.
Nível 2:

• Desmontagem do equipamento;
• Verificação de carga;
• Limpeza de todos componentes;
• Verificação das partes internas;
• Regulagem, verificação e fixação
dos componentes rosqueados;
• Colocação de lacre e pintura. MANUTENÇÃO Nível 3:

• Teste hidrostático: (A cada 5 anos, ao
constatar fadiga no material, se o aparelho
sofrer avaria mecânica) .
• Revisão geral MANUTENÇÃO CARACTERÍSTICAS E USO DE EXTINTORES O êxito no emprego dos extintores dependerá de:

• Fabricação de acordo com as normas técnicas (ABNT);
• Distribuição apropriada dos aparelhos;
• Inspeção periódica da área a proteger;
• Manutenção adequada e eficiente;
• Pessoal habilitado no manuseio correto. MANEJO DOS EXTINTORES PORTÁTEIS

A) Extintores Pressurizados:

• Retire o extintor de seu suporte;
• Conduza-o segurando pela alça até próximo ao local do fogo;
• Com o extintor no chão retire a trava do gatilho e remova a mangueira de seu suporte;
• Segure o extintor em uma das mãos e a mangueira na outra;
• Aproxime-se do fogo a favor do vento;
• Direcione a mangueira para a base do fogo e acione o gatilho, fazendo o movimento de
varredura. MANEJO DOS EXTINTORES PORTÁTEIS B) Extintores pressurizáveis:

• Proceder da forma que nos extintores pressurizados, porém deve-se abrir o registro do
cilindro auxiliar de pressurização e não puxar a trava do gatilho.
C) Extintor de Espuma Química:

• Remover o extintor do suporte;
• Conduzi-lo próximo ao fogo e virá-lo de cabeça para baixo;
• Manter-se atrás do aparelho para proteger-se do fogo;
• Direcionar o jato para o foco do incêndio, em caso de incêndio em tanques deve-se direcionar o jato para a parede do tanque para que a forme uma camada de espuma sobre o combustível. EXTINTOR DE INCÊNDIO
Vantagens:

• Pequeno porte;
• Fácil manuseio;
• Custo razoável;
• Fácil localização;

Limitações:

• Quantidade de agente extintor;
• Agente extintor específico;
• Distância de segurança. LOCALIZAÇÃO E SINALIZAÇÃO
PREVENÇÃO


A evolução das atividades humanas, a proliferação de pequenas, médias e grandes indústrias, o
crescimento vertical dos aglomerados urbanos, a diversificação dos materiais de construção e a utilização
de materiais combustíveis, agravam o risco de ocupação, por isto, estão a exigir a necessária e
imprescindível “PREVENÇÃO”.

PREVENÇÃO É O SOMATÓRIO DE MEDIDAS QUE VISAM:

• Impedir o aparecimento de um princípio de incêndio;
• Dificultar sua propagação;
• Detectá-lo o mais rapidamente possível;
• Facilitar o seu combate, ainda na fase inicial. PREVENÇÃO
EXISTEM DOIS TIPOS DE PREVENÇÃO:


Prevenção Construtural:

É relacionado com a aplicação da legislação e das medidas preventivas na construção – Planejamento dos meios fixos de prevenção; área, altura, ocupação e saídas de emergência.

Prevenção Operacional:

É relacionada com a aplicação das legislações, normas e instruções relacionadas com armazenamento de materiais, métodos e processos de utilização de equipamentos e
conhecimento de prevenção a incêndios. Disposição temporária de equipamento e elemento humano em eventos, para prevenir a ocorrência de incêndio.
MEIOS QUE RETARDAM A PROPAGAÇÃO DO FOGO


Paredes e Portas Corta-Fogo;
Pisos, tetos e paredes incombustíveis ou resistentes à combustão;
Vidros entelados em portas e janelas;
Afastamento;
Instalações elétricas à prova de explosões. MEIOS DE EVACUAÇÃO

Escadas e saídas;
Rampas com caminhamento para a via pública ou para outros meios conjugados de
vazão;
Passarelas e pontes de ligação.
HIDRANTE INTERNO

É aquele constituído de uma tomada de água com dispositivo de manobra e localizado no interior da edificação:

Não poderão ser instalados a mais de 1,30m de altura acima do piso;
Os Hidrantes Internos (HI), devem ser instalados de forma que, qualquer ponto da edificação possa ser visto;
Deve ser instalado no interior de um abrigo que contenha mangueira e esguicho com requinte e apresente externamente a palavra incêndio; HIDRANTES
OS HIDRANTES INTERNOS SÓ DEVEM SER USADOS NAS SEGUINTES OCASIÕES:

• Em combate a incêndio;
• Em treinamento.

Obs: Jamais use os para lavar carro aguar jardins, limpeza de casas e outros fins; HIDRANTE DE RECALQUE

É aquele que, situado no passeio público, permite o abastecimento da canalização do edifício, por fonte externa.

Inspecione os sempre e mantenha os desobstruídos, limpos e em condições de uso. Manejo hidrantes

Prática INSTALAÇÃO PREVENTIVA ESPECIAL


DESTINADA A COMPLEMENTAR A INSTALAÇÃO PREVENTIVA CONVENCIONAL:

• Sistema manual de alarme de incêndio;
• Sistema automático de alarme de incêndio;
• Sistema de Sprinkler;
• Detectores;
• Instalação própria para o uso de Pó Químico Seco;
• Instalação própria para o uso de Dióxido de Carbono;
• Outros dispositivos e equipamentos aprovados: SISTEMAS ESPECIAIS DE PREVENÇÃO E DETECÇÃO

Em edificações de uso coletivo especiais, ao lado dos equipamentos manuais à disposição dos seus
usuários, ainda há outras instalações de acionamento automático ou a cargo de pessoas do grupo de segurança, tais como os Sprinkler e detectores.

Sprinkler: (Chuveiros Automáticos), acionados após o rompimento do bulbo de vidro pela alta
temperatura proveniente de um incêndio. COMO DIZ O DITADO:

“Os incêndios surgem quando a prevenção falha”.

Normalmente decorre de um descuido humano, uso inadequado de aparelhos e defeito mecânico dos mesmos.
É evidente que a ação preventiva contra incêndios representa um progresso no tocante à proteção contra incêndios, assim sendo, conheça, familiarize e domine o conhecimento e os equipamentos de proteção e combate a princípios de incêndio. DETECTORES QUE SE DIVIDEM EM TRÊS TIPOS BÁSICOS:

1) De Fumaça 2) De Calor 3) De Chama


Sendo os de fumaça e calor de uso mais corrente.
O princípio de funcionamento baseia-se no acionamento de um alarme sonoro ou visual em uma
central, devido à transmissão de corrente elétrica gerada por intermédio de:

• Passagem de partículas (no de fumaça)
• Aumento rápido do gradiente de calor (no de calor);
• Radiação luminosa (no de chama), em um espectro ainda invisível aos sentidos humanos.
Geralmente seu posicionamento é idêntico ao do Sprinkler.

OS SISTEMAS PREVENTIVOS NECESSITAM DE MANUTENÇÃO E TESTE CONSTANTES
PARA EVITAR SUA FALHA NO MOMENTO DO INCÊNDIO.


“O incêndio ocorre quando ninguém acredita que ele possa ocorrer” INSTALAÇÃO PREVENTIVA CONVENCIONAL

Dispositivos e equipamentos fixos e/ou móveis comuns a todos os tipos de edifícios;
Extintores de incêndios manuais e/ou sobre rodas;
Hidrantes;
Canalizações hidráulicas para combate a incêndios;
Reservatório de água. NORMAS PREVENTIVAS

Procure ter sempre a mão o telefone do Corpo de Bombeiros: 193
Observe sempre os meios de combate a incêndio e os recursos de escape do seu local de trabalho;
Não acumule material em desuso e lixo principalmente junto à fiação elétrica;
Respeite os avisos de "PROIBIDO FUMAR";
Não fume na cama, você pode dormir e morrer queimado. EQUIPAMENTOS DE COMBATE

São chamados equipamentos de combate a incêndio todos os aparelhos utilizados para efetuar a extinção bem como a proteção da vida humana e também os bens alheios a salvar. São eles Produto constituído de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos de carbono (propano, propeno, butano, buteno).

É gás à temperatura ambiente, e líquido quando submetido à pressão na faixa de 03 a 15 kgf cm;
É mais pesado que o ar;
Em estado líquido é mais leve que a água;
É um produto gasoso, inflamável, inodoro e
asfixiante quando inalado em altas concentrações;
Compostos à base de enxofre, mercaptans, são adicionados, apenas para lhe dar cheiro característico. GLP - GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO VAZAMENTO DE GLP COM FOGO NO BOTIJÃO

Se possível feche o registro e retire-o do local;
Se as chamas não apagarem, retire-o para um local isolado e ventilado;
Após o rompimento da válvula de segurança, o fogo do botijão não poderá ser mais apagado;
Se a válvula ainda não rompeu, cuidado ao remover o botijão. VAZAMENTO DE GLP VAZAMENTO DE GLP SEM FOGO NO BOTIJÃO

Apague as chamas do ambiente;
Feche o registro ou retire-o;
Providenciar o desligamento da energia elétrica;
Abrir todas as portas e janelas;
Isolar o restante da residência;
Retire o botijão para um local isolado e ventilado;
Evite arrastar o botijão ou contato com qualquer objeto que possa soltar faísca; ATITUDES PREVENTIVAS

Verifique se o registro do botijão de GLP está fechado, quando não estiver sendo utilizado;
Se está em bom estado de conservação;
Instale seu botijão fora da cozinha;
Nunca os deixe em local fechado;
Verifique o estado das tubulações;
Antes de sair verifique se não há panelas sobre o fogo;
Nunca instale cortinas próximo ao fogão;
Ascenda primeiro o fósforo e em seguida libere o gás. Conceitos e sugestões
Conforme NBR 14.276. Brigada de Incêndio:

É um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuarem dentro de uma área previamente estabelecida na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio e que saibam, além disso, prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas. BRIGADA DE INCÊNDIO Critérios para seleção dos brigadistas:

• Permanecer na edificação;
• Possuir experiência anterior como brigadista;
• Possuir robustez física e boa saúde;
• Ter responsabilidade legal;
• Ser alfabetizado.


Obs.: Caso nenhum candidato atenda a todos os critérios básicos, devem ser selecionados aqueles que atendam ao maior número de requisitos. ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO

Brigadistas:
Membros da brigada que executam as atribuições.

Líder:
Responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em sua área de atuação (pavimento/compartimento). É escolhido entre os brigadistas.

Chefe da Brigada:
Responsável por uma edificação com mais de um pavimento/compartimento. É escolhido entre os brigadistas.

Coordenador Geral:
Responsável geral por todas as edificações que compõe uma planta.
É escolhido entre os brigadistas.

O responsável máximo da brigada de incêndio é a autoridade máxima na empresa no caso de emergência ou simulado, devendo ser, portanto, um gerente ou possuir cargo equivalente. EM EDIFICAÇÃO COM APENAS UM PAVIMENTO COMPARTIMENTO:
Será coordenada por um líder;
Deverá possuir um líder por pavimento e coordenada por um chefe de brigada;

EM EMPRESAS COM MAIS DE UMA EDIFICAÇÃO, COM MAIS DE UM PAVIMENTO:
Deverá possuir um líder por pavimento, um chefe de brigada por edificação e um coordenador geral da
brigada. ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO E AÇÕES DE PREVENÇÃO:

Avaliação dos riscos existentes;
Inspeção geral dos equipamentos;
Inspeção geral das rotas de fuga;
Elaboração de relatório das irregularidades;
Encaminhamento do relatório aos setores competentes;
Orientação à população fixa e flutuante;
Executar e coordenar exercícios simulados. AÇÕES DE EMERGÊNCIA

Identificação da situação;
Alarme/abandono de área;
Corte de energia;
Acionamento do Corpo de Bombeiros e/ou ajuda externa;
Primeiros Socorros;
Combate a princípio de incêndio;
Recepção e orientação ao corpo de Bombeiros.
Preenchimento do formulário de registro de trabalho dos bombeiros;
Procedimentos administrativos. BRIGADA DE INCÊNDIO
PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE EMERGÊNCIA


Alerta:
• Identificada uma situação, qualquer pessoa pode alertar aos brigadistas e aos ocupantes;
• Análise da situação:
• Após o alerta, a brigada deve analisar a situação e desencadear os procedimentos necessários;

Corte de energia:
• Cortar, quando possível ou necessário, a energia elétrica dos equipamentos, da área ou geral.

Abandono de Área:
• Proceder ao abandono total ou parcial, quando necessário, removendo para local seguro, onde deverão permanecer até a definição final.

Confinamento do sinistro:
• Evitar a propagação do sinistro e suas conseqüência.

Isolamento da área:
• Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas adentrem ao local. Extinção:
• Eliminar o sinistro;
• Restabelecer anormalidade.

Investigação:
• Levantar as possíveis causas;
• E preservar o local para a perícia oficial. CONTROLE DO PROGRAMA DE BRIGADA DE INCÊNDIO

Reuniões ordinárias devem ser realizadas mensalmente e abordados os seguintes assuntos:

Atuação de cada membro, dentro do plano;
Condições de uso dos equipamentos;
Atualização das técnicas e táticas de Combate à Incêndio e Primeiros Socorros; Através de reuniões mensais, com registro em ata, abordando os seguintes assuntos:

• Função de cada brigadista;
• Condições dos equipamentos;
• Técnicas e táticas de combate a incêndio;
• Alterações ou mudanças no efetivo;
• Problemas relacionados com a PREVENÇÃO. Reuniões extraordinárias:

Após a ocorrência de um sinistro ou quando identificada uma situação de risco iminente, as decisões deverão ser registradas em ata. EXERCÍCIOS SIMULADOS

Parciais: realizados a cada três meses;

Completos: realizados a cada seis meses; devem envolver toda a população; O EXERCÍCIO SIMULADO DEVE SER
REGISTRADO EM ATA NA QUAL CONSTE:

Horário do evento;
Tempo gasto no abandono, no retorno, no atendimento Pré Hospitalar;
Atuação da brigada;
Comportamento da população;
Participação do Corpo de bombeiro e tempo gasto para sua chegada;
Ajuda externa;
Falhas nos equipamentos;
Falhas operacionais. IDENTIFICAÇÃO DA BRIGADA

Através de quadros de avisos, sinalizando a existência da brigada;
O brigadista deve utilizar em lugar visível um botton ou crachá que o identifique;
No caso de emergência ou simulado além do botton, deverá usar um colete ou capacete para auxiliar na sua identificação. COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA

Deve existir comunicação entre os brigadista, inclusive com os de edificação diferente;
Esta comunicação poderá ser feita através de telefones, interfones, sistemas de alarme, auto
falantes, sirenes, etc;
Com órgãos externos o/a telefonista será responsável, para tanto faz se necessário que esta
pessoa seja treinada e instalada em local seguro e estratégico. ORDEM DE ABANDONO

O responsável máximo pela brigada determina o início do abandono, devendo priorizar os locais sinistrados, os pavimentos superiores a estes, os setores próximos e os locais de maiores riscos. PONTO DE ENCONTRO

Deve ser previsto um ou mais pontos de encontro dos brigadistas, para a distribuição das tarefas, conforme procedimentos básicos de emergências. GRUPO DE APOIO

O grupo de apoio é formado com a participação da segurança patrimonial, de eletricistas, encanadores, telefonistas e técnicos especializados na natureza da ocupação. RECOMENDAÇÕES GERAIS

Manter a calma e caminhar em ordem;
Não correr, não empurrar, não gritar e não fazer algazarras;
Não ficar na frente de pessoas em pânico, se não puder acalmá-las, evite-as, se possível avisar
um brigadista;
Nunca voltar para apanhar objetos;
Ao sair de um lugar, fechar as portas e janelas sem trancá-las;
Não se afastar dos outros e não parar nos andares;
Levar consigo os visitantes que estiverem em seu local de trabalho;
Sapatos de salto alto devem ser retirados;
Não ascender ou apagar luzes, principalmente se sentir cheiro de gás;
Deixar a rua e as entradas livres para a ação dos bombeiros e do pessoal do socorro médico;
Ver como seguro o local predeterminado pela brigada e aguardar novas instruções. EM LOCAIS COM MAIS DE UM PAVIMENTO

Nunca utilizar o elevador;
Não subir, procure sempre descer;
Ao utilizar as escadas de emergências, descer sempre utilizando o lado direito. EM SITUAÇÕES EXTREMAS

Nunca retirar as roupas, procure molhá-las, a fim de proteger a pele da temperatura elevada;
Se houver necessidade de atravessar uma barreira de fogo, molhar todo o corpo;
Proteger a respiração com um lenço junto à boca e o nariz;
Manter se sempre o mais próximo do chão, é o local com menor concentração de fumaça;
Sempre que precisar abrir uma porta, verificar se ela não está quente, e só abrir
vagarosamente;
Se ficar preso em algum ambiente, procure inundá-lo com água, sempre se mantendo
molhado;
Não saltar mesmo que esteja com queimaduras ou intoxicações. Do Coordenador:

• Determinar funções para os líderes;
• Solicitar apoio logístico;
• Solicitar recursos humanos e materiais;
• Fiscalizar as atividades dos brigadistas;
• È responsável pelas decisões dentro da brigada;
• Estudo de situação durante o sinistro;
• Decidir pela tática a ser empregada;
• Pelas reuniões da brigada;
• Pelo controle da brigada. ATRIBUIÇÕES Do líder do grupo:

• Responsável pelo desempenho da equipe;
• Pela quantidade e qualidade do serviço;
• Pela segurança da equipe;
• Pela determinação das rotas de segurança;
• Pelos treinamentos; Do logístico:

• É responsável pela manutenção
dos equipamentos da equipe e pelo
suprimento das necessidades durante
o sinistro. Do brigadista:

• Executar os trabalhos com qualidade
e zelar pela segurança de
seus componentes.
ATITUDES PREVENTIVAS

Não solte balões;
Não acumule lixo;
Não guarde panos impregnados com produtos perigosos;
Acabando de fumar, apague completamente o cigarro em local
apropriado;
Muito cuidado com o armazenamento de substâncias inflamáveis, deixe as embalagens bem fechadas e identificadas e fora do alcance de crianças;
Guarde-as em local ventilado e isolado;
Não fume na cama, o sono às vezes não espera o cigarro acabar;
Não permita que crianças brinquem com fogo;
Não deixe crianças sozinhas em casa;
Desligue o ferro elétrico, mesmo que vá se ausentar só alguns instantes;
Não ligue vários aparelhos numa só tomada;
Não faça “gambiarras” elétricas;
Não faça ligação direta nem reforce fusíveis, etc... NOÇÕES DE
PRIMEIROS SOCORROS Sinais Vitais:

Temperatura - Pulso - Respiração - Pressão arterial A) Temperatura:

Temperatura bucal 36,2 a 37,0°C
Temperatura retal 36,4 a 37,2°C
Temperatura axilar 36,0 a 37,0°C

Temperatura abaixo do normal:
Sub Normal 35,0 a 36,0°C
Hipotermia 34,0 a 35,0°C

Temperatura elevada:
Estado Febril 37,1 a 37,9°C
Febre 38,0 a 38,9°C
Hipertemias Pirexia 39,0°C
Hiperpirexia 39,1 a 41,0°C B) Respiração:

Adulto Masculino / Feminino: 10 a 20 MRPM
Criança: 20 a 30 MRPM
Lactentes: 30 a 40 MRPM C) Pulso:

Adulto masculino / Feminino: 60 a 100 BPM
Criança 100 a 120 BPM
Lactentes 120 a 140 BPM D) Pressão Arterial:

É a pressão que o sangue exerce na parede das artérias.

Pressão Sistólica: é a pressão máxima - 110 a 140 mmhg.
Pressão Diastólica: é a pressão mínima - 60 a 90 mmhg. 1) Prioridades Primárias:

Parada Cardiorrespiratória;
Parada Respiratória;
Obstrução respiratória;
Trauma Crânio Encefálico;
Trauma de Tórax;
Trauma de Abdome;
Grandes Hemorragias (mais de 01 litro de sangue perdido interna ou externamente). PRIORIDADES NO ATENDIMENTO A VÍTIMA 2) Prioridades Secundárias:

Trauma de Coluna;
Trauma de Bacia;
Grandes Queimados;
Fratura de Fêmur. 3) Prioridades Terciárias:

Ferimentos;
Fraturas de extremidades;
Queimaduras leves. 1. Exame Subjetivo (anterior ao atendimento)

Relacionar a vítima ao acidente;
Relato de testemunhas;
Histórico médico da vítima;
Verificar se o local oferece algum perigo para o Socorrista e/ou para a vítima;
Verificar se é necessário apoio de pessoal e/ou de material. ANÁLISE DO PACIENTE Análise Primária Objetiva - VRC
(feito no máximo em 30 seg)

1) Verifique o Nível de Consciência.

2) Vias aéreas, abrir com o controle da coluna (Jaw Thrust, Jaw Lift, Chin Lift em caso de trauma, se a vítima estiver inconsciente, ou se não se conhece o mecanismo da lesão).
Em caso de lesão na coluna (vítima inconsciente, vítima de trauma e quando não se conhece o mecanismo da lesão), deveremos usar um método de abertura de vias aéreas que não agrave a possível lesão na coluna. JAW-THRUST - 01 (Tríplice Manobra)

3) Verifique Respiração; Ajoelhe junto à vítima, aproximando a parte lateral do rosto da boca e nariz, para ver, ouvir e sentir se a mesma transmite algum movimento na caixa torácica.

4) Verifique Circulação, com o controle de grandes hemorragias; Verifique pulso, em criança e adulto na artéria carótida; no bebê, na arterial braquial (perto das axilas).
Avalie grandes hemorragias.

5) Nível de Consciência (alterações neurológicas);
Verifique se a vítima está:
- Alerta
- Responde a estímulos Verbais
- Responde a estímulos Dolorosos
- Não responde Análise Secundária Objetiva (feito no máximo em 90 segundos)



Exponha o corpo da vítima·
(1) Examine da “cabeça aos pés”;
- Consiste no exame completo da vítima, comparando um lado com outro, procurando
possíveis deformidades, ou outro sinal anormal.
A imobilização da cabeça deverá ser feita manualmente;
Exame das Pupilas;
Verifique a saída de Liquor e/ou sangue pelo nariz e/ou ouvidos;
Verifique a presença de objetos estranhos e/ou secreções na boca;
Apalpe a cabeça da vítima, procurando por hematomas, deformidades e ferimentos;
Examine o pescoço, verificando o alinhamento da traquéia e da coluna, além de possíveis
ferimentos;
Após o exame da região do pescoço, deverá ser colocado o colar cervical. Examine o tórax da vítima, observe a respiração (movimentos e expansão do tórax),
Apalpe o abdome, procurando por áreas mais enrijecidas, com hematomas,
Examine a bacia, verificando se existe dor, crepitação ou rangido;
⇒Examine os membros inferiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas.
Verifique pulso distal e perfusão capilar;
Se a vítima estiver, consciente, verifique sensibilidade e resposta motora, além do pulso distal e perfusão capilar;
Examine os membros superiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas;
Verifique pulso distal e perfusão capilar;
Se a vítima estiver consciente, verifique sensibilidade e resposta motora, além do pulso distal e perfusão capilar;
Verifique possíveis deformidades e hematomas na coluna quando for fazer o rolamento para transportar a vítima na prancha longa. Análise Secundária Objetiva (feito no máximo em 90 segundos) 2) Monitore Sinais Vitais:

Respiração
Pulso
Pressão Arterial
Temperatura
Nível de Consciência: OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA

VÍTIMA CONSCIENTE ENGASGADA

Pergunte para a vítima: “Você pode falar?”
Se não puder falar, se coloque atrás da vítima e posicione as mãos para as Manobras de Heimlich;
Efetue repetidas compressões no abdome, se adulto ou criança, até a desobstrução ou até a chegada de socorro adequado;
Obs.: A mão deverá ser em punho, devendo a outra mão firmar a primeira.
Em gestante ou obesos, efetue as compressões no osso Esterno.
Repita os passos anteriores até a desobstrução ou até a chegada de socorro adequado. VÍTIMA INCONSCIENTE ENGASGADA:

⇒Verifique inconsciência.

Se a vítima estiver inconsciente, abra as Vias aéreas e verifique a Respiração.
⇒Caso a vítima não respire, efetue duas insuflações boca a boca.
⇒Se não conseguir (o tórax não se elevar), repita a liberação das vias aéreas e as ventilações.
⇒Se o ar não passar, efetue 30 compressões no tórax, se a vítima for adulto ou criança.
⇒Em gestante ou obesos, efetue as compressões no osso Esterno.
⇒Após a manobra, tente visualizar e remover o objeto estranho.
⇒Se não respira e persiste a obstrução, repita os passos anteriores, até a desobstrução, ou até a chegada de socorro adequado. BEBÊ ENGASGADO


⇒Verifique inconsciência.
⇒Abra as Vias aéreas e verifique a Respiração.
⇒Se não respira, efetue duas insuflações boca a boca e nariz.
⇒Se o ar não passa (o tórax não se eleva), repita a abertura das vias aéreas e as insuflações. Se persistir a obstrução, segure o bebê em suas mãos.
⇒Vire o bebê de bruços e efetue 05 pancadas entre as escápulas do bebê.
⇒Vire o bebê de barriga para cima, visualize a linha dos mamilos e coloque dois dedos no Esterno, abaixo desta linha e efetue 05 compressões.
⇒Após as manobras, tente visualizar e retirar o objeto estranho.
⇒Se não respira e persiste a obstrução, repita os passos anteriores, até a desobstrução, ou até a chegada de socorro adequado. OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA
Verifique inconsciência:

Adulto ou criança. (oi, tudo bem?)
Bebê. (estímulo)
Vias aéreas (abertura).
Respiração (verificar) ver, ouvir e sentir.
Se a vítima não respira, libere as VAS, pressione suas narinas com os dedos e efetue duas insuflações:
Adulto ou criança - boca a boca, ou boca a máscara.
Bebê - boca a boca e nariz, ou boca a máscara.
Circulação (verificar), com o controle de grandes hemorragias:
Adulto ou criança - pulso carotídeo.
Bebê - pulso braquial.
Se a vítima tem pulso, então a vítima apresenta um quadro de Parada Respiratória:
Adulto - faça uma insuflação a cada 05 segundos, verificando pulso e respiração, a cada 10 ventilações.
Criança ou Bebê - faça uma insuflação a cada 03 segundos, verificando pulso e respiração, a cada 20 ventilações. PARADA RESPIRATÓRIA
Adulto - Criança - Bebe PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA Adulto - Criança - Bebê Verifique inconsciência:

Adulto ou criança. (oi, tudo bem?)
Bebê. .(estímulo)
Vias aéreas (abertura).
Respiração (verificar) ver, ouvir e sentir.
Se a vítima não respira, efetue duas insuflações:
Adulto ou criança - boca a boca, ou boca a máscara.
Bebê - boca a boca e nariz, ou boca a máscara.
Circulação (verificar), com o controle de grandes hemorragias:
Adulto ou criança - pulso carotídeo.
Bebê - pulso braquial.
Se a vítima não tem pulso, então ela apresenta um quadro de Parada Cárdiorrespiratória:
Ache o local da massagem cardíaca externa.
O local da massagem cardíaca externa é achada colocando a mão dois dedos acima do Apêndice Xifóide. As mãos devem ser sobrepostas, dedos entrelaçados e somente uma das mãos em contato com o osso Esterno.
As compressões fazem com que o sangue circule, substituindo assim o trabalho que seria feito pelo coração.
Sincronismo das ventilações e massagens cardíacas externas:
Vítimas adultas, atendidas por 01 ou 02 socorristas - o sincronismo será de 02 insuflações e 30 massagens cardíacas externas (02 x 30), verificando o pulso a cada 05 ciclos.
Criança e bebê atendida por 01socorrista o sincronismo é de 02 insuflações e 30 massagens cardíacas externas (02 x 30), verificando o pulso a cada 05 ciclos -
Criança e bebê atendida por 02 socorristas o sincronismo é de 02 insuflações e 15 massagens cardíadas externas (02X15), verificando o pulso a cada 05 ciclos. ESTADO DE CHOQUE 1. Definição:

Falência hemodinâmica (do sistema circulatório). 2. Sensibilidade dos Órgãos à Isquemia
(diminuição do fluxo de sangue):

4 - 6 minutos - Coração
- Cérebro
- Pulmão

45 - 90 minutos - Fígado
- Baço
- Rins
- Trato Gastrintestinal

120 - 180 minutos - Pele
- Músculo
- Osso

Após os tempos referidos, com pouco ou sem sangue, começa a haver risco de sofrimento e morte celulares dos órgãos discriminadas acima. 3. Classificação:

A) Hipovolêmico:
Hemorragias (Interna e externa );
Queimaduras Graves;
Diarréia, vômitos (desidratação).

B) Cardiogênico:
Infarto, agudo do miocárdio;
Arritmia Cardíaca;
Insuficiência cardíaca congestiva.

C) Séptico:
Infecções graves.

D) Anafilático:
Reação de hipersensibilidade a
medicamentos, alimentos, etc·...

E) Neurogênico:
Lesão da medula espinhal.
Dores intensas. As causas são diferentes:

1 - Perda de volume
2 - Defeito na “bomba” do sistema
3 - Toxina do agente infeccioso
4 - Histamina
5 - Adrenalina

Porém o efeito é um distúrbio da circulação
periférica que pode evoluir para a falência
circulatória total. Como reconhecer o estado de choque:

Pele pálida, úmida e fria;
Pulso fraco e rápido (maior que 100);
Pressão Sistólica menor que 90 mmhg.

(lembrar que a pressão sistólica no estado de choque
vai diminuindo, progressivamente, então numa medida
isolada da pressão arterial podemos encontrar valores
superiores a 80 mmhg, que vai diminuindo com o
avanço do estado de choque).

Perfusão capilar periférica lenta ou nula;
Respiração curta e rápida;
Tontura e desmaio;
Sede, tremor e agitação;
Rosto e peito vermelho, coçando, queimando,
edemaciado, dificuldade respiratória, edemas de
face e lábios (anafilático). IMPORTANTE:

Com três momentos, podemos fazer o
diagnóstico do estado choque:

Observe - → →→ →Palidez e sudorese fria.
Sinta → →→- → Pulso e perfusão periférica.
Ouça → →→-→ Pressão arterial. CONDUTA:

Posicione a vítima deitada, com as
pernas elevadas:
Afrouxe suas roupas;
Mantenha a vitima aquecida;
⇒Ministre oxigênio. CHOQUE ELÉTRICO O que é:

Acidente causado pelo contato
com corrente de alta ou baixa
tensão elétrica. FISIOPATOLIGIA:

A energia elétrica é convertida em calor, em contato com a pele ou mucosa, causando uma lesão térmica.
A lesão é auto limitada, ou seja, interrompida a corrente, não causa mais lesão.
A temperatura atingida no tecido é o fator critico que chamamos de magnitude da lesão.
Sempre encontramos um ponto de entrada, trajeto e ponto de saída. A GRAVIDADE DA LESÃO DEPENDE:

A) Resistência da pele e estruturas internas do corpo, por exemplo: a palma da mão tem uma resistência de 40.000 ohms; se estiver molhada a resistência cai para 300 ohms, a mão de um trabalhador braçal tem mais uma resistência de 1.000.000 ohms, a boca tem uma resistência de 100 ohms.

B) Tipo de polaridade da corrente:
A alternada é mais perigosa que a contínua, por dar contrações musculares tetânicas, que impede a vítima
de afastar-se da fonte.

C) Freqüência, intensidade e duração da corrente:
Quanto maior for a intensidade e duração do estímulo, maior será a lesão.

Os calos são formados por camadas de queratina. VIAS DE CORRENTE

Podemos ter três vias de corrente, mais freqüentes:
Mão-mão mão – pé pé – pé QUADRO CLÍNICO:

Queimaduras: A lesão cutânea é mínima quando comparada às lesões profundas. Temos um ponto de entrada (contato) e um ponto de saída (terra).

Alterações Cardíacas: A corrente elétrica provoca alterações na despolarização cardíaca, podendo levar a arritmias, fibrilação e parada cardíaca.

Alterações Pulmonares: Ocorrem lesões pulmonares térmicas, com insuficiência Respiratória grave.

Complicações Neurológicas: Agitação, perda de consciência, amnésia, cefaléia, déficits motores, sensoriais e convulsões.

Lesões Musculares: Queimaduras e Catarata tardia; Infecções e insuficiência renal aguda.

Alterações Vasculares: Hemorragias, tromboses e vasculites que podem comprometer o segmento distal. CONDUTA:

Desligue a energia elétrica e afaste a vítima da fonte, antes de iniciar o atendimento;
Verifique sinais vitais as manobras de reanimação, se necessário;
Ministre oxigênio;
Trate das queimaduras, no ponto de entrada e saída da corrente elétrica;
Transporte para o hospital. QUEIMADURA

Definição:
Lesão no tecido de revestimento do corpo, causada por agentes térmicos, químicos, radioativos ou elétricos, podendo destruir total ou parcialmente a pele e seus anexos, e até atingir camadas mais profundas (músculos, tendões e ossos).

Classificação quanto à profundidade:

1º Grau - Somente a epiderme;
Dor e vermelhidão local;
Sem bolhas. Classificação quanto à profundidade:

1º Grau
- Somente a epiderme;
Dor e vermelhidão local;
Sem bolhas.
2º Grau
- Epiderme mais derme;
Dor e vermelhidão local mais intensa;
Formação de Bolhas. 3º Grau
- Todas as camadas da pele são atingidas (pele e gordura mais músculos e ossos);
- Pouca e ou ausência de dor (destrói terminais nervosos):
- Área escurecida ou esbranquiçada. A) Pequenas Queimaduras - menos de 10% da área corpórea.

B) Grandes Queimaduras - mais de 10% da área corpórea.

OBS: O risco de vida está mais relacionado com a extensão do que com a profundidade (choque, infecção). GRAVIDADE QUANTO A EXTENSÃO São consideradas graves as
seguintes queimaduras:

- Elétricas;
- Em períneo;
- Com mais de 10% da área corpórea;
- Com lesão das vias aéreas.
Conduta:
- Prevenir o estado de choque;
- Evitar infecções na área queimada;
- Controlar a dor. PROCEDIMENTOS


1) Em queimaduras térmicas:

Apagar o fogo da vítima com água, rolando-a no chão ou cobrindo-a com um cobertor (em direção aos pés);
Verifique vias aéreas, respiração, circulação, e nível de consciência (especial atenção para VAS em queimados de face);
Retirar partes de roupas não queimadas; e as queimadas aderidas ao local, recortar em volta;
Retirar pulseira, anéis, relógios, etc;
Estabelecer extensão e profundidade das queimaduras.
Quando de 1º grau, banhar o local com água fria;
Quando de 2º grau, não passar nada no local, não furar bolhas, e cuidado com a infecção;
Quando de 2º e 3º graus, cobrir o local com papel alumínio ou plástico esterilizado;
Quando em olhos, cobrir com gaze embebida em soro. 2) Queimaduras Químicas:
Verificar VAS, respiração, circulação e nível de consciência e evitar choque;
Retirar as roupas da vítima;
Lavar com água ou soro, sem pressão ou fricção.

Identificar o agente químico:
ácido lavar por 05 minutos;
álcali lavar por 15 minutos;
Na dúvida, lavar por 15 minutos.
se álcali seco não lavar, retirar manualmente (Exemplo, soda cáustica).
EMERGÊNCIA CLÍNICA 1. Angina

Estreitamento da artéria do coração.

a) Sinais e Sintomas:
- Dor (esforço ou emoção);
- Geralmente curta duração;
- Melhora com o uso de vasodilatadores.

b) Conduta:
- Manter a vítima em repouso;
- Monitorar sinais vitais;
- Transportar ao hospital com O2. 2. Infarto Agudo do Miocárdio

Decorrente da obstrução de uma artéria do músculo cardíaco.

a) Sinais e Sintomas:
- Dor súbita e de duração prolongada na região do peito;
- Não é aliviada;
- Dor pode irradiar para áreas adjacentes ao coração;
- Mal estar (náuseas, vômitos, palidez, sudorese e choque).

b) Conduta:
- Repouso;
- Monitorar sinais vitais;
- Afrouxar as vestes;
- RCP se necessário;
- Usar O2;
- Transportar na posição semi sentado. 3. Desmaio: Perda Curta de consciência.

a) Sinais e Sintomas:
- Perda da consciência;

b) Conduta:
- Afastar a vítima do local agressor;
- Monitorar sinais vitais;
- Cabeça mais baixa do que o resto do corpo;
- Transporte para o hospital. 4. Diabetes:

Doença de caráter hereditário, caracterizada pela
deficiência de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas.

a) Sinais e Sintomas:
- Poliúria (urina abundante);
- Polidipsia (sede);
- Polifagia (fome);
- Emagrecimento.

b) Sinais do Coma Diabético:
- Pele seca e mucosa ressecadas;
- Olhos encoados (ressecados);
- Náuseas e vômitos;
- Respiração rápida;
- Dores abdominais e torácicas;
- Dores musculares;
- Hipotensão e taquicardia;
- Sonolência e Taquicardia;
- Hálito cetônico. c) Conduta:
- Colocar a vítima em repouso;
- Tentar identificar se é diabética;
- Procurar recurso hospitalar;
- Administrando O2. 5. Asma ou Bronquite

É a constrição da musculatura dos brônquios,
dificultando a passagem de ar.

a) Sinais e Sintomas:
- Dificuldade respiratória;
- Ruídos respiratórios audíveis;
- Uso de toda musculatura do tórax;
- Ansiedade e agitação;
- Cianose dos lábios.

b) Conduta:
- Afastar a vítima do local agressor;
- Repouso na posição sentado;
- Ministrar O2;
- Observar sinais vitais;
- Transportar para hospital. 6. Edema agudo de Pulmão

Enchimento do pulmão por líquido, devido ao mau funcionamento do coração.

a) Sinais e Sintomas
- Respiração difícil;
- Secreção pulmonar abundante;
- Saída de líquido rosa claro pela boca (espumante);
- Cianose, palidez e choque;
- Taquicardia e agitação;
- Edema de membros, e vasos do pescoço.

b) Conduta
- Repouso com tórax elevado;
- Fazer garrote em 3 membros, rodiziando entre eles,
a cada 10 minutos;
- Manter sinais vitais;
- Encaminhar a recurso hospitalar. 7. AVC - Acidente Vascular Cerebral (Derrame)

Lesão cerebral pode ser definida por interrupção do
fluxo sangüíneo a determinada área do sistema nervoso central.

a) Sinais e Sintomas
- Tontura;
- Dor de cabeça;
- Hemiplegia (Paralisia unilateral);
- Às vezes, sangramentos.

b) Conduta
- Monitorar sinais vitais;
- Ministra O2;
- Posição de coma para transporte;
- Procurar recurso médico. 8. Coma: Alteração do nível de consciência.

a) Sinais e Sintomas:
Qualquer reação que comprove mudança no nível de consciência.

b) Conduta:
Monitorar sinais vitais;
RCP se necessário;
Transporte na posição de coma;
Afrouxar as vestes;
Histórico médico (causa do coma);
Transporte para hospital com O2; 9. Convulsão

Definem-se como abalos musculares de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do sistema nervoso central.

Conduta:
- Proteger a vítima;
- Proteger a língua com um pedaço de pano;
- Cabeça colocada lateralmente;
- Se em 05 minutos não passar transportar para o hospital. HEMORRAGIA

DEFINIÇÃO: É a perda aguda de sangue circulante.


FERIMENTO
DEFINIÇÃO:
Ferida é o resultado da agressão sofrida pelas partes moles, produzindo lesão tecidual. PROCEDIMENTOS EM HEMORRAGIAS EXTERNAS:

Nunca toque na ferida;
Não toque e nem aplique medicamento ou qualquer produto no ferimento;
Não tente retirar objeto empalado;
Proteger com gases ou pano limpo, fixando com bandagem, sem apertar o ferimento;
Fazer compressão local suficiente para cessar o sangramento;
Se o ferimento for em membros, deve-se elevar o membro ferido;
Caso não haja controle do sangramento, pressione os pontos arteriais;
Torniquete deverá ser usado, em último caso, sendo feito com o uso do manguito de esfignomanômetro;
Não remover objetos empalados;
Procurar socorro adequado. HEMORRAGIAS INTERNAS (FERIMENTOS FECHADOS)

Mantenha as vias aéreas liberadas;
Mantenha a vítima deitada;
Use tala inflável em caso de fraturas;
Transporte na posição de choque;
Administre oxigênio;
Não dê nada para o paciente beber;
Procure socorro adequado. FERIMENTOS ESPECIAIS FERIMENTO NA CABEÇA

Procedimento semelhante a ferimentos em partes moles;
Não tente limpar o ferimento, há perigo de aumentar a hemorragia;
Não faça compressão com os dedos;
Controle o sangramento com curativo limpo e pouca pressão;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NOS OLHOS

Não tente remover objetos da córnea;
Não faça curativo compressivo;
Não remova objetos empalados, estabilize-o;
O curativo deve ser frouxo e nas duas vistas;
Em queimaduras químicas, lave sempre, partindo
do nariz para as extremidades, com água estéril (5’ a 15’) FERIMENTO NA ORELHA

Curativo ou bandagem, em caso de ferimento na orelha;
Nunca feche o canal auditivo em caso de hemorragia;
Saída de líquido claro e/ou sangue significa Traumatismo Crânio Encefálico;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NA FACE

Corrigir problemas respiratórios;
Não esqueça da possibilidade de lesão na coluna;
Use pressão suficiente para parar o sangramento;
Retire corpos estranhos do ferimento da boca;
Retire objetos empalados na bochecha, se penetrar na cavidade oral e estiver obstruindo vias aéreas;
Faça Curativo;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NO NARIZ

Controle hemorragia;
Em avulsão, coloque o retalho no local;
Curativo. EPISTAXE (SANGRAMENTO NASAL)

Coloque o paciente sentado;
Cabeça ligeiramente inclinada para frente;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NA BOCA

Remova objetos estranhos;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NO PESCOÇO

Mantenha o paciente calmo;
Peça para a vítima respirar devagar e observe a respiração;
Administre O2;
Não se esqueça da possibilidade de trauma de coluna;
Curativos oclusivos com uma compressa, devendo ser coberto com plástico estéril ou papel alumínio.
Perigo de embolia traumática pelo ar.
Não aplique pressão sobre as vias aéreas;
Não aplique pressão dos dois lados ao mesmo tempo;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NO TÓRAX

Mantenha a vítima deitada sobre o lado da lesão;
Coloque curativo oclusivo preso em três lados;
Administre O2;
Aspire sangue e secreções caso necessário;
Procure socorro adequado.
Transporte sobre o lado ferido. FERIMENTO NO ABDOME

Mantenha a vítima deitada;
Mantenha suporte básico de vida;
Fique alerta para vômito;
Não toque e nem recoloque no lugar as vísceras;
Cubra as vísceras com curativo oclusivo embebido em soro fisiológico, cobrindo este com plástico estéril ou papel alumínio;
Não remova objetos empalados;
Procure socorro adequado. FERIMENTO NA REGIÃO GENITAL

Faça Curativo compressivo e procure socorro adequado.
Obs: Em caso de mutilação, o pedaço amputado deverá ser colocado dentro de saco plástico, sem nada dentro, devendo este saco ser colocado dentro de um recipiente com gelo. DEFINIÇÃO: É uma ruptura total ou parcial da estrutura óssea (solução de continuidade no osso). FRATURA TIPOS:

Completa - (quando há quebra do osso);
Incompleta - (quando ocorre uma fissura);
Aberta - (provoca ferida na pele);
Fechada - (não há perfuração na pele). RECONHECIMENTO:

Deformação (angulação e encurtamento);
Inchaço, hematomas;
Ferida (pode existir ou não);
Palidez ou cianose da extremidade;
Diferença de temperatura no membro afetado;
Crepitação (rangido);
Incapacidade funcional. FRATURAS DE EXTREMIDADES

RECONHECIMENTO:
Pesquise a dor;
Incapacidade funcional;
Alteração da cor da pele;
Observe deformidade ou sangramento. CONDUTA:

Verifique VRC;
Ministre O2 se necessário;
Nas fraturas alinhadas, imobilize com tala rígida ou inflável;
Nos deslocamentos, em fraturas expostas e fraturas em articulações imobilize na posição encontrada com tala rígida;
A tentativa de alinhar deverá ser feita, suavemente, e uma única vez; se houver resistência,
imobilize na posição encontrada com tala rígida;
Use bandagens para imobilizar fraturas ou luxações na clavícula, escápula e cabeça do úmero;
Após a imobilização, continue checando pulso e perfusão capilar;
Fratura de fêmur, não tente realinhar, imobilize na posição encontrada com duas talas rígidas, até o nível da cintura pélvica, e transporte em prancha longa. FRATURA DE CRÂNIO

RECONHECIMENTO:

Ferimento extenso ou profundo na cabeça;
⇒Verifique presença de hematomas nas pálpebras (sinal de Guaxinim) e saída de sangue e/ou liquor pelo nariz e ouvido;
⇒Verifique estado neurológico, através de respostas e reações da vítima (alterações mentais - AVDN);
Alterações da resposta pupilar (pupilas desiguais);
Controle alterações do padrão respiratório;
Sinal característico atrás da orelha (Sinal de BATTLE);
Monitore pulso e pressão arterial. CONDUTA:

⇒Evite manobras que possam agravar possível lesão na coluna;
⇒Imobilize coluna cervical;
⇒Ministre O2;
⇒Esteja preparado para aspirar ou retirar secreções;
⇒Controle as condições e sinais vitais do paciente;
⇒Não obstrua a saída do sangue ou liquor dos ouvidos e nariz;
⇒Monitore pulso e PA;
⇒Procure socorro adequado. FRATURA DA PELVE

PROCEDIMENTO:

⇒Associe a lesão com o acidente;
⇒Dor intensa na região à movimentação;
⇒Perda de mobilidade dos membros inferiores (não obrigatório);
⇒Hematoma localizado (não obrigatório). CONDUTA:

⇒Com vítima deitada de decúbito dorsal, coloque um cobertor ou outro material disponível, dobrado entre suas pernas (se tiver disponível);
⇒Prenda suas pernas com faixas ou bandagens;
⇒Transporte em prancha longa;
⇒Procure socorro adequado. FRATURA EXPOSTA

CONDUTA:

Controle da hemorragia;
Não tente recolocar o osso exposto no interior da ferida;
Não limpe ou passe qualquer produto na ponta do osso exposto;
Proteja o ferimento com gaze, ou atadura limpa;
Imobilize com tala rígida, abrangendo uma articulação acima e outra abaixo;
Em todos os casos, previna o agravamento da contaminação.
Procure socorro adequado. TÓRAX INSTÁVEL

RECONHECIMENTO

Dor local;
Respiração dificultosa, dor ao respirar;
Tosse com sangue (não obrigatória);
Sangue borbulhando da ferida do tórax, em caso de perfuração por fragmento ósseo;
Parte afetada não acompanha o movimento do restante do tórax. CONDUTA:

Estabilize a área solta com o braço da própria vítima, prendendo-o com uma atadura de crepom ou bandagem triangular, ou então, prenda a parte solta ao restante do tórax, através de umas compressas volumosas, presas por esparadrapo;
A estabilização não pode causar dor à vítima;
Ministre Oxigênio. TRAUMA DE COLUNA

RECONHECIMENTO:

Associação do tipo de acidente com a possibilidade de lesão (vítima de queda de altura, mergulho no raso, acidente de desabamento, considere portadora de trauma de coluna);
Dor intensa na região posterior do tronco;
Presença de hematoma ou edema na região posterior do tronco;
Presença de deformação palpável ou visível na coluna;
Perda de sensibilidade e ou mobilidade dos membros;
Priaprismo (ereção peniana) sem estímulo sexual;
Perda do controle da urina e fezes;
Se o paciente estiver inconsciente; se estiver consciente e for vítima de trauma, ou se não se conhece o mecanismo da lesão, adote as medidas para vítima portadora de lesão na coluna. CONDUTA:

Mantenha as condições respiratórias usar O2;
Mantenha a cabeça alinhada com tração e aplique colar cervical;
Se a vítima estiver sentada, coloque a prancha curta ou KED, antes de removê-la;
Se a vítima estiver deitada, coloque prancha longa, antes de removê-la;
Controle sinais vitais;
Procure socorro adequado.

OBS: - A manobra (Jaw Thrust, jaw Lift, ou Chin Lift) deve ser usada para manter abertura de vias aéreas nos pacientes com suspeita de trauma medular. OBRIGADO PELA ATENÇÃO
Full transcript