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Cesar Brod

Currículo ilustrado
by

Cesar Brod

on 18 September 2014

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Transcript of Cesar Brod

Cesar Brod
Currículo Ilustrado
É um guri!
18/09/1963
Miha mãe, dona Ione, diz que há controvérsias quanto a essa história mas dizem que a fantasia se torna verdade se contada muitas vezes. Assim, nasci em Porto Alegre porque minha mãe queria estar perto da mãe dela nesse importante momento. Com minha irmã foi igual. Eu estava todo enrolado no cordão umbilical e foi só com a ajuda de um vácuo extrator que resolvi sair da barriga de minha mãe. Ou seja, quando nasci eu era um "conehead"!
We come from France!
Não posso dizer que fui um guri problemático. Isso é tarefa de meus pais. Mas tive disritmia (o diagnóstico da moda, na época) e uma vez fui levado ao hospital com meu tio Jorge segurando minha língua para que eu não a engolisse. Segundo minha mãe, fome não era o motivo.

Lembro de ter apanhado por ficar brincando de táxi com um guarda-chuva que acabara de ganhar de presente. Aliás, acho que apanhei mesmo foi por ter perdido o guarda-chuva.

Um ano depois que nasci um golpe militar tomou conta do Brasil. Ainda bem que minha família era de esquerda e eu não fui criado na alienação. Meus avós souberam educar muito bem os seus filhos, para a minha sorte!

Eu até tentei replicar o padrão de educação que recebi para minhas filhas. Tarefa árdua!


Não mais um "conehead"!
Amo demais meus pais, meus mestres!
Ainda bem que meus pais não pararam em mim e fizeram mais gente! A boa experiência mereceu sua repetição!

Minha irmã nasceu exatamente três anos e três dias depois de mim. Cálculo certeiro para economizar com festas de aniversário. Meu irmão mais novo, treze anos depois, foi um bem-vindo acidente de percurso e, segundo minha mãe, um acidente proposital do meu pai.

Acabei saindo de casa, para casar, trabalhar e ganhar o mundo com meu irmão ainda pequeno, mas tive a grande oportunidade de vê-lo tornar-se um homem e dar-me sobrinhos bem pertinho! :-)

Da minha irmã sou fã! Independente de onde ela está, ela é a "cola" da família e sabe do que todos nós gostamos. De comidas a seriados de TV. Recentemente, em férias, ela tirou uma foto ao lado do capitão Jean-Luc Picard só para mandar para o irmão nerd!
Tecnologia
Primeiros passos
Foi em meados dos anos 1970 que, em uma feira da criança que acontecia anualmente no parque Anhembi, em São Paulo, que meus pais me presentearam com um kit de montagem de um rádio de galena. Aí nasceu minha paixão por eletrônica e, ouso dizer, pela tecnologia em suas mais variadas formas.

Pensando bem, essa paixão já vinha sendo alimentada por outros kits como "O Pequeno Químico" e "O Pequeno Mágico", em uma época em que não era considerado incorreto deixar crianças brincarem com ácido sulfúrico e congêneres.

Meu avô Affonso era, o que se chama nos dias de hoje, um geek. A casa dele foi uma das primeiras a ter rádio, eletrola e TV, no interior do Rio Grande do Sul, cidade de Arroio do Meio. Meu avô Estácio era um prático em desmontar e consertar tudo, além de exímio torneiro mecânico.

No final dos anos 1970 eu tinha como hobby o autorama e, já fuçando um pouco com eletricidade e eletrônica, eu "tunava" meus carrinhos para que tivessem melhor desempenho na pista. Tenho que admitir, porém, que eu já era melhor técnico que motorista...
Em 1979 vários de meus amigos decidiram iniciar o curso profissionalizante de técnico em plásticos. Eu faria o mesmo, já que, dentre outras coisas, o curso era gratuito e meus pais não estavam lá em suas melhores condições financeiras.

Meu pai, porém, decidiu matricular-me no curso técnico em eletrônica do Colégio Lavoisier, no Tatuapé, em São Paulo. Ralei um bocado para que, a partir do segundo ano, eu já ganhasse uma bolsa integral, ofertada aos melhores alunos de cada ano. Nunca conseguirei agradecer meu pai o suficiente por essa decisão.

Antes de terminar o curso eu já estava trabalhando na NCR, com máquinas registradoras eletrônicas e, logo em seguida, com processadores de comunicação, justamente na época em que a reserva de mercado de informática começava a terminar no Brasil.

Também graças a meus pais, sempre estudei em escolas que valorizavam o aprendizado do inglês e, assim, eu estava no lugar certo, na época certa.
Formação
Internacional

Após ter tido alguma experiência com computadores e processadores de comunicação na NCR, acabei passando pela PCM, BASF e, CPM, empresa que adquiriu a divisão da BASF que comercializava computadores e que já trabalhava, também, com os processadores de comunicação NCR-COMTEN. Assim, em 1989 viajei, pela primeira vez, para os Estados Unidos, onde fiquei cerca de quatro meses sendo treinado para prestar suporte técnico aos equipamentos da empresa. Foi quando conheci, também, o livro "The Mythical Man-Month", do Fred Brooks Jr., que depois veio a ter grande importância em minha vida.

Na época, as empresas americanas achavam mais fácil treinar técnicos brasileiros que sabiam inglês, em suas tecnologias, do que ensinar português a técnicos americanos.

Eu já havia começado meu curso de Física na USP e havia me transferido para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. As constantes viagens obrigaram-me a optar entre a carreira profissional e a acadêmica e a primeira ganhou.
No início dos anos 1990, passei a trabalhar na Tandem Computers, depois em sua parceira ACI, retornando para a Tandem após dois anos. Como ambas as empresas trabalhavam com sistemas de processamento paralelo massivo e tolerantes a falhas, considero esse período como único.

Durante esse tempo, conheci os Estados Unidos e o Canadá de costa-a-costa, trabalhando e recebendo capacitações em Unix e Guardian (o sistema operacional da Tandem), além de protocolos de comunicação, incluindo o TCP/IP que tomaria o mundo com a internet comercial.

Também trabalhei no projeto que deu início ao pregão eletrônico da Bolsa de Valores de São Paulo, usando uma tecnologia que foi adequada a partir da que existia na Bolsa de Paris, que também tive a oportunidade de conhecer.

Foi na Tandem que conheci o Linux, no início de 1993, quando buscava um sistema Unix que me permitisse instalar e testar softwares antes que eu fosse fazer o trabalho em campo, nas dependências dos clientes.
Sistema Himalaya
Tandem Computers
Software Livre
Quando a Compaq adquiriu a Tandem, em 1997, optei por sair da empresa e, com o que recebi de indenização criei, junto com outros sócios e em parceria com o Centro Universitário Univates o primeiro provedor de acesso à internet no Vale do Taquari. Graças a esse trabalho, acabei por assumir a gestão de TI da Univates, já através de minha empresa, a BrodTec, em 1999.

Como eu já conhecia o sistema operacional Linux, propus uma viagem exploratória à primeira Linux World, no mesmo ano, em San Jose, Califórnia, junto com o coordenador de tecnologia da Univates. De lá viemos com as ideias que dariam origem a softwares livres para a gestão acadêmica e de bibliotecas o SAGU e o GNUteca, hoje soluções disponíveis no portal do Software Público Brasileiro.

Foi na Linux World que conheci, pessoalmente, figuras importantes do universo do software livre, como Richard Stallmann, Jon "maddog" Hall e, claro, o criador do Linux, Linus Torvalds.
A equipe da Univates com Jon "maddog" Hall
Como, obviamente, a Univates não era uma software house mas já estávamos gerando receita graças ao desenvolvimento de softwares livres, iniciei um projeto, com o apoio da reitoria da instituição que, em 2003, deu início à Solis, a primeira cooperativa de desenvolvimento e integração de softwares livres no mundo.

Também participei da criação de grupos de usuários de software livre, em especial as Gnurias, através do qual realizamos vários trabalhos sociais junto à população de baixa renda, em especial crianças e adolescentes.

Como parte do trabalho de divulgação de tecnologias livres, organizei e participei de vários eventos, incluindo o Fórum Internacional de Software Livre, Seminários de Desenvolvimento e a Latinoware.
Com minhas afilhadas Gnurias
Entre os anos de 2006 e 2009, junto com a Joice Käfer, então minha sócia na BrodTec, coordenamos, para a Microsoft, equipes de bolsistas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Estas equipes desenvolviam softwares livres e interoperáveis entre os sistemas Linux e Windows.
19th International Symposium on Computer Architecture and High Performance Computing, 2007, Gramado, RS
Entre 2012 e 2013 assumi o cargo de Coordenador Geral de Inovações Tecnológicas do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Federal onde, dentre outras coisas, fui responsável pelo Portal do Software Público Brasileiro e pela Infraestrutura Nacional de Dados Abertos.
Com Corinto Meffe, então diretor de sistemas do MPOG
Métodos Ágeis
Eventos
Publicações
Comecei, efetivamente, a trabalhar com métodos ágeis em 2002, quando coordenei o desenvolvimento do software GNUteca para a gestão e circulação de acervos para bibliotecas. Na época, começamos a usar o Extreme Programming e, logo em seguida, adotamos o Scrum.

O aprendizado com técnicas modernas de gestão de desenvolvimento, porém, começou em 1989, quando li "The Mythical Man-Month", do Fred Brooks Jr. Esse livro é, ainda hoje, o alicerce de muita coisa que aprendi e aplico em gestão ágil.

Graças à visibilidade de meu trabalho com o Scrum, sou convidado a palestrar em vários eventos sobre o tema, além de ministrar cursos em vários locais do Brasil.
Ainda nos anos 1990, durante o tempo em que assumi, interinamente, a diretoria de marketing da Tandem Computers, trabalhei na organização da empresa e de seus parceiros em um estande na COMDEX, então um dos maiores eventos de informática do mundo. Antes disso, porém, eu já havia palestrado no Brasil e no exterior sobre os produtos da empresa.

Meu envolvimento com o software livre acabou fazendo com que eu organizasse os seminários de desenvolvimento em software livre, criados em parceria com a Univates, Unicamp, Unisinos e UnB. Também coordenei o temário internacional das primeiras edições do Fórum Internacional de Software Livre e organizei várias edições da Latinoware, inclusive a primeira.

Internacionalmente, participei da iniciativa "Linux Around The World", criada por Jon "maddog" Hall e trabalhei na construção do livro e evento "Free as in Education" para a ONG finlandesa "One World".
Se meu trabalho com empresas multinacionais possibilitou-me cohecer os Estados Unidos, o Canadá e a França, meu trabalho com software livre levou-me ainda mais longe.

Tive a imensa oportunidade de palestrar e participar de outras atividades na Costa Rica, Equador, Uruguai, Argentina, Finlândia, Turquia, Espanha, Luxemburgo e vários outros países, inclusive retornando algumas vezes aos Estados Unidos.
Com Linus Torvalds no Annual Linux Showcase (2001)
Workshop Internacional de Saúde Eletrônica em Granada, Espanha (2012)
Sempre procurei fazer o registro escrito de minha aprendizagem, de meus trabalhos e participação em eventos na página web da BrodTec, em meu blog e minha coluna no portal Dicas-L.

Além disso, traduzi os dois livros de Fred Brooks para o português: "O Mítico Homem-Mês" e "O Projeto do Projeto". Junto com Joice Käfer, contibuí com conteúdo e traduzi o livro "Redes sem Fio no Mundo em Desenvolvimento". Participei da revisão e tradução de vários outros conteúdos para editoras e agências, dentre elas a Novatec, Elsevier e Pimenta Comunicação.

De minha autoria, publiquei os livros "Scrum - Guia Prático para Projetos Ágeis", "Aprenda a Programar - A arte de ensinar o computador" (ambos pela Novatec); "Na rede da Poesia" (ONG NHL), "Fantasmas" e "Semente" (Kindle Direct Publishing). Alguns de meus artigos fazem parte de coletâneas de outros livros.
Scrum - Guia Prático para Projetos Ágeis
Aprenda a Programar - A arte de ensinar o computador
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