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Karl Popper

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by

juliana murari

on 8 April 2015

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Transcript of Karl Popper

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Lembrando:
Lembrando:
Já o racionalismo é a teoria que se opõe ao empirismo, para os filósofos racionalistas a verdade pode ser descoberta apenas através do poder da razão.
Um dos problemas que afetam essas teorias é a necessidades que elas têm de um conhecimento no seu estado natural, puro. O homem precisa se libertar de seus preconceitos, de seus conhecimentos anteriores e errôneos. Para Bacon precisamos livrar nossa mente de todas antecipações, conjecturas e preconceitos. Do mesmo modo a duvida metódica de Descartes também exige o processo de destruição de todos os saberes anteriores que podem nos levar ao erro. Faz-se necessário estar com a mente pura, pronta para receber o real conhecimento.
Os erros das teorias racionalistas e empiristas:
Karl Raimund Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico. É considerado por muitos como o filósofo mais influente do século XX a tematizar a ciência
Popper critica tanto o empirismo quanto o racionalismo. Ele dirige sua crítica principalmente a dois filósofos Descartes e Bacon.
Descartes representaria a escola racionalista e Bacon a empirista.

Para Popper tanto a metodologia da escola empirista e da escola racionalista continham alguns erros, e não poderia revelar com certeza a veracidade do nosso conhecimento.
Nesta conferência, procurarei demonstrar que as diferenças entre as escolas empiristas e racionalistas são em verdade bem menos expressivas do que as semelhanças, e que ambas estão erradas. Sustento que estejam erradas embora eu mesmo seja um empirista e um racionalista. Mas acredito que, embora tanto a razão como a observação desempenhem funções importantes, essas funções pouco se assemelham às que seus defensores clássicos lhes atribuíam. Mais precisamente, procurarei demonstrar que nem a observação nem a razão podem ser descritas como fontes do conhecimento, no sentido em que até hoje têm sido definidas
(POPPER, p.32).
O empirismo é uma teoria que reconhece a experiência, a observação como únicas fontes válidas para o nosso conhecimento, a verdade para os empiristas é evidente, ela se revela na experiência.
Bacon o representante da filosofia empirista citado por Popper, acreditava que através da observação e experimentação da natureza podemos descobrir a verdade. Sobretudo para ele a ciência tem uma função, que é ser útil para a vida dos homens e proporcioná-los cada vez mais conforto. Saber para Bacon é Popper, o homem deve dominar a natureza para retirar dela o que puder para tornar sua vida melhor.
O representante citado por Popper para a escola racionalista é Descartes. Ele acreditava no poder da razão, através do raciocínio podemos descobrir o que é verdadeiro. A verdade é evidente só precisamos pensar para distinguir o que é verdadeiro do que não é.
Segundo Popper seria muito difícil, quase impossível libertar nossa mente de todas as influências e preconceitos. Enquanto humanos estamos rodeados de preconceitos, hábitos, cultura e predisposições.
Para Popper precisamos ter
consciência de nossos limites humanos,
e compreender que enquanto humanos podemos errar, sobre qualquer coisa,
ainda que isso nos seja familiar. Precisamos ter em mente a falibilidade humana e nos utilizarmos da ciência para buscarmos a verdade e nos afastarmos dos erros.
“A solução consiste em perceber que todos podemos errar, individual ou coletivamente, e que erramos com freqüência (Popper).”
Solução:
O filósofo propõe a uma doutrina da falseabilidade. Toda teoria deve ser colocada em prova, testada inúmeras vezes. Devemos através de testes buscar de forma insistente a verdade. Mesmo não sabendo se a verdade é possível devemos nos afastar o máximo possível dos erros, e isso só é possível colocando as teorias a prova inúmeras vezes.
“Pode-se dizer, resumidamente, que o critério que define o status científico de uma teoria é sua capacidade de ser refutada ou testada.”
O que deve ser feito é refutar a teoria, procurar testá-la para ver se ela se mostra falsa, devemos nos opor a teoria, buscando argumentos contra ela, que a coloque em risco. Popper define assim que o que torna uma teoria científica é sua “refutabilidade’, na medida em que podemos refutar uma teoria, colocá-la em prova, em risco, procurando revelá-la como falsa, essa teoria podendo ser testada passa a conter as características de uma teoria científica, ela passa a pertencer aos padrões científicos.
Essa “refutabilidade” de uma teoria resolve para ele um problema central da ciência: o problema da demarcação. Para Popper na ciência não se sabe distinguir e separar ciência de pseudociência, ele acredita que é a capacidade de ser testável das teorias que as torna científicas, solucionando assim o problema da demarcação.
Uma teoria só pode ser considerada científica, se e somente se, puder refutá-la, colocá-la em teste. Isso segundo o filósofo eliminaria as pseudociências e afirmações metafísicas de dentro do que ele classifica como ciência. A testabilidade é, portanto, para Popper o critério de demarcação.
Na medida em que a teoria resiste as refutações ela comprova sua qualidade.

“Enquanto a teoria resiste aos testes mais rigorosos que podemos conceber, ela é aceita; quando isso deixa de acontecer, ela é rejeitada. Mas a verdade é que as teorias nunca são inferidas diretamente da evidencia empírica.”
Desse modo, as teorias nunca são eternas, mas passageiras. podem ser substituídas por novas teorias a qualquer momento.
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