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Fruticultura - Laranjas

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by

Inês Martins de Sousa

on 15 June 2015

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Transcript of Fruticultura - Laranjas

Instituto Politécnico de Viana do Castelo

Escola Superior Agrária de Ponte de Lima

Introdução
A laranja é um citrino e o seu nome provém do do latim Aurantium, porque quando está maduro a sua cor lembra a cor do ouro (Ripádo, 1993).

Este fruto é um fruto rico em diversas propriedades, nomeadamente em água, glícidos, fósforo, magnésio, ferro, vitamina C, o que faz com que as pessoas ao ingerirem-na só tenham benefícios. (Ripádo, 1993).

Este citrino é utilizado também na área industrial na produção de geleias, compotas, doces entre outros. (Amaral, 1982).

Para além destas duas utilizações a laranja também pode ser usada para tratamentos de ataques de escorbúticos e avitaminoses, o que faz com que também tenha uma função terapêutica. (Amaral, 1982).

Descrição das Laranjas
As laranjas pertencem á família das Rutáceas, subfamília das Aurancióideas e ao género Citrus, cabendo-lhe a designação de
Citrus aurantium
(L) (Ripádo, 1993).

O género Citrus são originários das regiões tropicais e subtropicais, do continente Asiático e do Arquipélago Malaico, sendo assim a laranja, teve origem numa vasta área a sul dos Himalaias, da Birmânia á China do Sul e á Cochinchina (Amaral, 1982).

Ciclo de vida da Laranjeira
1. Fase da criação em viveiro
2. Fase improdutiva
3. Fases da entrada de produção
4. Fase de plena produção
5. Fase de envelhecimento
6. Fase final
(Ripádo, 1993).

Variedade de laranjas

Existem várias variedades da laranjeira, cada uma proveniente de diversas zonas do mundo:

• Laranja Hamlin
• Laranja Baía
• Laranja Rubi
• Laranja Pera
• Laranja Natal
• Laranja Valência
• Laranja Lima

A laranja é a planta mais exigente quanto ao clima encontrando o melhor ambiente para o desenvolvimento em zonas subtropicais (Ripádo, 1993).

- É limitada em altitude. (Cavaco & Calouro, 2005).
- Temperaturas médias favoráveis são de 10ºC a 12ºC no inverno e no verão de 22ºC a 24ºC. (Cavaco & Calouro, 2005).
- A humidade atmosférica excessiva é uma condição favorável aos ataques de pragas, o vento e granizo originam danos consideráveis. (Cavaco & Calouro, 2005).

O solo
- O solo deve caracterizar-se pela ausência de camadas impermeáveis, a fim de que a drenagem seja eficiente e não ocorra morte radicular por afixação (Cavaco & Calouro, 2005).

- Para a plantação das laranjas o solo tem de ter mais de 40 cm de profundidade, alem disso, nos solos com tendência para encharcamento, a plantação tem de ser feita sobre camalhões (Cavaco & Calouro, 2005).

- Os solos com textura franco-arenosa e franco-argilo-arenosa são os mais indicados para esta plantação, no entanto tem de ser bem drenados com uma toalha freática localizada abaixo de 1,5 m de profundidade (Cavaco & Calouro, 2005).

- As laranjeiras são uma cultura de solo neutro, isto é, com pH compreendido entre os 6,5 e os 7,5 (Cavaco & Calouro, 2005).

Produção de pomares de laranjeiras
Operações instalação
Plantação
- Época mais favorável de Fevereiro a Maio
- Terreno deve estar limpo de ervas e com sistema de rega instalado
- Se o terreno não tiver sido armado em camalhões, a disposição das filas de árvores deverá ser aquela que minimize a erosão do solo (Cavaco & Calouro, 2005).

Compasso de plantação
- O compasso deverá permitir que quando as árvores atinjam o estado adulto, exista um espaço livre na entrelinha de pelo menos de 1,5 m entre copas, com o objetivo de facilitar as operações culturais e favorecer a iluminação, aconselha-se também compassos retangulares, a fim de conciliar ao máximo as necessidades de acesso á parcela com o aproveitamento do terreno (Cavaco & Calouro, 2005).

Manutenção do pomar
Rega
A técnica de rega deverá garantir a máxima eficiência na utilização de água (Cavaco & Calouro, 2005).
Nos laranjais a melhor rega á a gravitacional ou superficial, que pode assumir dois tipos: rega por sulcos e rega por caldeiras. As valas devem ter uma profundidade de 15 cm, com um fundo liso e largo de cerca de 30 cm e com uma abertura de 60 cm (Ripádo, 1993).
De acordo com as necessidades da árvore existem diversas frequências de rega e de gotejadores esquema 1 e 2.

Poda
De acordo com o especto da árvore aplica-se determinado tipo de poda:

• Árvores de porte vigoroso – exercer poda ligeira, nomeadamente:
- Nos lançamentos enfraquecidos são podados ligeiramente
- Nos lançamentos fortes são objeto de poda média

• Árvores de especto fraco – exercer poda média, nomeadamente:
- Nos lançamentos enfraquecidos são podados com podas médias a fortes
- Nos lançamentos fortes são alvos de podas severas

• Árvores de vigor médio – exercer poda média
- Nos lançamentos fracos – exercer poda ligeira
- Nos lançamentos fortes – exercer poda severa (Ripádo, 1993).

Laranjas
Eunice Costa, nº 14156
Inês Martins de Sousa, nº14085

Docentes: José Raúl Rodrigues
Biotecnologia, 1º ano
Ponte de Lima, 15 de Junho 2015


- É do tipo aprumado
- Ramifica-se quando atinge cerca de 8 – 10 cm.


O tronco
- É cilindrico e direiro
- Madeira dura, muito compacta e de grão fino


Morfologia Vegetal da Cultura
A raiz
As Folhas
As folhas
- São persistentes
- Verdes claras (jovens) e depois mais escuras
- São compostas e unifoliadas, com os limbos inteiros (Amaral, 1982).


As flores
- Formam-se em lançamentos provenientes de gomos mistos e hibernantes, situados nas axilas das folhas
- Floração é na primavera (Março ou Abril)
- Floração é normalmente abundante
- Conforme as condições climatéricas a floração pode ser antecipada ou retardada (Amaral, 1982).

Figura 1 - Constituição da laranja
Exigências edafoclimáticas
Clima
Esquema 1 – Nº de gotejadores necessários de acordo com a idade da planta
Legenda:
V.P.S – Vezes por semana;
G – sistema gota-a-gota;
MA – sistema por microaspersor

Fonte dos dois esquemas: (Cavaco & Calouro, 2005)

Esquema 2 – Frequência de rega recomendada em função do solo e da época
Pragas e doenças
• A
Tristeza
– vírus mais importante que atinge as laranjeiras
• O
Psororis
– doença que ataca especialmente as folhas
• A
Xilporosis ou Caqueiia
– doença revelada pelo aparecimento de depressões arredondadas abaixo da união do enxerto
• A
Leprosis
– virose tmbém designada por ferrugem de cabeça de prego, origina manças redondas nos ramos nas folhas e nos frutos
• A
Gomose
– doença provocada no colo da árvore
• O
Mildio ou aguado
– provoca a queda das folhas e dos frutos
• Os
Bolores
– responsáveis pelo prejuízo a nível dos frutos das laranjeiras, entre outros (Amaral, 1982).

Colheita do fruto e conservação
Deve ser feita em tempo seco
Não devem ser colhidos molhados
Os que apresentarem sintomas de agente patogénicos devem ser eliminados
Devem depois de colhidas ir para o armazém
Devem ser conservadas no frio (Cavaco & Calouro, 2005).

Conclusão
Referências Bibliográficas
Amaral, J. D. (1982). Os citrinos. Lisboa: Clássica Editora.
Cavaco, M., & Calouro, F. (2005). Produção integrada da cultura de citrinos. Lisboa - Oeiras: Direção-Geral de Proteção das Culturas.
Ripádo, M. F. (1993). A laranjeira - Variedades, Cultura, Produção. Publicações Europa-América, LDA.


Fruticultura e Viticultura
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