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ANÁLISE DAS OBRAS FUVEST

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gracia coimbra

on 28 November 2016

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ANÁLISE DAS OBRAS FUVEST /UNICAMP
OBRAS LITERÁRIAS FUVEST
VIAGENS NA MINHA TERRA - Almeida Garret – 1846 – Romantismo em Portugal
Gênero: misto – narrativa de viagens, digressão filosófica e narração novelesca.

Estrutura: 49 capítulos aproximadamente do mesmo tamanho com uma pequena introdução explicativa.

Foco narrativo: primeira pessoa (narrador se confunde com o autor e comenta sua viagem) e terceira pessoa onisciente na digressão principal.

Enredo: as digressões feitas pelo viajante de Lisboa a Santarém acerca da relação entre liberalistas e absolutistas e sua consequência para os destinos de Portugal. A trágica história da família de Carlos e Joaninha.

Personagens: O AUTOR / D. FRANCISCA / CARLOS / FREI DINIS / JOANINHA (MENINA DOS ROUXINÓIS) / GEORGINA / COMPANHEIROS DE VIAGEM /

Tempo: a viagem em 1843 – o romance de 1832 a 1834 (período da Guerra Civil).

Espaço: Santarém – região do Ribatejo + locais visitados pelo viajante.

Linguagem: Cruzamento de linguagens – clássica, popular, jornalística e dramática.
Tom oralizante do narrador – diálogo com o leitor, humor, ironia e digressão.

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS
Manuel Antônio de Almeida – 1854/55 – Romantismo no Brasil
Gênero: romance malandro – pertence a um Romantismo excêntrico

Estrutura: folhetim – 48 capítulos divididos em duas partes

Foco narrativo: terceira pessoa onisciente

Enredo: peripécias de um malandro carioca e seu pai - também malandro - no Rio de Janeiro de D.João VI

Personagens: sem profundidade psicológica / tipos sociais
MAJOR VIDIGAL – único personagem histórico da obra / REVERENDO / BARBEIRO / PARTEIRA / VIZINHA / TENENTE-CORONEL / CHICO JUCA / LUISINHA / VIDINHA / D. MARIA / JOSÉ MANUEL / MARIA DAS HORTALIÇAS / LEONARDO / LEONARDINHO

Tempo: o livro se passa em mais de 20 anos e acontece no tempo do Rei

Espaço: bairros populares do Rio de Janeiro colonial.

Linguagem: repleta de coloquialismos e contaminada pela agilidade do gênero jornalístico – reproduz termos utilizados na época da história que não eram mais comuns na época da redação do livro.


Iracema - José de Alencar;

Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;

O cortiço - Aluísio Azevedo;

A cidade e as serras - Eça de Queirós;

Capitães da Areia - Jorge Amado;

Vidas secas - Graciliano Ramos;

Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade;

Sagarana - João Guimarães Rosa;

Mayombe - Pepetela
TIL -José de Alencar – 1872 – Romantismo no Brasil
A CIDADE E AS SERRAS - Eça de Queirós – 1900 – Realismo em Portugal
Gênero: romance realista português – fase do Realismo fantasista

Estrutura: livro dividido em duas partes – 16 capítulos desiguais

Foco narrativo: primeira pessoa – narrador-testemunha

Enredo: a trajetória de Jacinto do progresso da civilização à simplicidade do campo

Personagens: esféricos / planos / caricaturais:
JACINTO - ZÉ FERNANDES - JOANINHA - GRILO - TIA VICÊNCIA – SILVÉRIO

Tempo: de 1820 até 1894 – divisão em blocos bem definidos.

Espaço: considerado “romance de espaço” – o espaço influencia da psicologia das personagens.

Linguagem: Parte I - poder de ironia e talento caricatural,
Parte II – carga de lirismo com descrições impressionistas

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS Machado de Assis –
1881 – Realismo no Brasil
Gênero: sátira narrativa cômico fantástica.

Estrutura: 160 capítulos de tamanhos muito diferentes e com títulos sugestivos.

Foco narrativo: primeira pessoa (narrador morto com breve momento de onisciência) Homem cético, irônico e sarcástico.

Enredo: Brás Cubas, homem rico, pertencente à alta sociedade carioca do século XIX, formado em direito em Coimbra, narra sua vida desde a infância, sua relação com Virgília, suas tentativas frustradas de casamento e sucesso profissional e a filosofia de seu amigo Quincas Borba – o humanitismo.

Personagens: BRÁS / VIRGÍLIA / LOBO NEVES / EUGÊNIA / SABINA / COTRIM / NHÁ LOLÓ / MARCELA

Tempo: da morte ao nascimento e do nascimento à morte – (1805 – 1869) Do Brasil colônia ao 2º Reinado – Toda a tediosa eternidade.

Espaço: Rio de Janeiro – trecho em Coimbra e menção às viagens pela Europa. Espaço fantástico do além túmulo – delírio e encontro com Pandora

Linguagem: correção gramatical – marcada pela utilização de metáforas pouco convencionais e imagens exuberantes. Digressões filosóficas e metalinguísticas inseridas no desenvolvimento do enredo.

O CORTIÇO - Aluísio Azevedo –
1890 –- Naturalismo no Brasil
Gênero: romance experimental

Estrutura: 23 capítulos aproximadamente do mesmo tamanho – sem títulos

Foco narrativo: terceira pessoa onisciente – (câmera e microfone)

Enredo: enriquecimento de João Romão e sua união com Miranda - “abrasileiramento” de Jerônimo.

Personagens: Sem vontade própria, planos e determinados. JOÃO ROMÃO / MIRANDA / JERÔNIMO / BERTOLEZA / PIEDADE / RITA BAIANA / POMBINHA / LEÓNIE / ESTELA / BOTELHO / ZULMIRA

Tempo: alguns anos compreendidos no período entre 1872 e 1880

Espaço: bairro do Botafogo / RJ – locais de trabalho e diversão.

Linguagem: marcada pela sonoridade, pela metáfora animalizada, pelas sinestesias e por uma pontuação emotiva.

CAPITÃES DA AREIA Jorge Amado – 1937–
Modernismo no Brasil – Segundo tempo
Gênero: romance neorrealista regionalista – geração de 30

Estrutura: quatro partes – reportagens + episódios + peripécia + desenlace

Foco narrativo: terceira pessoa onisciente – domínio total do tempo e espaço.

Enredo: a vida de menores de rua em Salvador – o enfrentamento com a sociedade da época.

Personagens: planos, tendendo levemente à esfericidade.
Divisão maniqueísta - POBRES BONS X RICOS MAUS

Tempo: final da década de 20

Espaço: Salvador – relação lírica com os meninos – cidade degradante e degradada

Linguagem: descrições prolixas e idealizadas / lirismo / discurso indireto livre

VIDAS SECAS - Graciliano Ramos – 1938 –
Modernismo no Brasil – Segundo tempo
Gênero: romance neorrealista regionalista

Estrutura: romance desmontável – 13 capítulos autônomos

Foco narrativo: terceira pessoa – (o único do autor) narrador multiseletivo

Enredo: a trajetória cíclica dos retirantes rumo ao sul do país

Personagens: esféricos ou tendendo à esfericidade
FABIANO / SINHÁ VITÓRIA / O MENINO MAIS VELHO / O MENINO MAIS NOVO / A CACHORRA BALEIA (transcendem o determinismo do meio)

Tempo: o intervalo entre as secas

Espaço: o sertão - um dos aspectos mais importantes do livro – influencia a trajetória das personagens

Linguagem: Economia linguística – linguagem seca – palavras ríspidas e cortantes – DISCURSO INDIRETO LIVRE

SENTIMENTO DO MUNDO Carlos Drummond de Andrade –
1940 – Modernismo no Brasil – Segundo tempo
Gênero: livro de poemas predominantemente líricos

Estrutura: 27 textos em versos livres e 1 poema em prosa – nenhuma divisão proposta pelo autor

Eu lírico: indivíduo que busca seu espaço existencial na capital do país

Contexto na obra do poeta: 3º livro publicado - obra considerada a primeira da fase social.

Temas frequentes: imagem da ilha como possibilidade de fuga e alienação / convite à participação política coletiva / percepção da complexidade do papel do homem frente à sociedade em que vive / a substituição do amor e da esperança pela constante presença do medo e da dor.

Tempo: poemas escritos entre 1934 e 1940 – época da ditadura Vargas e da explosão da 2ª guerra mundial.

Espaço: os poemas fazem referências explícitas e implícitas à cidade do Rio de Janeiro. Itabira, cidade natal do poeta, também é mencionada.

Linguagem: linguagem sintética e precisa / presença do coletivo: “nós” / recorrência da metáfora da noite / assonâncias / anáforas / polissíndetos / sinestesias.

Gênero: romance romântico regionalista

Estrutura: folhetim – 62 capítulos divididos em quatro volumes

Foco narrativo: terceira pessoa onisciente – postura crítica

Enredo: Narrativa de vingança que envolve o nascimento de Berta / alegria da transformação da protagonista em “santa” / um sinal ortográfico torto que endireita as pessoas

Personagens: típicos e paulistanos (pachorrentos X trabalhadores)
BERTA / BRÁS / MIGUEL / AFONSO / LINDA / JÃO FERA / LUÍS GALVÃO / ERMELINDA / BESITA / NHÁ TUDINHA / ZANA / PAI QUICÉ / MONJOLO / FAUSTINO / CHICO TINGUÁ / NHANICA / RIBEIRO / GONÇALO PINTA

Tempo: alguns dias em junho de 1846 (flashbacks explicativos em 1826)

Espaço: Santa Bárbara d’oeste – fazenda no interior de São Paulo.

Linguagem: REGIONALISMOS / COLOQUIALISMOS (metáforas / personificações / alegorias / sinestesias)
Positivismo
Evolucionismo
Determinismo
Socialismo- utópico, romântico em que é projetado nas falas e em algumas atitudes de Jacinto e de Zé Fernandes.
PANDORA - APARECE EM "MEMÓRIAS PÓSTUMAS" E "A CIDADE E AS SERRAS"

Primeira vez que Jacinto encontra Joaninha ela está com uma criança no colo, representando a natureza, mãe de todos os homens, sentimentos e circunstâncias- aquela que completa os ciclos, faz brotar as plantas.

Brás Cubas encontra Pandora no delírio de morte.
Ao falar do casal que cuida de sua quinta em Tormes- usa palavras como Ana Vaqueira- fêmea- animalidade.
(refere- se a personagens de classes sociais inferiores- intertextualidade com personagens do Cortiço)
Jacinto de Tormes -Príncipe da Grã ventura; o homem só é
“superiormente feliz quando é superiormente civilizado”

SUMA CIÊNCIA x SUMA POTÊNCIA
=
SUMA FELICIDADE
“As cidades e as serras o aspecto que se é criticado é o atraso e o conservadorismo de Portugal”.
O Romance propõe uma reforma social, encabeçada pelos mais privilegiados, que promovesse a assistência social através do amparo e proteção aos menos favorecidos.

Capitães da Areia é a crítica inversa mas chegando ao mesmo resultado - foco nos menos favorecidos
Os escravos alencarianos (TIL) compartilham os padrões de beleza do branco. Senhores e escravos convivem sem atritos: aqueles, felizes com a posição de domínio, e estes alegres por possuírem senhores dignos e bondosos.



em Machado (MPBC) este feito é marcado pela descrição das humilhações sofridas pelos africanos e seus descendentes (e Brás Cubas, menino, faz de cavalo o escravo Prudêncio)
No CORTIÇO a comida, a música, a dança e algumas gírias são elementos dos costumes africanos. O Negro é representado como o sofrido pelo meio. ( Bertoleza (uja, fedorenta, feia, descrita como um animal, submissa, ignorante e sem emoções) , Rita Baiana, Leonor, etc)
O NEGRO NAS OBRAS
Aspectos Modernos
 Enredo rarefeito;
 Quebra da linearidade;
 Narrativa Fantástica;
 Metalinguagem;
 Leitor incluso; (é personagem na obra Machadiana)
 Estrutura de obra aberta; (várias leituras e interpretações)
 Valorização do espaço branco do papel.
POSITIVISMO
TEXTO ROMÂNTICO?
 Há a idealização das personagens?
 A observação dos fatos é subjetiva?
 Há ausência das camadas inferiores da população e presença de camadas superiores?
 Há tensão entre o bem x mal, herói x vilão?

TEXTO REALISTA?
 Há análise psicológica que investiga os motivos das ações das personagens?
 A história está centrada no presente?
 A narrativa é lenta e minuciosa?
 Ação e enredo perdem importância para a caracterização das personagens?
 As personagens são impulsionadas por suas necessidades e seus interesses?
MULHERES
JOANINHA (Viagens) - Mulher dos rouxinóis
TIL - Uma angelical, uma santa que deixa todos felizes ao seu lado
LUISINHA – feia e desajeitada, não idealizada.
VIRGÍLIA - Linda, ambiciosa, traidora. MARCELA - prostiuição, amoral
BERTOLEZA/ RITA BAIANA - A mulher como objeto sexual e desvios na sexualidade.
JOANINHA ( Cidades...) - Pandora (mãe de todos)
DORA - mãe, irmã, esposa (companheira)
SINHÁ VITÓRIA - poucos sonhos, não "humanizada"
São personagens ANTI-HERÓIS
- Brás Cubas, Leonardinho e Pedro Bala
EXPLORAÇÃO SOCIAL
O Cortiço - todos são empregados e assalariados, e determonados pelo meio

Capitães da Areia - são oprimidos pelo mesmo meio, mas conseguem se libertar tomando consciência política.
Nivelam-se por baixo pela miséria e pobreza. Agrupam-se num coletivismo tribal e identificam-se mais pelas semelhanças do que pelas diferenças.
através de um processo de antropomorfização não se diferem objetos , homens, animais e vegetais.
ZOOMORFIZAÇÃO
Está implícita na obra que Miranda tem a ideia de que o Brasil é um paraíso para os espertos (Leonardinho)

O país não é visto como um lugar de trabalho construtivo, mas sim um lugar para fazer a América, ou seja, enriquecer facilmente e aproveitar de tudo sem escrúpulos.
VIDAS SECAS E CAPITÃES DA AREIA
OBRAS DESMONTÁVEIS, REGIONALISTAS, DETERMINISTAS, UNIFICADA POR TEMAS SOCIAIS (SECA E MENINOS ABANDONADOS)

Vidas Secas - realidade rural, Capitães da Areia - realidade urbana

Visão do Sertão -
Vidas Secas - rude, castiga os homens que, como Fabiano, busca um modo de sobreviver nos períodos de seca.
Capitães da Areia - a paisagem sertaneja é vista como bela, diante
dos olhos de Volta Seca: “Aqui tudo é lírico, pobre e belo”

Viagens na minha terra x MPBC

interrupções e interpolações, em decorrência da introdução de relatos dentro de relatos
O egoísmo e o narcisismo assinalam a personalidade de Carlos e Brás Cubas
José de Alencar- linguagem enfeitada,frases simples ,não abusa de subordinadas,coordenadas justapostas;
Graciliano Ramos-linguagem seca-oração coordenada justaposta-linguagem simples (não-pobre) abordagem social (questão social);
O poeta de Sentimento do mundo constata que vive em “um tempo em que a vida é uma ordem”, que vive num mundo grande, onde os homens de “diferentes cores” vivem suas “diferentes dores” e que não é possível “amontoar tudo isso/num só peito de homem”.

Não há, entretanto, otimismo na visão do poeta. É sombria e pessimista a visão de mundo que se justapõe à esperança da revolução e da utopia. Assim, dor e esperança são os temas básicos que regem os poemas de Sentimento do Mundo.
TRANSGRESSÕES = SOCIEDADE PERMISSIVA

EX: Padre na cama com a cigana
Major Vidigal manda soltar Leonardinho
Não há punição das mazelas da sociedade




Poesia
"Sonetos", por Luís de Camões
"Poemas Negros", de Jorge de Lima (novo)

Contos
"Amor", do livro Laços de Família de Clarice Lispector
"A hora e a vez de Augusto Matraga", do livro Sagarana de Guimarães Rosa
"Negrinha", do livro Negrinha de Monteiro Lobato

Teatro
"Lisbela e o Prisioneiro", de Osmar Lins

Romance
"O Cortiço", por Aluísio de Azevedo
"Coração, cabeça e estômago", de Camilo Castelo Branco (novo)
"Caminhos Cruzados", por Érico Veríssimo (novo)
"Til", por José de Alencar
"Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
"Terra Sonâmbula", por Mia Couto

OBRAS DA UNICAMP
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