Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

ROMANTISMO - BRASIL - POESIA

No description
by

gracia coimbra

on 22 August 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ROMANTISMO - BRASIL - POESIA


A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos...

E depois na sala "Adeus"
eu disse-lhe a tremer co'a fala...
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu... Era a pálida Teresa!

"Adeus" lhe disse conservando-a presa...
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Se eu morresse amanhã
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!  
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas

Se eu morresse amanhã!  
Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito

Se eu morresse amanhã!  
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Poesia indianista: É no indianismo que Gonçalves Dias atinge o máximo de sua arte, sendo considerado o maior poeta indianista de nossa literatura.
Poesia nacionalista: sua poesia ora exalta a pátria distante, ora idealiza a figura do índio.

As chamadas poesias saudosistas são marcadas pelo exílio e pela saudade da pátria distante, finalizando numa exaltação da natureza brasileira.
Ainda Uma Vez Adeus
                Enfim te vejo! - enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei!
Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
Conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados por crítica social.
3ª GERAÇÃO
Foi responsável pelos contornos definitivos do mal–do–século em nossa literatura,

Suas poesias falam de morte e de amor, este sempre idealizado, irreal e impregnado de imagens de donzelas ingênuas, mulheres misteriosas, mas nunca se materializam.
Álvares de Azevedo
No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,

Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,

Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!

As tribos vizinhas, sem forças, sem brio,
As armas quebrando, lançando-as ao rio,
O incenso aspiraram dos seus maracás:
Medrosos das guerras que os fortes acendem,

Custosos tributos ignavos lá rendem,
Aos duros guerreiros sujeitos na paz.
CANÇÃO DO EXÍLIO
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
(...) Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
É considerado o responsável pela consolidação do Romantismo no Brasil, tratando em suas poesia do indianismo, da natureza da pátria, da religiosidade, do sentimentalismo.

Poesia Lírica: com profundos traços de subjetivismo, marcados por dor e sofrimento.
Gonçalves Dias
Nacionalista ou indianista

Os escritores dessa fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil.
1ª GERAÇÃO
- exaltação do “eu” – subjetivismo;
- a expressão dos estados da alma, das paixões e emoções
- sentimentalismo;
- religiosidade;
- apóiam-se em valores nacionais e populares;
- desejo de liberdade, de igualdade e de reformas sociais;
- valorização da Natureza,
- evasão - fuga da realidade
- liberdade de criação.
- idealização da mulher
Características
(comum as três fases da poesia)
1808 - chegada ao Brasil de D. João VI e da família Real

1808/1821 - abertura dos portos às nações amigas; instalações de bibliotecas e escolas de nível superior; início da atividade editorial.

1822 - Proclamação da Independência. Daí nasce o desejo de uma literatura autenticamente brasileira.
Contexto Histórico - Brasil
SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES
Gonçalves de Magalhães
1836
OBRA MARCO NO BRASIL:
ROMANTISMO
BRASILEIRO


poesia lírico - amorosa: da idealização para a concretização das virgens sonhadas pelos românticos;

poesia social: realidade brasileira, dando enfoque a luta abolicionista.
Castro Alves
Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica.

- temas amorosos levados ao extremo
- profundo pessimismo,
- valorização da morte,
- tristeza
- visão decadente da vida e da sociedade.

Muitos escritores deste período morreram ainda jovens.
2ª GERAÇÃO
3 GERAÇÕES POÉTICAS
1ª - NACIONALISTA/INDIANISTA

2ª - ULTRARROMÂNTICA

3ª - CONDOREIRA
Migna Terra
(Juó Bananére)

Migna terra tê parmeras,
Che ganta ínzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tambê tuttos sabi gorgeá.

A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.

Os rios lá sô maise grandi
Dus rio di tuttas naçó;
I os matto si perdi di vista,
Nu meio da imensidó.

Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galligna dangola;
Na minha terra tê o Vap'relli,
Chi só anda di gartolla.
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.
Full transcript