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Crime, desvio e controle social
Profª Joce Aquino
2º Ensino Médio
Sociologia
O controle social pode ser entendido, de modo geral, como a capacidade que a sociedade tem de se autorregular, por normas, instituições e processos sociais.
Tal controle se manifesta informalmente na socialização.
Nesse processo, regras, costumes, crenças e valores são assimilados pelos indivíduos por meio da atuação de instituições sociais como a família, a escola, os meios de comunicação e outros.
Entretanto, quando as instâncias informais do controle social fracassam, são as instâncias formais que se impõem sobre os indivíduos. Isso se dá por meio da atuação do Estado, que institui...
Enquanto....
O desvio tem uma conotação social mais abrangente....
ao passo que o conceito de crime está associado de maneira direta às normas jurídicas, sendo, portanto, mais restrito.
Desse modo, podemos dizer que todo crime é uma forma específica de desvio, embora nem todo desvio seja considerado crime.
Howard Becker, sociólogo estadunidense, interpreta o desvio como um processo de interação social...
em que um grupo social é capaz de rotular os demais indivíduos como desviantes.
. Por esse motivo, Becker é considerado um dos representantes da Teoria da Rotulação .
Isso porque sua análise visa compreender o modo como as pessoas impõem determinadas definições de moralidade aos outros.
Um outsider é aquele considerado “anormal” pelos outros, justamente por não corresponder aos padrões estabelecidos pela sociedade.
Howard Becker entende que o comportamento desviante nada mais é do que o comportamento assim rotulado pelas demais pessoas.
Mesmo que as atividades ou as condutas dos indivíduos estejam, de maneira formal, dentro da lei, o modo de vida não convencional os qualificaria como outsiders (desviantes).
Assim, o desvio seria uma classificação social pela qual um grupo identifica em outros indivíduos atributos seletivamente reconhecidos como negativos.
Teoria da Rotulação: compreende o desvio como uma sistemática categorização de atributos a uma pessoa ou grupo, de modo que eles sejam admitidos por seu porta-dor e pelos outros com quem se relaciona.
Nessa perspectiva, o sociólogo canadense Erving Goffman afirma que os indiví-duos rotulados como desviantes costumam ser, em geral, estigmatizados.
Em outras palavras, eles são rejeitados ou excluídos socialmente.
Desse modo, ser estigmatizado significa ser identificado pelos outros com atributos negativos, sendo considerado perigoso, incapaz, anormal, fracassado ou inconstante.
O estigma pode ser caracterizado como mecanismo prévio de identificação do ou-tro, a elaboração de um preconceito superficial, formado com base em classificações estabelecidas socialmente.
Por esse motivo, o estigma funciona como uma imagem estereotipada e deteriorada do outro, que lhe confere um amplo descrédito em sua vida.
Ele pode estar relacionado a atributos físicos, psíquicos e sociais.
O estigma constrói uma identidade virtual do outro, capaz de distorcer os atri-butos reais dos indivíduos e rotulá-los de modo que os aspectos negativos se sobreponham às suas demais características individuais.
. Observa-se que o processo de estigmatização pode ocorrer em diversos casos, envolvendo dependentes de drogas, moradores da periferia, ex-presidiários, doentes mentais, desempregados, portadores de necessidades especiais, entre outros.
Trata-se, portanto, de um processo cruel, fun-dado em preconceitos e na visão limitada do outro, que tem consequências diretas para o indivíduo estigmatizado.