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Cryptosporidium hominis e Cryptosporidium parvum são protozoários do supergrupo Chromalveolata (Alveolata - Apicomplexa - Coccidia). Habitam porções do sistema digestório, são conhecidos como coccídeos intestinais.
São organismos intracelulares obrigatórios, com a peculiaridade de serem extracitoplasmáticos.
São intracelulares porque apresentam fusão com a membrana do enterócito, formando um vacúolo parasitóforo, e extracitoplasmáticos porque se localizam fora do citoplasma da célula hospedeira.
Filo: Apicomplexa
Classe: Gregarinomorphea
Ordem: Eugregarinorida
Família: cryptosporidiidae
Gênero: Cryptosporidium
Espécie de interesse médico: Cryptosporidium parvum e Cryptosporidium hominis
Os protozoários desta classe completam seu ciclo em um só hospedeiro (ciclo monoxeno).
Cryptosporidium hominis, tem o ser humano como hospedeiro, enquanto o Cryptosporidium Parvum, tem como hospedeiro os mamíferos.
Cryptosporidium desenvolve-se, preferencialmente,
nas microvilosidades de células epiteliais dos tratos gastrointestinal e respiratório e, ocasionalmente, epitélio renal.São parasitas intracelulares, extracitoplasmáticos.
Esse protozoário pode colonizar sítios extraintestinais como vesícula biliar, dutos pancreáticos, esôfago e faringe, como nos casos de T CD4 < 50, que são pacientes imunodeprimidos.
Seus oocistos são pequenos, esféricos ou ovoides, medindo cerca de 2,94 a 6,5 pm por 3,44 a 8,5 pm, contêm quatro esporozoítos livres no seu interior quando eliminados nas fezes.
Nas espécies intestinais apresentam, em geral, formato esférico e medem 4 a 6 pm enquanto as espécies gástricas possuem oocistos mais alongados, com tamanho de 6 a 9 pm.
Infectam novas células para uma segunda divisão esquizogônica, resultando em esquizontes tipo II, que originam quatro merozoítos.
Há duas divisões esquizogônicas: a primeira resulta em esquizontes tipo I, dando origem a seis ou oito merozoítos.
Compreende uma fase de reprodução assexuada por esquizogonia (ou merogonia) e outra de reprodução sexuada por gametogonia e esporogonia.
Os merozoítos tipo II dão início ao ciclo sexuado, com formação de gametócitos e gametas. O produto da fusão dos gametas é um zigoto que desenvolve um oocisto com quatro esporozoítos.
Idade, a competência imunológica do indivíduo infectado e a associação com outros patógenos, influem nesta.
Os achados histológicos na criptosporidiose mostram atrofia das vilosidades, hiperplasia e achatamento das criptas; o protozoário induz a apoptose do enterócito, com rompimento do citoesqueleto e proteínas das junções epiteliais e, em consequência, aumento da permeabilidade do epitélio intestinal, inflamação da lâmina própria, conduzindo a um quadro de diarreia secretória.
O parasitismo gera alterações nas células epiteliais da mucosa gastrointestinal interferem nos processos digestivos e resultam na síndrome da má absorção, decorrentes da perda da área de absorção e diminuição de transporte de nutrientes.
O mecanismo que conduz à diarreia é multifatorial e permanece ainda a ser totalmente elucidado.
Quadros clínicos causados por C. hominis e C. parvum, tem diferenças:
Sintomas não relacionados ao trato gastrointestinal, tais como dores nas articulações, cefaleia e dor ocular, fadiga e vertigens, são registrados com maior frequência entre os portadores de infecção por C. hominis que aqueles parasitados por C. parvum.
O tratamento da criptosporidiose é essencialmente sintomático e visa aliviar os efeitos da diarreia e desidratação. Em indivíduos imunocompetentes geralmente ocorre cura espontânea.
É feito pela demonstração de oocistos nas fezes, em material de biópsia intestinal ou em material obtido de raspado de mucosa (histopatológico)
O exame de fezes é feito após a utilização de métodos de concentração, flutuação centrífuga em solução saturada de sacarose ou solução de Sheather ou centrífugo-sedimentação com formalina-acetato de etila ou emprego de métodos especiais de coloração. Podendo ainda ser utilizados métodos imunológicos ou moleculares para a confirmação do diagnóstico.
O protozoário Cryptosporidium apresenta distribuição cosmopolita, e oocistos do parasito têm sido detectados em fezes de indivíduos imunocompetentes e imunodeficientes em todas as regiões estudadas. Maior prevalência nos trópicos, por conta de questões socioeconômicas.